Lista | Os Nossos 5 Álbuns Favoritos

Já tentou imaginar o mundo sem música? Que tragédia para a alma isto não seria, não é mesmo?

Nós aqui do Plano Crítico, seguindo a publicação das LISTAS DE FAVORITOS, resolvemos esquematizar desta vez os nossos álbuns favoritos. A proposta segue exatamente o mesmo padrão das outras listas, com a condição de que os escolhidos são FAVORITOS e não necessariamente MELHORES (perceba a diferença). Para todos nós, escolher algo assim é sempre difícil, mas esta lista de música foi um desafio absurdo.

E você, consegue listar os seus 5 discos favoritos de todos os tempos? Compartilhe nos comentários e diga o que achou das nossas escolhas!

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Luiz Santiago
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Esta lista de álbuns favoritos foi, ao menos para mim, uma das mais difíceis em comparação às outras que já fizemos. Antes mesmo de eu montá-la, já tinham lugar cativo nela um álbum da Ella Fitzgerald e outro da Aretha Franklin, porém, a escolha de QUAL álbum seria foi tremendamente penosa (feat. mortal) para mim. Já as outras três escolhas foram um pouco mais fáceis, embora eu tenha ficado muito, mas muito triste em não ter pelo menos mais um espaço (+1 pensando nesse formato pocket que adotamos em nossas listas de favoritos aqui no site) para colocar outro álbum que eu simplesmente amo e que, juntamente com os outros 5 listados abaixo, é um vício eterno para mim: Come Away with Me (2001), da Norah Jones. Segue a minha lista final.
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#1 — Ella Fitzgerald Sings the Rodgers & Hart Songbook
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Ella Fitzgerald

Estados Unidos, 1956

ella

Ella Fitzgerald é uma deusa. Eu a descobri em 2001, quando ainda estudava música e tinha o sonho de virar trompetista de uma banda de jazz qualquer — pois é. Eu me lembro que em uma das apresentações que o Conservatório organizou para os pais tinha o tema “grandes ícones do jazz” e acabei ficando com a partitura de A-Tisket, A-Tasket, uma graciosa música infantil que a própria Ella arranjou para a versão em jazz, gravando-a em 1938. Desde aquele momento me apaixonei pela cantora e nunca mais parei de ouvir seus álbuns. Inicialmente, para esta lista, eu tinha escolhido o Ella Fitzgerald Sings the George and Ira Gershwin Songbook, meu segundo songbook favorito da série que ela gravou, mas este de Rodgers & Hart sempre foi o meu xodó, um álbum que eu não canso de ouvir.

Minha música favorita desse álbum: Bewitched, Bothered and Bewildered.

E agora, um momento vergonha alheia. algo que eu encontrei no meu baú e que data do período em que eu conheci a obra de Ella Fitzgerald. No toggle abaixo há algo que fará a alegria eterna do Ritter Fan (que me chama de “corneteiro”) e com certeza a do Guilherme Coral. Mas eu não podia deixar de compartilhar com vocês nessa ocasião musical especial.

O trompetista solitário

luizOk. Este sou eu aos 14 anos, quando ainda estudava música (teoria musical e trompete — depois de uma fase frustrada no clarinete e na tuba –, primeiro voltado para o clássico e depois para o jazz). Quando pararem de dar risada, vamos analisar o cenário.

Vejam que tem alguém atrás de mim. Certo? Bem, até hoje não sei quem é.

Outras perguntas sem resposta para esta foto: por que eu estou no “refeitório B” do Conservatório, tocando trompete sozinho, com uma pessoa misteriosa se escondendo atrás de mim?

Por que tem um bumbo em cima da mesa do refeitório? E aquelas vassouras ali atrás?

E essa minha calça roxa super sexy? E essa camiseta, pelo amor de Dizzy Gillespie? E esse tênis, com a “língua” de fora? E por que eu estou tocando de olhos fechados?

Enfim, é muita pérola em uma foto só para não compartilhar. E, segundo a data do álbum em que esta foto estava, foi justamente no período de ensaio para a apresentação de jazz onde eu toquei a música da Ella Fitzgerald. Ah, que nostalgia!

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#2 — A Night at the Opera
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Queen

Reino Unido, 1975

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Queen é a minha banda favorita. Um monumento de originalidade e qualidade musical insuperável. Minha paixão pela banda veio relativamente tarde em comparação aos outros gêneros musicais que conhecia bem, isso lá pelos 18 anos. Por acaso peguei emprestado de um colega de sala um álbum de coletânea das principais canções da banda. Nem preciso dizer que foi amor imediato. É claro que eu já tinha ouvido algumas canções ali, como We Will Rock You e We Are The Champions (essa tocou na minha formatura da 8ª série, imaginem só!), mas o restante era novidade para mim. A Night at the Opera, em específico, tem um efeito absurdo sobre mim. É como entrar em uma máquina do tempo de eventos da minha própria timeline e reviver tudo em detalhes. Não é só a qualidade musical, é o significado — como todos os outros desta lista, pra falar a verdade — que torna esse disco de fato muito especial, o meu favorito da minha banda favorita…

Minha música favorita desse álbum: Bohemian Rhapsody.

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#3 — Led Zeppelin IV
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Led Zeppelin

Reino Unido, 1971

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A minha descoberta do Led Zeppelin veio mais ou menos na mesma época do Queen, mas por motivos diferentes. Eu, como qualquer jovem trabalhador, tinha mania de gastar, gastar e gastar dinheiro com tudo o que via pela frente, até sobrar a última moeda no bolso. Parte das minhas coleções surgiram aí também (exceto a de canecas, que é bem antiga, mas isso é assunto para uma outra lista). Lembro que comprei os 4 primeiros CDs do LZ em uma promoção feita por uma loja que ia ser fechada. Não me recordo o quanto paguei mas considerando que eu era estagiário na época, deve ter sido bem pouco. Depois de passar muitas semanas tocando os discos em loop, encontrei no 4º álbum uma espécie de refúgio musical que até hoje surge quando eu o ouço. É simplesmente incrível o que a banda faz aqui. Me faz viajar completamente, do começo ao fim, especialmente quando ouço as músicas Stairway to Heaven e When the Levee Breaks.

Minha música favorita desse álbum: When the Levee Breaks.

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#4 — I Never Loved a Man the Way I Love You
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Aretha Franklin

Estados Unidos, 1971

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Como disse na introdução, um álbum da Aretha Franklin tinha lugar cativo na minha lista desde o princípio. Eu só não sabia que álbum exatamente seria. Assim como no caso da Ella Fitzgerald, passei horas e horas me digladiando até chegar a uma conclusão que, pensando bem, estava lá o tempo inteiro. Desse álbum eu só conhecia Respect de épocas antigas, só lá pelos 20 anos eu fui ouvir o disco inteiro e me apaixonei perdidamente. A voz da cantora enfim tinha a valorização que merecia neste, que é o seu primeiro grande disco. É daqueles discos que você coloca pra ouvir em casa de manhã, pra acordar bem, ou no carro, enquanto dirige para o trabalho. De todos os álbuns dessa lista, este é o que tem o poder de me deixar feliz. Vocês tem um disco assim? Pois é.

Minha música favorita desse álbum: A Change is Gonna Come.

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#5 — Dois Quartos
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Ana Carolina

Brasil, 2006

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Eu comentei antes que há um cunho pessoal em todas as escolhas desta lista, além da qualidade particular de cada escolha, claro. Afinal de conta, estamos fazendo uma lista de favoritos, não de melhores, não de essenciais ou definitivos. Mas de todos os álbuns aqui citados, não há um único que tenha o mesmo poder pessoal para mim do que este Dois Quartos de Ana Carolina. Ela é uma cantora que eu ouço desde criança e que sempre gostei. Pelas escolhas, acho que ficou claro que para discos solo, a minha preferência é sempre de voz feminina, independente se soprano (em qualquer variação) ou contralto. O fato é que, além de considerar este, que muitas vezes foi chamado de “excessivo”, o melhor álbum da cantora (pelo menos até o lançamento de #AC), eu tenho um amor e uma ligação muito grande com todas as canções. Certamente o mais pessoal e sentimentalmente querido por mim em toda a lista.

