Lista | Os Nossos 5 Diretores Favoritos

E lá vamos nós outra vez. Em nossa 6ª lista de favoritos do Plano Crítico, trazemos um top 5 de diretores, sendo considerados aqui cineastas que qualquer época da história do cinema, vivos ou já falecidos. As listas estão acompanhadas do nome do cineasta, seu ano de nascimento e, se for o caso, de morte; além de seu país de nascimento, seu primeiro e último filmes (sinalizando se é curta ou longa-metragem) e alguns prêmios importantes que o diretor recebeu ao longo da carreira.

Como sempre, quero deixar claro que esta não é um a lista de melhores diretores e sim de diretores favoritos. Não se esqueçam de comentar e deixar também a sua lista!

Importante: alguns filmes marcados como curtas ou longas nas indicações abaixo podem gerar impasses com a interpretação de alguns leitores, então vamos deixar claras algumas coisas: com base nas definições da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (EUA), do American Film Institute (EUA), do British Film Insitute (RU) e do Centro Nacional de Cinematografia da França não existe uma coisa chamada “média-metragem”. Então usaremos apenas as nomenclaturas “curtas” ou “longas”. E sobre essas definições, vai aqui o que pensam os principais institutos de cinema:

AMPAS e AFI — curta-metragem: 1 a 39 minutos; longa-metragem: a partir de 40 minutos;

SAG — curta-metragem: 1 a 79 minutos; longa-metragem: a partir de 80 minutos;

BFI — curta-metragem: 1 a 79 minutos; longa-metragem: a partir de 80 minutos;

CNC — curta-metragem: 1 a 57 minutos; longa-metragem: a partir de 58 minutos;

Plano Crítico — usaremos uma duração que se coloca entre as aceitas ao redor do mundo, sendo o longa-metragem um filme a partir de 60 minutos e, inferior a isto, um curta-metragem.

E para terminar, um outro lembrete: o tópico “premiações de destaque” considera apenas os prêmios recebidos pelo diretor em questão e seus filmes. As indicações não foram consideradas neste tópico.
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Ritter Fan

Fiz umas 15 listas de cinco diretores favoritos até chegar nessa abaixo. Não esperava muita dificuldade, mas acabei tendo problemas com nomes que eu simplesmente não poderia deixar de fora como Francis Ford Coppola, Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Billy Wilder, Fritz Lang, F.W. Murnau, Yasujiro Ozu, Satyajit Ray e Steven Spielberg, isso só para citar alguns. Mas não teve jeito. Tive que cortar na carne. Foi um sofrimento terrível, mas passei a focar nas memórias afetivas que guardava sobre o coletivo de filmes de cada um e, quando fiz isso, reparei que não havia muito espaço para dúvidas.
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Ainda que adore o conjunto da obra de Coppola, por exemplo, os filmes dos diretores de minha lista abaixo são aqueles que eu sei que levaria para uma ilha deserta se tivesse essa escolha e os veria ritualisticamente o resto de minha vida. São os conjuntos cinematográficos que, nesse momento, sei que não me enjoaria jamais.
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Vale lembrar que essa lista é dos cinco diretores FAVORITOS, não necessariamente os melhores, ainda que, de todas as listas dessa natureza que tenha feito para o site, essa é a que mais deixa próximos os dois conceitos. Vamos a ela (está em ordem alfabética do sobrenome):
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Luis Buñuel

1900 — 1983 / Espanha
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Luis Bunuel
A primeira vez que tive contato com uma obra de Buñuel não foi por causa de Buñuel. Eu nem sabia quem era o sujeito, na verdade, pois meus hormônios adolescentes só tinham olhos para a beleza misteriosa de Catherine Deneuve em A Bela da Tarde. Hipnotizado, vi aquele filme “proibido” de cabo a rabo, possivelmente só querendo vê-la nua e deixando de captar maiores significados. Mas o fato é que, daí, parti para procurar outras obras do diretor (novamente, não para ver arte e sim para ver corpos femininos desnudos) e acabei mergulhando nesse estranhíssimo e muito particular mundo desse diretor aragonês.
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Ao longo dos anos, minha admiração só foi crescendo, com suas visões brutais de mundo, com seus sonhos surreais colocados na tela, com sua incrível variedade de obras na Espanha, na França e no México. Luis Buñuel me fisgou com Deneuve e eu nunca mais soltei o anzol.
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Alfred Hitchcock

1899 — 1980 / Reino Unido
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On the Set of "The Birds"
Mestre do Suspense, para mim, é o “menor” dos títulos desse magnífico diretor britânico. Hitchcock, sozinho, literalmente revolucionou o cinema com o uso habilidoso de cenários orgânica e milimetricamente construídos que funcionam como personagens de suas produções, a criação de técnicas fotográficas impressionantes e que até hoje são utilizadas com grande constância, sua capacidade tirânica de extrair de seus atores exatamente o que ele queria, seu gênio em adaptar as histórias mais improváveis, sua ousadia em tentar aquilo que antes não fora tentado, sua plasticidade inigualável, sua parceria épica com Bernard Herrmann, sua teimosia em arriscar tudo por uma produção, sua capilarização pela televisão, sua coragem em pegar o material fonte e contorcer ao seu bel-prazer, sua criação de personagens icônicas, sua descoberta de atores que ficaram marcados por seus papeis. Nossa, se eu sair aqui listando tudo que Hitchcock trouxe para a Sétima Arte, vou tomar essa lista de assalto.
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Sua enorme filmografia é uma das mais importantes do Cinema, transitando por diversos gêneros (ainda que ele seja mais famoso pelo suspense, há obras dramáticas, outras que flertam com a comédia, filmes de espionagem e por aí vai) e sempre produzindo obras-primas em quantidades apoteóticas. Um verdadeiro gênio.
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Akira Kurosawa

