Lista | DC Comics – Os Filmes Ranqueados

Resolvemos arregaçar as mangas e encarar a tarefa hercúlea de rever todo os filmes da DC Comics (aqui entendida como o conglomerado que abarca a Vertigo Comics e todos os demais selos menores) e ranqueá-los do pior ao melhor. Estabelecemos, porém, duas regras:

(1) Só longas live-action lançados originalmente no cinema, ou seja, nada de animações ou filmes lançados primeiro na TV ou em vídeo;

(2) Cada versão de um mesmo filme foi considerada separadamente, ganhando sua devida colocação, mesmo quando a referida versão foi lançada originalmente na TV ou em vídeo (basta que a versão original tenha estreado no cinema).

Leitores mais atentos poderão dar falta de A Liga Extraordinária e de Stardust: O Mistério da Estrela, mas essas ausências foram propositais e por uma série de razões diferentes que não listaremos aqui. Mas a principal delas – comum aos dois filmes – é que não constam dos créditos deles menções de que são adaptações da DC Comics ou qualquer selo da editora, apenas a Alan Moore e Kevin O’Neill em relação ao primeiro e a Neil Gaiman e Charles Vess no segundo. Mas, se tivéssemos que inserir as produções em algum lugar, A Liga Extraordinária provavelmente ficaria por ali na categoria III. Os Ruins e Stardust na categoria VI. Os Bons, conforme nosso seccionamento abaixo.

Ah, o melhor de tudo é que temos TODAS as críticas aqui no site, bastando clicar nos títulos em vermelho ou nas imagens para conferir! Finalmente, como de costume, vale lembrar que, assim como acontece em toda lista, ela é uma escolha pessoal da Santíssima Trindade do PC (ué, se a DC tem uma, porque não podemos ter também?): Luiz “Krypto” Santiago, Guilherme “Jumpa” Coral e Ritter “Ace” Fan. Portanto, discordar da ordem é natural e faz parte do processo, bastando, neste caso, mandar seus comentários lá embaixo!

I. A ABOMINAÇÃO

40.
Supergirl
(Idem, 1984)

Só para o leitor ter uma ideia, Supergirl foi o filme que fez os Salkind quererem se livrar da franquia do Superman, vendendo os direitos cinematográficos para a fábrica de filmes B conhecida como Canon Films e que resultou em nada mais, nada menos do que Superman IV. Quem acha o último filme do Superman de Christopher Reeve ou Mulher-Gato ou aquelas porcarias do Joel Schumacher o fundo do poço das adaptações DC Comics para o cinema, é porque simplesmente não viram Supergirl. Esse é um filme que avilta o espectador, que o faz passar mal, que faz seu Q.I. escorrer pelas orelhas.

II. OS INSUPORTAVELMENTE RUINS

39.
Mulher-Gato
(Catwoman, 2004)

Esse pornô-soft fetichista e objetificador de mulheres só não está na categoria “abominação” acima, pois a DC e a Warner fizeram o favor de alterar tanto, mas tanto a Mulher-Gato que vemos no filme que ela simplesmente não é nem de longe aquela que conhecemos dos quadrinhos do Batman, apesar de haver menção expressa, nos créditos, de que foi baseada na personagem criada por Bob Kane. Assim, os fãs podem simplesmente ignorar completamente esse filme-videogame de Pitof e fingir que a Mulher-Gato do cinema que vale de verdade é a de Michelle Pfeiffer (vamos combinar que Anne Hathaway até faz um esforcinho, mas não consegue sequer chegar a lamber as botas de couro de Pfeiffer).

38.
Batman & Robin
(Idem, 1997)

Bat-mamilos, bat-bunda, bat-cartão de crédito, bat-armadura com “detalhes” prateados, bat-protetor de virilha tamanho 3XG, bat-skate aéreo, Sr. Frio de roupão e pantufas… Preciso mesmo continuar? Batman & Robin faz um enorme esforço para ser camp e engraçado, mas só consegue ser extremamente ruim mesmo. Um filme que George Clooney sempre poderá, orgulhosamente, dizer que fez e que não teve sua carreira afetada por isso…

37.
Superman IV – Em Busca da Paz
(Superman IV – The Quest for Peace, 1987)

O filme que terminou de enterrar a carreira cinematográfica do Superman por quase 20 anos. Uma tristeza saber que essa coisa foi o último papel de Christopher Reeve como o Azulão. A única razão de ele estar aqui, nesse lugar de “honra” acima das outras três coisas tenebrosas acima é que o Homem Nuclear é tão idiota, mas tão idiota, que é simplesmente impossível não rir de seu topete, de seus arranhões atômicos e, claro, da qualidade incrível da atuação do sujeito contratado para vivê-lo.

