Especial | Stanley Kubrick

STANLEY KUBRICK

New York City, Estados Unidos, 26 de julho de 1928

Harpenden, Inglaterra, 07 de março de 1999

.

Não há cinéfilo que se preze que nunca tenha ouvido falar de Stanley Kubrick. Diretor de uma obra invejável, ele é referenciado e lembrado por praticamente todos os grandes cineastas e críticos da atualidade, isso por que sua obra ultrapassou qualquer limite de datas e particularidades temporais, cabendo a cada novo tempo como uma luva estranhamente perfeita, pronta para ser vista sob um novo olhar. Assim é com filmes como 2001: Uma Odisseia no Espaço, Laranja Mecânica e Nascido Para Matar, isso só para citar três dos seus filmes mais conhecidos.

Ao contrário do que muita gente pensa, Kubrick não é britânico. Ele nasceu em Nova York, em 1928, numa família de ascendência judia, e passou sua infância e parte da adolescência no Bronx. Nunca morreu de amores pela escola, e sempre que podia se livrar de um dia de aula, fazia-o sem pensar, indo para o cinema passar o tempo. Esse tratamento desleixado dado aos estudos resultou numa sequência de notas baixas, que acabaram por não permiti-lo entrar na Universidade.

Seu pai o apresentou ao xadrez, à fotografia e à literatura, três grandes paixões que viriam marcar a vida adulta de Kubrick, principalmente a fotografia, motor de maior capricho e demonstração de perfeccionismo em seus filmes. Depois de sua primeira câmera, aos 13 anos, ele nunca mais deixou de enxergar o mundo através de uma lente, abrindo caminho para um emprego como fotógrafo, já na juventude, e posteriormente, a paixão pelo cinema, em especial por sua capacidade de manipulação fotográfica.

O início de sua carreira profissional começou aos 17 anos, na revista Look, como fotógrafo. Existem alguns livros sobre esse período de sua vida como fotojornalista, e há também algumas tiragens de revista com matérias a respeito.

Após seus três curtas-metragens iniciais (Flying Padre, Day of the Fight e The Seafarers), ele conseguiu emplacar o primeiro longa, Medo e Desejo (1953). À essa época, o diretor já não trabalhava mais para a Look, e o dinheiro para a produção do filme veio de suas partidas de xadrez e da ajuda de um tio, que não se arrependeu do investimento, posto que o filme tornou o sobrinho reconhecido e o dinheiro foi recuperado. Kubrick não gostou nada do resultado final de Medo e Desejo, recolhendo todas as suas cópias e proibindo seu lançamento em qualquer formato de reprodução doméstico. O filme só voltou às telonas em 2010, em Los Angeles; e pela primeira vez na televisão no ano de 2011. Em setembro de 2012, a Kino Class lançou o filme restaurado e em Blu-ray.

A Morte Passou Perto e O Grande Golpe são os “longas de treinamento” de Stanley Kubrick. Pelos problemas com orçamento, ele mesmo se dedicou com afinco à produção do primeiro, realizando, além da direção, a fotografia, a montagem, a co-produção e o roteiro. O Grande Golpe foi o seu primeiro filme de Estúdio, então as facilidades eram maiores e ele conseguiu trabalhar com uma equipe fixa que orientava milimetricamente. O bom resultado desses dois longas o levou a realizar Glória Feita de Sangue (1957), e pela admiração causada em Kirk Douglas, recebeu o convite do ator para substituir Anthony Mann na direção de Spartacus três anos depois. As dificuldades de controle foram tais, que Kubrick jurou nunca mais fazer um filme em que não tivesse 100% de liberdade para fazer o que bem entendesse. Depois de seu primeiro divórcio e à procura de maior liberdade criativa, ele se mudou para a Inglaterra, onde estreou com Lolita, filme de parceria com investidores estadunidenses (todos os filmes a partir de Lolita seriam de co-produção UK-EUA).

Kubrick levou sua câmera para os mais diversos gêneros e modelos cinematográficos nesse período. Passou pela comédia de humor negro sobre o espírito da Guerra Fria; pela ficção científica (que acabou revolucionando); pela ultraviolência e modelo de vida que antecedeu o movimento punk; pelo século XVIII, utilizando fotografia de luz natural ou velas, desenvolvendo lentes especiais e uma quase inumana sensibilidade de captura; pelo terror de Stephen King, após recusar dirigir O Exorcista; pela Guerra do Vietnã e nacionalismo bélico; e por um drama sexual de tendência esotérica, com o qual encerrou sua carreira.

Outros projetos ainda constam na história do diretor, mas projetos que ele quis realizar e adiou ou não se sentiu confortável em fazê-los. Até um desentendimento com Marlon Brando ele teve por causa de um projeto de direção, antes de sua mudança para a Inglaterra. E é diante de toda essa mitologia de um único cineasta que nós do Plano Crítico apresentamos para você o Especial Stanley Kubrick, que irá abordar toda a filmografia do diretor mais outros projetos de sua carreira, seja como conselheiro, seja como idealizador ou ponto de partida para a concepção geral da obra. Sejam bem vindos ao Universo kubrickiano!

.

O Plano Crítico no Moviola #44 e 45 falando sobre Stanley Kubrick

.

.

.

Clique nos títulos em destaque ou nas imagens abaixo para acessar cada parte do Especial.

.

Filmografia Oficial

(16 filmes ao todo, sendo 3 curtas e 13 longas) 

.

Outros Projetos Cinematográficos

(filmes em que esteve envolvido de alguma forma)

.

Artigos e Listas

 

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.