1910 — 1998 / Japão
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Akira Kurosawa
Ah, Akira Kurosawa… O que escrever sobre esse diretor? Minha admiração por sua carreira, por suas lutas pessoais, por sua filmografia invejável não tem limites.
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Deixe-me então ilustrar com um relato pessoal. Meu primeiro contato com o diretor foi completamente inusitado. Meu pai, que já contava histórias do Rei Arthur e de Ulisses para eu dormir, um dia mudou a “prosa” e passou a me contar histórias de samurai. Eu era bem pequeno, algo como 8, 9, talvez 10 anos, mas lembro-me com clareza como fique fascinado pela narrativa de um vilarejo constantemente atacado e abusado por bandidos que tenta recrutar protetores e acaba com sete nobilíssimos samurais ao seu lado. Lembro-me meu pai contando como o samurai principal recrutou os demais, chamando cada candidato para um casebre e testando-os de várias maneiras diferentes. Lembro-me do candidato jovem afobado que não era aceito pelo samurai experiente.
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Anos e anos se passaram até eu descobrir que essa era a história de Os Sete Samurais, clássico imortal de Kurosawa, que devorei de uma tacada só apesar de sua longa duração. E, a partir daí, não parei e descobri que Kurosawa ia muito além de filmes no Japão feudal. Descobri maravilhas como Dersu UzalaViver e Céu e Inferno e não parei mais. Mesmo em suas obras mais fracas, Kurosawa está um passo além de seus pares.
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Sergio Leone

1929 — 1989 / Itália
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sergio leone
Filmografia microscópica em comparação com outros dessa lista, mas seus poucos filmes, especialmente os da Trilogia dos Dólares e seus dois “Era Uma Vez”, são obras-primas que não me canso de ver e rever. Sem muitas dúvidas, Leone é, para mim, o grande nome do western mundial e não falo aqui apenas do sub-gênero Spaghetti. Seus personagens são as formas usadas em um sem-número de outras obras do mesmo gênero ou de vários outros completamente diferentes. Sua descoberta de atores hoje icônicos é inigualável e sua capacidade de fazer muito com quase nada é imbatível.
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E, lógico, como poderia deixar de citar que sua parceria com o grande Ennio Morricone é uma das mais prolíficas do Cinema, com grandes composições usadas, reusadas e abusadas.
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Quentin Tarantino

1963 / Estados Unidos
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Quentin Tarantino
  • Início: Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983), My Best Friend’s Birthday (longa, 1987)
  • Última produção: Os 8 Odiados (2015).
  • Premiações de destaque: Pulp Fiction (Oscar de Melhor Roteiro, Palma de Ouro, Globo de Ouro, BAFTA) e Django Livre (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro, BAFTA).
Outro diretor de filmografia reduzida e o único da minha lista ainda vivo, Tarantino é uma lenda em seu próprio tempo. Muitos o consideram “superestimado”, mas essa classificação chega a ser ridícula. É difícil – diria impossível – encontrar um diretor dos anos 90 para cá que tenha influenciado tanto o Cinema pop quanto Tarantino.
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Além disso, suas homenagens – que os detratores gostam de chamar de “cópias” – a filmes dos mais diversos gêneros e nacionalidades vão MUITO além de homenagens. Tarantino tem a invejável habilidade de pegar material obscuro, reempacotar e criar obras com personalidade e assinatura próprias que formam um conjunto cinematográfico quase perfeito.
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E eu poderia falar de sua capacidade de descobrir e REdescobrir atores, de escolher sua trilha sonora à dedo, gerando álbuns inesquecíveis, sua montagem não-linear de tirar o chapéu, de seu domínio narrativo enlouquecedor, de seus diálogos primorosos, de suas próprias pontas hilárias. Mas não vou falar. Assistam Pulp Fiction – ou qualquer outra obra dele – novamente e ponto final!
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Luiz Santiago

Que lista tenebrosa de se fazer! Estou aqui lutando contra os muitos rascunhos que fiz em papel, na mão, no computador, na cabeça… Quantos diretores que eu considero FAVORITOS e que gostaria que entrasse nessa lista, mas só posso escolher cinco! E escolher cinco em um grande time de favoritos é mortal!