Minha música favorita desse álbum: Tolerância (Quarto) e Carvão (Quartinho)

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Ritter Fan
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Essa foi, sem dúvida, para mim, a lista mais difícil até agora de fazer. A de filmes foi mole, a de livros também. No quesito álbuns, a coisa complicou bastante. Fiz, sem pensar, uma lista de dez e tentei cortar. Nada feito. Eram dez importantes demais para mim, não necessariamente os melhores álbuns que já tinha ouvido, mas aqueles que me marcaram profundamente. Sou uma criatura do hábito e, quando gosto de algo, agarro com unhas e dentes e não solto mais. E meus álbuns favoritos são meus álbuns favoritos e soltar cinco foi uma dificuldade grande. Deixei meu amado Midnight Oil de fora, assim como o obscuro, mas não menos excelente An Emotional Fish. Tive a coragem até de eliminar o Dire Straits da lista, depois de muito pensar e tentar listar, para cada álbum, o porquê de sua importância para mim.

Os leitores repararão que só citei álbuns dos anos 80. É que sou cria da época. Foi a década em que me entendi como gente (nasci em 1972) e foi a época de maior absorção de cultura geral. Como toda criança se tornando adolescente, era uma esponja curiosa lendo, vendo e ouvindo de tudo. Hoje, não faço mais isso por razões profissionais e familiares, que me tomam tempo. É uma escolha que se faz e não me arrependo!

A lista que segue, vale frisar, não está em ordem de preferência, mas sim, apenas, por ordem de lançamento. Escolher cinco já foi difícil. Colocar na ordem seria impossível…

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#1 — The Empire Strikes Back
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John Williams

Estados Unidos, 1980

empire

Sou fascinado por trilhas sonoras de filmes. Lembro-me muito claramente de, por vários anos seguidos, pedir de aniversário para familiares e amigos as mais variadas trilhas, dos mais variados filmes. Algumas vezes até pedi às cegas, deixando ao presenteador a livre escolha (se eu tivesse, trocava, mas nunca trocava por “não gostar”, pois “não gostar” faz parte).

Com isso, juntei, ao longo dos anos, uma bela coleção de vinis – e depois de CDs – com trilhas sensacionais ao lado de outras nem tanto, mas que guardo com carinho até hoje e continuo colecionando. De toda forma, talvez por meu amor incondicional a O Império Contra-Ataca e minha fanboyzice por tudo Star Wars é que tenha escolhido essa trilha como minha favorita. Eu a tenho em vinil e em duas versões em CD, a mesma do vinil e uma lindíssima completa, em edição especial, que adquiri junto com as dos outros dois filmes da Trilogia Original e mais a de A Ameaça Fantasma.

Não há reparos a fazer nessa trilha sonora. Cada acorde inunda meus ouvidos e me arremessa a um transe daqueles que reluto em sair. A Marcha do Império começa e minha mente viaja para Hoth, Dagobah e para aquele maravilhoso universo criado por George Lucas.

Minha música favorita desse álbum: A Marcha Imperial.

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#2 — Powerslave
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Iron Maiden

Reino Unido, 1984

iron

Como falar de Powerslave sem superlativos? Bem, para começar, adoro Iron Maiden e minha adoração começou em preparação à primeira edição do Rock in Rio, lá em 1985. O show era Powerslave e eu simplesmente fixei na minha cabeça que não só eu tinha que ir – minha mãe me levou ao RiR e tive que convencê-la a ir no “dia do Heavy Metal”, no que fui bem sucedido usando, na época, minha versão da carinha de pidão do Gato de Botas da franquia Shrek, algo do que sou vítima hoje quase que semanalmente, considerando que sou pai de duas filhas – como também eu tinha que saber de tudo sobre Iron Maiden até lá.

Foi um tal de catar todos os álbuns até então lançados. Eram apenas mais quatro, coisa que hoje leva três minutos de um internauta navegando pela rede. Mas, na década de 80, achar algo assim era uma tarefa hercúlea. Mas consegui!

E Powerslave, de cara, me encantou pela seguinte conjunção de fatores: (1) a temática egípcia da capa e da música título, já que eu era e sou tarado por tudo que é coisa do Antigo Egito; (2) a força da música título e também de 2 Minutes to Midnight, um hino crítico da Guerra Fria (conforme eu viria a aprender muito mais tarde); (3) a épica e heroica Aces High, recontando a história de um piloto da RAF durante a 2ª Guerra; (4) a enigmática Rime of the Ancient Mariner, trabalhando o fantástico poema de mesmo nome de Samuel Taylor Coleridge e (5) a normalmente esquecida, mas inebriante The Duellists.

Minha música favorita desse álbum: 2 Minutes do Midnight.

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#3 — A Kind of Magic
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Queen

Reino Unido, 1986

kind

Semelhante ao Iron Maiden, minha fixação com o Queen começou com a primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Eles se apresentaram duas vezes por aqui, as únicas duas vezes em que o grupo ainda com o saudoso e insubstituível Freddie Mercury tocou no Brasil. Quem escolheu o dia do Queen (o primeiro) foi minha mãe, pois meu conhecimento do grupo, à época, se limitava à balada Love of My Life, de A Night at the Opera, que minha mãe tinha em fita K7 (se não sabe o que é, pesquise, vai, pois já estou me sentido velho demais fazendo essa lista…).

Óbvio que mergulhei no Queen em preparação ao grande evento e, depois, xinguei minha mãe com todas as forças, pois ela foi aos DOIS dias do Queen e eu só a um… AHHHHHHH!!!!!!

Bem, desopilado o fígado, a partir daí Queen passou a ser minha banda favorita e fiquei extremamente entristecido em 1991, com o falecimento de Mercury (já disse que ele é insubstituível?). Vindo para o presente, finalmente, a grande questão então passou a ser como escolher UM álbum do Queen para essa lista? Sim, poderia escolher cinco, mas seria exagero (não porque o grupo não mereça, mas sim porque teria que deixar álbuns de outras bandas de fora).

A Kind of Magic foi, para todos os efeitos, o último grande álbum do grupo e um que reunia outra qualidade cara para mim (vide número 1 acima): era a trilha sonora não oficial de Highlander, filme que adorava (e também de Águia de Aço, mas esse só usou uma música). Mesmo considerando que essa é a segunda trilha do Queen, a primeira sendo de Flash Gordon (com a diferença dessa ser oficial mesmo), de 1980, o tom mais pesado, roqueiro e cheio de solos de guitarra de Brian May, além do tom épico das letras, não me deixou dúvidas ao escolher A Kind of Magic.

Não tem música ruim no álbum. Cada uma delas é magnificamente orquestrada e vivem de forma completamente independente em relação aos filmes citados. Incrível.

Minha música favorita desse álbum: One Year of Love

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#4 — Slippery When Wet
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Bon Jovi

Estados Unidos, 1986

bonjovi

Eu sei. Rock farofa. Já ouvi isso um milhão de vezes. Mas eu gosto. Gosto muito. Fui apresentado ao álbum quando, lá na longínqua e sensacional década de 80, um amigo que morava nos EUA voltou ao Brasil trazendo esse disco em vinil e deixou tocando quando fui visitá-lo com amigos. Basicamente, o refrão

Shot through the heart
And you’re to blame
Darling, you give love a bad name

me pegou de assalto bem antes de tomar as rádios de assalto e eu imediatamente corri atrás do álbum e dos dois anteriores do grupo, Bon Jovi e 7800º Fahrenheit. Músicas como a balada Livin’ on a Prayer, a climática Wanted Dead or Alive e as menos conhecidas Social Disease e Wild in the Streets ainda ecoam em minha cabeça com uma certa frequências.