36.
Batman Eternamente
(Batman Forever, 1995)

Joel Schumacher devia ser preso. Afinal, ele olhou para seu Batman Eternamente e deve ter achado o que fez muito bom, pois ele foi lá e insistiu em sua visão deturpada e ainda fez Batman & Robin. Esse filme é tão porcaria que realmente fico impressionado ao perceber que ainda tem coisa pior… A presença de Jim Carrey e Tommy Lee Jones, que deviam estar precisando pagar seus alugueis, é  a única coisa que torna esse filme menos inferior – mas bem levemente – aos outros aí em cima.

35.
Lanterna Verde
(Green Lantern, 2011)

Essa pérola esmeralda aqui é a razão pela qual não temos o Lanterna Verde na versão cinematográfica da Liga da Justiça. A vergonha da DC e da Warner em ter soltado essa porcaria nos cinemas é tão grande que eles não tiveram a coragem de contaminar a reunião do super-grupo com a presença do herói. Apesar da medonha pista de Hot Wheels e de sua luta contra uma nuvem, o filme está no honroso topo da categoria dos Insuportavelmente Ruins pelos visuais de Oa e de Killowog e, claro, pela presença de Mark Strong como Sinestro. O resto pode empacotar e jogar no incinerador que ninguém vai sentir falta.

III. OS RUINS

34.
O Monstro do Pântano
(Swamp Thing, 1982)

A proposta ousada de levar o Monstro do Pântano para as telonas fez um inesperado sucesso, mas o filme de Wes Craven não sabe o que quer ser e, ainda por cima, tem uma tenebrosa roupa de borracha que não esconde sua “borrachidão” e leva o espectador a risadas desconcertantes.

33.
Jonah Hex – O Caçador de Recompensas
(Jonah Hex, 2010)

Jonah Hex é outro filme que não sabe o que quer ser: um faroeste bacana baseado em quadrinhos ou uma bobagem idiota baseada em quadrinhos. Fica mais próximo do segundo do que do primeiro, infelizmente, mas, pelo menos, a maquiagem do cowboy desfigurado vivido por Thanos e Cable é muito boa.

32.
RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos
(RED 2, 2013)

RED 2: Aposentados e Ainda Mais Perigosos não passa de uma grande repetição do que veio antes, mais uma prova do interesse único dos estúdios na bilheteria e não na qualidade de seus filmes. Divertido, porém esquecível, essa continuação claramente não deveria ter saído do papel – teríamos ficado satisfeitos com o falho, mas engajante longa-metragem original.

31.
Esquadrão Suicida: Versão Estendida
(Suicide Squad: Extended Cut, 2016)

Esquadrão Suicida não é mais do que um monte de videoclipes mal-ajambrados estrelado por uma icônica galeria de personagens (ok, menos o sujeito lá que morre com a cabeça explodida e o Capitão Bumerangue, pois não dá para levar a sério um fulano cuja arma é um bumerangue a não ser que seja o menino fera de Mad Max 2) arrancada dos quadrinhos e diluída em uma história sem qualquer sentido. Mas pelo menos tem Viola Davis como Amanda Waller para valer minimamente a pena. A razão da Versão Estendida estar abaixo da Versa de Cinema na lista é que deram a chance de consertar um pouco que seja a mixórdia e, mesmo assim, não conseguiram nem chegar próximos de conseguir. Fool me once

30.
Esquadrão Suicida
(Suicide Squad, 2016)

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Não tenho muito mais o que dizer sobre essa porcaria do Universo Cinematográfico DC. É um desperdício de potencial tão grande, com um Coringa marretado imbecilmente na narrativa e uma Arlequina que está lá daquele jeito só para fã babão ficar deslumbrado com a beleza da moça, que revolta qualquer apreciado de bom Cinema.

