Lista | Doctor Who: Os Episódios Ranqueados do 1º Doutor

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O objetivo dessa lista é apresentar uma classificação pessoal dos episódios/arcos na Era do Primeiro Doutor. Cada uma das classificações é acompanhada por um texto de impressões pessoais a respeito. Para ler as críticas dos arcos, basta clicar nos links que acompanham cada colocação. TODOS os arcos citados possuem crítica aqui no site. Abaixo, uma visão geral da minha temporada favorita desta era. E da minha equipe favorita.
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Melhor Temporada: Primeira (1963 – 1964)

Oito arcos, nenhum deles ruim. Apresentação do Doutor e Susan. Surgimento dos primeiros companions terráqueos, Barbara e Ian. Criação dos Daleks! Visita à Pré-História (justamente na descoberta de como dominar o fogo), à China medieval, à civilização Asteca e Revolução Francesa. Primeiro episódio psicológico de toda a série, com elementos adicionais da TARDIS, no “ponto zero” do Universo, o Big Bang. Criação dos primos dos Oods em outro episódio psicológico e com uma discussão ética acirrada. Primeira grande saga da série, no planeta Marinus… Como não amar a 1ª Temporada de Doctor Who?

Enquanto fazia a lista de melhores episódios e depois de temporadas eu fiquei um pouco em dúvida qual era realmente a melhor: a Primeira ou a Terceira? O que me fez chegar à conclusão de que a Primeira é melhor foi o número de boas criações, todas feitas de maneira sólida e com boas aberturas para o mesmo tema ser retomado no futuro. Embora não fosse uma real preocupação da série no momento, pois ninguém imaginaria que duraria tantas décadas, o cuidado com as tramas dessa temporada de abertura é imenso. As outras, especialmente a Segunda, teve como padrão a voz da mudança. “Precisamos fazer diferente“, o que é algo bom e necessário — inclusive permitiu que a série prosseguisse no ar por muitos anos –, mas não necessariamente funcionaram de maneira perfeita.

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Melhor Time: Doutor, Ian, Vicki e Barbara

PLANO CRITICO DOUTOR IAN VICKI BARBARA

Eis aí o meu time favorito da Era do 1º Doutor. Infelizmente foi uma equipe que viajou pouco junto, sendo formada em The Rescue, no arco de apresentação da jovem “substituta” de Susan e finalizada em The Chase, quando Ian e Barbara se despedem. Eu simplesmente amo a dinâmica desses quatro juntos. Vicki, por ser mais ativa e mais destemida que Susan caba fazendo um balanceamento entre os três adultos super responsáveis, apesar de às vezes Ian se comportar de maneira rebelde e o Doutor sempre teimoso (porém, cada vez mais amaciado por conhecer e viajar com pessoas incríveis — menos a assassina Sara Kingdom, que não suporto). Meu primeiro time do coração em Doctor Who.

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Os Episódios Ranqueados

Segue agora a classificação de todos os 29 arcos da Era do 1º Doutor, dispostos do pior para o melhor. Como destaquei no início, trata-se de uma lista pessoal, porém, baseada na análise da qualidade de cada uma das obras listadas. Caso você queira mais detalhes sobre minha opinião a respeito delas, clique nos links ou nas fotos para ler as críticas. Nelas você poderá entender os motivos pelos quais gosto ou desgosto de determinada história, além de ver a minha nota individual para cada uma.
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29º Lugar: The Web Planet

Arco #13

Insetos ridículos fazendo barulhos ridículos em um planeta parcialmente ridículo e em uma história tão ridícula, mas tão ridícula que mais parece uma sequência de vídeos de “zuerinha” feitos por um adolescente qualquer nos primeiros anos do Youtube. Isto é The Web Planet, o pior arco de toda a Era do 1º Doutor. Eu me lembro que enquanto assistia a esse troço, ficava dividido entre revirar os olhos, rir, chorar, bater com a cabeça na parede e jogar coisas na tela da TV, confusão que me deixou meio perturbado por uns dez meses. Esse é o tipo de história que deveria vir com o aviso de “O Ministério da Saúde Adverte…”, para deixar bem claro para as pessoas que isso aqui é muito, muito, muito ruim. E o pior é que Bill Strutton, o roteirista do arco, tentou voltar para a série anos depois, na Era do 3º Doutor, com uma história chamada The Mega, posteriormente adaptada pela Big Finish. Esta até que não é ruim, mas é medíocre. O autor definitivamente não tinha jeito para escrever roteiros para DW.

