Lista | Os Nossos 5 Filmes Favoritos

Fazer uma lista de filmes favoritos é sempre uma luta contra si mesmo. Se a lista é grande, existe até alguma consolação, porque nos lembramos de filmes que adoramos e temos quase certeza que todos estarão lá. Mas… e se fizéssemos uma lista ingrata de apenas 5 filmes favoritos?

Foi exatamente isso que eu propus a minha e à equipe do Plano Crítico. Todos nós deveríamos pensar nos 5 filmes que mais gostamos e escrever uma justificativa para isto. O resultado vocês podem conferir abaixo.

Não se esqueça de comentar sobre as nossas escolhas, se tem algum dos filmes citados que você também gosta ou que também está no seu TOP 5 de favoritos! Comente também com a sua lista! E bons filmes!
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Ritter Fan

Quando alguém me pede para listar os cinco, dez, 20, 30 ou 100 melhores filmes que vi na vida, minha resposta é uma só: “não consigo, impossível, esquece”. Já quando me perguntam meus filmes favoritos, fico um pouco mais confortável, pois considero o favoritismo algo muito diferente do que é o “melhor”. Favorito, para mim, é o filme ou filmes que eu levaria para uma ilha deserta caso eu só tivesse uma escolha. No caso, o Luiz Santiago, editor-chefe aqui do site, me deu cinco escolhas e elas estão aqui embaixo.

#1 — O Império Contra-Ataca

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Esse é o único filme considerado universalmente excelente (sim, universalmente, pois se você não acha excelente, não quero te conhecer e não vou te ajudar caso esteja caindo de um precipício depois de descobrir que o cara mascarado é seu pai…) da minha lista. É uma daquelas obras que me embasbacou quando vi pela primeira vez no cinema – aterrorizado por minha prima mais velha, que vilanescamente me disse, logo antes da sessão, que o Império “ganhava”, deixando-me com muito medo – e continua me embasbacando toda vez que o assisto novamente, mesmo depois de todos esses anos de indústria vital.
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#2 — Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Voltaram

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Você leu certo: é Grease 2, não o primeiro. Esse é com a Michelle Pfeiffer, em um de seus primeiro longas. Eu alugava essa fita – VHS, aquela coisa retangular Neandertal que continha filmes em baixa definição, para serem exibidos em televisões quadradas com tubo de imagem, por intermédio de uma máquina pesada com cabeçotes – na locadora mais próxima e via e revia seguidamente com meus amigos até gastar. Sou até hoje apaixonado por Pfeiffer – meu pacto antenupcial tem uma cláusula excepcionando eventual adultério com ela – e sei de cor cada música, cada fala e cada passo de dança. Ops, não, passo de dança eu não sei não… Ou será que sei?
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#3 — Stallone Cobra

stallone cobra

Lembro-me muito bem da comoção em torno da estreia desse filme, por sua violência gratuita. Lembro-me de correr para o cinema com os amigos para ver a versão sem cortes, antes que os censores tirassem o filme dos cinemas por causa da reclamação de gente imbecil que nem mesmo havia assistido ao ponto alto da carreira oitentista de Stallone. Lembro-me do tumulto na porta do cinema favorito para comprar os ingressos que só foram adquiridos graças aos atos heroicos de um amigo que se atirou no meio da turba e saiu de lá suado, mas com um sorriso no rosto e uma penca de ingressos amassados dentro de seu punho cerrado. Lembro-me da sensação indescritível de ver – sim! – violência gratuita escorrendo pelas telas em um roteiro chulo e chinfrim que me fez vibrar e que ainda me faz vibrar toda vez que vejo Cobretti arrancar a camisa do chicano folgado, cortar a pizza gelada com tesoura e sem tirar a luva, exterminar dezenas com tiros intermináveis de metralhadora, dizer que o bandido é a “doença” e que ele é a “cura” e, claro, delicadamente “enganchar” o vilão ao poético final em direção à cremação… Sentiu-me salivando agora? Pois estou…
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#4 — O Exterminador do Futuro

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Eu já vi esse filme mais de 150 vezes. Provavelmente mais. Foi minha primeira fita VHS (se não souber o que é isso, leia comentário em Grease 2) e meu primeiro choque cinematográfico fora Guerra nas Estrelas. Tem a violência que um jovem nos anos 80 precisava envolvida em uma fascinante história de viagem no tempo cheia de paradoxos e impossibilidades de fundir a mente. Tenho a nítida lembrança de ter forçado absolutamente todos os meus parentes e todos os meus amigos a assistir pelo menos uma vez esse filme ao meu lado, com direito a uma incessante “trilha de comentários” minha. E o pior é que nunca cobrei por esse prazer inenarrável!
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#5 — Pulp Fiction: Tempo de Violência

