Lista | Os Melhores Filmes de Federico Fellini

Como parte do nosso Especial Federico Fellini, trazemos aqui uma lista com os 11 melhores filmes (11, porque houve um empate) dirigidos pelo diretor italiano, na opinião da Equipe do Plano Crítico e convidados.

O placar a seguir foi montado a partir das listas individuais de Luiz “Anselmi”; Ritter “Zampanó”; Guilherme “Paparazzo” (também chamado de ‘Gui del Gioco’); Rafael “Dammit”; Sidnei “Santini”; Guilherme “Rubini” (também chamado de ‘Saraghina’) e Lucas “Biondi” (também chamado de ‘Cabíria’).

Não se esqueça de nos dizer o que achou da lista, se concorda ou não com ela e, o mais importante, quais são os seus favoritos do mestre Fellini.

Boa leitura a todos!

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#10. Julieta dos Espíritos e Ensaio de Orquestra

(empatados)

Ritter “Zampanó” sobre Julieta dos Espíritos: […] a mente de Julieta é um componente essencial ao filme, pois é a partir do que ela vê – ou acha que vê – que nós assistimos, também, o festival de bizarrices que Fellini coloca na tela, trabalhando muito bem cores fortes (especialmente as cores da bandeira da Itália, vermelho, verde e branco) e efeitos especiais óticos e práticos. O design da casa de Suzy é especialmente intrigante, lembrando muito Calígula, de 1979 (na verdade, claro, Calígula é que talvez lembreJulieta dos Espíritos, mas isso não importa). Continue lendo a crítica…

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Luiz “Anselmi” sobre Ensaio de Orquestra: Fellini volta o seu olhar para a música em Ensaio de Orquestra e consegue enxergar o complexo ciclo de funcionamento desse universo – desde a obrigatoriedade do treino até a constante busca por renovo –, mas também vislumbra a poesia da vida ligada à música produzida pelas cordas, madeiras, metais e percussão; uma música-vida que a todo o tempo deixa passar um bemol ou sustenido, avança ou retarda no tempo, não obedece ao movimento indicado nem às dinâmicas propostas pela partitura, e por isso mesmo, curva-se à voz daquele que de longe (ou de muito perto), reconhece o menor acorde dissonante, propondo aquilo que é a grande sina do músico e do ser humano: daccapo*! Continue lendo a crítica…

Daccapo: de novo, do princípio, novamente.

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#09. Entrevista

Ritter “Zampanó” sobre Entrevista: A perfeição em que Entrevista transita entre metalinguagens sem confundir o espectador é absolutamente arrebatador e permite ao cinéfilo – gostando ou não de Fellini, mas, se você não gosta, seria o caso de fazer uma auto-análise – uma visão privilegiada do processo de produção, dos bastidores de um estúdio (e não de um qualquer!) e da intrincada mente de um brilhante diretor. Continue lendo a crítica…

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#08. Casanova

Luiz “Anselmi” sobre Casanova: Fellini dirige Casanova como se estivesse dirigindo uma ópera, ou algo parecido. Seu escrúpulo estético e a saga do protagonista poderiam, guardadas as devidas proporções, ser comparada à de Barry Lyndon (1975), só que com altas doses de elementos oníricos, metáforas visuais e surrealismo. Tudo em Casanova é misto de pompa e podridão. […] Toda vitória, todo orgasmo, todo riso do filme é acompanhado pelo seu oposto, que mais cedo ou mais tarde empurrará Casanova para outra cidade ou o fará ser humilhado e rejeitado, até encontra-se velho e só, na companhia onírica de uma boneca que crê amar imensamente. Continue lendo a crítica…

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#07. Os Boas-Vidas

Luiz “Anselmi” sobre Os Boas-VidasCom uma fotografia belíssima e ótima trilha sonora de Nino Rota (em sua segunda parceria com Fellini), Os Boas-Vidas é um ode à boemia, a tentativa de jovens alcançarem um caminho socialmente apreciado, o insucesso dessa empreitada, a presente angústia e a incerteza final – o próprio narrador diz que nós podemos imaginar o destino dos outros, mas eis aí a questão, temos cartas demais na mesa para podermos escolher uma só, ou simplesmente a mais fácil. Continue lendo a crítica…