Minha música favorita desse álbum: Wanted Dead or Alive.

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#5 — The Real Thing
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Faith No More

Estados Unidos, 1989

realthing

Não fazia ideia o que era Faith No More – e acho que mais ninguém – até que a MTV (na época em que era um canal de música) passou a bombardear nossa mente coletiva com o videoclip de Epic basicamente a cada 15 minutos. Ato contínuo, um amigo comprou o CD (quase uma novidade na época) e eu, ele e mais um bando de adolescentes não cansamos até termos decorado, do começo ao fim, de trás para a frente cada uma das músicas do disco.

E foram vários dias de zoeira, lendo as letras, traduzindo-as e inventando significados mais loucos para as loucuras de Michael Patton e companhia. E, em 1991, quando o line-up do Rock in Rio saiu e o Faith no More estava lá, não tivemos dúvida: compramos o ingresso, chegamos cedo, ficamos encostados na grade de proteção (esmagados seria mais correto) e explodimos com o fenomenal show.

É um álbum inesquecível em todos os aspectos, inclusive por uma outra razão – bem mais triste – que não abordarei aqui, por não ser o local propício. Fica só a lembrança como um brinde!

Minha música favorita desse álbum: From Out Of Nowhere.

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Anthonio Delbon

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#1 — Demon Days
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Gorillaz

Reino Unido, 2005

DemonDays

Fazer eu gostar e decorar um rap, me despertar vontade de dançar pop e curtir um reggae por anos a fio não é pouca coisa. Brincadeiras à parte, todo o conceito por trás do Gorillaz é, para mim, apaixonante. Das inúmeras contribuições à impessoalidade da banda, das histórias dos personagens cartoonizados à variedade de estilos, Damon Albarn faz um trabalho genial que lembra seus melhores tempos de Blur, cheio de crítica, melancolia, escuridão e sensibilidade, com fios de esperança e palpável para o grande público. Legal mesmo é se afundar em Demon Days e ir além do riff marcante de Feel Good Inc. ou do traço de 2-D e sua turma – o que demorei a fazer. Há muita coisa aqui. Primeiro lugar garantido desde o início para esse álbum espetacular.

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#2 — In Rainbows
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Radiohead

Reino Unido, 2007

inr

Descobri esse disco em um voo de volta para casa. O que demoraria duas horas pareceu durar quinze minutos. Ouvi Jigsaw Falling Into Place umas trinta vezes e o resto fui descobrindo aos poucos, porque cada composição parecia falar diretamente comigo e eu quero sempre aproveitá-las ao máximo quando as ouço. Acho que essa é a sensação que se tem quando se descobre uma coisa incrível, parece que aquilo foi feito para você. Do início ao fim, In Rainbows nunca enjoa e me toca como pouquíssimas coisas na vida. É magnífico.

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#3 — Led Zeppelin IV
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Led Zeppelin

Reino Unido, 1971

lz4

Minha música favorita do Led está em Houses Of The Holy e considero Physical Graffiti a melhor obra do quarteto. Só que o quarto álbum tem alguma coisa que me faz voltar à ele quase todo dia. Do início ao fim, o que se ouve é algo poderoso e único. Talvez seja só a capa sem nome algum, talvez as runas…ou talvez seja a mera presença de uma musiquinha chamada Stairway to Heaven, vai saber…

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#4 — Scars On Broadway
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Scars On Broadway

Estados Unidos, 2008

scars

Como fã de carteirinha de System Of a Down fiquei tentado em colocar aqui Mesmerize, meu álbum favorito deles e provavelmente o que mais ouvi durante a adolescência. Mas, talvez por preferir as melodias de Daron, ou sua voz crítica e irônica sem parecer arrogante, ou simplesmente por ouvir bastante a presente obra recentemente, resolvi colocá-lo na lista. Como minha irmã batizou “carinhosamente” há uns anos, a música de circo de SOAD é aqui ainda maior, mas também diferente do costume, proposital e bem dosada. Serious, 3005, Babylon, Chemicals são minhas favoritas. Variedade e ótimo som garantido.

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#5 — Americana
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The Offspring

Estados Unidos, 1998

offspring

Anos 90 não poderiam ficar de fora da minha lista. Qualquer banda grunge poderia ter no mínimo um álbum aqui e me dói deixar de fora tanta obra boa. Mas se é para colocar uma dessa década, tem de ser Americana. Nunca fui apaixonado por punk, mas por influência familiar esse álbum acabou caindo nas minhas mãos e foi, certamente, o que mais ouvi no meu disk-man durante minha infância. Até hoje me divirto ouvindo Why Don’t You Get A Job?  e também me lembro de esperar ansiosamente pelo clipe de Pretty Fly na MTV, sabe-se lá o porquê. Não é o melhor álbum desses anos, talvez nem o melhor da própria banda, mas é muito bom.

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Gisele Santos

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Sei que a lista era de apenas 5, mas como deixar de fora The Cranberries. Então, sem me delongar muito meu “sextão” lugar (que poderia bem estar no lugar de qualquer um aí de baixo) é o No Need to Argue e a incrível Zombie: “What’s in your head, in your head. Zombie Zombie Zombie“.
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#1 — Jagged Little Pill
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Alanis Morissette

Estados Unidos, 1995

alanis

Todas, eu disse, todas as meninas do meu círculo de amigas eram apaixonadas por esse álbum. Fui adolescente nos anos 90 e Alanis era uma espécie de porta-voz da nossa geração. Lembro de ter pedido emprestado de uma amiga o CD (numa época que ter CD era ostentação total) e gravado em uma fita K7 (me senti velha agora!) e ter destruído a coitadinha. Ela saia do meu Aiwa 3 em 1 e ia para o meu walkman. Não saia do meu ouvido por nada no mundo. Ainda hoje escuto o disco e recordo de bons momentos. Ainda me identifico com algumas canções e vejo que, na minha época, a gente ouvia coisas melhores do que essa juventude dos dias de hoje. O disco vendeu mais de 14 milhões de cópias e ainda detêm o título de 3º álbum mais vendido nos Estados Unidos.

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#2 — Bloco do Eu Sozinho
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Los Hermanos

Brasil, 2001

bloco

Confesso que não era fã do Los Hermanos quando eles surgiram (eu tinha então 18 anos). O primeiro disco era uma espécie de amor à primeira vista do meu irmão, quatro anos mais novo do que eu. Eu ouvia mas não entendia aquela adoração toda. Mas eis que o segundo disco dos barbudos me pegou de jeito, bateu lá no fundo e até hoje é um dos meus preferidos da vida. Sim, eu sei que muita gente odiou e não entendeu a mudança da banda (que na verdade sempre foi assim, né). O disco mostra um amadurecimento do grupo, toques generosos de MPB, letras que falavam diretamente para mim, que saia da adolescência e entrava na tão temida vida adulta. Vendeu apenas 35 mil cópias (o anterior vendeu 300 mil) e mostrou que uma banda não precisa vender rios de discos para ter qualidade e estar aí, até hoje, na memória dos seus fãs saudosos, onde eu me encontro, claro!

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#3 — Ten
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Pearl Jam

Estados Unidos, 1991

Pearl Jam Ten

Já na estreia o Pearl Jam mostrou que não estava para brincadeira. O disco é incrível e até hoje é referência para o grunge. As músicas trazem temas bem pesados como depressão, abuso e bullying. Sou apaixonada pela banda e foi difícil escolher apenas um álbum (até mesmo os solos do Eddie Vedder são sensacionais), mas acho que Ten mostra que é possível sim fazer sucesso com músicas de qualidade. é o disco de mais sucesso da banda até hoje, isso diz muito.

