Lista | Doctor Who: As Melhores Histórias de Apresentação dos Doutores da Série Clássica

plano critico luiz santiago doctor who estreias aventuras

A primeira história de um Doutor é sempre um grande momento em Doctor Who. É o ponto onde ainda estamos ligados ao Tome Lord da encarnação anterior e quase sempre oferecemos resistência o novo corpo, que traz também um novo momento para a série. Desde a regeneração do 1º Doutor para a sua segunda encarnação, em The Tenth Planet, este tem sido o exercício pelo qual os whovians passam de tempos em tempos. Nesta lista eu organizo as melhores aventuras de estreia de cada Doutor da Série Clássica, aproveitando para colocar também o War Doctor, que retroativamente (sob o ponto de vista cronológico, o mais correto) entraria mesmo nessa classificação.

Como toda lista, independente dos critérios eleitos para sua concepção, podem haver discordâncias das mais diversas, então vai aqui o pedido para que vocês exponham quais são esses pontos e, em seguida, que façam a sua própria lista nos comentários a fim de que também possamos trocar impressões a respeito.

Para cada uma das aventuras citadas temos crítica aqui no site, basta clicar no link com o nome dos episódios/filme para ler os textos, caso queira ter mais informações sobre os critérios analisados em cada um dos arcos e a sua final colocação aqui. Ah, e é sempre importante dizer que os textos que acompanham as listas possuem SPOILERS! da Série Clássica.

.

8º Lugar: Doctor Who – O Senhor do Tempo

História de introdução do 8º Doutor

Paul McGann se tornaria, tempos depois, um dos meus Doutores favoritos, mas a minha simpatia para com ele não começou na sua estreia. Neste filme de 1996, uma tentativa tresloucada (mas admirável, convenhamos) de reviver a série, temos de tudo um pouco, desde a patética morte do 7º Doutor, após tomar um tiro (não é absurdo um Time Lord fazer tudo o que este fez e acabar morto por um tiro de gângster da Terra? Pois é…) até um Mestre risível de Eric Roberts. O filme tem todos os ingredientes das produções de terceira linha dos anos 90 e infelizmente não trouxe muita coisa boa não. Só para não ser plenamente ranzinza, a cena de regeneração do 7º para o 8º, em montagem paralela mostrando o filme Frankenstein, de 1931, é realmente muito boa. Mas de resto, fica difícil salvar. Sem contar que este filme traz a polêmica bizarra sobre o Doutor ser… [aquela coisa que não deve ser nomeada].
.

7º Lugar: Time and the Rani

História de introdução do 7º Doutor

DOCTOR WHO Time and the Rani PLANO CRITICO 7º DOUTOR MEL

A chegada de Sylvester McCoy em Doctor Who veio em um mau momento. Ele pegou o leme após a saída ingrata de Colin Baker e teve o azar de estar em um dos estágios de baixa da série, tanto em audiência quanto em elementos de criação, fator piorado pela pressão que o showrunner da época sofria da mesa diretora da BBC, cujos manda-chuvas simplesmente odiavam Doctor Who. Não é de se espantar, portanto, que Time and the Rani tenha tantos problemas internos, especialmente nos episódios 2 a 4. O primeiro, devido à novidade, consegue se safar bastante, mas o mal aproveitamento de Rani (apesar de Kate O’Mara dar um show de interpretação) e os gritos de Mel, mais um caos no desenvolvimento dos vilões nos coloca em um posto ruim aqui. O que o arco tem de bom mesmo é Sylvester McCoy.
.

6º Lugar: An Unearthly Child

História de introdução do 1º Doutor

Era uma vez… como tudo começou. Primeiríssimo e histórico arco de Doctor Who, An Unearthly Child trouxe William Hartnell como Doutor e mudou para sempre a História da ficção científica na TV. A partir daqui estamos falando de arcos bons, mas em níveis diferentes. Nesta estreia não apenas do 1º Doutor mas também da série, há muita coisa acontecendo, o programa ainda tinha um ar de seriado educativo e é justamente no período da Pré-História que as coisas esbarram um pouco na qualidade, mas no todo esta é uma boa aventura, mesmo com os gritos insanos de Susan e com o Doutor, venhamos e convenhamos, dando um pouco de medo da na gente…
.