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Não fazia menor ideia quem era Quentin Tarantino nem sobre o que era esse filme, mas arrastei minha então namorada para ver Pulp Fiction em um cinema que nem mesmo existe mais (e especificamente esse, já vai tarde!). A moral da história é muito simples: o filme me pegou de tal jeito que (1) não vi minha namorada passar mal com a sequência em que Travolta se droga (aquela em que vemos o êmbolo da seringa em detalhes e o sangue se misturando à droga); (2) se levantar e sair do cinema e (3) ficar me esperando – suando frio, desesperada – na porta do lugar. Quando os créditos rolaram, não a vi do meu lado e achei que ela estava no banheiro e continuei esperando sentado, vendo os nomes passarem. Acho que dá para notar que a noite não foi boa, mas eu não saberia dizer, pois só me lembro do filme mesmo… E vejam bem: o final foi feliz mesmo assim! Nós nos casamos e continuamos casados! (ai, se ela ler isso aqui, estou ferrado pelas próximas semanas, quiçá meses…)

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Luiz Santiago

Quando eu trouxe a proposta dessa lista para o pessoal aqui do grupo, imaginei que eu também teria dificuldades extremas para elencar os filmes dessa lista, mas eu estava enganado. Levando em consideração o que o Ritter escreveu quando entregou as escolhas dele, fui pelo mesmo caminho. Uma coisa é fazer uma lista de “melhores filmes de todos os tempos”, independente de quantos sejam. Outra é você escolher favoritos. O número de filmes diminui muito. Com algum esforço rápido, é possível pensar em cinco exemplares. E os meus são os que estão abaixo.
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#1 — A Regra do Jogo

a regra do jogo

O primeiro filme que eu vi do Jean Renoir foi A Carroça de Ouro, em uma Mostra de cinema de BH, em 2006. Na mesma programação estava marcado para exibirem A Regra do Jogo, e foi por pouco, por muito pouco que eu não fiquei para a sessão. Até hoje agradeço aos meus primos por insistirem para que eu “deixasse de ser imbecil e ficasse para mais um filme”. Mal sabia eu que sairia da sala com o meu filme favorito por muitos anos a partir daquela data. Todo o lance de jogar com encenações expostas como crítica social, teatro, música, comédia, drama, crime é sensacional… Tudo nesse filme é digno de se aplaudir de pé. Sem contar que tem a melhor cena de caça do cinema. Perdi as contas de quantas vezes vi esse filme. Para mim, se precisasse salvar um único filme de toda a história do cinema, este seria o felizardo.
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#2 — Oito e Meio

fellini oito e meio

Só de escrever essa pequena justificativa para Oito e Meio eu consigo ouvir a música de Nino Rota, o som do chicote de Mastroianni estalando na procissão das pessoas que marcaram sua vida, a cara dos figurantes, dos protagonistas. A voz de Fellini. Filmes de caráter metalinguístico sempre me fascinaram e Oito e Meio é, para mim, o maior deles (desculpe, Billy Wilder). Ver o sofrimento e a saga do protagonista para realizar mais um longa e ter como produto o próprio processo de produção é uma ideia-acidente genial. Eu me divirto imensamente com Oito e Meio e sempre que o revejo fico repetindo ASA NISI MASA por um bom tempo. Não dá pra evitar.
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#3 — Laranja Mecânica

clockwork orange imagem destacada

Eu ponderei por alguns minutos quando coloquei Laranja Mecânica nessa lista. Me perguntei várias vezes se eu não preferia 2001: Uma Odisseia no Espaço. Mas a resposta estava lá desde o início. Sempre foi Laranja Mecânica… A minha história com o filme é antiga. Eu o conheci devido a um “deslize” dos meus pais, que estabeleceram que eu não poderia ir a uma Mostra que um famoso (e por um bom tempo fechado) cinema de arte de São Paulo iria fazer e teria esse filme na grade. Tendo conseguido vê-lo eventualmente (e “clandestinamente”) pouco tempo depois, fiquei evidentemente estasiado. E nunca mais ouvi Beethoven do mesmo jeito. [a “história completa sobre minha relação com a obra de Kubrick pode ser lida aqui].
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#4 — A Pequena Loja da Rua Principal

