Crítica | X-Men Origins: Wolverine – Uncaged Edition

Nunca fui um grande jogador de videogame. Tenho um PS3, um Wii, um DSi e um PSP mas não sou viciado nos jogos. Acho mais interessante as novidades em si. O PS3 eu tenho mais para ser meu Blu-Ray player, o Wii e o DSi são para minhas filhas e o PSP eu comprei para meu divertimento durante viagens.
Isso explica eu literalmente jogar muito pouco e raramente acabar um jogo que tenha começado. O próprio jogo que me dispus a comentar aqui eu ainda não acabei. Estou na última parte do último chefe. Falta só paciência para acabar, algo que definitivamente não tenho de sobra.
Mas tinha que comentar sobre o jogo de Wolverine (versão do PS3). Não sei se acompanha a estória do filme pois não o vi mas, pelo pouco que sei, parece que sim. A trama é bem idiota o que me faz ainda mais ficar feliz com minha decisão de não assistir o filme no cinema. Mas uma pessoa como eu não joga videogames pelo roteiro…
Vamos falar sobre o jogo. Jogos baseados em filmes, normalmente, são uma porcaria. Aliás, o mesmo se pode dizer de filmes baseados em jogos. Parece que não acharam o PH neutro da química entre as duas mídias. Algum dia acharão, tenho certeza. De toda forma, Wolverine é um jogo bom, muito bom para meus padrões que, decididamente, pelas razões acima, não são muito altos.
Em primeiro lugar, é um jogo fácil. Não é necessário decorar a combinação de 37 botões para se jogar com eficiência. Basta algumas teclas básicas para se arrancar bons efeitos do jogo. Em segundo lugar, não é um jogo de quebra cabeças e sim de porrada pura e simples. É andar em linha reta matando pessoas. Eu sei, eu sei, vão me chamar de insensível e violento. No entanto, sou maior de idade, trabalho, dirijo e convivo com balas perdidas no Rio de Janeiro. Desopilar o fígado é preciso e Wolverine é um bom remédio.
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Basta estender as garras – ora de metal, ora de osso, dependendo do momento do jogo – e sair apertando botões para cortar braços e cabeças e, com algum expertise, fazer combos sensacionais, do tipo espetar a cabeça do bandido com uma das garras e cortar a cabeça do cara com a outra. Outro exemplo: pular para cortar o cara ao meio na vertical (da cabeça aos pés), não horizontal. Nada que, alguma vez na vida, você não tenha querido fazer com alguém que detesta…
Apesar da capacidade gráfica do PS3, Wolverine não é o melhor jogo para mostrá-la. Tem gráficos mais simples (para os padrões atuais) com algumas fases que são basicamente paredes brancas ao seu redor. Os inimigos são simples e repetitivos mas vêm em quantidade que sacia, em abundância, minha sede de cabeças rolando pelo chão de um lado e corpos sem a cabeça (e sem braços e sem pernas) estrebuchando de outro.
Os chefes de fase são bem fáceis também e os personagens Marvel que Wolverine enfrenta são jogados lá sem mais nem menos. Um deles vale nota: o Blob. Esse mutante é aquele gordão super-forte que aparece no filme (pelo que soube) e que faz parte do grupo de Magneto nos quadrinhos. Para pegar o Blob de porrada, você tem que pular nas costas deles e literalmente “cavalgá-lo” (sem conotação sexual, por favor), fazendo-o destruir um supermercado no processo. Bem bacana e diferente.
Minha maior ressalva ao jogo é a existêncai de algumas dificuldades que não combinam com a facilidade geral do jogo. Alguns pulos são irritantemente complicados (e é esse problema que estou tendo na fase final) e tem algumas câmeras lentas que são inexplicáveis, só para dificultar sua vida. Mas, em linhas gerais, até um jogador muito mais ou menos e casual como eu consegue passar as fases nesse jogo. Afinal, nada como pular em um helicóptero, arrancar o vidro, pegar o piloto e levantá-lo na direção das hélices para fazer sopa da cabeça dele…
Ah, e os efeitos de regeneração de Wolverine são muito legais. Ao tomar muita pancada, Wolverine começa a ficar ferido, com ossos e órgãos internos aparecendo. A regeneração – em tempo real – só acontece se você correr para algum lugar e ficar sem apanhar por alguns momentos.
Outro lance bem interessante é a possibilidade de você destravar três uniformes para Wolverine. Durante o jogo, você joga com Logan de calça jeans e camiseta branca. Ao destravar os uniformes, você pode se vestir exatamente como nos quadrinhos. E a forma de destravar também é boa: você acha “bonecos” de Wolverine durante o jogo e abre uma fase bonus em que você briga com você mesmo. Tem que ganhar do Wolverine no uniforme que você quer para pegar o uniforme. E a briga é bem difícil. Eu só consegui pegar todos os três quando meu Wolverine já estava bem bombado, com pontos de experiência e golpes novos destravados (algo que acontece meio que naturalmente no desenrolar do jogo).
Diversão garantida para quem gosta de espalhar as tripas de seus inimigos pelo chão.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.