IV. OS RAZOÁVEIS

29.
Superman and the Mole Man
(Idem, 1951)

O primeiro longa live-action para cinema do Superman consegue ser bem melhor do que se imagina, se o espectador conseguir colocar-se nas botas preto-e-branco do herói na época. É um filme cheio de limitações, feito para ser um motor de arranque para a série de TV que derivaria dele e mantendo o padrão de serials dos anos 40 e 50. Mas funciona direitinho!

28.
Os Perdedores
(The Losers, 2010)

Um desfile de clichês de filmes de ação desperdiçados em uma direção e uma montagem frenéticas, mas que ganha vida pelo excelente elenco e por uma ou duas sequências bem originais e divertidas. Os Perdedores é uma daquelas obras para começar a ver depois de desligar o cérebro.

27.
Steel – O Homem de Aço
(Steel, 1997)

Steel é um filme inacreditável simplesmente por ter sido feito. Afinal, estamos falando de um herói mais do que desconhecido e que, na fita, tem sua importante ligação com o Superman desfeita quase que completamente e, ainda por cima, é estrelado por Shaquille O’Neil, o famoso jogador de basquete que já foi até gênio da lâmpada no cinema. No entanto, surpreendentemente, o que tinha potencial para ser um lixo tenebroso, daqueles de ficar ao lado de Mulher-Gato e outros desse naipe, acaba sendo uma gostosa, simpática e despretensiosa aventura tipo Sessão da Tarde cheia de lições de moral.

26.
Constantine
(Idem, 2005)

Constantine conta com seus inúmeros deslizes, que vão de atuações, passando por direção e terminando em um singelo exagero do CGI, ainda assim trata-se de uma obra que diverte o espectador que sabe o que esperar. Pode não ser a adaptação mais fiel dos quadrinhos, mas conta com elementos positivos o suficiente para nos manter presos à narrativa. Por mais que Keanu Reeves desaponte no papel principal, o elenco de apoio mais do que dá conta do recado, trazendo uma instigante mistura de ação, noir e terror.

25.
Superman III
(Idem, 1983)

Se Superman III fosse um filme que tivesse o Superman do Mal por 2/3 de sua duração, garanto que ele estaria mais acima nessa lista. Os momentos em que Reeve encarna o cafajeste são memoráveis e fazem a obra valer a pena. Pena que dura pouco e o resto todo ser tão idiota…

24.
A Volta do Monstro do Pântano
(The Return of the Swamp Thing, 1989)

Uma das maiores surpresas dessa lista é, sem dúvida alguma, A Volta do Monstro do Pântano, continuação do filme de Wes Craven de sete anos antes. A questão é que, só por ser uma continuação de um filme que já não era tão bom (para usar um eufemismo), e conhecendo Hollywood e o que ela costuma fazer com sequências, qualquer apostador jogaria todas as suas fichas no quão ruim o filme seria. Mas ele não é ruim. Longe disso, diria. E a razão é simples: ele abraça seu lado cômico de vez e, com isso, acaba ganhando toda a personalidade que o primeiro não tinha. Ah, tem outra razão também: a roupa de borracha do monstro do título é bem superior!

23.
Batman: O Homem-Morcego
(Batman: The Movie, 1966)

Como resistir ao Batman sisudo do saudoso Adam West e ao Robin histriônico de Burt Ward? Como deixar de cantarolar a musiquinha de abertura só vendo a imagem acima? Como esquecer do telefone vermelho que se comunica direto com o Comissário Gordon, do busto de Shakespeare que abre a porta da batcaverna e da fenomenal galeria de vilões? O longa que deu início à famosa e inesquecível série é uma diversão só.

22.
RED: Aposentados e Perigosos
(RED, 2010)

RED é a versão que funcionou de Os Perdedores. Um ótimo elenco, personagens invencíveis, premissa curiosa e uma divertida execução que sem dúvida diverte o espectador.