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Confesso que antes de elencar este estupendo longa de Ján Kadár e Elmar Klos à minha lista de favoritos eu tinha outro filme em mente e cheguei até a listá-lo, mas, no conflito de consciência cinéfila que tive depois — algo muito propício em se tratando deste longa, diga-se de passagem — venceu esta obra-prima sobre a consciência moral e a natureza humana ambientado em uma pequena cidade da antiga Checoslováquia durante a Segunda Guerra Mundial. Não se trata propriamente de um filme de guerra. Trata-se de um filme onde a guerra assume o poder de modificar as vidas de pessoas comuns e colocar indivíduos até então decentes em situações inimagináveis. Emocionante, triste, crítico e filosófico, o filme tem a capacidade de denunciar o horror a partir de comportamentos cotidianos de qualquer pessoa em uma cidade qualquer.
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#5 — Os Sapatinhos Vermelhos

os sapatinhos vermelhos

Esta foi uma outra ocasião que eu tive que ponderar um pouco para ver se estava de fato colocando o “filme certo” na lista. A minha dúvida era em relação a outro filme da dupla Michael Powell e Emeric Pressburger, Neste Mundo e no Outro, um filme que eu acho que todo ser humano deveria ver. Mas, da mesma forma que ocorreu com Kubrick, a minha resposta sempre estivera lá. Os Sapatinhos Vermelhos é, para mim, o musical mais interessante já feito e tem uma história que dá arrepios só de lembrar. A fixação por algo e os resultados que isso pode trazer ganham outros patamares no filme. Eu me emociono toda vez que me vejo a forma como os diretores guiaram isso nesta obra. Os Sapatinhos Vermelhos foi o último filme que eu escolhi para a lista, depois de já ter elencado os outros 4, e posso dizer que fiquei plenamente satisfeito em tê-lo colocado aqui. Definitivamente seria uma das 5 obras que eu levaria para uma ilha deserta ou salvaria, dentre milhões de outras, caso um apocalipse zumbi acontecesse.
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Gisele Santos

#1 — Cidadão Kane

cidadão kane

Perdi as contas de quantas vezes assisti Kane falar “Rosebud” e a cada vez me impressiono mais com essa obra-prima criada por Orson Welles (vale lembrar que ele tinha apenas 26 anos!). A fotografia é espetacular, o roteiro é de uma perfeição ímpar, isso sem falar da profundidade de campo, explorada neste filme e que serviu de referência para tantos outros depois. Além disso, Cidadão Kane foi boicotado nos cinemas e só realmente recebeu os louros anos depois. Não é por acaso que ele é considerado por muitos o melhor filme já feito!
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#2 — O Poderoso Chefão

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Sempre que ouço os acordes da música de Nino Rota fico arrepiada e paro o que estou fazendo para reassistir a esse filme sensacional. Poderia destacar o roteiro, que consegue ser melhor que o livro de Mario Puzo, a aura da máfia italiana (quem não iria querer ser filho de um mafioso assim), o elenco de apoio com nomes como Robert Duvall e Diane Keaton, mas são mesmo dois fatores que me fazem amar e louvar este filme. O primeiro: a transformação de Michael Corleone. Ele começa como um soldado que não quer saber dos negócios da família e aos poucos se transforma em um sanguinário defensor de sua prole. Al Pacino está soberbo. E a segunda, e talvez a que faça com que eu esteja colocando a primeira parte e não a segunda (que eu também adoro) é Marlon Brando. Seu Don Corleone é um primor, uma aula de interpretação e técnica.
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#3 — Pulp Fiction: Tempo de Violência

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Óbvio que Tarantino não poderia ficar de fora da minha lista de melhores filmes da vida. Foi difícil eleger um de sua tão espetacular cinegrafia. Mas acho Pulp Fiction consegue ser superior por ser atemporal. Mesmo sido lançado há mais de 20 anos, o longa consegue ser atual. O elenco com nomes conhecidos (Uma, Samuel) se destaca e claro que não podemos esquecer da volta memorável de John Travolta (ele deve a vida a Tarantino). Mas o que faz eu amar Pulp Fiction é mesmo seu roteiro: certeiro, ácido, rápido, com diálogos memoráveis que viraram referência para outros depois. Um clássico moderno da violência.
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#4 — A Lista de Schindler

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Steven Spielberg foi, até pouco tempo, meu diretor preferido (Dawson’s Creek feelings) e mesmo nos dias de hoje assisto a tudo que ele faz (até Cavalo de Guerra, viu?). Na minha lista de melhores da vida eu não poderia deixar de fora a maior obra que ele fez. Esse retrato fiel e emocionante da vida em um campo de concentração na Segunda Guerra Mundial me emociona sempre. Spielberg foi ousado em filmar tudo em P&B (tirando a cena clássica da menina de vermelho) e teve a sorte de contar com um elenco que faz do filme essa obra-prima que é. Sei que alguns podem achar que é meio sentimentalismo barato, mas A Lista de Schindler é, pra mim, um dos melhores filmes sobre o holocausto já feitos. Talvez o melhor!
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#5 — Boyhood – Da Infância à Juventude

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Pensei muito antes de incluir esse recente filme na minha lista de melhores da vida. Afinal, assisti no ano passado (ok, vi duas vezes) e os demais acima já perdi as contas de quantas vezes vi. Mas Boyhood me tocou fundo, na alma, lá onde mora a minha infância, a minha adolescência. E por isso, e por todo o trabalho de 12 anos de Richard Linklater, esse filme tinha que estar aqui. Pois vendo o filme eu lembrei do motivo pelo qual eu amo tanto o cinema, pois ele pode transformar a simples vida de um menino americano em uma história cheia de significados. Como disse antes, ele me tocou fundo, e pode ser que daqui a 5 anos eu ache que ele não merece estar aqui. Mas para a Gisele de hoje Boyhood é uma poesia, um dos melhores filmes recentes que tive o prazer de assistir. Obrigada Linklater, só, obrigada!

