Crítica | Doctor Who: Legacy

estrelas 3,5

Surgido na década de 80, com jogos como Tetris e Puzznic, o gênero tile-matching de vídeo-games logo se tornou muito popular. Essa popularidade se manteve através de games mais recentes, como Bejeweled e mais recentemente Candy Crush Saga, que se tornou o game mais jogado no Facebook. Sem nenhuma surpresa, passaram a surgir centenas de jogos do gênero – Doctor Who: Legacy é um deles.

O primeiro elemento que você deve saber antes de jogar Legacy é: esse é um jogo feito para fãs de Doctor Who, quem não conhece a série não entenderá nada da história que ele procura contar. Portanto se você gosta do gênero tile-matching, mas não conhece DW, aqui sugiro duas alternativas: Assista a série (a melhor opção) ou jogue outro game (Bejeweled é uma boa pedida e recentemente se tornou de graça para IOS).

A trama do game se encaixa perfeitamente no universo de DW. É 1975 e o Doutor e Madame Vastra estão na Terra, quando descobrem que ela foi invadida por Sontarans. O Doutor, logo percebe que há algo errado, já que a raça alienígena somente invade a Terra muitos anos depois. Logo se descobre que os sontarans adquiriram meios de viajar no tempo e estão reescrevendo a história do planeta. Cabe ao Doutor viajar através de sua própria linha do tempo e impedir os sontarans.

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O 11º Doutor e Madame Vastra

Entra aí o primeiro elemento fan-service de Legacy, cada conjunto de fases do game se passa em determinado episódio da série nova. Através de atualizações constantes mais níveis são liberados – The Satan Pit, por exemplo já foi adicionado ao game recentemente.

A mecânica se diferencia dos tile-matching games mais recentes, ao ponto que é possível mover uma peça por mais de um espaço – você pode jogar uma peça de um lado do tabuleiro para o oposto, por exemplo. Os movimentos extensos, contudo, mobiliza o tabuleiro de acordo com o caminho que sua peça faz, a forma de não deixar nenhum espaço vazio. Isso oferece uma dinâmica bastante interessante, em relação a outros games do gênero.

Em cada fase de Legacy somos colocados contra diversos inimigos correspondentes ao episódio em questão. Daleks e Cybermen são apenas alguns exemplos. A quebra de peças de mesma cor em conjunto (o mínimo são três) provoca um ataque aos inimigos, diminuindo suas vidas. Quantos mais peças quebrarmos de uma vez, maior será o dano causado. Depois de um determinado número de movimentos nossos, os inimigos atacam, diminuindo nossa barra de vida.

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Só falta a voz de Ian Mckellen

Nas fases podemos escolher também qual será a nossa equipe: no início do game temos o 11º Doutor e Madame Vastra, mas conforme ele progride vamos liberando novos companheiros como Amy, Rory, Clara, K9 – Mark II e também novos doutores (por enquanto somente o 10º está disponível). Cada personagem possui uma habilidade única que pode ser utilizada depois de certo tempo em cada fase. Esses personagens, conforme são utilizados, passam de nível e podem ter seus atributos (como dano e vida) melhorados.

A quantidade de informação e detalhes transmitidos no início do jogo são um problema, nos deixando confusos com o que se pode efetivamente fazer no game. Conforme progredimos nas fases, contudo, logo passamos a dominar todos os aspectos de Legacy.

A arte do game não deixa a desejar. Todos os personagens e inimigos possuem traços muito fieis à série. Os menus e as peças também receberam um ótimo tratamento, sendo os dois visualmente bonitos e simples.

Doctor Who: Legacy é um jogo bastante simples e garante uma boa diversão. É uma mistura de RPG com tile-matching, sendo uma boa alternativa para jogos mais simples do gênero. Definitivamente foi feito para fãs da série e só pode ser totalmente aproveitado por um. Quem não gosta do gênero tile-matching, contudo, irá logo se desapegar do game.

Doctor Who: Legacy
Desenvolvedora:
 Seed Studio, Tiny Rebel Games
Lançamento: 27 de Novembro de 2013
Gênero: Tile-matching
Disponível para: IOS, Android.

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.