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#4 — Crash! Boom! Bang!
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Roxette

Suécia, 1994

roxette

Ok, agora você está lendo essa lista e pensando? Que diabos ela inclui uma banda sueca de pop rock meloso? Ah, gente, todo mundo tem seu lado negro e o meu é Roxette (na verdade tem mais coisas, mas, né, deixa assim!). Simplesmente o Roxette é uma das minhas bandas preferidas da vida. Tive a oportunidade de ir em um show deles aqui em Porto Alegre em 2011 (dois dias depois de ver U2 em São Paulo. Totalmente sem voz). Sabe aquelas bandas que você sabe todas, eu disse TODAS, as músicas do show? Pois é, é o Roxette. Escolhi esse disco, mas poderia ser qualquer um deles. É tipo como filho, difícil de ter um preferido!

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#5 — The Joshua Tree
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U2

Irlanda, 1987

JoshuaTree

Tenho momentos de amor e ódio pelo U2. Acho que como a maioria dos fãs. Sou apaixonada pela fase inicial da banda, mas não curto muito o início dos anos 2000 e aquela levada de Elevation (apesar de funcionar nos shows e tudo mais). Esse álbum traz talvez os maiores sucessos da banda, que até hoje estão aí, nos shows e nas playlists dos fãs. O show que tive a oportunidade de ir, em 2011, foi um dos momentos mais incríveis da minha vida e aí eu soube que sim, sou fã de carteirinha. Pode não ser de toda a discografia, mas de muita coisa boa que eles fizeram.

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Handerson Ornelas

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#1 — The Dark Side Of The Moon
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Pink Floyd

Reino Unido, 1973

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Eu poderia elaborar um grande texto e falar da importância desse álbum pra história da música como falei no Entenda Melhor do álbum, mas nada supera a importância que ele tem pra mim. Houve uma época em que o escutava sempre uma vez por semana e o resultado parecia ser sempre como se eu tivesse escutando pela primeira vez. O álbum embarca dentro do ser humano, visita desde medos e frustrações a felicidades e ambições. Desde o verso “Breathe, breathe in the air” até a clássica “There is no dark side of the moon, really. Matter of fact, it’s all dark” permanece impecável.

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#2 — Pet Sounds
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The Beach Boys

Estados Unidos, 1966

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Assistindo uma entrevista com o produtor e jurado musical, Miranda, onde foi feita uma visita a seu arsenal de discos, acabei descobrindo essa obra-prima. Miranda afirmava ter chorado logo nos primeiros momentos que o disco começou a rodar, e isso não foi muito diferente da emoção que tive ao escutá-lo pela primeira vez. Sem dúvidas um dos maiores álbuns da história e que serve de exemplo de como fazer uma música essencialmente pop. Brian Wilson se provando um gênio ao fazer canções extremamente belas e sinceras. E por fim é preciso ressaltar a presença de uma das mais belas composições já feitas nesse universo (e declarada por Paul McCartney sua favorita): God Only Knows.

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#3 — Harvest
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Neil Young

Estados Unidos, 1972

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Um dos discos que talvez tenha moldado o amor que tenho pela música. Neil Young possui uma discografia invejável, daquelas que fazem fãs de música discutirem durante bastante tempo qual seria sua maior obra. Bem, Harvest na opinião desse que vos escreve não é só seu maior álbum como também um dos maiores que esse mundo já viu. Desde a gaita no início de Out Of The Weekend até o solo de guitarra espetacular de Words (Between The Lines Of Age) o disco se mantém impecável. Se quer escutar um modelo perfeito de folk e country, esse é o álbum.

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#4 — Born To Run
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Bruce Springsteen

Estados Unidos, 1975

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Já falei de um modelo para o pop, um para o country/folk e esse serviria de modelo para um rock n’ roll genuíno. Bruce tem uma discografia tão invejável quanto a de Neil Young, e deveria ser o maior exemplo de artista para quem se inspira em ser músico. Um cantor carismático, competetente, genial e que não precisou recorrer a vícios e polêmicas pra fazer música de qualidade e sucesso. Interessante como a música pode servir como lembrança de algumas memórias melhor que uma fotografia. E Born To Run me traz lembranças tão simples e ingênuas quanto grandiosas. Bruce transmite emoção através de arranjos belíssimos que fazem você querer desde sair correndo na chuva escutando a faixa homônima, quanto querer deitar e ficar pensando na vida escutando Meeting Across The Street. Um CLÁSSICO.

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#5 — Clube da Esquina
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Milton Nascimento e Lô Borges

Brasil, 1972

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Vá na Amazon.com e veja os reviews para esse álbum. Você vai encontrar reviews de pessoas de diferentes partes do mundo dizendo coisas como “essas músicas devem tocar no Paraíso“, “esse álbum mudou minha vida“, “isso é uma obra de arte“. Você encontra gente comparando a grandeza do álbum a obras como Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles e The Dark Side Of The Moon do Pink Floyd. E não, eles não estão exagerando. Eu posso escutar faixas como Trem de Doido e Clube da Esquina Nº 2 quantas vezes for possível e continuarei impressionado, como se fosse a primeira vez ouvindo. Um disco que reuniu vários excelentes músicos mineiros e se tornou um dos mais importantes álbuns desse país. É um verdadeiro orgulho para a música brasileira.

PS: Tanto o nome quanto a capa são absolutamente geniais.

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Karam

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Música é a paixão maior da minha vida. Dito isto, a tarefa de elencar os meus 5 discos favoritos não foi das mais simples já concedidas à minha pessoa, como vocês podem facilmente aferir. Mas como fui obrigado (sim, estou ressentido, e conviverei para sempre com essa mágoa no âmago de minha existência vil) a escolher apenas 5 discos, aqui estão eles:

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#1 — Grace
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Jeff Buckley

Estados Unidos, 1994

capa

Nenhum disco até hoje me pareceu tão espetacular quanto Grace, de Jeff Buckley. A começar, é claro, pelo próprio cantor/compositor: O que é isso, minha gente?! A descoberta de Buckley foi, para mim, o equivalente à descoberta de um grande amor pelos apaixonados. Que voz é essa? E que maneira é essa de fazer isso que ele faz com essa voz? Isso, que é inominável, de tão transcendente, por isso fico apenas no isso. É… não foi fácil e não é até hoje conviver com tamanho brilhantismo musical.

Desde a abertura, com Mojo Pin, até o desfecho, orquestrado pela magistral Dream Brother, tudo aqui é hipnótico. Melodias exemplares, arranjos de cortar o coração, e interpretações inigualáveis em intensidade, beleza e autenticidade por parte de Buckley. O grito final em Grace, a canção-título do álbum, é de colocar qualquer vocalista de Heavy Metal no chão. Para falar a verdade, o próprio Robert Plant (para os leigos: vocalista do Led Zeppelin), ídolo confesso de Buckley, fica no chinelo diante do grau de complexidade vocal da performance em questão. Aliás, se você, meu caro leitor, quiser uma aula de canto boa de verdade ouça as canções Grace e Lover, You Should’ve Come Over. Não há professor melhor que Jeff Buckley, isso eu garanto.

