Lista | Doctor Who: Os Episódios Ranqueados do 2º Doutor

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O objetivo dessa lista é apresentar uma classificação pessoal dos episódios/arcos na Era do Segundo Doutor. Cada uma das classificações é acompanhada por um texto de impressões pessoais a respeito. Para ler as críticas dos arcos, basta clicar nos links que acompanham cada colocação. TODOS os arcos citados possuem crítica aqui no site. Abaixo, uma visão geral da minha temporada favorita desta era. E da minha equipe favorita. Para conferir os outros rankings, clique aqui.

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21º Lugar: The Space Pirates

Arco #49

Perdendo cada vez mais o ritmo, The Space Pirates acaba se constituindo como uma verdadeira provação whovian a qual somente os mais devotos à série permanecerão até o fim. Conta com seus pontos positivos, mas estes são completamente ocultados pelo declive de qualidade exibido a partir do terceiro capítulo. Talvez se ainda estivéssemos com ele intacto, com imagem e som, a experiência poderia ter sido melhor, mas, até segunda ordem, é um arco dispensável.

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20º Lugar: The Dominators

Arco #44

The Dominators é uma história que consegue divertir apesar de seus evidentes defeitos no roteiro e design. Poucas vezes sentimos, de fato, uma grande tensão proveniente dos antagonistas — em geral soltamos apenas algumas risadas graças à presença dos Quarks. Com isso em mente fica fácil entender o porquê desses seres jamais terem aparecido em outros episódios na televisão.

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19º Lugar: The Ice Warriors

Arco #39

The Ice Warriors diverte dentro de sua proposta educativa e impressiona pelas assustadoras — e violentas — criaturas. Se o roteiro de Brian Hayles tivesse sido aparado, com a redução significativa que momentos repetidos quase em loop, além de um conjunto mais coeso de sequências de ação, poderia ter sido um grande arco. Do jeito que ficou, é apenas interessante.

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18º Lugar: The Underwater Menace

Arco #32

The Underwater Menace tem uma produção técnica que vale muito a pena e um argumento bastante interessante, especialmente se o espectador entender o tom de “filme b” arraigado à sua realização. Mas mesmo nessas ocasiões existem coisas que jamais poderiam acontecer. Há limite para tudo e, nos 4 episódios que compõem este arco, essa linha do limite aceitável foi ultrapassada diversas vezes. O arco ainda se segura de maneira regular para positiva, mas não sem causar estranheza e desconforto ao espectador.

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17º Lugar: The Krotons

Arco #47

Pontuais deslizes não são o suficiente para tirar nosso gosto por este arco, que ironicamente se prejudica pelos seres que a ele emprestam o nome. The Krotons é uma história que possuía um gigantesco potencial ao não nos apresentar os vilões propriamente ditos. Ainda assim consegue nos entreter, perdendo em poucos momentos a nossa atenção e nos trazendo uma história fluída, com elementos que atuam organicamente em conjunto. Um digno início para Robert Holmes em Doctor Who.

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16º Lugar: Fury From the Deep

Arco #42

Fury From the Deep é um arco interessante à sua maneira. Sua história é bastante incomum e com uma estranha criatura em cena, mas o modo como as coisas se resolvem e o tom de investigação dado à sequência de eventos fazem-na ser, no todo, uma boa história do 2º Doutor.

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15º Lugar: The Web of Fear

Arco #41

The Web of Fear, apesar do começo lento e confuso, mostra-se um ótimo arco que sabe dosar ação com exposição, mistério com drama e uma resolução satisfatória, abrindo as portas para o retorno do grande vilão ainda outras vezes. O espaço confinado do metrô e seu potencial dramático é efetivamente utilizado para aumentar o suspense e o drama, com alguns eficientes sustos ao longo dos episódios, além de disfarçar de maneira razoável o já costumeiro baixo orçamento de Doctor Who.

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14º Lugar: The Macra Terror

Arco #34

Como se trata de um arco totalmente reconstituído, é impossível termos muitos detalhes dos movimentos dos Macra ou sua ampla aparência, mas eles aparecem em algumas cenas, especialmente nas que tentam capturar Polly, e o design observado não difere muito do que bem conhecemos dos monstros de Doctor Who na série clássica.

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13º Lugar: The Seeds of Death

Arco #48

The Seeds of Death, apesar do claro interesse em reciclar o figurino, nos traz uma história que se sustenta por si só. Trata-se de um roteiro sólido e fluído, que consegue prender nossa atenção até o fim, que desliza, mas não chega a estragar o arco. Os Ice Warriors deixam mais uma forte impressão sobre o espectador, conseguindo soar ameaçadores apesar de suas evidentes dificuldades de mobilidade.

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12º Lugar: The Invasion

Arco #46

The Invasion, apesar de seus altos e baixos, é um arco que dificilmente não irá agradar ao espectador, contendo traços fortes dos filmes de espionagem dos anos 60. Em diversos momentos nos sentiremos diante de um longa-metragem de James Bond, assistindo um de seus vilões darem seus longos discursos maquiavélicos. E claro, jamais esqueceremos essa história por nos introduzir, enfim, a famosa (e saudosa) UNIT.

