Lista | Os Melhores Filmes de Alfred Hitchcock

Alfred Hitchcock, o Mestre do Suspense, tem uma filmografia de importância crucial para o cinema. Sua contribuição ultrapassa o gênero do suspense (ou qualquer outro gênero com o qual tenha flertado ou ambientado seus filmes) e se estabelece naquele patamar onde a técnica, a audácia e a experimentação andavam de mãos dadas, coisas que podemos dizer tranquilamente sobre a maioria de seus filmes realizados nos Estados Unidos.

O Plano Crítico realizou entre 2013 e 2014, um Especial em homenagem ao diretor, com críticas para todos os filmes, obras relacionadas e artigos sobre sua carreira. A presente lista é uma espécie de fechamento temático, e o resultado foi computado das listas individuais de Luiz “Indiscreto” Santiago; Ritter “Que Cai” Fan; Guilherme “Diabólico” Coral; Guilherme “Que Sabia Demais” Santiago; Lucas “De Casaca” Thulin; Marta “Para Matar” Thulin e Victor “Sinistro” Thulin.

O leitor pode conferir as críticas para cada filme e obras relacionadas ao diretor conferindo o nosso Especial Alfred Hitchcock ou clicando nos links para os filmes listados abaixo. E não deixe de comentar o que achou da lista, dar a sua opinião sobre a classificação de uma ou outra obra, etc.

Boa leitura e bons filmes!

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#10. Disque M Para Matar e Um Barco e Nove Destinos

(empatados)

Sobre Dique M Para Matar: Com recursos dramáticos muito bem empregados e um desfecho pra lá de claustrofóbico, Disque M para Matar, ao contrário do que afirmou o próprio Hitchcock, passa bem longe de ser uma de suas obras menores. É um suspense de primeira linha, repleto de jogadas inteligentes e momentos de muita tensão. Sem dúvidas, mais uma obra-prima do diretor. Leia a crítica completa.

Sobre Um Barco e Nove Destinos: O que fazer quando se encontra o motivo de uma crise logo após sair de uma? É uma tortura antropológica que faz o final de Um Barco e Nove Destinos girar em um ciclo vicioso de escolhas e compreensão, de responsabilidade e julgamento. Hitchcock realiza uma obra coerente com as atitudes de qualquer pessoa em momento de escolhas de peso. O resultado é um notável scanner do comportamento humano quando confrontado com seus piores temores ideológicos. Um filme cada vez mais atual. Leia a crítica completa.

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#9. A Sombra de uma Dúvida e Ladrão de Casaca

(empatados)

Sobre A Sombra de uma Dúvida: Mas estes problemas pouco atrapalham o ótimo nível de A Sombra de uma Dúvida, que mesmo sendo um dos menos lembrados do diretor, prova que não envelheceu, e se mostra mais eficiente do que a maioria dos exemplares atuais, com situações tensas e imprevisíveis, além de um desfecho pequeno, mas memorável. Hitchcock viria a melhorar muito em seus projetos seguintes, mas isto não desmerece esta pequena pérola de sua filmografia e do gênero do suspense. Leia a crítica completa.

Sobre Ladrão de Casaca: Com um casal belíssimo, uma fotografia espetacular, filmagens em locações de sonho, figurinos impecáveis e diálogos inteligentes, qualquer espectador será fisgado pelo charme de Ladrão de Casaca e sairá da experiência no mínimo com um sorriso no rosto e uma forte vontade de dirigir um conversível pelas sinuosas estradas do sul da França. Leia a crítica completa.

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#8. Rebecca – A Mulher Inesquecível e Os Pássaros

(empatados)

Sobre Rebecca – A Mulher Inesquecível: Rebecca é um grande filme de Alfred Hitchcock, um drama de característica misteriosa com direito a dominação psicológica, tormentos e acusações a uma jovem frágil e sem grande poder de ação para mudar um mundo que parece querer afastá-la a todo custo. Poucos diretores conseguiram trabalhar tão bem pela primeira vez fora de casa, realizando um filme que não tinha lá muito appeal e um produtor ao estilo da personagem da Sra. Danvers. Isso só mostra o quão afiado Hitchcock estava a essa altura de sua carreira, depois de passar anos treinando e aprendendo em sua terra natal. Agora, com maior orçamento, mais experiência e melhor equipe de produção, ele estava pronto para mostrar que sabia fazer grandes filmes e Rebecca é o primeiro passo desse notável momento. Leia a crítica completa.