5º Lugar: The Twin Dilemma

História de introdução do 6º Doutor

plano-critico-doctor-who-the-twin-dillemma

Esta é provavelmente a minha colocação mais polêmica da lista, uma que fará muita gente fazer vodu de Dalek com meu nome. Nesta odiada (não por mim, claro) estreia de Colin Baker, tudo parece ter se transformado na série. Se McCoy pegou o programa em plena era de Vacas Magras, o choque na era do 6º Doutor foi ainda maior porque aqui começou de fato este período de privações em Doctor Who, que por pouco não foi cancelada neste momento. Eu sugiro que quem não leu a minha crítica do arco, que dê uma passada por lá para entender os caminhos que usei para interpretar e ver este arco como uma história melhor que as anteriores. De qualquer modo, sei que a colocação é polêmica e sei também dos erros que a história tem, mas ela não é nem de longe esse horror que tanto clamam para ela. Pronto, podem mandar uns Axos virem me pegar aqui, eu vou entender.
.

4º Lugar: The Power of the Daleks

História de introdução do 2º Doutor

Quem acompanha o Plano Crítico a um tempinho já deve saber que Patrick Troughton é o meu Doutor favorito da Série Clássica. E ele, assim como Pertwee e McCoy (considerando só os Doutores da Clássica, que são o objetivo dessa lista), foi uma das minhas paixões à primeira vista e, à medida que seu run foi avançando, eu simplesmente o amava ainda mais. Esta estreia é um verdadeiro choque em comparação ao Doutor anterior. Passamos de um avô carrancudo de grande coração para um tio maluco com picos de palhaçadas e momentos de seriedade, além de grande exercício de inteligência nos momentos menos prováveis e um fofuchismo que demoraria muito tempo para voltar a fazer parte da personalidade de um Doutor.
.

3º Lugar: Robot

História de introdução do 4º Doutor

Provavelmente o Doutor mais conhecido, pelo amplo uso que diversas outras séries fizeram de seu longo e colorido cachecol (sem contar os 7 anos que Tom Baker ficou no papel), este Senhor do Tempo teve uma estreia bastante improvável se considerarmos bem. Era meados dos anos 70 e havia a mistura de uma série de caraterísticas da “velha ficção científica” com os novos tempos, o “tempo do horror” que aos poucos tomaria conta de DW. A referência a King Kong neste arco e a apresentação simpaticíssima de Baker no papel (só a sequência dele provando o uniforme já era o bastante para não desgrudar os olhos do personagem) fazem deste um dos melhores inícios de um Doutor na série, que garantiria nos anos seguintes o seu lugar no coração do público.
.

2º Lugar: Castrovalva

História de introdução do 5º Doutor

castrovalva-critica-doctor-who

Apesar de sempre reconhecer a capacidade dramatúrgica de Peter Davison (que testemunhamos já neste arco), eu nunca gostei realmente do 5º Doutor. Mas uma coisa é certa: a estreia dele na série foi uma grande surpresa para mim. Eu já começara a fase dele na TV após passar por uma série de áudios com o ator na Big Finish e não tinha uma boa opinião sobre o que esperar de sua presença no show. E qual não foi a minha surpresa ao ver o corpo do 4º Doutor se transformar em um repolho alguém tão doce e com um enredo tão interessante para trabalhar! Confesso que de todos os Doutores da Clássica, o 5º parece ter sido premiado pelos deuses de Gallifrey. Eu acho a estreia dele maravilhosa e o encerramento de sua jornada, em The Caves of Androzani, melhor ainda!
.
.

1º Lugar: Spearhead From Space

História de introdução do 3º Doutor

Falando sério: tem como ter outra estreia ocupando este primeiro lugar? E se a sua resposta for “sim!” você está completamente errado, favor responder de novo! Ah, esse começo da Era James Bond em Doctor WhoJon Pertwee está hilário nessa história e todas as linhas dramáticas aqui funcionam de maneira encantadora, da parte do medo até a adaptação diferente e impagável do 3º Doutor em seu recente corpo, depois de uma regeneração forçada e do começo de seu exílio na Terra. E aqui tem tantos bons momentos que fica difícil destacar um só. A cena do sapato, da cadeira de rodas, a chegada progressiva dos Autons… que início incrível! Um início com o pé direito da 7ª Temporada da Série Clássica, uma das melhores de todas!
.

Hors Concours: The Day of the Doctor

História de introdução do War Doutor

Por motivos óbvios essa história é “condenada” a ficar como hors concours sempre que falamos de elementos da Clássica e pegamos a sequência cronológica dos Doutores para organizar uma lista ou o que quer que seja. Trata-se de um novo momento na série, um episódio-filme de aniversário onde o Doutor da Guerra, interpretado por John Hurt, finalmente faz a sua tão esperada estreia completa. E que estreia! Para mim, este é um dos melhores capítulos de toda a série e pelo menos para o War Doctor, marca um começo e um fim, característica bastante curiosa para qualquer outra história de um Doutor. Ainda bem que temos outras mídias para acompanhar as aventuras dele pelo Universo de Doctor Who!

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.