Depois da oitava lista de rascunhos eu percebi que três diretores japoneses e três franceses lutavam bravamente pela minha atenção. Dos nipônicos, Kurosawa, Ozu e Mizoguchi. Dos franceses, Varda, Resnais e Renoir. Eu realmente passei muito tempo tentando decidir. Não que estes não sejam os meus favoritos hoje, afinal, eu pensei e investiguei muito meu coração cinéfilo pra chegar definitivamente a eles. Mas é que dá uma sensação de injustiça ter que deixar de fora diretores que eu simplesmente adoro como Billy Wilder, Hitchcock, Ernst Lubitsch, Fritz LangManoel de Oliveira e Aleksandr Sokúrov... Acho que o ideal seria pelo menos uma lista de 30 favoritos.

Um pensamento que me ocorre agora: se esta lista fosse feita uns 5 anos atrás com certeza Woody Allen e Orson Welles estariam nela. Se fosse feita a uns três anos, Carl Theodor Dreyer com certeza estaria nela. E vejam que coisa: Dreyer apareceu em 2 das 8 listas-rascunhos que fiz até chegar no resultado final que vocês veem abaixo…

Ah, uma coisa importante: a organização está por ordem alfabética, não por ordem de preferência, porque aí já seria demais pra mim.
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Federico Fellini

1920 — 1993 / Itália

Federico Fellini

Eu conheci Fellini pelo final. O primeiro filme que eu vi dele foi o sensacional E La Nave Va, em um DVD emprestado de um colega da faculdade. E vi o filme duas vezes na mesma semana, porque não acreditava que um diretor pudesse fazer mágica no sentido mais rústico e mais tocante possível no cinema. Em seguida vi Amarcord e novamente me espantei como o “tal de Fellini” conseguia abordar a história de uma vida em todas as suas nuances, amores, felicidades, tristezas e loucuras e ainda assim abrir espaço para estruturar a ascensão do fascismo na Itália, a guerra, a morte. Bastaram esses dois filmes para eu me apaixonar completamente pelo diretor, que tentei “zerar” a filmografia o mais rápido possível, ficado alguns poucos longas difíceis de serem encontrados na época e que por ocasião do nosso Especial Fellini acabei conseguido, enfim, assistir. Este é o cineasta da vida em sua face libidinosa, meio mística e sempre em busca do prazer, da memória alegre do passado, da vida.
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Ingmar Bergman

1918 — 2007 / Suécia
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Ingmar Bergman
  • Início: Crise (1946).
  • Fim: Saraband (2003).
  • Premiações de destaque: Através de um Espelho (Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), A Fonte da Donzela (Oscar de Melhor Filme Estrangeiro), Morangos Silvestres (Urso de Ouro, Pasinetti), Fanny & Alexander (Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, César, FIPRESCI), A Flauta Mágica (BAFTA), Gritos e Sussurros (Grande Prêmio Técnico em Cannes), No Limiar da Vida (Melhor Diretor em Cannes), O Sétimo Selo (Prêmio do Júri em Cannes), Sorrisos de Uma Noite de Amor (Prêmio Especial em Cannes), O Rosto (Prêmio Especial em Veneza, Pasinetti).
Dizem que gostar de Bergman é gostar de sofrer. Mas não é bem assim. Ou será que é?
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Eu vejo Bergman como um diretor que consegue facilmente encontrar os caminhos para a nossa alma e, ao chegar lá, começa a perfurar, passar um rolo compressor pela nossa existência, jogar ácido, atear fogo e depois sair ajeitando a gola da camiseta e a lente da câmera que filmou toda a “tragédia”. Dono de uma filmografia essencialmente existencialista, filosófica, Bergman é um diretor que se mantém na minha lista a mais tempo que todos os outros e foi o segundo cineasta que eu cheguei a conhecer a maior parte da obra ainda bem novo (o primeiro foi Woody Allen). Sendo um dos meus “cineastas de formação”, estava claro que ele tinha lugar cativo nessa lista.
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Jean Renoir

1894 — 1979 / França
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Jean Renoir
  • Início: Uma Vida Sem Alegria (co-diretor, 1924), A Filha da Água (solo, 1925).
  • Fim: Le Petit Théâtre de Jean Renoir (1970).
  • Premiações de destaque: Oscar Honorário em 1975, A Grande Ilusão (Prêmio Especial em Veneza), Rio Sagrado (Prêmio Internacional em Veneza), Amor à Terra (Melhor Filme em Veneza).
Renoir é um daqueles mestres do cinema que possui uma gigantesca influência na carreira de outros cineastas e na própria construção do cinema e poucos cinéfilos chegaram a ver mais de três filmes dele. O que é uma lástima colossal.
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Jean Renoir é um diretor objetivo, levemente cômico e com uma capacidade insana de tratar assuntos sérios como se estivesse falando de amenidades do dia-a-dia. Meu filme favorito, A Regra do Jogo (1939), foi dirigido por ele, que realiza aí uma as mais gloriosas experiências cinematográficas que eu já tive o prazer de assistir. Plural em suas temáticas, muitíssimo criativo para escolhas estéticas — filho de peixe… — e com uma obra mais encantadora que a outra, Renoir tem uma das filmografias mais redondas dentre os grandes mestres, um feito raro para um diretor que começou a filmar quando a linguagem do cinema ainda estava em processo de formação e terminou quando ela se transformava em blockbuster.
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Rainer Werner Fassbinder

1945 — 1982 / Alemanha
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Fassbinder

Insaciável. Fassbinder era um gênio insaciável. Morreu de overdose aos 37 anos, após uma prolífica carreira de 16 anos no cinema e no teatro, que rendeu ao mundo nada menos que 44 obras (dentre filmes e séries de TV), isso sem contar as peças de teatro que ele escreveu e dirigiu, os filmes de outros diretores que ele atuou e os roteiros que ele escreveu para outros diretores. Insaciável. Uma filmografia de busca, de questionamentos, de insatisfações, sujeiras, vícios. Uma filmografia do “estrago” do homem.