… E por falar em Lover, You Should’ve Come Over, a sequência de 3 canções que começa nela, passa por Corpus Christi Carol e termina em Eternal Life é uma das mais impressionantes sequências musicais de qualquer disco que exista na face dessa Terra – e se exagero aqui é porque o esplendor desta sequência me conduz impiedosamente para tal exagero: o órgão que abre a primeira canção é de arrepiar, e a melodia e a letra de Lover, You Should’ve Come Over fazem dela a maior das obras-primas do disco (para reparar: quando Buckley começa a proferir o catártico it’s never over por inúmeras vezes e o coro que harmoniza a canção vai crescendo e a intensidade daquelas palavras vão se tornando mais impactantes… Só de pensar, já me arrepio); Corpus Christi Carol é praticamente toda cantada em falsete, de uma delicadeza ímpar; e Eternal Life é um Grunge pesadíssimo (prestar atenção na na letra também) que faria Kurt Cobain morrer de inveja… se já não estivesse morto. Detalhe: Grace foi lançado em Agosto de 1994 e Kurt Cobain morreu em Abril de 1994. Talvez fosse parte dos planos de Deus providenciar o lançamento do álbum de Buckley para depois da morte do líder do Nirvana, para que assim o ícone do Grunge pudesse descansar em paz, sem o tormento de ter que ouvir Eternal Life lhe lembrando, ironicamente, que sua vida não foi eterna – e que talvez a eternidade fique mais amiga de Grace do que de Nevermind

Lembro que a primeira canção que ouvi deste disco foi Last Goodbye. Paixão à primeira vista, ou melhor, à primeira escutada. E à segunda, e à terceira, e… e até hoje a ouço sem conseguir conter a emoção. Toda vez que a ponho para tocar, é como uma experiência, é como a primeira vez. Toda vez que a “encontro”, a magia incomum do talento de Buckley vem  a mim – e é tão bom sentir que sim, há beleza nesse mundo, ainda que se apresente invisível e sonora, ainda que esteja contida numa pequena bela canção de despedida.

Porque, mesmo para os imortais, há a despedida: Last Goodbye será para sempre a repetição eterna da última despedida de um artista que jamais se despedirá de todo, pois deixou um legado incomparável que sobrevive a tudo.

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#2 — Ventura
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Los Hermanos

Brasil, 2003

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Basta você ouvir “quem se atreve a me dizer/do que é feito o samba?” para saber que está diante de um disco, no mínimo, corajoso. Num cenário em que a música brasileira estava perdendo a coragem de se mostrar, uma linha de abertura como essa renovou a nossa fé em nosso som e em nossa brasilidade. Os Los Hermanos preencheram um vazio em nossa MPB com um som inovador, que prioriza arranjos complexos – cheios de texturas – e riffs de sopro marcantes, e fizeram História com este que, para muitos, é um dos maiores discos brasileiros de todos os tempos.

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#3 — Lady Soul
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Aretha Franklin

Estados Unidos, 1968

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Dois fatos inegáveis:

1 – A essência da Soul Music encontra-se todinha neste disco.
2 – Aretha Franklin é a maior cantora de todos os tempos.

Além do mais, Ray Charles, James Brown e a própria Aretha fazem parte do time de compositores contemplados, com canções repletas de swag (muito antes de pirralhos malandrinhos acharem que sabem do que se trata o swag) e fúria. O piano da cantora, como sua voz, é incendiário. E o time de músicos do Muscle Shoals é de primeiríssima linha. Com isso tudo em mente, eu lhe pergunto: teria como dar errado?

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#4 — The Joshua Tree
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U2

Irlanda, 1995

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The Joshua Tree = grandiosidade epicamente épica (hehehe). Trata-se de um disco repleto de “canções feitas para serem tocadas em estádios”. O U2 estava em seu verdadeiro auge (que durou até o experimental Zooropa) e nada podia impedi-los de agraciar o mundo com algumas das paisagens sonoras mais lindas já gravadas em um álbum: Where The Streets Have No Name, I Still Haven’t Found What I’m Looking For e With Or Without You, as três canções que abrem o disco, aproximam a experiência auditiva da experiência visionária – é quase como criar Cinema a partir de Música.

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#5 — Ideologia
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Cazuza

Brasil, 1988

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Um clássico ímpar. Pense no seguinte: Ideologia, Brasil e Faz Parte do Meu Show no mesmo disco. Aqui o Cazuza Poeta, o Cazuza Roqueiro e o Cazuza Bossa-Nova se encontram e produzem extrema beleza a partir do caos e do desespero: “Meu partido/é um coração partido/e as ilusões/estão todas perdidas/os meus sonhos/foram todos vendidos/tão barato que eu nem acredito/ah, eu nem acredito...”.

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Guilherme Coral

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Meu gosto musical é completamente esquizofrênico, de clássico ao metal aprecio diversos estilos musicais, o que tornou muito difícil a escolha de um álbum favorito – especialmente quando se tratou de escolher um de minhas duas bandas preferidas, Within Temptation e Muse, tive de deixar Black Holes and Revelations e The Silent Force de lado e sempre que penso nessas escolhas meu coração aperta, mas creio ter feito a escolha certa!

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#1 — The Heart of Everything
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Within Temptation

Países Baixos, 2007

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Escolher entre The Heart of Everything e The Silent Force foi uma árdua tarefa, mas The Truth Beneath the Rose acabou definindo a escolha. No álbum, a banda holandesa Within Temptation demonstra toda sua identidade com belas melodias que trazem um ótimo ritmo, trazendo faixas mais intimistas como Forgiven e Hand of Sorrow ao lado de explosivas músicas como Our Solemn Hour.
Minha música favorita desse álbum: The Truth Beneath the Rose
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#2 — The Resistance
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Muse

Reino Unido, 2009

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Embora nosso caro Karam tenha massacrado o álbum dando 3 estrelas, considero uma das obras mais coesas da banda, embora certamente não seja perfeito. A primeira metade de The Resistance simplesmente implora para ser ouvida de uma vez só, enquanto que a segunda dá algumas deslizadas. Unnatural Selection, minha preferida de toda a discografia de Muse é absolutamente apaixonante, dando prosseguimento à forte critica social iniciada em Uprising.
Minha música favorita desse álbum:  Unnatural Selection
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#3 — The Empire Strikes Back

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John Williams

Estados Unidos, 1980

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Uma trilha sonora perfeita para um filme perfeito. Justo, não? Qualquer CD que contenha a Imperial March simplesmente não poderia não estar na minha lsita de favoritos. Mas essa não é a única faixa que merece ser escutada de novo e de novo nessa maravilhosa composição de John Williams – The Asteroid Field, Yoda’s Theme, The Clash of Lightsabers são algumas das icônicas melodias criadas para essa galáxia muito…muito distante.
Minha música favorita desse álbum: The Imperial March/ Darth Vader’s Theme
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#4 — Powerslave

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Iron Maiden

Reino Unido, 1984

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O terceiro álbum do Iron Maiden com Bruce Dickinson no vocal, Powerslave foi o primeiro álbum que escutei da banda e fui automaticamente fisgado por Aces High, a sequência 2 Minutes to Midnight (minha preferida de toda a discografia do Iron) sedimentou a paixão por esse conjunto de composições tratando sobre guerra e o a influência do poder sobre as pessoas. Sem dúvidas músicas que me marcaram para sempre!
Minha música favorita desse álbum: 2 Minutes to Midnight
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#5 — The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars

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David Bowie

Reino Unido, 1972

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Life on Mars é sem dúvidas minha composição preferida de Bowie, mas um álbum que contenha Starman, Moonage Daydream e Ziggy Stardust acaba ganhando a posição aqui na lista de favoritos. Sem dúvidas um dos mais memoráveis do artista, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars é um álbum que nos prende do início ao fim, contando com uma coesão narrativa e rítmica de deixar o queixo de qualquer um cair!
Minha música favorita desse álbum: Starman

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André de Oliveira
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#1 — Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
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Arctic Monkeys

Reino Unido, 2006

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Apontado por muitos – incluindo leigos, jornalistas especializados e revistas de música – como um dos melhores álbuns de todos os tempos, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not eclode como uma pérola do rock britânico cheia de virtude, criatividade lírica e musical e uma energia incomporável. É o ínicio da história de uma jovem banda que, como se estivesse com uma sede incontrolável de fazer música, criou esse enérgico trabalho de estreia, que contagia no exato momento que colocamos nossos ouvidos nele.