The Web Planet

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28º Lugar: Galaxy 4

Arco #18

O que dizer dessa aventura estranha com os Chumbleys, criados com base nos Daleks, com a intenção de serem tão importantes e medonhos quanto (pasme!!!). Não, não é piadinha, é verdade. Daí já é possível tirar a toada do roteiro nesta aventura. E desde já é preciso deixar claro que exceto The Web Planet, nenhum outro arco aqui será considerado péssimo ou ruim. Todos estarão de “medíocre” para cima, o que já é um ganho, considerando uma Era inteira, não é mesmo? Neste Galaxy 4, eu acho que se as Drahvins fossem trabalhadas de maneira mais cuidadosa e os vilões bizarros fossem encostados para darem lugar ao drama delas (e dos viajantes da TARDIS, claro), tudo poderia ser diferente.

Galaxy 4

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27º Lugar: The War Machines

Arco #27

Chegada de Ben e Polly e despedida patética de Dodo. Esse arco é todo jovenzinho, cheio de cenas bacanas em bares e com Ben e Polly dando um novo fôlego à série, mas o problema com WOTAN é bem difícil de engolir e tudo fica ainda pior quando Dodo vai embora sem dizer nada, uma sacanagem imensa dos produtores da série em não terem dado na TV a saída que a companheira devia e merecia. Pior: não foi a primeira nem a última vez que pisaram na bola nesse aspecto. Ô, BBC, viu!

The War Machines

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26º Lugar: The Massacre of St Bartholomew’s Eve

Arco #22

Um arco histórico com um tema bastante denso e destinos delicados para os envolvidos. Eu ainda fico impressionado que tenham explorado — mesmo com as suavizações, mas isso não é assim tão amplo — este evento na série. É um ponto diferente na relação entre o Doutor e Steven, algo sobre o qual eu sempre tive reações mistas na TV e opiniões mais positivas nas viagens deles no Universo Expandido. A questão aqui é que o roteiro fica muito chato quando adota um ponto historicamente heroico, quase como se tivesse necessidade de sair apresentando as grandes personalidades da época, um nível de positivismo narrativo que não fez bem algum para o arco, apesar de a obra final ser acima da média.

The Massacre

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25º Lugar: The Keys of Marinus

Arco #5

Só muito depois de ter visto e achado apenas OK este arco é que eu descobri que ele é verdadeiramente adorado por uma grande parcela de whovians, o que, confesso, foi uma surpresa pra mim. Terry Nation mais uma vez cede à mania de grandeza sem se preocupar muito com as implicações gerais que sua trama quebrada em diversos lugares poderia trazer para toda a saga, uma vez que apenas um número bem reduzido de vezes ele consegue fechar de maneira positiva todas as janelas. O arco é cheio de lugares espantosos visitados pelo Doutor, Susan, Ian e Barbara em Marinus e existem realmente algumas resoluções visuais bem interessantes. A história, porém, sofre um pouco no desenvolvimento e finalização, vítima de si mesma.

The Keys of Marinus.

24º Lugar: The Crusade

Arco #14

Um arco histórico que se passa na Palestina no ano de 1190 e com Ricardo Coração de Leão em cena… pois é. Atrativo é o que não falta nessa história. A chegada dos viajantes à Palestina no período das Cruzadas gera uma boa trama, mas um vilão de pouco potencial. Com personagens como o já citado rei Ricardo e também o icônico Saladino, o roteiro de David Whitaker procura não dispersar muito o espectador, focando a ação no quarteto de viajantes e nas personagens históricas, embora haja espaço para a breve aparição de coadjuvantes no decorrer dos capítulos. Mesmo assim, a trama tropeça na segunda parte de seu desenvolvimento, embora seja um arco curto para padrões da era do 1º Doutor, com apenas 4 episódios.