Fassbinder é outro cineasta que eu descobri por conta dos empréstimos de DVD entre os colegas da faculdade, e o meu primeiro contato com ele veio através de seus dois últimos filmes, O Desespero de Veronika Voss e Querelle. Embora tenha tentado completar a filmografia do cineasta durante muito tempo, fiquei só na vontade. Até que comecei o Especial Fassbinder aqui no Plano Crítico e fui à caça dos filmes que não tinha visto… e me sinto muito grato por ter feito essa impressionante viagem pelo mundo do diretor. Faltam apenas duas séries para eu fechar a filmografia dele por completo: Oito Horas Não São Um Dia (impossível de encontrar) e Berlin Alexanderplatz, que tenho o box e tudo, só falta tempo para começar a assistir. Ou talvez eu só esteja adiando porque não quero que essa experiência acabe logo. Vai saber.
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Yasujiro Ozu

1903 — 1963 / Japão
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  • Início: Espada da Penitência (1927).
  • Fim: A Rotina Tem Seu Encanto (1962).
  • Premiações de destaque: Dia de Outono (Melhor Filme no Asia-Pacific Film Festival) e prêmios de Melhor Filme no Kinema Junpo Awards para todas as seguintes obras: Meninos de Tóquio (1932), Coração Caprichoso (1933), Uma História de Ervas Flutuantes (1934), Os Irmãos e Irmãs Toda (1941), Pai e Filha (1949) e Também Fomos Felizes (1951).
Dignidade e tradição. Amor e família. Identidade pessoal. Desejo e obrigação. Cinema clássico. Simplicidade. Câmera no tatame. Sol. Cotidiano. Vocês devem entender que só algo realmente muito pessoal — portanto, inteiramente em par com a proposta desta lista — me impulsionaria a decidir por Ozu ao invés dos outros dois gigantes que eu fiquei em dúvida na formulação da lista. A questão é que Ozu tem uma temática que me toca muito, mas muito mesmo, especialmente nas questões familiares. É um diretor que exige um ar de contemplação e desligamento do mundo que sempre em encantou e é curioso que, de todos os cineastas desta lista, Ozu seja o que eu descobri mais recentemente. E quando eu digo ‘descobrir’ é sentar para assistir a boa parte da filmografia, não uns dois ou três filmes, porque isto eu já tinha feito antes. E que descoberta! Que alegria, nostalgia, tristeza e alegria novamente foi assistir aos filmes de Ozu e perceber/aprender como é possível ser grande com tão pouco. Acho que os longas desse diretor deveriam servir como algum tipo de teste de caráter. As pessoas deveriam ver e falar sobre eles, daí conheceríamos melhor o que elas pensam da vida e delas mesmas. Que algum psicólogo corra para criar um teste baseado nessa filmografia, para ontem!
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Guilherme Coral

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Martin Scorsese

1942 / Estados Unidos

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  • Início: Vesuvius VI (curta, 1959), New York City… Melting Point (longa, 1966)
  • Última produção: Vinyl: Piloto (TV, 2016).
  • Premiações de destaque: Os Infiltrados (Oscar de Melhor Direção, Globo de Ouro), A Invenção de Hugo Cabret (Globo de Ouro), Gangues de Nova York (Globo de Ouro), Os Bons-Companheiros (Leão de Prata, BAFTA), Depois das Horas (Melhor Direção em Cannes), Taxi Driver (Palma de Ouro), A Última Tentação de Cristo (Prêmio Especial no Festival de Veneza).

Se Scorsese somente tivesse realizado Os Bons Companheiros em sua carreira já mereceria estar na minha lista, o cineasta, porém, nos trouxe verdadeiras obras-primas que vão de Taxi Driver até O Lobo de Wall Street. Com uma filmografia que merece palmas e mais palmas , Scorsese é um verdadeiro gênio, que coloca suas origens e suas paixões em evidência em cada uma de suas produções que merecem ser vistas e revistas.
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Paul Thomas Anderson

1970 / Estados Unidos

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  • Início: The Dirk Diggler Story (curta, 1988), Jogada de Risco (longa, 1996)
  • Última produção: Vício Inerente (2014).