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11º Lugar: The Highlanders

Arco #31

Um destaque interessante vai para o 2º Doutor se vestindo de mulher (impossível não rir!) e de outras personalidades locais para enganar seus inimigos, salvar seus amigos e fugir com a TARDIS o quanto antes. A astúcia dele é tal qual a da sua primeira encarnação, mas aplicada em tom de brincadeira e ironia ou deboche, o que torna tudo ainda mais notável.

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10º Lugar: The Abominable Snowmen

Arco #38

O modo como o Time Lord resolve o verdadeiro problema do arco é um bom trabalho de equipe e tem um apelo emotivo para o espectador. A partida dele com seus companions para a TARDIS não nos traz um cliffhanger propriamente dito, mas atiça a curiosidade para o que vem em seguida. Em sempre gostei dessas partidas da nave sem demonstração do que vem em seguida. Aumenta a surpresa e tem a cara da TARDIS clássica, que era incontrolável, vivia quebrando e levava o Doutor para os lugares mais estranhos do Universo.

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9º Lugar: The Evil of the Daleks

Arco #36

Apesar de não ter um cliffhanger, o término do arco não é ruim. Os problemas se concentram mais na quantidade de cenas dispensáveis (temos a impressão de que o departamento de montagem não tinha muito senso do que era essencial) e justamente por isso, uma queda no ritmo da história antes do clímax. Todavia esta é uma aventura importante e interessante de se ver, trazendo uma nova companion e mais um cientista maluco como um dos motores para o conflito que se estenderia pelos anos afora.

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8º Lugar: The Wheel In Space

Arco #43

Com clássicos elementos de ficção científica, batalha árdua para conseguir o resultado almejado contra os vilões (me lembrou um pouco os eventos de The Moonbase) e a chegada de uma nova tripulante à TARDIS, The Wheel In Space é um bom arco de encerramento de temporada, mesmo que falhe na tentativa de criar um cliffhanger incógnito. Fica mais que evidente que Zoe iria seguir os viajantes do tempo, portanto, a semente da dúvida plantada é bastante boba e dá a entender outra coisa. Mesmo assim, a história recebe um final bacana e acende no público a esperança de um novo tom para os arcos na temporada seguinte, o que realmente aconteceria.

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7º Lugar: The Moonbase

Arco #33

Com uma louvável direção de arte e um cliffhanger curioso, esse arco é uma daquelas aventuras com vilões clássicos que nenhum whovian pode perder. Lamentamos bastante o fato de a metade da aventura ser uma reconstituição, mas, como diz o ditado, não se pode ter tudo. Bem… pelo menos temos uma boa história!

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6º Lugar: The Faceless Ones

Arco #35

Com um enredo curioso, alienígenas inteligentes e perigosos, mais uma despedida no desfecho da história, The Faceless Ones é um dos arcos inesquecíveis da série, com uma produção louvável, trilha sonora perfeitamente conectada à trama e ótimas atuações. Uma história no melhor “estilo James Bond”.

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5º Lugar: The Power of The Daleks

Arco #30

The Power of The Daleks é um arco importante dentro do universo de Doctor Who, sendo a primeira história completa do segundo Doutor. Além disso temos a apresentação de elementos notáveis, como o Diário e o formato de título “of The Daleks” que seria utilizado, posteriormente, nos arcos que contam com tais criaturas. O trabalho de reconstituição realizado consegue captar com exatidão o tom da obra, uma crescente tensão que somente peca na apressada resolução. As consequências da primeira regeneração são trabalhadas de maneira efetiva e a nova personalidade do protagonista não necessita de muito tempo em tela para cativar o espectador.

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4º Lugar: The Mind Robber

Arco #45

The Mind Robber é um grande exemplar do quão importante é um roteiro azeitado para qualquer obra audiovisual. Ele é capaz de suprir falhas envolvendo o espectador de tal maneira na narrativa que, em grande parte, todo e qualquer eventual defeito é esquecido.

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3º Lugar: The Tomb of the Cybermen

Arco #37

The Tomb of the Cybermen marca com louvor o início da 5ª Temporada Clássica de Doctor Who e mostra claramente a nova estrutura (mais dinâmica, um pouco cinematográfica e menos didática) que a BBC imprimiu à série a partir de então.

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2º Lugar: The War Games

Arco #50

Com uma premissa interessantíssima e um final simplesmente inesquecível, The War Games só encontra seu verdadeiro ponto negativo em parte dos episódios de desenvolvimento. O texto se alonga demasiadamente na brincadeira de gato e rato entre o Doutor, os Senhores da Guerra e seu colega Time Lord, uma espécie de loop que tem sua graça no início mas vai se tornando cansativo à medida que se repete. Não fossem a constante aparição de novos (e ótimos!) personagens, o arco teria bem menos brilho.

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1º Lugar: The Enemy of the World

Arco #40

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O Inimigo do Mundo é uma história sobre um futuro distópico cuja base é uma farsa muito bem plantada. O modo de operação dos vilões, a causa de todos os problemas e o tipo de sociedade global aí estabelecidos têm reflexos em nossa própria sociedade e por esse motivo tornam o arco tão real para um espectador a décadas depois dele ter sido realizado. Com um bom encadeamento de eventos, intrigas governistas e tragédias naturais causadas artificialmente, a aventura se coloca como a única da 5ª Temporada a não ter um monstro alienígena em seu enredo e também como um dos melhores arcos, não só da era do 2º Doutor, mas de toda a série clássica de Doctor Who. O merecidíssimo primeiro lugar na minha lista de melhores desra Era.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.