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#2 — AM
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Arctic Monkeys

Reino Unido, 2013

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AM alcança um patamar na carreira do musical dos Macacos do Ártico que só o tempo e a maturidade poderiam fazer com que eles o alcançassem com êxito: criar um álbum mainstream que não fuja à identidade outrora independente da banda. É diferente, mais produzido, mais preocupado com a estética e mais sintetizado, mas é Arctic Monkeys estampado da primeira a última nota. Os caras que diziam que “Tudo Que Dizem que Eu Sou, É o Que Não Sou” e se perguntavam lá no início da carreira “Quem diabos são os Arctic Monkeys?” hoje sabem muito bem quem são. AM é o ápice de uma jornada não só musical, mas também pessoal da banda, que demonstra todo o amadurecimento de personalidade e identidade, assim como lírico e – por quê não? – sexual desses ingleses.

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#3 — Lungs
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Florence + The Machine

Reino Unido, 2009

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Dog Days Are Over é, na minha opinião, uma das músicas mais significativas de todos os tempos. É um hino. Sua mensagem, arranjo e o tipo de catarse emocional que provoca são coisas que simplesmente não podem ser ignoradas. Lungs é um experiência muito inspirada que traz canções extremamente únicas, que tocam seus ouvintes das mais diversas formas.

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#4 — Ceremonials
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Florence + The Machine

Reino Unido, 2011

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Tem algo de muito cinematográfico no som que Florence e sua Máquina fazem. Ceremonials é ainda mais denso, polido e apoteótico que seu antecessor e veio para provar que o talento da banda é absolutamente verdadeiro. Suas canções épicas parecem preparadas e pensadas para embalar grandes momentos que possam vir a acontecer na tela do cinema. Eu mesmo já me peguei imaginando, diversas vezes, cenas onde as músicas de Ceremonials se encaixariam perfeitamente. É a música falando em conjunto com as linguagens do cinema e da arte.

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#5 — El Camino
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The Black Keys

Estados Unidos, 2011

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No, don’t let it be over, let it be over, oh oh” (“Não, não deixe que isso acabe, que isso acabe, oh oh”) é um dos últimos versos que ouvimos repetidamente em El Camino, e ele sintetiza perfeitamente a minha sensação toda vez que ouço essa obra de arte musical, que tem intrínseca em cada nota o rock n roll, misturado com jazz, blues e o toque todo especial do sul dos EUA. El Camino é uma experiência inesquecível, eletrizante e extremamente prazerosa desde a introdução da estonteante Lonely Boy à despedida de Mind Eraser.

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Melissa Andrade
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#1 — Can’t Take Me Home
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Pink

Estados Unidos, 2006

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Numa época lotada de loirices (ainda que essa seja a cor natural do cabelo dela) P!nk conquistou seu espaço e um lugar cativo para sempre no meu coração indo alem das canções pop chiclete e baladas comuns para o ano. Esse álbum tem mais rap e hip hop destoando por completo do som lançado na época. E, como sempre gostei e fui uma pessoa diferente na adolescência, a P!nk me mostrou que você ainda pode ser você, mesmo que todo o resto não seja e ache estranho. Foi uma verdadeira saga encontrar esse álbum e tive que rodar metade do Rio de Janeiro até obter finalmente a minha cópia.

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#2 — Millennium
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Backstreet Boys

Estados Unidos, 1999

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Oh, meu Deus, uma boy band! Serio? Seguindo em frente, gostar de BSB foi um divisor de águas na minha vida. Comecei também a me interessar por inglês (obrigada Spice Girls!) e a partir daí de fato aprender um novo idioma. Foram bons tempos e para uma fã da banda, é o melhor álbum da carreira deles. O qual precisei de senha para garantir o meu. Lembro até hoje do papel escrito a mão (quem tinha grana para impressoras?!) com o número 54 nele. Presente da minha véia querida e provável que ela nem se recorde disso.

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#3 — 21
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Adele

Reino Unido, 2011

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Ainda não encontrei um álbum mais cheio de sentimentos do que esse. Rumor Has It e Set Fire To The Rain são as minhas favoritas. É possível sentir o que ela quer nos passar e apesar de alguns falarem que é música de fossa, gosto de ouvir para “desintoxicar”. Como se as músicas dela tivessem a capacidade de extrair de mim sentimentos ruins e curar dias tediosos. Outro álbum que precisei caçar, mas não tanto quanto o da P!nk. Quando comecei a ouvir Adele, ela não era nem famosa direito.

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#4 e 5 – Comentário

Não tem 4 e 5. Não porque esses sejam os únicos álbuns que ouvi na vida. Não. Na verdade ouço música todos os dias, mas é que os outros não se encaixam na lista. Como a coletânea da trilha sonora simplesmente fantástica dos filmes do 007, a coleção de singles do The Smiths, Foo Fighters, Bon Jovi, No Doubt, Coldplay ou a trilha sonora de Harry Potter, qualquer uma delas, ou de Game of Thrones, ou de Hobbit, ou do Capitão América 2. Veem? Bem difícil apontar algo que seja de fato incrível do começo ao fim. Claro que tem, óbvio! Ou não teria nada nessa lista. Mas, é que costumo escolher a dedo o que ouço, então, para mim, tudo o que ouço é muito bom.

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Filipe Monteiro
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Antes de elencar meus cinco álbuns musicais favoritos, preciso assumir uma posição desconfortável. Eleger apenas cinco álbuns em meio a tantos que me acompanharam em diferentes momentos não somente é uma tarefa árdua, como também faz com que eu me sinta injusto em relação aos álbuns que ficam de fora. O trabalho fica ainda mais difícil quando sua lista de favoritos muda a cada época. Mas já que não tem jeito, prefiro sair pela tangente e elencar meus cinco favoritos do momento, mesmo sabendo que lerei essa lista algum tempo depois e discordarei de toda a seleção.
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#1 — O Grande Encontro
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Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, e Zé Ramalho

Brasil, 1996

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Este álbum reúne grandes vozes da música interpretando minhas canções favoritas. É meu álbum favorito de todos os tempos. Geraldo, Elba, Zé e, principalmente, Alceu me acompanharam e continuarão acompanhando por toda a vida.

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#2 — Acabou Chorare
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Novos Baianos

Brasil, 1972

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A obra reúne figuras ilustres e únicas na música brasileira. Destaco aqui a genialidade de Moraes Moreira, a exótica e envolvente doçura de Baby Consuelo e a originalidade de Pepeu Gomes no comando da guitarra baiana. Além de ser uma responsável por consagrar os Novos Baianos, Acabou Chorare é um dos mais fortes e representativos movimentos de narrar a cultura baiana e brasileira. Não canso de ouvir.

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#3 — Convoque Seu Buda
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Criolo

Brasil, 2014

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Ultimamente as músicas de Convoque Seu Buda vêm ocupando grande parte da minha playlist. Criolo é um grande poeta contemporâneo. Com letras que tratam de desigualdades sociais e lutas de poder, as canções de denúncia afetam, questionam e mobilizam.

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#4 — Nó Na Orelha
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Criolo

Brasil, 2011

criolo

Neste primeiro álbum, mais falado que o que viria em seguida, Criolo aborda questões sociais ainda mais urgentes. Junto a Convoque Seu Buda, Nó Na Orelha tem espaço de destaque no que tenho ouvido recentemente.

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#5 — A Night At the Opera
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Queen

Estados Unidos, 2006

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Não considero este o meu álbum favorito de Queen, mas não poderia deixar uma das minhas bandas favoritas de fora. A Night At The Opera abriga Bohemian Rhapsody e, por isso, sempre terá um lugar de reservado no meu coração. Faltam muitos outros, mas, pelos motivos já destacados acima, eles não cabem nesta lista.