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23º Lugar: An Unearthly Child

Arco #1

A despeito do desenvolvimento lento e um pouco chato da trama, este arco de estreia da série nos traz algumas coisas boas. O inteligente cliffhanger também é um fator importante para segurar muita gente para a história que definitivamente faria de Doctor Who um sucesso, ou seja, a primeira aventura do Doutor contra os Daleks, arco seguinte da série.

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22º Lugar: The Space Museum

Arco #15

A direção de Mervyn Pinfield aqui consegue aglutinar alguns pontos soltos, mas as atuações dos moroks e dos xerons são medíocres e não conseguimos ter muitas emoções nem em relação a um grupo, nem a outro. O que fica claro para o espectador é a legitimidade de luta, sendo um grupo, o invasor; o outro, o nativo. Nesse ponto, chegamos até tomar partido, mas como não existe um necessário desenvolvimento psicológico ou uma grande trama em torno dessas duas raças alienígenas, a recepção do público não poderia ser mais próxima da indiferença.

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21º Lugar: The Smugglers

Arco #28

The Smugglers não apresenta inimigos alienígenas mas traz inimigos tão malignos e ameaçadores quanto. O Homem, por sua ganância e, em alguns casos, pelo uso de qualquer tipo de artifício para conseguir o que quer, torna-se um verdadeiro vilão, algo que já havíamos presenciado na série e que voltamos a presenciar aqui. O cliffhanger do arco traz uma curiosa mudança de temperatura dentro da nave e sabemos que a jornada seguinte, The Tenth Planet, traz pela primeira vez na série os Cybermen, em uma base na Antártida. É contra eles que o 1º Doutor lutaria nessa sua aventura final, antes de, enfim, se regenerar pela primeira vez.

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20º Lugar: The Romans

Arco #12

Acredito que o ponto mais incômodo do arco sejam as elipses iniciais e temporais. No cliffhanger do arco anterior, a ameaça da queda da TARDIS foi interessante, mas passou em branco pelo roteiro, não sendo nem minimamente explorada. Temos apenas uma fala do Doutor, que diz que a nave pode decolar de qualquer ângulo, mas é só. A passagem desse momento da queda para a inserção dos nossos queridos viajantes já plenamente contextualizados em um cenário romano é abrupto e estranho, embora a montagem tenha tentado fortemente diminuir o vazio gerado por essa passagem.

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19º Lugar: Planet of Giants

Arco #9

Creio que eu não tenha sido o único espectador a perceber uma mudança interessantíssima no comportamento do Doutor aqui, que pede desculpas a Barbara quando acredita ter sido rude com ela. Definitivamente a primeira encarnação do Time Lord amolecera após tantas aventuras ao lado dos professores. É pena (ou não?) que ele não tenha tido muita sorte em estacionar a TARDIS sem incidentes. Ian e Barbara já haviam manifestado várias vezes o desejo de voltar para casa e essa seria uma oportunidade, já que estavam na cidade certa e no ano certo. Infelizmente, com esse tamanho, jamais poderiam se considerar “em casa”.

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18º Lugar: The Gunfighters

Arco #25

O final da trama é acompanhado por elipses muito grandes, o que deixa o encerramento de The Gunfighters abruto e desagradável. A passagem do tiroteio para a TARDIS e, em seguida, da entrada na nave para a observação da tela de verificação do espaço externo são feitas com grandiosos intervalos de ação entre elas, algo incômodo para o espectador mais atento. Ainda bem que o desenvolvimento da história foi chamativo o bastante para conseguir superar esses pequenos erros de concepção, finalizando o arco com um saldo bastante positivo.

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17º Lugar: The Myth Makers

Arco #20

A partida de Vicki tornou a história memorável e ainda trouxe uma importante reflexão para as companions femininas do Doutor que, exceto Barbara, deixou a TARDIS apenas por uma paixão arrasadora. Essa afirmação, no entanto, iria mudar no arco seguinte, com o destino de Katarina em The Daleks’ Master Plan.

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16º Lugar: The Savages

Arco #26

Primeira vez na série temos uma divisão clara de arco temático, ou seja, os episódios passaram a ser nomeados pela sua posição no arco (Episode 1Episode 2), o que deu uma melhor localização para o público. Antes disso, cada episódio recebeu um título específico, em par com a trama que exibiam, mesmo estando dentro de um arco. Mais uma vez, Doctor Who passava por mudanças internas, uma característica que simplesmente manteve a série viva através dos anos.