Um verdadeiro diretor de atores, Paul Thomas Anderson nos traz, em seus filmes, sinceros estudos de personagens, trazendo o melhor de cada grande ator que já trabalhara. Iniciando sua carreira nos longas em grande estilo, com Jogada de Risco, o cineasta nos entregou verdadeiras preciosidades com Sangue Negro, Magnólia e o recente Vício Inerente. Impossível não ser absorvido pela suas abordagens psicológicas que colocam no centro do palco o destino, Deus e o diabo.
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Denis Villeneuve

1967 / Canadá

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  • Início: La course destination monde (TV, 1988), Un 32 août sur terre  (longa, 1998)
  • Última produção: Sicario: Terra de Ninguém  (2015).

Villeneuve realmente ganhou a atenção do mundo com o sensacional Incêndios, mas isso deve ser somente um motivo a mais para que todos conheçam o restante de sua curta, porém brilhante filmografia! É um claro exemplo de como o ótimo pode ficar ainda melhor, atingindo níveis extasiantes em Os Suspeitos e O Homem Duplicado, que apenas nos deixam mais e mais ansiosos pelo vindouro Sicario. Denis é um cineasta que certamente acompanharei de perto e já é um de meus preferidos, com filmes que abordam profundamente a psique humana.
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Quentin Tarantino

1963 / Estados Unidos

Quentin Tarantino

  • Início: Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983), My Best Friend’s Birthday (longa, 1987)
  • Última produção: Os 8 Odiados (2015).
  • Premiações de destaque: Pulp Fiction (Oscar de Melhor Roteiro, Palma de Ouro, Globo de Ouro, BAFTA) e Django Livre (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro, BAFTA).

Não poderia faltar aqui, não é? Tarantino é um dos motivos pelos quais me apaixonei por cinema, quando ainda em minha infância e assisti Pulp Fiction, que simplesmente amei, embora ainda não entendesse o porquê. Desde então o diretor nos trouxe obra-prima atrás de obra-prima e em breve certamente teremos mais uma, com Os 8 Odiados. Com um humor característico e enquadramentos que exalam “Tarantino”, Quentin conquistou desde cedo um lugar nesta lista.
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Darren Aronofsky

Estados Unidos / 1969

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  • Início: Fortune Cookie (curta, 1991), Pi (longa, 1998)
  • Última produção: Noé (2014).
  • Premiações de destaque: Cisne Negro (indicação a melhor direção – Oscar, Bafta, Globo de Ouro)

Mais um diretor que mergulha na mente humana. Aronofsky nos traz experiências verdadeiramente perturbadoras, seja através da obsessão em Pi, o vício em Réquiem para um Sonho ou o perfeccionismo e esquizofrenia em Cisne Negro. Nenhum de seus protagonistas é simplesmente “normal” e essa abordagem do cineasta procura evidenciar os nossos próprios problemas ao ponto que nos enxergamos, ainda que através de metáforas, em cada uma das figuras apresentadas por ele. Certamente um diretor que deveria ser apresentado já nas escolas para todos.

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André de Oliveira

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David Fincher

1962 / Estados Unidos

David Fincher

  • Início: The Beat of the Live Drum (1985)
  • Última produção: Garota Exemplar (2014).
  • Premiações de destaque: A Rede Social (Globo de Ouro e César).

Tão meticuloso, caprichoso e minucioso que seja a ser metódico, David Fincher é um mestre perfeccionista da direção. Em seus filmes é facilmente perceptível o cuidado com que trabalha cada cena, desde o posicionamento da câmera à extração do melhor de cada ator.
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Cameron Crowe

1957 / Estados Unidos

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  • Início: Digam o Que Quiserem (1989).
  • Última produção: Sob o Mesmo Céu (2015).
  • Premiações de destaque: Quase Famosos (Oscar de Melhor Roteiro e BAFTA).

Bem humorado, inteligente e apaixonado por música, Cameron Crowe é um cara que sabe dosar seus filmes. O diretor equilibra muito bem humor e drama, romance e tragédia, fotografia e trilha sonora. Sua dedicação resulta em filmes inspiradores, agradáveis e divertidos.
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Quentin Tarantino

1963 / Estados Unidos

Quentin Tarantino

  • Início: Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983), My Best Friend’s Birthday (longa, 1987)
  • Última produção: Os 8 Odiados (2015).
  • Premiações de destaque: Pulp Fiction (Oscar de Melhor Roteiro, Palma de Ouro, Globo de Ouro, BAFTA) e Django Livre (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro, BAFTA).

Quando se fala em Tarantino, logo se pensa em violência e sangue, mas o trabalho do diretor tem muito mais do que isso em sua identidade. Em seus filmes, recheados de referências, homenagens, planos longos, ótimos diálogos e cenas de ação praticamente impecáveis, Tarantino se revela como um diretor de deliciosos e inesquecíveis trabalhos.
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M. Night Shyamalan

1970 / Estados Unidos

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  • Início: Praying with Anger (1992)
  • Última produção: A Visita (2015).

Antes de ser um mestre do suspense, M. Night Shyamalan é um mestre em contar histórias. Ele envolve o espectador e sabe criar atmosferas como poucos, além de ser criativo e extremamente caprichoso.
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Fernando Meirelles

1955 / Brasil

fernando meirelles

  • Início: Marly Normal (curta, 1983)
  • Última produção: Os Experientes (TV, 2015).
  • Premiações de destaque: Brava Gente: Palace II (Prêmio Especial no Festival de Berlim), Cidade de Deus (Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), O Jardineiro Fiel (Prêmio Especial no Festival de Veneza).