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Handerson Ornelas

#1 — O Poderoso Chefão

thegodfather

Primeiro lugar imbatível entre meus filmes preferidos. Você pode pedir motivos, mas só vai recebê-los quando assistir. Tudo que você precisa saber pra vida está lá: família, amigos e negócios, tudo isso inserido em um cenário bem distinto: a máfia. Um roteiro perfeito recheado de diálogos incríveis, uma direção sutil e marcante, além de interpretações que ficaram na história, fazem o filme perfeito pra assistir em uma tarde (ou a qualquer momento). Pra falar mais que isso só mesmo o Guilherme Coral e sua fantástica análise completa sobre a obra.
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#2 — Túmulo dos Vagalumes

Túmulo dos Vagalumes

O filme mais triste da face da Terra. Se você não conseguir chorar com isso, não vai chorar com mais nenhum outro. Incrível como o Studio Ghibli mesmo sendo triste e dramático consegue contar um belo conto. Afinal, “Por que os vagalumes tem de morrer tão cedo?
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#3 — Meu Amigo Totoro

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Se você busca o significado de simplicidade, aqui está ele. Não ouso recomendar o filme pra qualquer pessoa, apenas pra quem realmente ama cinema, pois poderá perceber o poder dessa obra do Studio Ghibli. Trilha primorosa e roteiro simples ultrapassando os limites da ingenuidade e da pureza, além de alguma mágica que só Hayao Miyazaki sabe fazer.
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#4 — Jurassic Park

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A definição perfeita de aventura. Quando criança, assisti na TV milhares de vezes e só percebi tamanha qualidade da obra quando ele parou de ser exibido por um longo tempo e senti sua falta. A sequência final na cozinha com os velociraptors até hoje é uma das mais brilhantes que já vi. Spielberg no seu ponto máximo criando um de seus clássicos.
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#5 — A Todo Volume

a todo volume

Dito um documentário sobre a guitarra elétrica, mas nada mais do que um pretexto pra chamar três grandes guitarristas – Jimmi Page, The Edge e Jack White – e conversar sobre música. A abertura genial do filme já havia me conquistado. Jack White pega sucatas, martela de um lado, arruma do outro e em apenas um minuto tem um protótipo de guitarra. “Quem disse que você tem que comprar uma guitarra?“, ele instiga. O filme é uma jornada pelos corações dos três músicos mostrando a razão para o amor de cada um pela música. Genial…

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Guilherme Coral

#1 — Drácula de Bram Stoker

Drácula de Bram Stoker

Ahh the children of the night… what sweet music they make

Não tem como não vibrar quando Gary Oldman, irreconhecível, recita as palavras tiradas diretamente do livro de Stoker. Coppola pegou o clássico vampiresco e transformou em uma odisseia ao mesmo tempo aterrorizante e romântica – “I have crossed oceans of time to find you“. Drácula é uma obra apaixonante e empolgante e certamente um dos melhores filmes de vampiros já feitos.
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#2 — O Poderoso Chefão – Parte II

poderoso

 

Fredo… you broke my heart

Escolher apenas uma parte de O Poderoso Chefão para entrar nessa lista foi uma tarefa árdua, mas é a Parte II que mais me causa impacto até hoje. Assistir a ascensão de Vito e a derradeira transformação de Michael em um verdadeiro monstro é comovente e triste ao mesmo tempo. Coppola conseguiu criar uma das maiores obras primas de todos os tempos com o primeiro filme e repete aqui no segundo! Não é para qualquer um.
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#3 — Kill Bill Vol. 1

volume 1 kill bill

Your name is Buck… and you’re here to fuck

Ahh Tarantino, só uma mente perversa como a sua para criar essa genial homenagem ao cinema japonês combinado com o western (na parte 2). Pulp Fiction marcou a história do cinema, mas Kill Bill me afetou pessoalmente, com uma saga sangrenta repleta de um humor ácido repleta de cenas de ação e diálogos inesquecíveis.
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#4 — Matrix