V. OS MAIS DO QUE SÓ RAZOÁVEIS

21.
Superman II – A Aventura Continua
(Superman II, 1980)

Superman II tinha tudo para estar bem mais acima nessa lista. Mas, já mostrando os problemas da Warner e DC com suas propriedades de quadrinhos, Richard Donner foi defenestrado depois de filmar 75% da obra e muita coisa foi refeita, o que levou o filme a ficar por aqui, mesmo tendo um Zod memorável e um Superman de Reeve ainda perfeitamente em forma. Mas o escudo-celofane, o beijo do esquecimento e boa parte da luta entre os kriptonianos nos céus de Manha… digo, Metrópolis são de revirar os olhos…

20.
Batman
(Idem, 1989)

Esse é o filme que veio para mostrar que filmes de super-herói podiam dar certo. Foi, literalmente, o primeiro filme de qualidade do subgênero depois de Superman II e o primeiro a efetivamente lidar com seriedade com a matéria. Michael Keaton definitivamente foi uma escolha estranha para Bruce Wayne, mas Jack Nicholson foi na mosca como Coringa. E, lógico, a Gotham City gótica de Tim Burton é um espetáculo à parte.

19.
Superman II – O Corte de Richard Donner
(Superman II – The Richard Donner Cut, 2006)

Vinte e seis anos depois de ser demitido da direção de Superman II, Richard Donner volta ao seu filme para nos mostrar o que deveria ter sido feito. E, em grande parte, ele consegue ser bem sucedido, reintegrando Marlon Brando à obra e reordenando outros elementos. Não ficou aquilo que poderia ter sido, claro, mas deixa bem delineado o plano do diretor em sua dobradinha com o Azulão.

18.
Superman – O Filme (Versão da TV de 3 Horas)
(Superman – The Movie – 3 Hour Broadcast Cut, 1981)

Superman – O Filme já não é um filme curto. Quando ele ganhou a Versão Estendida com mais sete minutos, eu já havia achado coisa pacas. Mas aí a Warner desenterrou de seu baú a versão de 188 minutos (45 a mais que a de cinema!!!) feita pelos Salkind para licenciamento para a TV (Donner não participou disso) lá no começo da década de 80. O resultado foi que conseguiram pegar algo perfeito e transformar em algo quase bom. Em outras palavras, deveriam ter deixado o Superman quieto no canto dele.

17.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça
(Batman v Superman: Dawn of Justice, 2016)

Um filme que se chama Batman vs Superman e que tem só uns 15 minutos disso. Um filme que tem o subtítulo A Origem da Justiça e, por isso, Snyder foi forçado a enfiar um monte de coisa supérflua só para “construir universo” a toque de caixa. Um filme inspirado na melhor HQ do Batman. Um filme que tinha absolutamente tudo para ser fascinante acabou sendo só um borrão escuro que serve de abre alas para a Mulher-Maravilha. E não, minha gente, a camada de complexidade que muitos apregoam que esse filme tem simplesmente não existe.

16.
Batman vs Superman: A Origem da Justiça – Edição Definitiva
Batman v Superman: Dawn of Justice – Ultimate Edition, 2016)

Não sendo recebido como esperado, BvS ganhou em tempo recorde uma Edição Definitiva que muitos consideram que resolve todos os problemas do filme e o transformam em uma obra-prima do naipe de O Poderoso Chefão. Mas isso é ilusão, devaneio ou mero wishful thinking. Sem dúvida o filme melhorou, mas longe de se tornar aquilo que poderia ter sido.

15.
Batman – O Retorno
(Batman Returns, 1992)

A continuação do Batman de Burton é uma daquelas raras exceções que confirmam a regra: trata-se de um filme melhor do que o original. Aqui, vê-se um pouco mais de ousadia narrativa, uma Michelle Pfeiffer como a Mulher-Gato definitiva e Danny DeVito como o grotesco Pinguim. Uma obra que explora o que o primeiro teve de bom e amplifica esse lado. É um mistério inconcebível como a Warner partiu desse filme para aquelas coisas disformes do Schumacher.

VI. OS BONS

14.
O Homem de Aço
(Man of Steel, 2013)

Agora a coisa começa a ficar séria! Depois de tentar reviver Superman de forma nostálgica e fracassando, a Warner resolveu reinventar o Superman com um filme sobre rinha de galo kryptoniana. E funcionou (ainda que o roteiro financeiro não tenha sido o esperado) pela pegada mais autoral de Zack Snyder que forja um universo interessantíssimo para o herói, lidando desde o drama de seu pai em Krypton até a chegada de Zod e seus minions à Terra, em meio a uma história de origem costurada de forma não-linear. É um filme incompreendido, ainda que também não seja a oitava maravilha do mundo e nem de longe alcançar a qualidade de dois outros filmes solo do herói (basta continuar a lista para saber quais).