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Gabriel Tukunaga
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Eleições de favoritos são extremamente complicadas, complexas e desagradáveis para mim. Para começo de conversa, as escolhas que faço em tais listas são somente formais: sim, tenho um grupo de livros, filmes, álbuns e outros itens que são destaque entre os demais e que, por um ou outro motivo, acabaram adquirindo uma significância maior em minha vida. Todavia, esses itens “especiais” estão em constante transmutação, não estão ranqueados e não, não se reduzem a somente cinco. Porém, com um grande esforço, consegui reunir alguns discos que, mesmo não sendo os melhores da história da música — longe disso — apresentam um significado especial para mim.
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#1 — Reflektor
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Arcade Fire

EUA/Canadá/Reino Unido/Jamaica, 2013

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Arcade Fire é uma das melhores bandas da atualidade. Sua capacidade de expor coisas novas em cada um de seus discos e, ao mesmo tempo, proporcionar experiências musicais ímpares é algo raro no cenário contemporâneo. Além disso, outro fato que me chama muita atenção no grupo é o valor que dão, com extrema destreza, aos álbuns como unidade, coletâneas. Ou seja, em um mesmo disco, as faixas se relacionam, estabelecem uma intertextualidade, abordam um tema em comum. Em suma, em um mundo dominado pelos singles, um grupo que engrandeça tal peculiaridade, que foi se perdendo ao longo dos anos, é, no mínimo, fascinante.

A escolha da maioria dos admiradores da Arcade Fire para melhor disco provavelmente iria para The Suburbs (2010) — que também é, de fato, espetacular. Todavia, acabo ficando com esse pela crença de que esse é um álbum mais rico, com mais referências, mais artístico, repleto de simbolismos e que, ademais, exprime uma temática e letras com as quais me identifico melhor. Reflektor é um disco transcendental que nos possibilita uma experiência filosófica, sociológica e musical (além de, é claro, possuir faixas que agradam muito e que desencadeiam uma série de sensações).

Minha música favorita desse álbum:  Afterlife

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#2 — Wasting Light
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Foo Fighters

Estados Unidos, 2011

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Foo Fighters foi uma das primeiras bandas de que me tornei fã. O rock de Dave Grohl que mescla a faceta um pouco mais pesada do estilo com seu lado mais suave é difícil de não agradar um adolescente. E, desde então, a banda começou a crescer para mim. Em aspectos técnicos, não é o melhor grupo contemporâneo — inclusive, concordo com as críticas acerca da necessidade deles se reinventarem —, todavia não poderia deixá-los de fora, já que acompanham minhas playlists há tanto tempo. Wasting Light, em especial, trás, a meu ver, as melhores composições do grupo, que conseguem tanto me proporcionar a agitação típica de uma canção de rock quanto transmitir uma ótima energia e serenidade (sim, serenidade).

Minha música favorita desse álbum:  Walk

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#3 — Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
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Arctic Monkeys

Reino Unido, 2006

Arctic

Arctic Monkeys é a banda que me acompanha há mais tempo. Dito isso, não poderia deixá-los de fora da lista. Apesar de acreditar que AM (2013) esteja bem aquém do que os britânicos liderados por Alex Turner já produziram e têm capacidade de realizar, ainda acredito na qualidade deles e continuo, ainda que não mais com a mesma frequência, ouvindo suas músicas com aprazimento. O rock alternativo da banda foi o primeiro estilo musical que de fato me agradou e que me identifiquei. Deste modo, acabou modelando e servindo de base para as minhas predileções posteriores, inclusive as atuais. A voz fenomenal de Alex Turner, os instrumentos presentes de maneira exemplar para compor uma atmosfera que transita entre as variadas vertentes do rock e letras extremamente eficientes acabaram tornando Arctic Monkeys uma de minhas bandas favoritas.

Apesar de não ter sido o primeiro disco que ouvi do grupo, Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not, foi o que me fez de fato admirar todas suas qualidades e peculiaridades, como as citadas no parágrafo anterior. A transição e mescla de ritmos dentro do mesmo gênero está mais evidente nesse álbum do que nos demais, é executada com excelência. Mesmo sendo a coletânea de estréia da Arctic Monkeys, acredito que seja a que mais exprime amadurecimento. Além de todas as qualidades técnicas, também coexiste um fator pessoal. As músicas desse álbum, desde a impetuosa I Bet You Look Good on the Dancefloor até a equilibrada e ótima Mardy Bum, funcionaram como um alicerce em um momento em que procurava compreender minha personalidade e até (não me perguntem como) as mazelas da sociedade.

Minha música favorita desse álbum:  A Certain Romance

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#4 — Nó na Orelha
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Criolo

Brasil, 2011

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Infelizmente cresci em um meio em que a cultura brasileira não era muito valorizada. Deste modo, minha aproximação com nossa música riquíssima é recente e, devido à vastidão de material, gêneros e composições encontradas por aí, a apreensão e compreensão da história musical nacional acaba caminhando em passos lentos para mim. Eis que decidi começar a sondar algo que estivesse mais próximo de nossa sociedade, do nosso mundo e da nossa realidade para me sentir induzido a adentrar nas composições brasileiras — e foi dessa maneira que acabei maravilhado com as letras de Criolo.

As temáticas de lutas sociais sempre foram bandeiras que admirei e procuro, sempre que possível levantar. E acabou que não poderia ser diferente: tanto Criolo como outras manifestações culturais de conotação sociológica (em especial as provenientes das periferias) tornaram-se não somente um estilo musical e estético que aprecio, como também um importante ponto para a compreensão do Brasil contemporâneo. Além do conteúdo, não posso deixar de mencionar a hibridez de Criolo que, ao contrário do que muitos pensam, trespassa a fronteira de um só gênero, e compõe álbuns espetaculares com faixas que dialogam entre si e apresentam uma enorme diversidade de ritmos. Conquanto Convoque Seu Buda (2014) evidencie de maneira ainda mais sólida essa excelente peculiaridade do artista, Nó na Orelha, como o primeiro do Criolo que ouvi, acabou ganhando um espaço em especial nessa lista justamente pelo encanto que me provocou (principalmente por eu estar esperando algo completamente diferente).

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#5 — The Doors
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The Doors

Estados Unidos, 1967

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Jim Morrison é uma das maiores personalidades no meio artístico. Além de seu comportamento pitoresco e polêmico, sua banda trouxe uma série de transformações para o rumo que tomaria a música em uma época de acontecimentos extremamente conturbada. O psicodélico tomou conta do período, que alavancou uma série de grupos fenomenais, que carregam uma gama imensa de fãs até hoje — só como exemplo poderíamos citar Pink Floyd, The Who, The Beatles, e por aí vai… Todavia, não é esse o principal motivo de ter incluído The Doors (e esse disco) nessa lista.

É claro, reconhecer a importância de um artista é fundamental para o engrandecimento que criamos dele e para podermos passar a admirá-lo. Entretanto, o que me atrai no grupo liderado por Morrison é um aspecto um pouco mais banal e abstrato. A capacidade que suas músicas (em especial as desse disco) têm em transpor e proporcionar tantas sensações distintas, com uma mescla de ritmos não convencionais — e que, mesmo assim, funcionam muito bem — é algo que deve ser reverenciado. A despreocupação com regras e o maior foco dado à arte são aspectos que passei a valorizar ao longo do tempo, e o álbum The Doors consegue exprimir isso com grande destreza.

Minha música favorita desse álbum:  The End

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Matheus Fragata
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Muito provavelmente, leitor, você estará espantado com minha lista. Só tem trilha sonora. E sim, de fato, era para ter somente isso. O cinema americano praticamente construiu que eu sou hoje. Minha moral, minha ética e filosofia pertencem devem muito do que aprendi com atos de heroísmo, trabalho, conquista, altruísmo e esperança de diversos personagens que ilustram diversos e célebres filmes. Não é a toa que escolhi estudar cinema para realizá-lo um dia. O cinema me move. Eu consumo isso, o estudo, me emociono com suas histórias. Eu simplesmente vivo isso. Uma grande paixão por essa arte.