matrix

I know kung-fu

Matrix é um verdadeiro deleite que explodiu meu cérebro quando eu era um mero infante. A mistura entre espiritualidade, filosofia, ficção científica de não se colocar defeito, que ainda traz um universo avassalador, conceitos assustadoramente memoráveis e sequências de ação que marcaram o cinema. Quem irá algum dia poderá esquecer de Neo desviando das balas?
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#5 — O Império Contra-Ataca

oimperiocontraataca

Do or do not, there is no try

Não tinha como esse não entrar, não é? Assim como nosso querido Ritter Fan eu sou simplesmente fanático por Star Wars e tenho orgulho de dizer que não sabia que Darth Vader era o pai de Luke antes de assistir a esse filme! O Império Contra-Ataca resume tudo que há de bom na franquia de forma sucinta, expandindo absurdamente o universo apresentado em Guerra nas Estrelas.

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Lucas Borba

#1 — Efeito Borboleta

filme efeito borboleta

Trata-se de um thriller com uma das narrativas mais eficientes e marcantes que já vi. Recheado de acontecimentos, dramas e reviravoltas – peças de um amplo referencial narrativo – que nos mantêm grudados na tela e, principalmente, nos leva a andar na montanha russa que a trama precipita quase como se estivéssemos na pele do protagonista e até de outros personagens que o cercam. Como se não bastasse, a ótima trilha sonora de Michael Subi confere mais um aspecto marcante à esta grande história sobre viagem temporal – possivelmente, ouso dizer sem medo, talvez a melhor já concebida, pelo menos em se tratando da valorização do elemento humano na narrativa. Uma história imperdível sobre o passado e sobre quem ele o torna do presente para o futuro.
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#2 — V de Vingança

v de vingança

A grande sacada da adaptação cinematográfica da obra de Alan Moore é que ela consegue sustentar sua narrativa em muitas frentes, engenhosamente alternando entre ação, mistério e suspense e amarrando tudo isso a uma abordagem profunda do contexto político no qual a trama se desenrola. Debates acalorados sobre a natureza humana e suas necessidades, medos, fraquezas e força, estimulados principalmente pela marcante presença carismática de Hugo Weaving como o anti-herói V; a influência ou descrédito atribuídos à mídia, que em conjunto com a retratação do papel da sátira constituem elementos narrativos realmente peculiares; a degradação humana, sim, mas também a esperança, ambas retratadas com intensidade e imponência literalmente clássicas – salve a majestosa conclusão. Tudo isso e muito mais está lá, compondo um filme inesquecível sobre a capacidade humana para fazer e gerar as coisas mais horrendas, mas também as mais maravilhosas, inclusive quando vistas sob ângulos distintos.
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#3 — O Fantasma da Ópera (2006)

o fantasma da ópera

É verdade que, das várias versões da obra para o cinema, essa foi a única à qual assisti até então. O mais curioso é que eu recém entrava em minha adolescência quando assisti ao filme pela primeira vez – a primeira de muitas – e, pasmem, na ocasião sequer sabia que se tratava de um musical. Qual não foi minha surpresa, pois, quando a fita começou a avançar. É comum, naturalmente, encontrarmos musicais cujas canções não dialogam devidamente com o desenrolar da trama, seja pela pobreza das composições, pelas interpretações que deixam a desejar ou pela pouca relevância que desempenham nos acontecimentos em si. Na presente versão de O Fantasma da Ópera, porém, ocorre o oposto: quanto às músicas, nem há o que dizer, dada à sua beleza já imortalizada; o elenco está incrível, de Emmy Rossum como a doce Christine, inclusive na voz, ao estrondoso Gerard Butler como o fantasma, que ao cantar como um rei canta sua majestade ao seu reino parece nos convencer em definitivo quanto à supremacia que irradia, ocultando toda a sua fragilidade interior. Por fim, é incrível a interação das músicas com a ação cada vez mais instigante dos acontecimentos – sequências como a do cemitério e o próprio ato final é que o digam.
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#4 — Noé

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Se tive grandes experiências em 2014, uma delas certamente foi poder conferir a mais recente releitura da história bíblica de Noé no cinema. Eu não poderia imaginar que o filme entraria para a minha lista de favoritos. Muito criticado, seja por questões religiosas ou por quem simplesmente não gostou da narrativa ou da abordagem técnica do longa, o fato é que a nova versão inspirada na passagem bíblica, para mim, desempenha um papel reflexivo fundamental, com extrema perícia e sensibilidade, ponto que em parte, acredito, a preocupação em comparar a releitura com a passagem original, embora não seja surpresa, ofuscou mais do que deveria. O papel do homem perante à natureza – aí incluído o papel do homem sobre si próprio -, que desperdiça o dom da sua humanidade julgando-se um rei que tudo pode, ou um mero servo, que nada vale exceto como reprodutor de tanta desgraça -, é a grande questão norteadora do filme, cujo ápice é o conflito incorporado por Russell Crowe como Noé, representando a insegurança no mundo com tantos tons de cinza, tão incerto quanto o que vivemos, mas que com sua conclusão também traz uma belíssima evocação de esperança.
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#5 — Laranja Mecânica