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15º Lugar: The Reign of Terror

Arco #8

De todos os episódios do arco, o meu favorito é o último, Prisoners of Conciergerie, não só porque fecha a história de maneira admirável — com uma inversão de jogo muito inteligente –, mas também porque traz a figura de Napoleão em um outro contexto, brincando com os bastidores da História, construindo possibilidades, tornando viva a ciência dos homens no tempo.

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14º Lugar: The Sensorites

Arco #7

The Sensorites é um arco com a história mais conceitualmente crítica da primeira temporada de Doctor Who e com certeza um dos mais interessantes dessa fase inicial do Primeiro Doutor. Os Sensorites, assim como os Oods, não são criaturas más, embora possuam, assim como nós, indivíduos maus. No caso dos Oods, há uma justificativa para alguns serem maus: eles nasceram para servir, logo, acabam adotando algumas características medonhas, dependendo da pessoa a quem servem. Já no caso dos Sensorites, temos um povo pacífico que na situação observada por nós fazem o que qualquer povo faria para se defender de invasores e possíveis assassinos, não apenas por medo, mas por ter experiências ruins de um encontro anterior (nesse caso, a expedição INNER).

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13º Lugar: The Daleks’ Master Plan

Arco #21

É uma pena que a maior parte dessa história seja um reconstituição. Os únicos três episódios que sobreviveram demonstram uma ótima caracterização dos cenários e um trabalho maravilhoso de figurinos e direção. Particularmente gostaria muito de ver refeito o episódio em que o Doutor vai para Hollywood nos anos 1920. Ele encontra Charles Chaplin, Mary Pickford e Bing Crosby em pontos diferentes de um grande set de filmagens.

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12º Lugar: The Chase

Arco #16

É a primeira vez na série que temos uma exposição realmente genial dos Daleks e também percebemos alguns bordões serem usados com mais frequência, como o “I obey”, por exemplo, ou o clássico “Exterminate!”. A caça é realmente épica. Primeiro, no Planeta Aridius, onde o Doutor e seu pessoal tem contato com os aridianos e são ameaçados pelas Mire Beasts, os monstros que praticamente extinguiram os oceanos do Planeta. Até o final dessa primeira parte da caçada a sequência de eventos era realmente boa, mas o modo como eles entram na TARDIS, fugindo dos raios dos Daleks, é um tenebroso Deus ex machina.

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11º Lugar: The Dalek Invasion of Earth

Arco #10

The Dalek Invasion of Earth possui uma importância gigantesca para série. Eventos que se repetiriam com o passar dos anos aparecem aqui pela primeira vez ou ganham o seu devido destaque. A despeito dos tropeços técnicos, os acertos conseguem superar as falhas e dar ao espectador uma história tensa, crítica e emocionante. Pedir mais é querer agir como um Dalek.

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10º Lugar: The Ark

Arco #23

A história em The Ark consiste em um grupo de colonos terráqueos que vão buscar vida em Refusis II, um planeta com características muito semelhantes às da Terra. Parte da tribulação está minimizada em placas (literalmente falando!), e guardadas em locais especiais da nave, que Dodo chama de “Arca”. Alguns humanos, porém, não foram diminuídos ou “armazenados”, e cuidam para que a viagem aconteça sem maiores problemas.

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9º Lugar: The Tenth Planet

Arco #29

Os Cybermen desse arco são absurdamente toscos. Se compararmos com outro vilão clássico, os Daleks, perceberemos que os Cybermen evoluíram mais no sentido externo do que em sua concepção geral de modificação do ser humano “fraco e cheio de sentimentos” para uma configuração robótica, propriamente dito. Enquanto os Daleks tiveram algumas poucas estruturas físicas alteradas completamente (refiro-me a mudanças como a do Human-Dalek ou dos engraçadíssimos Daleks coloridos), os Cyberman tiveram uma grandiosa alteração físico-tecnológica no decorrer das décadas, o que, de um modo muito favorável, nos indica a constante busca dessa raça alienígena pelo aprimoramento técnico, exatamente como nós fazemos.