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#06. A Estrada da Vida

Ritter “Zampanó” sobre A Estrada da Vida: Mais do que uma história linear, A Estrada da Vida é um estudo da alma humana e da necessidade que temos de salvação. Gelsomina acha que Zampanò pode ser sua salvação e nós sabemos que isso jamais poderia acontecer. O coração tolo da inocente mulher não pode ver como Zampanò é cruel e despido de qualquer forma de amor. Ele é a força bruta, o ser humano em sua pior forma. Ela, ao contrário, é o ser humano puro, despido de maldade, completamente à mercê de gente como Zampanò. E o bobo, com suas atitudes brincalhonas, mas não inocentes, também traz um aspecto do ser humano: a sabedoria. Mas é uma sabedoria trágica. Continue lendo a crítica…

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#05. E La Nave Va

Luiz “Anselmi” sobre E La Nave Va: Em E La Nave Va Federico Fellini dirigiu o seu filme mais próximo de Jean-Luc Godard. Sua desconstrução do objeto e produto fílmicos, o uso preciso e pontual da música, a opção pela metalinguagem como elemento corrente, os jogos de cena, a fina ironia e a crítica social estão presentes nesse navio, assim como nos filmes do mestre francês. Mas em Fellini, a teatralização circense da direção dá um tempero todo especial e esse modelo narrativo de anti-cinema. Continue lendo a crítica…

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#04. Amarcord

Luiz “Anselmi” sobre AmarcordParticularmente tenho um carinho muito grande por filmes de memória da infância ou sobre as mudanças psicológicas pelas quais todos nós passamos. Em Fellini, essa representação pode ser vista em uma série de filmes e não apenas na tenra idade, mas é em Amarcord que ele faz isso da maneira mais livre e graciosa possível. Continue lendo a crítica…

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#03. A Doce Vida

Ritter “Zampanó” sobre A Doce Vida: Mesmo aqueles que nunca viram La Dolce Vita e que apenas vagamente se lembram de fotos da sequência de Sylvia (Anita Ekberg) na Fontana di Trevi, uma das mais famosas do cinema, farão essa conexão. E é uma pena que nem todos tenham realmente visto o filme, pois La Dolce Vita é uma obra atualíssima que trata do mito da celebridade, da vida vazia e sem rumo, da busca pela felicidade, do materialismo e de tudo mais que, hoje, para o mal ou para o bem, faz parte do dia-a-dia de muita gente. Continue lendo a crítica…

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#02. Noites de Cabíria

Ritter “Zampanó” sobre Noites de Cabíria: Seja como for, o reconhecimento à época da qualidade da fita é certamente fruto da compreensão do que ele significou para o movimento neorrealista e para a Itália como um todo. É um hino de que, por mais que você tenha sido chutado, massacrado e violentado, ainda é possível se reerguer. Se não é isso que o sorriso de Cabíria ao final da projeção significa, então não sei mais o que pode ser. Continue lendo a crítica…

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#01. 8 ½

Luiz “Anselmi” sobre Oito e Meio: Este é o caso de Oito e Meio (1963), obra icônica de Federico Fellini. A película surgiu em meio as voltas que o diretor dava em torno de um roteiro que não andava e uma concepção de produção da qual ele não fazia ideia. O filme já havia recebido o financiamento, o elenco principal já estava contratado, mas o roteiro não existia. E é nesse momento, mais como uma saída para a vergonha de ter que dizer aos profissionais que não haveria filme, o diretor imagina uma situação inusitada: e se fizermos uma película sobre um diretor com bloqueio criativo? A ideia ganhou corpo, e com a total liberdade de criação cedida pela Cinecittà, Fellini pode expiar os seus fantasmas em um roteiro que, a rigor, não tinha narrativa e apresentava pelo menos três mundos distintos: o onírico, o fantástico e o real. Oito e Meio nascia caótico, em meio ao caos. Leia a crítica completa…

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LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.