Lista | 10 Excelentes Clipes de 2015

Acho que já ficou claro o quanto nós do Plano Crítico gostamos de videoclipes depois da mega lista dos nossos favoritos. E um ano com tantos clipes incríveis pedia uma lista para ser compartilhada com o público. Tentando pegar o máximo de gêneros possíveis – do pop, passando pelo rap, até o heavy metal – o conglomerado de videos selecionados sabem divertir, assustar ou surpreender. Confira a seguir alguns dos melhores videoclipes lançados em 2015 até o momento e comente seus favoritos!

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“Bad Blood” – Taylor Swift feat. Kendrick Lamar

Alguns produtores já pensavam em fazer um Mercenários apenas com mulheres. Parece que Taylor Swift foi mais rápida e já lançou um usando o maior números de artistas mulheres que ela podia contatar. Bad Blood é um videoclipe blockbuster, provavelmente um dos maiores já feitos. Com referências a praticamente qualquer blockbuster explosivo feito nos últimos anos e aparição de cerca de 17 famosas atrizes e cantoras (além de Kendrick Lamar, único homem no clipe) não dá pra dizer que o clipe não é extremamente divertido.

 

“Let It Happen” – Tame Impala

A direção e atuações no clipe de Let It Happen do Tame Impala são de qualidade invejáveis. Nos primeiros segundos se tem a impressão de estar assistindo um filme direto de um grande festival. Entre as várias loucuras do clipe e a esquizofrenia do personagem principal, o que resta são as guitarras de Kevin Parker como choques revezando entre realidade e fantasia para o personagem que vemos na tela. Lembra até a carga dramática de alguns clipes setentistas do Pink Floyd. A conexão de melodia e acontecimentos em cena são impecáveis. Se procura um clipe MUITO bem dirigido, ele está aqui.

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“Alright” – Kendrick Lamar

Kendrick Lamar não se satisfaz. Além de lançar um dos melhores álbuns do ano ele ainda lança um dos melhores clipes do ano. Tudo o que To Pimp A Butterfly aborda o videoclipe de Alright sabe resumir bem. É sobre a comunidade negra americana, os inúmeros preconceitos existentes e a segregação que, mesmo após tantos anos, eles ainda sofrem. Por uma fotografia em preto e branco, Kendrick levita pela cidade e faz a canção fluir tão bem quanto impressiona. Esse clipe PRECISA ganhar um prêmio muito grande, pois simplesmente de melhor direção no VMA (prêmio este que ele levou) não é o suficiente.

 

“High By The Beach” – Lana del Rey

Lana Del Rey fez seus fãs babarem tanto por esse clipe, divulgando seu novo álbum, Honeymoon, que provavelmente foi uma das coisas mais comentadas na internet na semana que foi lançado. Não se engane pela aparente inicial tranquilidade e monotoniedade do clipe, ele tem um motivo (além da dança “sexy sem ser vulgar” da cantora) de estar aqui e esse motivo se encontra aos 3:50 do clipe.

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“Asleep In The Deep” – Mastodon

Gatos, imagens e figuras assombrosas e um tom aventuresco de fantasia dos anos 80. Toda esse premissa tenta resumir o que é visto no espetacular clipe de Asleep In The Deep, canção feita pra divulgar o sensacional Once More Round The Sun, último trabalho do Mastodon. A banda – acostumada em fazer clipes bizarros – usa a ótima faixa pra embalar a saga aventuresca e psicodélica de um gato pelo submundo. É de longe um dos clipes preferidos desse que vos escreve.

 

“Speed of Light” – Iron Maiden

O Iron Maiden definitivamente conhece seus fãs. Eu poderia afirmar que 80% dos fãs da banda são geeks. E parece que é sabendo disso que o grupo lançou o clipe de Speed Of Light – divulgando o álbum The Book Of Souls – levando o mundo dos games como tema. É uma divertida homenagem a todas as mudanças que a era dos video-games foi sofrendo: vemos Eddie se aventurando desde o atari até os jogos mais modernos. Simplesmente sensacional.

 

“I Really Like You” – Carly Rae Jepsen

Emotion, o novo álbum de Carly Rae Jepsen contou com participação de peso no clipe para divulgá-lo: TOM HANKS. Por trás de uma sonoridade pop bem melódica e dócil, o ator nos diverte ao extremo com uma interpretação hilária de sua  parte, cantarolando – e dublando – toda a canção.

 

“What Kind Of Man” – Florence + The Machine

A direção, as atuações, o roteiro, a fotografia de What Kind Of Man de Florence e sua máquina – divulgado logo no princípio que o álbum How Big, How Blue, How Beautiful foi anunciado – são pontos que me surpreenderam extremamente. Parei pra assistir o clipe e a sensação que tive foi de parar pra assistir um filme que acaba de sair de um Festival como Sundance ou Cannes, com um roteiro confuso, mas instigante, intercalado pelas ótimas guitarras da canção. E pensar que esse era somente a primeira parte de The Odissey, uma espécie de curta formado por clipes que a banda estaria lançando. Por mais sensacional que sejam as outras partes, What Kind Of Man foi com certeza o que mais me surpreendeu.

 

“Boa Esperança” – Emicida

Por cima das batidas africanas do single Boa Esperança, Emicida desfila vários versos agressivos. Uma revolta que vem em forma de rimas pesadas. E pra se equiparar ao nível da letra, só mesmo tendo imagens tão chocantes para o clipe se conectar ao que vemos em seus versos. A crítica social presente no clipe é tão pesada que gerou até uma desnecessária polêmica por parte do público. De qualquer forma, o objetivo de Emicida foi cumprido: gerar desconforto, fazer o público pensar com seus versos inteligentes.

 

“Close Your Eyes And Count To Fuck” – Run The Jewels feat. Zach de la Rocha

O sensacional rap do duo formado por El-P e Killer Mike contou com a ajuda de Zach de la Rocha (Rage Against The Machine) para a faixa Close Your Eyes And Count To Fuck,  no segundo álbum do grupo. E o clipe para tal canção não decepciona, entregando uma performance visual a altura da excelente faixa. Vemos aqui uma poderosa crítica social nas imagens em preto e branco do embate entre um policial branco e um jovem negro (quase uma dança em meio as batidas da música). Exaustos, cada um quase desistindo, eles travam uma luta incessante. Fantástico.

HANDERSON ORNELAS. . . Estudante de engenharia química, fascinado por música, cinema e quadrinhos. Um fã de ficção científica e aventura que carrega seu fone de ouvido por todo lado e se emociona facilmente com música, principalmente com "The Dark Side Of The Moon". Enquanto não viaja pelo tempo e espaço em uma TARDIS, viaja pelo mundo dos livros e da música.