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8º Lugar: The Daleks

Arco #2

As coisas voltam para os trilhos no episódio intitulado The Rescue, o último do arco, onde temos um afunilamento das tramas paralelas, a incrível batalha final e a partida do Doutor e os outros tripulantes da TARDIS para… lugar nenhum. Sim, porque após sair de Skaro, a nave trava novamente, mas desta vez a coisa será realmente séria.

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7º Lugar: The Celestial Toymaker

Arco #24

A direção de arte dos episódios é algo a ser destacado. Cada ambiente específico recebeu uma atenção especial dos designers, e é de lamentar profundamente que apenas o último capítulo, The Final Test, não seja uma reconstituição.

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6º Lugar: The Edge of Destruction

Arco #3

O desfecho da história mostra que o lado ranzinza e zangado do 1º Doutor só encobre um coração enorme e uma bondade muito grande. Particularmente gosto muito do diálogo final dele com Barbara, e no modo como a sua confiança e relação pessoal com seus companheiros começa a apresentar sensíveis transformações.

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5º Lugar: Mission to the Unknown

Arco #19

Mission to the Unknown pode não ser assim tão grandioso se visto isolado em si, mas pensando-o dentro da série, com sua função de prólogo para o grande arco The Daleks’ Master Plan, ele se torna um ótimo exemplar da 3ª Temporada e prepara o espectador para uma das maiores investidas dos Daleks na conquista da Terra e do Universo.

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4º Lugar: Marco Polo

Arco #4

Apesar do deus ex-machina envernizado na finalização de uma parte da história e uma rapidez que não precisava existir se o fechamento tivesse começado um pouco antes, o arco termina de maneira brilhante. Até a questão final de Marco Polo é bem colocada, trazendo a curiosidade para o espectador em relação ao episódio seguinte, sem precisar de um take indicador ao local. Depois de Assassin at Peking, um final mais calmo era o modo correto de fechar o arco, até porque, era preciso criar uma boa pausa entre uma aventura com os humanos do século XIII e as próximas criaturas de um futuro distante que em breve o Doutor e seus companions iriam conhecer.

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3º Lugar:  The Rescue

Arco #11

Confesso que nos últimos minutos eu imaginei que a história iria terminar com um buraco na explicação do vilão ou com um péssimo cliffhanger, mas qual o quê! Desperate Measures é um episódio fantástico, um término digno de um bom arco com uma grande promessa para a temporada. Sobre Vicki, devo dizer que seu début não poderia ter sido melhor. Sua postura é um pouco parecida com a de Susan no início da primeira temporada: um pouco tímida mas bastante proativa e questionadora. Uma nova fase e um novo ano (1965) começava para Doctor Who e exatamente como uma fala de Barbara no início de The Powerful Enemy, um outro lado do Doutor se fazia então conhecer.

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2º Lugar: The Time Meddler

Arco #17

Com o lamento do Monge e a desmaterialização da TARDIS do litoral da Nortúmbria, a segunda temporada de Doctor Who chegou ao final com este arco. Não há conversas entre o trio de viajantes ou promessas para a próxima aventura, mas depois dos eventos aqui, a possibilidade de o Monge ressurgir é grande — e sim, ele voltaria! –, e a curiosidade para a sequência da saga fica na mente do espectador. Com uma imagem de estrelas ao fundo, os rostos do Doutor, Vicki e Steven aparecem na tela antes dos créditos finais. Mais um capítulo da longa história de Doctor Who acabava de ser escrito.

The Time Meddler

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1º Lugar: The Aztecs

Arco #6

Das três aventuras históricas do Doutor na primeira temporada, Os Astecas talvez seja a mais bem produzida, embora perca alguns pontos na criação de uma história para o período pré-colombiano. De qualquer forma, este é com certeza um dos melhores arcos de toda a temporada, um dos que com certeza indicaria para novos espectadores conhecerem a série clássica e o 1º Doutor. E claro, o meu primeiríssimo lugar na lista de melhores aventuras deste Time Lord.

The Aztecs

E aí, muitas discordâncias? Alguma concordância? Agora é sua vez de fazer o longo exercício de classificação! Comente também com a sua lista, ordenando os arcos do Primeiro Doutor do pior para o melhor. Boa sorte!

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.