Quando estourou em 2002 com Cidade de Deus, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor e estrelato internacional, Fernando Meirelles se firmou como um dos mais importantes diretores de cinema brasileiros. Seu olhar ágil, honesto e sem frescura sob a favela que faz parte da História do Rio de Janeiro também pode ser visto em outros trabalhos, como a adaptação do livro de José Samarago, Ensaio Sobre a Cegueira, aprovadíssima pelo próprio autor. Meirelles tem reconhecimendo merecido de seu talento e espero, honestamente, que continue nos entregando joias cinematográficas como tem feito até hoje.

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Lucas Borba

Antes de tudo, devo explicar que meus diretores favoritos, por assim dizer, considerando aqueles com os quais tive contato mais frequente até então, não têm relação direta com meus filmes favoritos. Isso porque não é incomum certos diretores terem até mesmo apenas um grande acerto em sua carreira – como não dizer o mesmo acerca de qualquer profissão, seja o quão curta ou longa for uma carreira -, refira-se este acerto, é claro, aos olhos do público e da crítica especializada. Por outro lado, há filmes de diretores pelos quais tenho grande apreço que não estão entre minhas obras cinematográficas prediletas. Assim, minha lista de diretores não está associada a quantos filmes preferidos de meu gosto cada um dirigiu ou mesmo roteirizou – há nomes que, inclusive, não tem sequer uma obra em minha lista de filmes favoritos -, mas apenas a personalidades que admiro por sua representatividade no meio artístico, técnico, humano, que embora mesmo não responsável por um de meus filmes favoritos, é verdade, frequentemente só não chegou lá por razões estritamente particulares, algumas das quais nem eu mesmo sei apontar.
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Christopher Nolan

1970 / Reino Unido

especialchristophernolan

  • Início: Doodlebug (curta, 1997), Following (longa, 1998)
  • Última produção: Quay (curta, 2015).
  • Premiações de destaque: BAFTA/LA Britannia Awards

Meu contato com a obra de Nolan aconteceu devagar, ainda quando eu pouco prestava atenção em diretores. Não sei dizer a qual filme dele assisti primeiro, Batman Begins ou O Grande Truque, ambos em DVD. Só sei que depois da montanha russa que vivenciei em Batman – O Cavaleiro das Trevas me aprofundei na obra do diretor e aí foi amor à primeira vista; até então plenamente alimentado, conservado artisticamente. Para mim, Nolan vem se mantendo como o símbolo perfeito do equilíbrio entre o viés comercial e artístico do cinema, com roteiros do próprio punho, em parceria com seu irmão, com filmes inteligentes, provocativos, reflexivos, recheados de elemento humano e permeados por questões fundamentais em nosso tempo, ligadas ao nosso psicológico e ao potencial da humanidade para o bem, para o mal ou para o dito meio termo entre ambos. Acima de tudo, um diretor que, por suas últimas declarações, não tem medo de desafiar tendências da indústria cinematográfica, quer continuar inovando e evocando todo o potencial do cinema não apenas a minorias e se posiciona perante a parcela da crítica que desvaloriza demais o seu trabalho, seja por interesse ou por plena convicção – pergunto-me o que essa parcela de fato quer do futuro do cinema -, com comparativos equivocados e envolvida na crescente tendência de se apontar apenas o que uma obra não tem ao invés do que tem. Continue assim, Nolan.
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Quentin Tarantino

1963 / Estados Unidos

Quentin Tarantino

  • Início: Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983), My Best Friend’s Birthday (longa, 1987)
  • Última produção: Os 8 Odiados (2015).
  • Premiações de destaque: Pulp Fiction (Oscar de Melhor Roteiro, Palma de Ouro, Globo de Ouro, BAFTA) e Django Livre (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro, BAFTA).

Meu apreço pelo diretor começou efetivamente depois que assisti a Bastardos Inglórios, mais de um ano após seu lançamento, esse, sim, um dos meus filmes favoritos. Pulp Fiction é sem dúvida meu segundo predileto dele, embora já não ocupe minha lista de favoritos. Admiro o estilo tão próprio, autoral que esse diretor desenvolveu, especialmente em teor dramático, elevando momentos de tensão ao máximo até que atinjam seu ápice a partir de situações cotidianas, de um jogo de cartas até assaltantes discutindo cultura pop em um bar antes do golpe das suas vidas.
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Pedro Almodóvar

1949 / Espanha

Pedro Almodovar

  • Início: Film Político (curta, 1974), Folle… folle… fólleme Tim! (1978).
  • Última produção: Os Amantes Passageiros (2013).
  • Premiações de destaque: Fale Com Ela (Oscar de Melhor Roteiro, BAFTA, César), Tudo Sobre Minha Mãe (Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção no Festival de Cannes, Prêmio Ecumênico, BAFTA, César, Goya), A Pele Que Habito (Prêmio Especial no Festival de Cannes, BAFTA), Volver (Melhor Roteiro em Cannes, Globo de Ouro, Goya), De Salto Alto (César), Ata-me (César), Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Goya, Prêmio Especial no Festival de Veneza).