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Mesmo hoje, este clássico é tão incompreensível quanto chocante para muitos. Ao mesmo tempo, há quem bata o pé, enlouquecidamente, ao descobrir o final da trama. Foi o meu caso, aliás, quando assisti ao filme pela primeira vez: não podia acreditar que a fita acabava justamente no ponto no qual minha curiosidade se elevara ao máximo querendo saber qual seria o destino de Alex Delarge (Malcolm McDowell). Só depois me ocorreu que não cabia ao filme responder à essa pergunta. Não, decididamente a resposta cabe a cada expectador, do individual para o efeito coletivo. É certo que as impressões quanto ao final e ao futuro do personagens foram e continuam sendo as mais plurais possíveis, especialmente em se tratando de uma obra que aborda um conflito, até então, imune à épocas e, decididamente, universal: o conflito já devidamente referido como “crime e castigo”. É aí, porém, que entra a grande problematização do longa: quem é criminoso e quem é carrasco? Quem é inocente e quem é culpado? Mais do que isso, como se obter a verdadeira redenção? O modo como essa problematização é abordada é o ponto brilhante desta obra prima de Kubrick, que para tanto recorre ao extremo: não só humanizando os personagens, mesmo os que parecem mais doentios, inclusive com o perfeito auxílio da música erudita, tão atribuída à beleza, como trilha – talvez uma das maiores sacadas desse trabalho do diretor -, mas também mostrando sequências de estupro e mesmo a clássica do pênis gigante com o bom e velho humor negro, que parece nos aproximar ao menos um pouco da alegria e prazer sentidos pelo infrator. Assim, cria-se um contraste perfeito entre o que se vê como o que há de melhor e de pior no ser humano ou, mais especificamente, em até onde vai o crime e o castigo de uma sociedade como um todo, sem exceções.

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Leonardo Campos

#1 — Moulin Rouge — Amor em Vermelho

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Este musical australiano é o meu número um por diversos aspectos simbólicos, bem como o estilo narrativo empregado. Primeiro, demarca a transição da minha postura de espectador comum do cinema para cinéfilo. Foi assistido quando deixei de frequentar o carnaval de Salvador, em 2001, e me entregar a uma espécie de ritual desde então: assistir, freneticamente, a uma série de filmes durante todos os dias de folia. Foi quando percebi que o cinema havia deixado de ser o meu maior entretenimento para adentrar na seara profissional também.

Situado em Paris, no final do século XIX, o musical protagonizado por Nicole Kidman e Ewan McGregor traz uma junção formidável de cultura erudita e estilo pop. A personagem Satine, inspirada nas atrizes hollywoodianas Marilyn Monroe e Greta Garbo, assim como na múltipla Madonna, também foi projetada com base no personagem Marguerite, da peça A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, que por tabela, foi a história que encontrou ressonâncias no romance Lucíola, de José de Alencar, primeiro clássico da literatura lido nos primeiros anos da minha adolescência.

Os números musicais que mesclam música pop, rock, ópera e outros estilos musicais da maneira mais orgânica possível são magníficos. A narrativa, por fazer uso e abuso da metalinguagem, e, concomitantemente, da paródia e do pastiche, transforma a sessão em um jogo de decifrações onde o espectador testa os seus conhecimentos cinematográficos, literários, dentre outras manifestações de arte. Um espetáculo audiovisual inesquecível.
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#2 — Tudo Sobre Minha Mãe

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A arrebatadora trama de Pedro Almodóvar é um delírio visual: as cores, enquadramentos e movimentos de câmera, aliados ao trabalho de som, transformam as imagens em poesia. Cecília Roth dá um show de interpretação. As referências ao excelente texto Um Bonde Chamado Desejo, do dramaturgo Tennessee Williams, dão ainda mais ritmo e força ao filme, um dos melhores do diretor e uma das experiências mais sensacionais da minha vida. A temática da relação de amor entre mãe e filho está presente e se liga ao fio condutor deste filme em minha vida: a relação com a minha mãe, personagem da minha vida responsável por regar os meus momentos de lazer com cinema e literatura, modalidades de arte que hoje não habitam apenas os meus momentos de diletantismo, mas movem o âmbito profissional.
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#3 — As Horas

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O rigor da montagem, a cuidadosa direção de arte e as performances de Nicole Kidman, Meryl Streep e Julianne Moore são grandes destaques do filme, um dos meus favoritos. A trilha sonora de Philippe Glass me acompanha desde então, seja nos momentos de estudos e pesquisas, ou até mesmo ao dormir, tamanha a possibilidade de digressão em relação aos atavismos da nossa barulhenta vida cotidiana. A depressão e a homossexualidade são temáticas tratadas com delicadeza e sem excessos. Intimista, é aquele filme que você coloca sozinho, para chorar e refletir sobre a vida.
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#4 — Pânico 2

