Especial | Sin City

Sin City, a Cidade do Pecado. Uma série de sete graphic novels neo-noir inovadoras criadas por Frank Miller entre 1991 e 2000, com extrema violência, objetificação das mulheres, heróis nada heroicos e muita, mas muita violência. Material descartável? Muito ao contrário, na verdade. Miller, nesses seus trabalhos, focou no visual em detrimento do roteiro, mas isso não faz da experiência algo menos extasiante ou original.

Em grande forma, o desenhista/roteirista nos apresenta a um fascinante mundo em preto-e-branco que não tem tons de cinza. O contraste absoluto entre essas duas cores dá o charme à narrativa, que normalmente lida com valentões se vingando de alguma coisa, sempre com mulheres voluptuosas no meio carregando armas pesadas. Mas, se o leitor não se importar com o grau elevado de violência estilizada, Sin City é um prazer em quadrinhos, de leitura fácil e de momentos memoráveis, incluindo os já famosos usos pontuais de cores aqui e ali, para alcançar o máximo de efeito.

E, como tudo hoje em dia, Sin City ganhou duas adaptações cinematográficas, ambas por Robert Rodriguez. A primeira, simplesmente intitulada Sin City: A Cidade do Pecado, é de 2005 e, assim como as graphic novels, foi um divisor de águas em termos estéticos. Rodriguez trabalhou na replicação quase que integral de três histórias (quatro, se contarmos com o conto que abre o filme) ao ponto de sua obra se uma espécie de motion comic muito sofisticada. Em 2014, sem alcançar o mesmo sucesso, Rodriguez lançou uma continuação – Sin City: A Dama Fatal – empregando as mesmas técnicas anteriores, mas adicionando material inédito criado pelo próprio Frank Miller.

Como não poderia deixar de ser, o Plano Crítico resolveu trazer a seus leitores absolutamente todo o material de Sin City – as sete graphic novels e os dois filmes – em uma série de críticas. E, agora, apresentamos tudo muito bem organizado, aqui, nesse post-índice de fácil manuseio. Divirtam-se!

Para acessar as críticas, clique nas abas e nos links e imagens correspondentes abaixo. Boa leitura!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.