Dois filmes de Almodóvar estão entre meus favoritos: Volver e A Pele Que Habito. Adoro o quão bem, ao meu ver, o diretor trabalha o elemento humano em seus filmes – destaque para os títulos citados, embora isso seja uma constante em sua filmografia -, mesmo a partir do brega, do kitsch – uma marca de seus filmes – ou do grotesco. A cena final de A Pele que Habito, por exemplo, é uma das mais poderosas que já vi no cinema nesse quesito, embora muitos, como eu, na certa praguejem por ela deixar um gostão de “quero mais”.
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David Fincher

1962 / Estados Unidos

David Fincher

  • Início: The Beat of the Live Drum (1985)
  • Última produção: Garota Exemplar (2014).
  • Premiações de destaque: A Rede Social (Globo de Ouro e César).

Fincher também tem um de seus filmes entre meus favoritos: Clube da Luta, que foi uma experiência realmente marcante – apesar de haver quem na própria produção tenha achado o resultado final uma porcaria. Para a natureza de Fincher, dada ao perfeccionismo da técnica, porém, não é surpresa. Fato é que já foi apontado, sabiamente, que o diretor cumpre sua função como o mestre que é, sem, contudo, roteiros tão dignos de sua maestria. Seja como for, Vidas em Jogo e o mais novo Garota Exemplar são títulos que devem se destacar no melhor sentido em meus pensamentos durante toda minha vida.
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Peter Jackson

1961 / Nova Zelândia

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Sim, é muito provável que em breve esse diretor caia mais posições em minha lista, já que ainda devo a mim mesmo me aprofundar nas obras de tantos outros diretores célebres. Justificativa, sim, que acho perfeitamente válida, dada a minha sinceridade e, é claro, a particularidade de cada um, elemento constante nas listas dos redatores do Plano Crítico. Fato é que Jackson, além de também ter conseguido incluir um de seus filmes em minha lista de favoritos: Um Olhar do Paraíso – não, não é a trilogia O Senhor dos Anéis -, me proporcionou momentos memoráveis do que considero bom entretenimento, seja com a maravilhosa ambientação e atmosfera que conseguiu em sua referida adaptação da saga épica ou com a inesquecível experiência que me proporcionou quando assisti a King-Kong ainda no cinema. Pena que, ao meu ver, mais por ceder a exigências do que por sua própria vontade, tenha desperdiçado seu talento na adaptação de O Hobbit, estendida além do limite.

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Lucas Nascimento

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Stanley Kubrick

1928 — 1999 / Estados Unidos

Stanley Kubrick

É simplesmente um dos diretores com visão e estilo mais fortes que o Cinema já viu, e o conseguiu manter com maestria por todos os distintos gênero s que embarcou. Só dirigiu obras-primas, nada menos.
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David Fincher

1962 / Estados Unidos

David Fincher

  • Início: The Beat of the Live Drum (1985)
  • Última produção: Garota Exemplar (2014).
  • Premiações de destaque: A Rede Social (Globo de Ouro e César).

Um maníaco-obsessivo pela tomada perfeita, conseguiu fazer a história da criação de um site soar como um thriller de psicopata, enquanto ajudou a redefinir o que é um serial killer no Cinema.
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Martin Scorsese

1942 — para sempre, espero / Estados Unidos

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  • Início: Vesuvius VI (curta, 1959), New York City… Melting Point (longa, 1966)
  • Última produção: Vinyl: Piloto (TV, 2016).
  • Premiações de destaque: Os Infiltrados (Oscar de Melhor Direção, Globo de Ouro), A Invenção de Hugo Cabret (Globo de Ouro), Gangues de Nova York (Globo de Ouro), Os Bons-Companheiros (Leão de Prata, BAFTA), Depois das Horas (Melhor Direção em Cannes), Taxi Driver (Palma de Ouro), A Última Tentação de Cristo (Prêmio Especial no Festival de Veneza).

É o cara que fez todo mundo achar que ser gângster poderia ser divertido. Como poucos, consegue fazer o espectador entrar na cabeça do personagem e entender seus pontos de vista, também utilizando de muito estilo e trilha sonora de muito bom gosto.
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Steven Spielberg

1946 / Estados Unidos

Steven Spielberg

  • Início: The Last Gun (curta, 1959), Firelight (longa, 1964).
  • Última produção: Lincoln (2012).
  • Premiações de destaque: Louca Escapada (Melhor Roteiro em Cannes), O Resgate do Soldado Ryan (Oscar de Melhor Direção, Globo de Ouro), A Lista de Schindler (Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção, Globo de Ouro, BAFTA), A.I.: Inteligência Artificial (Prêmio Especial no Festival de Veneza).

O mestre do cinema pipoca, Spielberg é dono de uma linguagem específica e que funciona pela eficácia. E não consigo pensar em ninguém mais capaz de fazer filmes tão diferentes como A Lista de Schindler e Jurassic Park. No mesmo ano.
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Alfred Hitchcock

1899 — 1980 / Reino Unido

 

On the Set of "The Birds"

Dirigiu dezenas de clássicos e ainda desenvolveu técnicas de direção e linguagem inovadoras, que permanecem até hoje inspirando uma geração de novos diretores.