Sobre Os Pássaros: O pânico geral de todos, o grande objeto de analise que torna este um Hitchcock singular, é tratada com pura crueldade e frieza. Hitchcock faz aqui, dezenas de longas sequências de puro pânico da ameaça que os pássaros representam, ameaça essa que se torna alienante. Trabalha sobretudo, no misticismo de uns, no ceticismo de outros, mas ao fim, os torna farinha do mesmo saco, equivalentes quando o assunto é algo que ameaça suas vidas. É dessa especulação, que forma todo o filme em um monumento sobre o homem e sua dificuldade em lidar com si mesmo, com os outros, com o mundo e seus problemas, um monumento sobre o convívio. Todos se unem, as barreiras que antes os separavam, agora os juntam e fazem com que reflitam e encarem a situação, pelo menos por agora. Leia a crítica completa.

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#7. O Homem que Sabia Demais (1956)

Sobre O Homem Que Sabia Demais (1956): O suspense culmina em seu inesquecível clímax, uma união da singular utilização de som, música e montagem a fim de construir uma angustiante cena de assassinato. Os enquadramentos acompanham o olhar de cada personagem, construindo, apenas através da imagem, a forma como o terrível ato irá ser realizado. O conhecimento inserido, cenas atrás, sobre o momento preciso do feito é retomado na sequência e, sabiamente, Hitchcock insere diversos quadros dos pratos que irão ser tocados na ocasião. A música, em tom crescente, sedimenta o nervosismo da personagem que, aos poucos, passa para nós e, em um momento chave, de forma quase que imperceptível, a orquestra ofusca completamente o som ambiente, tirando o fôlego de qualquer um. Leia a crítica completa.

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#6. Intriga Internacional

Sobre Intriga Internacional: Em uma de suas principais obras Hitchcock, nos leva a uma frenética jornada pela sobrevivência que transforma seu personagem a cada momento. É uma obra de progressão fluida com apenas dois deslizes: o mencionado aqui anteriormente e um encerramento apressado. Estes dois, contudo, não tiram a força do longa que nos mantém no suspense, nos prendendo dos criativos créditos iniciais (criados por Saul Bass) até os finais. Leia a crítica completa.

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#5. Interlúdio e Festim Diabólico

(empatados)

Sobre Interlúdio: Com um elenco afinado, uma história simples, mas que prende a atenção, uma direção fascinante e uma fotografia de cair o queixo, Alfred Hitchcock entrega, com Interlúdio, uma das melhores obras de sua carreira, um verdadeiro marco que viria pautar seu trabalho a partir dali. E o melhor é que Selznick, com a briga gerada com a manutenção ou não de Grant no elenco, acabou deixando Hitchcock livre para suas próprias produções, literalmente inaugurando uma nova era para o diretor. Leia a crítica completa.

Sobre Festim Diabólico: É interessante, também, notar um subtexto que, em 1948, era um tabu quase intransponível: a homossexualidade. O filme é todo permeado do assunto e o restritivo – e absurdo – Código de Produção em vigor não pegou “o problema” em razão de um roteiro inteligente que foge da obviedade, de atuações contidas (os atores que fazem os dois assassinos eram gays) e de uma direção sábia de Hitchcock que escancara a situação, mas só para que souber ler nas entrelinhas. E o mais interessante é que esse aspecto da vida sexual dos personagens nem era essencial à narrativa, mas ele é deixado lá por um diretor bem a frente de seu tempo. Leia a crítica completa.