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#1 — Sinfonia nº 9 em Ré Menor, op. 125, Coral
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Ludwig van Beethoven

Versão: The Classic Masters / Condução: William Bolden, 1994

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Isso aqui é a perfeição em forma de música. Nada supera o que Beethoven fez com sua nona sinfonia, fora que nesta época já estava completamente surdo. Não é a toa que é meu compositor favorito. Infelizmente, não sou crítico de música, mas sei reconhecer muito bem o valor que esta obra tem. É algo que simplesmente não tem como calcular. Um marco da nossa História que sempre merecerá respeito, admiração e estudo. É disso que gosto na música. Ela é a arte mais democrática do mundo. Até mais que literatura. Todos podem ter acesso a ela de maneira irrestrita. Toca em praças, rádios, shoppings, lojas, carros, em tudo que é lugar. Porém reconheço que no caso da nona sinfonia, o cidadão precisa se mobilizar um pouco mais. Acessar a internet e escutar pelo Youtube. Um baita esforço.

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#2 — Forrest Gump – Trilha Sonora
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Diversos artistas

Estados Unidos, 2001

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Esta é de longe a melhor coletânea de canções reunidas em um álbum. A trilha licenciada de Forrest Gump é fenomenal e apenas por ela é possível traçar minha predileção por músicas dos anos 1960, 70 e 80. Só tem o que há de melhor aqui: Elvis Presley, Mamas and the Papas, Bob Dylan, Creedence Clearwater Revival, The Doors, Aretha Franklin, Jimi Hendrix, entre outros grandes nomes que preenchem a História da Música. Só faltou Queen e Beatles.
Não a toa, é o único CD que possuo no meu carro. Quando sei que estou para viajar, já coloco essa obra-prima pra tocar. Temo que logo os discos fiquem gastos. Já o apelidei de Box of Chocolates – como muitas pessoas já devem ter feito. Afinal, assim como o filme, é uma surpresa atrás da outra. Aliás, destaco também a belíssima suite que Alan Silvestri compôs para o longa. É a faixa que fecha os discos com chave de ouro.
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#3 — Interestelar – Trilha Sonora
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Hans Zimmer

Estados Unidos, 2014

Interstellar

Impossível não se emocionar com a música exuberante e poderosa de Hans Zimmer para o filme de Christopher Nolan – que também considero ótimo. Lembro de ter começado a valoriza-la já na fantástica sequencia em que Cooper se manda para o espaço. Eu, já em lágrimas depois de um grande hiato sem me emocionar com uma história feita para o cinema – desde Toy Story 3 para ser mais preciso, já chorava ainda mais com altíssima música que preenchia a sala inteira. E claro que a trilha, sempre crescente, não decepciona.

Faixas como Stay, No Time For Caution, Mountains e Coward lançam essa trilha instrumental no meu pódio de composições favoritas. Zimmer se reinventou aqui. Entregou algo que pode ser considerado tão belo quanto composições maravilhosas de Dvorak, Verdi ou Rachmaninov – compositores tão expressivos quanto Zimmer. Além dele conseguir auxiliar na imersão do filme para o espectador, ele cria uma trilha bem independente que funciona por si própria. Pouquíssimos sabem fazer isto – até mesmo Zimmer penou para conseguir. Esta é uma das melhores obras de trilha musical contemporânea disponível para o público. Aproveite, aprecie e se permita emocionar com esse som maravilhoso que ele nos proporcionou nesta obra.
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#4 — Tron Legacy – Trilha Sonora
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Daft Punk

Estados Unidos, 2010

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Para mostrar o quão eclético consigo ser, aqui vai outra das melhores trilhas da minha vida. Quando fui assistir a Tron Legacy realmente não esperava nada, porém, por mais incrível que pareça, o filme me agradou muito, mas quem roubou o show foi a trilha sonora da dupla Daft Punk. Esse é outro exemplo de trilha que funciona independentemente do filme. Claro que esta é completamente diferente da obra de Zimmer.
Aqui temos uma explosão de música eletrônica misturada com instrumentos clássicos como violino, cello, piano, etc. A música é ótima e a dupla se arrisca em campos de música erudita como o ótimo Adagio for Tron que eles escreveram para o filme. Assim como em Interstellar, a trilha possui momentos exemplares como a belíssima Overture. Peça gigantesca que explode em seu fim cheia de significância poética. Depois, eles abandonam o erudito e trabalham com o eletrônico na variante The Grid.
Não existe erro. Essa trilha é fenomenal. Merece aplausos e respeito. É extremamente criativa, possui um quê de Philip Glass, Hans Zimmer e John Williams, além de gerar uma autoria muito valorizada para os dois músicos. Agora aguardo ansiosamente pelo retorno de Daft Punk para presentear a sétima arte novamente com uma trilha tão fantástica como esta.
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#5 — Star Wars: A Vingança dos Sith – Trilha Sonora
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John Williams

Estados Unidos, 2005

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Obviamente o romântico, brilhante, gênio, cria de Tchaikovsky, mestre Yoda das composições para o cinema John Williams não poderia faltar em minha lista. Esse senhor , que simplesmente me ofereceu diversas das músicas da minha infância, tem papel significativo na construção do minha predileção pelo erudito. Seja em Star Wars, Indiana Jones, Tubarão, Jurassic Park, A Lista de Schindler, Harry Potter, O Resgate do Soldado Ryan, entre muitas obras fantásticas, ele conseguiu emocionar este cidadão com suas belíssimas músicas.
E não poderia ser diferente aqui no episódio final da nova trilogia de Star Wars. A música, sempre tão pomposa e potente até aqui, dá lugar para uma singela melancolia de violinos ora chorosos ora sombrios. O que o filme tem de vagabundo e brega, a trilha tem de elegante, sábia e poderosa. Pra mim, ela reuniu o melhor de Star Wars. Diversas músicas consagradas fazem parte deste álbum e Williams ainda compõe peças fantásticas para o filme como Anakin vs. Obi Wan – de longe a melhor sequencia do filme, Padme’s Funeral, Enter Lord Vader e a tristíssima Anakin’s Dark Deeds.
Williams é um dos compositores mais significativos de Hollywood. Elevou essa área para o estado de arte – por mais que Ennio Morricone, Nino Rota, Bernard Hermann, Max Steiner e Henry Mancini já tivessem atingido esse nirvana em suas obras. E sem Williams, muito provavelmente não teríamos Zimmer, Giacchino, Elfman, Newman e tantos outros compositores fantásticos.
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Gabriela Miranda

 

#1 — Sábado
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Cícero

Brasil, 2013

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Eu nunca tinha pesquisado nada a respeito deste álbum e não o fiz ainda porque, nos tempos de Spotify e correria braba, o instinto me vale para compensar o tempo que perco e que não acho mais para esses detalhes preciosos. São muitas perdas, muitas fugas para a Rua Nestor. Nem lembro como achei a música, talvez no “descobrir”. Por Botafogo é o track que mais me toca do disco e nem vou racionalizar. Acontece e pronto. Aceito.
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#2 — Handmade
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Hindi Zahra

França, 2010

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Minha cigana dança com esse álbum. Dança com gosto. Simples assim, num estalo: ele me bota em um estado de humor e mente coloridos, cheio de vento no rosto e perfumes de especiarias. Zahra constrói melodias sedosas, desliza fácil no ouvido.
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#3 — The Specialist – Trilha Sonora
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John Barry

Reino Unido, 1994

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Da ação com Stallone e Sharon Stone, esta trilha sonora é pertence a um dos filmes que considero bem sexy e ainda conta com uma trama bem fera. Gosto de filmes como este e John Barry é um dos compositores de cinema que mais me emociona e seduz. Minha escolha sempre.
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#4 — I Love You
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The Neighbourhood

EUA, 2013

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Sweater Weader já vale pelo álbum todo, pra mim. Esta faixa tem uma cadência particular e acontecem duas músicas ali, a expectativa e a renúncia. Adoro a aventura.
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#5 — Lost in the Dream
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The War On Drugs

EUA, 2014

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 Ele me acolhe não importa o humor em que eu esteja. Este álbum me acalma e me faz ouvir as nuances que percorrem meus pensamentos saltitantes.
LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.