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Gisele Santos

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Orson Welles

1915 — 1985 / Estados Unidos

orson-welles

  • Início: The Hearts of Age (curta, 1934), Too Much Johnson (longa, 1938)
  • Fim: Orson Welles’ Magic Show (curta, TV, 1985).
  • Premiações de destaque: Cidadão Kane (Oscar de Melhor Roteiro), Falstaff – O Toque da Meia Noite (Prêmios Especiais em Cannes), Otelo (Grande Prêmio do Festival de Cannes).

Quando assisti Cidadão Kane pela primeira vez tinha acabado de ingressar na faculdade de jornalismo. O filme mudou a minha forma de ver o cinema e também a minha futura profissão. O genial retratado de um magnata é uma obra-prima pelo seu roteiro afiado e, principalmente, pela direção de um jovem prodígio vindo do rádio. Orson Welles mostrou que era gênio em apenas um filme. Inovou com a profundidade de campo e o teto nos cenários internos de algumas cenas, sem contar os ângulos inovadores. Uma obra-prima de um gênio!
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Steven Spielberg

1946 / Estados Unidos

Steven Spielberg

  • Início: The Last Gun (curta, 1959), Firelight (longa, 1964).
  • Última produção: Lincoln (2012).
  • Premiações de destaque: Louca Escapada (Melhor Roteiro em Cannes), O Resgate do Soldado Ryan (Oscar de Melhor Direção, Globo de Ouro), A Lista de Schindler (Oscar de Melhor Filme e Melhor Direção, Globo de Ouro, BAFTA), A.I.: Inteligência Artificial (Prêmio Especial no Festival de Veneza).

Sim, eu adoro o Spielberg. Confesso que já fui mais fã, mas muitos filmes desse grande diretor ainda me emocionam. E.T e O Resgate do Soldado Ryan são algumas das minhas fitas de cabaceira, e Tubarão, sério, é um dos filmes de ação mais bem feitos da história do cinema. Claro que o ápice deve ser A Lista de Schindler, um retrato cruel que Spielberg entrega com emoção e maestria.
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Woody Allen

1935 / Estados Unidos

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  • Início: O que Há, Tigresa? (1966).
  • Última produção: O Homem Irracional (2015).
  • Premiações de destaque: Meia Noite em Paris (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro), Hannah e Suas Irmãs (Oscar de Melhor Roteiro, BAFTA), Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Oscar de Melhor Roteiro e Melhor Direção, BAFTA), A Rosa Púrpura do Cairo (Globo de Ouro, FIPRESCI, BAFTA, César), Maridos e Esposas (BAFTA), Broadway Danny Rose (BAFTA), Manhattan (BAFTA, César), A Última Noite de Bóris Grushenko (Prêmio Especial no Festival de Berlim), Ponto Final: Match Point (Goya), Zelig (Pasinetti).

Nem sempre gostei de Woody Allen. Achava ele caricato e não via a menor graça nas suas piadas. Acho que eu não estava pronta para entender esse grande gênio. Hoje, me entrego a qualquer coisa que ele faça (e como ele faz filmes, meu deus). Todo o ano estou lá, sentada na primeira fila vendo o que ele vai nos apresentar. E mesmo que não gosto, saio do cinema com um sorriso no rosto!
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Quentin Tarantino

1963 / Estados Unidos

Quentin Tarantino

  • Início: Love Birds in Bondage (curta inacabado, 1983), My Best Friend’s Birthday (longa, 1987)
  • Última produção: Os 8 Odiados (2015).
  • Premiações de destaque: Pulp Fiction (Oscar de Melhor Roteiro, Palma de Ouro, Globo de Ouro, BAFTA) e Django Livre (Oscar de Melhor Roteiro, Globo de Ouro, BAFTA).

Ok, o cara é fantástico! TODOS, TODOS os filmes de Tarantino têm um charme único, uma violência caricata, que choca, escandaliza, mas mesmo assim funciona muito bem em suas fitas. Ele só poderia fazer mais filmes, né. A gente agradeceria!
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Michael Haneke

1942 / Alemanha

Michael Haneke

  • Início: After Liverpool (TV, 1974).
  • Última produção: Così fan Tutte (TV, 2013).
  • Premiações de destaque: Amor (Palma de Ouro, BAFTA, César, Goya), A Fita Branca (Palma de Ouro, FIPRESCI, Prêmio Ecumênico e Prêmio Especial), Caché (Melhor Diretor em Cannes, FIPRESCI, Prêmio Ecumênico), A Professora de Piano (Grande Prêmio do Júri em Cannes), Código Desconhecido (Prêmio Ecumênico em Cannes).

Sou fascinada pelo cinema de Haneke. Tudo que vi dele até hoje me tocou de uma forma que é difícil explicar. Esse austríaco sabe como poucos lidar com a emoção da plateia, chocar o espectador, mas ainda assim, deixá-lo refletindo sobre vários pontos: morte, vida, infância, fascismo. Um cineasta duro, mas de filmes intensos.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.