13.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
(The Dark Knight Rises, 2012)

Sabe aquele momento em que vemos no horizonte uma trilogia perfeita sendo formada? Batman Begins recomeçou a história do Homem-Morcego de maneira realista, O Cavaleiro das Trevas chegou a um nível estratosférico e… catapimba, Christopher Nolan tropeçou e rolou escadaria abaixo, quase quebrando o pescoço. Mas o diretor não sabe fazer filme ruim (sim, isso mesmo que você leu) e, mesmo com sérios problemas, conseguiu encerrar sua trilogia do Batman de maneira eficiente, ainda que desapontadora em comparação ao que veio antes.

12.
Superman – O Retorno
(Superman Returns, 2006)

Esse é, provavelmente, o filme mais subestimado dessa lista toda. Quando o título Superman – O Retorno é falado em voz alta, ele é normalmente recebido com olhares e feições de nojo, com polegares de cabeça para baixo, com expressões do tipo “porcaria”, “chato” e coisas assim. Mas o filme de Bryan Singer é uma bela homenagem ao Superman de outrora que atualiza o visual do herói e carrega a obra de excelentes efeitos em computação gráfica. Claro que ele sofre com a repetição da trama do filme original de 1978 e o mistério bobo sobre a paternidade do filho de Lois, mas há muito mais a se aproveitar do que rejeitar nessa obra nostálgica.

11.
Liga da Justiça
(Justice League, 2017)

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Filmes de equipes de super-heróis são difíceis de se acertar e a expectativa em cima do primeiro filme (de cinema) da Liga da Justiça era gigantesca. O resultado final, depois de uma produção conturbada que teve a saída de Zack Snyder na direção, a entrada de Joss Whedon, roteiros reescritos e extensas refilmagens, é uma gangorra de qualidade que por vezes mostra o que poderia ter sido e, por outras, revela que a Warner e a DC não sabem mais o que querem de seu universo compartilhado. De toda forma, ver a equipe junta é um deleite, mesmo que o filme caminhe aos trancos e barrancos.

10.
Watchmen – Ultimate Cut
(Idem, 2009)

Watchmen é uma impossivelmente boa adaptação de uma obra em quadrinhos  extremamente complexa. E existem três versões dela. A terceira e mais longa, de 215 minutos (!!!), aglutina a segunda versão (do diretor), mais cenas extras e integra na narrativa a animação Contos do Cargueiro Negro, produzida junto com Sob o Capuz como material extra para rechear a versão em home video da obra. O resultado continua sendo bom, pois o filme original  excelente, mas assistir ao Ultimate Cut é cansativo e a narrativa é arrastada, esticada muito além do que precisava. É muito melhor ver a animação em separado, ainda que ela faça parte integrante da seminal graphic novel.

VII. OS MUITO BONS

9.
Mulher-Maravilha
(Wonder Woman, 2017)

Agora chegamos à elite das adaptações da DC Comics! Mulher-Maravilha, apesar de falho, é, sem dúvida, o filme que vem para mostrar o potencial do Universo Cinematográfico DC nos cinemas. Sem medo de fazer um filme de época passado durante a Primeira Guerra Mundial, Patty Jenkins acerta o tom da fita e Gal Gadot faz a segunda melhor versão da heroína (pois Lynda Carter ainda é a campeã, não há o que discutir!). Um filmaço que só derrapa em seu final, no conflito em CGI no escuro com o grande vilão.

8.
Estrada para Perdição
(Road to Perdition, 2002)

De certa forma, é até covardia colocar na mesma lista adaptações de quadrinhos não super-heroísticos em meio à maioria de adaptações de super-heróis, mas o objetivo é mesmo rankear tudo da DC. E Estrada para Perdição é um excelente filme de gângster com um belíssimo lado familial que o coloca, merecidamente, perto do topo.

7.
Batman Begins
(Idem, 2005)

Um dos melhores filmes de origem de super-heróis já feitos, uma maneira ousada e realista de se encarar o Batman cinematográfico, uma aula de direção de atores e um excelente e cirúrgico uso de CGI. Christopher Nolan pavimenta o caminho para sua obra-prima e dá um sopro de vida às adaptações de quadrinhos de super-herói, estabelecendo o parâmetro pelo qual todas as obras futuras seriam medidas.