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Não consigo ver os quatro filmes de maneira isolada, mas como um produto só. Apesar do único momento mais frágil, o terceiro filme, a série Pânico reformulou a linguagem e a estética dos filmes de terror, fazendo uso da metalinguagem para refletir sobre questões contemporâneas. Apesar de amar a ideia genial do primeiro filme, achar o ritmo do quarto um dos melhores, Pânico 2, em meu ponto de vista, é o melhor da série. Wes Craven contrapõe cinema e teatro, apresentando a alienação em alguns aspectos audiovisuais e o caráter catártico da vida de Sidney Prescott, um personagem que vive numa linha tênue entre a contemporaneidade e a tragédia grega, ou seja, uma vítima que não consegue fugir do círculo dramático que a vida lhe impôs. Particularmente, considero a série como um fermento cinéfilo na minha formação, trabalhada mais detidamente nos anos seguintes.
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#5 — Psicose

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A adaptação do romance de Robert Bloch é um esplendor visual. E uma maneira esperta, talvez, de contemplar outros dois filmes que também são alvo da minha admiração: O Silêncio dos Inocentes e O Massacre da Serra Elétrica, todos, baseados na história do assassino em série Ed Gein. Psicose possui uma narrativa cuidadosamente montada, excelente trilha sonora, performances formidáveis entre protagonistas e coadjuvantes e um dos melhores trabalhos de direção e evolução de personagens dentre os milhares de filmes já assistidos desde que me entendo por ser pensante. A direção de arte é um minucioso trabalho de pesquisa e o filme tornou-se um dos mais utilizados em minhas palestras, oficinas e cursos de crítica cinematográfica, análise fílmica e elementos da linguagem cinematográfica.

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Anthonio Jorge

#1 — Drive

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Quieta, melancólica… a história intimista do motorista sem nome foi fácil de escolher. O clima de anos 80 e a fotografia sensacional também ajudaram. Tanto que ainda procuro por uma jaqueta brega com um escorpião gigante nas costas.
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#2 — O Segredo dos Seus Olhos

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Nove Rainhas, O filho da Noiva, Um Conto Chinês, Medianeras. O cinema argentino é uma delícia. O Segredo dos Seus Olhos é um drama/suspense muitíssimo bem montado, que dá voltas na comédia, no romance, no policial e no contexto social argentino com uma sutileza ímpar. Filmaço com Ricardo Darín!
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#3 — Blade Runner – O Caçador de Androides

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Como fã de distopias, acabei optando pelo clássico de Harrison Ford e Ridley Scott. Deckard caçando replicantes em uma chuvosa e escura Los Angeles, cheia de outdoors imensos, formam um cenário memorável. E também vale lembrar a bela improvisada “lágrimas na chuva” de Rutger Hauer.
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#4 — Matrix

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Matrix! Não há muito de novo a se falar. Transpor doutrinas ocidentais e orientais para um blockbuster com cenas de ação e tiros pra todos os lados não é pra qualquer um. Os Wachowski têm créditos eternos.
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#5 — X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

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Precisa ter um de super-herói. E tá, o Batman do Nolan foi épico. E tudo que a Marvel vem fazendo, principalmente com Vingadores, é o sonho de todo nerd das HQs. Mas eu cresci vendo, desenhando, colecionando e até me fantasiando de X-Men (Wolverine, deixando bem claro). E ver o Dream Team de atores da franquia sendo dirigidos por Bryan Singer numa adaptação de uma das melhores histórias dos mutantes, com ótimo desenvolvimento no arco dos quatro protagonistas… cara, foi magnífico.

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Gabriel Tukunaga

#1 — Django Livre

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Tarantino foi um dos primeiros diretores por qual realmente me interessei. Sendo um dos maiores motivadores do meu interesse pelo cinema, não poderia deixar de citar pelo menos um filme dele. Acredito que Django Livre seja o trabalho mais maduro de Tarantino. Além dos aspectos técnicos sensacionais, o roteiro não-linear espetacular e as atuações impecáveis de todo elenco, o tema, extremamente importante, mostra que a escravidão deve sim, ainda ser discutida, assim como suas consequências. Talvez seja a minha inconformidade com as injustiças sociais e os preconceitos falando mais alto, proporcionando uma atração e favoritismo ainda maiores pelo filme.
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#2 — Diários de Motocicleta