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#4. Pacto Sinistro

Sobre Pacto Sinistro: No lado da produção, Pacto Sinistro foi uma dificuldade para sair e tudo começou com Hitchcock literalmente enganando a autora Patricia Highsmith. Para adquirir a obra base de maneira, digamos, mais econômica, Hitchcock fez a compra por intermédio de terceiros, sem jamais revelar quem ele era. Higsmith só foi descobrir depois, já com o filme em plena produção. Além disso, apesar de ter conseguido um segundo “tratamento” (o trabalho que antecede o roteiro) satisfatório de Whitfield Cook, o diretor teve enormes dificuldades de encontrar alguém para efetivamente escrever o roteiro. Vários autores negaram pelas mais diversas razões. Raymond Chandler, romancista e roteirista americano, pegou o trabalho, mas já deixando claro que havia achado a obra original bem rasteira. E a coisa só azedou a partir daí, com Chandler e Hitchcock brigando feio. A única coisa que concordaram é que o nome de Chandler não devia constar dos créditos, depois que tudo foi reescrito pela desconhecida Czenzi Ormonde, mas quem discordou foi a Warner, que exigiu um “nome chamariz” nos créditos. Foi uma epopeia que só foi efetivamente a cabo – ainda bem! – pois Hitchcock demonstrou um entusiasmo quase sobrenatural com esse filme. Leia a crítica completa.

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#3. Psicose

Sobre Psicose: Psicose seria o thriller de assassino perfeito e uma das maiores obras da Sétima Arte não fosse seu final. E não estou falando, aqui, da resolução da trama do assassinato de Marion. Isso acontece sem falhas, com um roteiro redondo, atuações brilhantes, direção precisa e trilha sonora assustadora. Falo, na verdade, dos três minutos finais em que Hitchcock não se furta em apresentar aos espectadores uma explicação detalhada, mas extremamente artificial e, em última análise, desnecessária, sobre a insanidade de Norman Bates. Ele está preso em uma cela, mas um psiquiatra forense entra na sala do delegado e, falando para Lila e Sam, explica tudo o que o espectador já sabe. Nada é deixado para dúvidas ou para discussões. Norman Bates é descortinado, desnudado em uma versão for dummies de toda a sensacional obra que veio imediatamente antes. Leia a crítica completa.

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#2. Um Corpo que Cai

Sobre Um Corpo que Cai: Hitch também provoca e instiga o espectador ao criar um quebra-cabeça de perspectivas em cima do que nos é revelado durante a narrativa: em determinado momento, o público descobre uma virada antes do protagonista, que é mantido no escuro durante todo o último ato, nos levando a um estado de agonia e expectativas que poucos filmes já ousaram alcançar. O diretor também demonstra destreza e inteligência ao utilizar sua câmera não apenas como uma forma de filmagem, mas como mais uma arma para o espectador adentrar na trama com ainda mais profundidade, algo que permitiu a Hitchcock criar o chamado contrazoom, técnica que nos traz a sensação de vertigem, e que viria a ser copiada e até mesmo parodiada diversas vezes nos anos seguintes. Leia a crítica completa.

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#1. Janela Indiscreta

Sobre Janela Indiscreta: Grace Kelly é a deslumbrante Lisa, rica socialite apaixonada por Jeff, apesar de Jeff dar pouca bola para ela. Mas é no diálogo entre os dois que vemos muito mais sobre suas verdadeiras personalidades. Jeff, na verdade, foge de relacionamentos, talvez por achar que não está preparado para eles ou que precisa de mobilidade em sua profissão. Ao mesmo tempo, porém, apesar do desdém com que ele trata Lisa, ele a adora. Na verdade, seu desdém é proporcional ao quanto ele a ama e ao quanto ele está determinado a esconder isso. Lisa, por sua vez, apesar de seus vestidos da moda, de seus jantares sofisticados e de uma vida em tese fútil, é extremamente inteligente, corajosa e segura de si. Sabe o que quer e também compreende e de certa forma aceita a relutância de Jeff em se contentar com uma vida mais quieta. E vemos em Lisa, muito facilmente, a representação da força feminina que significa, de certa forma, uma tentativa de quebra de paradigma em relação a personagens femininos frágeis e dependentes do homem. Ao contrário, agora: é Jeff quem literalmente depende de Lisa, especialmente em sua investigação da vizinhança. Leia a crítica completa.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.