6.
Watchmen – Versão do Diretor
(Watchmen – Director’s Cut, 2009)

Watchmen é um filme muito redondo e não necessitava efetivamente de uma versão do diretor. Mas ela existe e é das boas. As poucas cenas acrescentadas funcionam bem, mas não são muito mais do que curiosidades bem pensadas que esticam um pouco demais um filme que já era longo e razoavelmente complexo em razão da quantidade de personagens que o povoa. Por isso a colocação dessa versão aqui, abaixo da cinematográfica, mas acima do Ultimate Cut.

5.
V de Vingança
(V for Vendetta, 2005)

Finalizado com um literal estouro, V de Vingança é um interessante alerta sobre o totalitarismo que está sempre à espreita e permanece tão atual hoje quanto fora em seu lançamento, em 2005. Temos, aqui, uma poderosa adaptação que certamente merece ser re-assistida todas as vezes que alguém demonstrar um interesse mais que puramente acadêmico em governos totalitários.

VIII. OS EXCELENTES

4.
Superman – O Filme (Versão Estendida)
(Superman – The Movie: Extended Cut, 2000)

São só sete minutos a mais do que a versão de cinema, o que muito ligeiramente quebra o ritmo narrativo, colocando essa versão marginalmente abaixo da original. Um grande filme e uma aula de como se desenvolver um personagem.

3.
Watchmen
(Idem, 2009)

Watchmen é uma das criações mais complexas da Nona Arte e Zack Snyder não consegue passar nem 1/10 dos detalhes da obra de Alan Moore e Dave Gibbons para as telonas. Mesmo assim, imprimindo seu marcante estilo e trabalhando brilhantemente com uma enorme quantidade de personagens, o diretor captura a essência da obra original e a transpõe magistralmente para o cinema. Sim, há exageros aqui e ali e, para os puristas, modificações inaceitáveis, mas Watchmen continua sendo um filme quase imbatível quando se fala de adaptação de quadrinhos.

2.
Marcas da Violência
(A History of Violence, 2005)

Marcas da Violência prova ser um verdadeiro estudo de personagens, fazendo uso do contraste entre paz e violência para demonstrar como esta pode desestabilizar a vida tranquila em uma pequena cidade do interior. David Cronenberg acerta em cheio com esse retrato visceral, contando, de quebra, com um ótimo elenco e excelentes composições de Howard Shore. Não por acaso o diretor continuaria abordando temáticas similares em seu filme seguinte, Senhores do Crime.

1.
Superman – O Filme
(Superman – The Movie, 1978)

Superman – O Filme não foi o primeiro longa cinematográfico baseado em super-heróis, mas foi o responsável por iluminar o caminho que levaria a indústria cinematográfica ao estado atual em termos de adaptações de quadrinhos, para o mal ou para o bem. E, por incrível que pareça, esta conturbada produção comandada por Ilya e Alexander Salkind e Pierre Spengler, que tinha tudo, mas absolutamente tudo para dar errado, é, até hoje, em nossa opinião, o melhor filme de super-heróis já feito. Afirmação exagerada? Bem, se olharmos para a crescente oferta de filmes deste sub-gênero que há por aí, é certamente algo polêmico de se dizer, mas Superman – O Filme, captura à perfeição o espírito do personagem e o espírito dos quadrinhos em geral, ofertando aos espectadores uma experiência de tirar o fôlego e que merece ser apreciada em todos os níveis.

IX. HORS CONCOURS

Batman – O Cavaleiro das Trevas
(The Dark Knight, 2008)

Decidimos tirar O Cavaleiro das Trevas da “competição”, pois, de todos os filmes da lista – aliás, de todos os filmes mais claramente baseados em quadrinhos – este é o único que consegue transcender completamente esse rótulo. Trata-se de um thriller policial com o Batman e não o contrário. Trata-se de um drama antes de ser “história em quadrinhos”. É um triunfo técnico audiovisual com um incrível elenco, especialmente o saudoso Heath Ledger em sua antológica criação do Coringa anárquico.

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Ufa, acabou! Concordam? Discordam? Mandem seus comentários!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.