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Gael García Bernal é um dos meus atores favoritos. Somado a isso, também temos o incrível Walter Salles na direção. Retratando um dos personagens mais controversos da História antes mesmo dele se tornar tão polêmico, o diretor constrói uma personalidade ao protagonista que nos faz compreender um pouco desse combatente que lutou com tanto afinco pelo fim das injustiças e desigualdades. Além da fotografia espetacular que exalta o belíssimo local em que vivemos, contudo tão pouco conhecemos — a América Latina — Diários de Motocicleta pode não ser o melhor nos aspectos técnicos, todavia sua mensagem e sensibilidade deixam reservados, para o filme, um espaço entre meus favoritos.
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#3 — Amores Brutos

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Ao produzir o espetacular e vencedor do Oscar, Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014), Iñarritú mostrou que consegue mesclar versatilidade com qualidade. Apesar disso, ainda prefiro o diretor comandando seus dramas que fogem do convencional, conseguem carregar uma carga emocional sem parecerem piegas, apresentam uma narrativa ímpar e um roteiro fenomenal. Precursor da trilogia também composta por 21 Gramas (2003) e Babel (2006), o que talvez tenha destacado Amores Brutos dos demais, para mim, é a maior proximidade com a nossa realidade, de latino-americanos, e a do próprio diretor. A ideia de histórias aparentemente isoladas conectadas por um fato único é espetacular e a construção de personagens tão verossímeis ao mundo retratado não poderia ser feita de melhor forma.
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#4 — Donnie Darko

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Não sei explicar direito o que torna este filme um dos meus favoritos. Com aspectos técnicos questionáveis e um roteiro denso que te leva para o fim do filme sem a certeza de ter entendido, talvez este último tenha sido o que mais me atraiu nessa película — além do fato de ser obrigado a assistir mais de uma vez para procurar compreender o final. Explorando teorias e discussões incessantes que nunca chegarão a um veredicto, Donnie Darko foi um dos primeiros desse tipo que apreciei e explorei. É claro, também não poderia deixar de mencionar a interpretação sensacional de um, até então, novo Jake Gylenhaal e o ambiente macabro construído que contribuem imensamente para a solidificação de um filme indecifrável e, por si só, espetacular.
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#5 — Na Natureza Selvagem

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Road movies talvez componham um dos meus gêneros favoritos. E, talvez pela contemporaneidade, Na Natureza Selvagem é um dos meus filmes favoritos. Apesar de alguns clichês — que, devo confessar, me agradaram — Sean Penn conduziu com maestria uma película extremamente envolvente e sentimental. A trilha sonora espetacular de Eddie Vedder fala por si mesma, se adapta perfeitamente ao filme e é repleta de composições belíssimas, podendo ser classificada como uma das melhores do cinema. A fotografia encantadora e bucólica, com o fugere urbem em evidência, foi um dos principais atrativos para mim. E, obviamente, a mensagem por trás de toda a trajetória de Cristopher McCandless é uma crítica formidável ao mundo atual e releva as coisas que deveríamos valorizar e acabamos esquecendo; a “cegueira” mencionada em Na Natureza Selvagem, que aponta para um materialismo e individualismo que tanto prejudicam nossa vivência como sociedade e seres humanos. A excitação e comoção ficam completas quando descobrimos que Alex Supertramp realmente existiu e percebemos que não, trajetórias estonteantes e corajosas como a retratada não são somente coisa de cinema.

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Melissa Andrade

#1 — Jumanji

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Adoro esse filme e mesmo passando 20 anos que fui assistir no cinema a magia permanece a mesma. Foi um dos primeiros filmes legendados que vi na telona, com meus amigos, então, guardo apenas ótimas lembranças. E sempre adorei o Robin Williams e esse é provável meu filme favorito dele. Acho…
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#2 — Seven: Os Sete Crimes Capitais

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Filme das férias, um VHS perdido de uma coleção e o primeiro contato com um plot twist. Sentada no sofá com os primos e pipoca e todo mundo extasiado com aquele final. Incrível.
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#3 — Pequena Miss Sunshine

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Aquele tipo de filme que tem muitos estilos em um só. Ele é dramático, engraçado, filosófico e aí volta ao dramático de novo. Não tem um único ponto ruim. Nenhum.
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#4 — Frida

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Gosto bastante de filmes biográficos e a figura da Frida é forte. E assisti numa época em que precisava de bons exemplos femininos diferentes do que era vendido pela mídia. E a Frida foi esse porto seguro por um bom tempo. E tudo isso graças ao filme.
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#5 — Dumbo

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Não é a melhor animação da Disney, nem de longe, mas carrego no coração por motivos bem especiais da infância.

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Gabriela Miranda

Na verdade foi bem difícil determinar e cortar a minha vida em pedacinhos para caber em 5 espaços. Nenhum dos filmes elencados está mais acima que o outro e nenhuma lista verdadeiramente consegue dar respaldo a tudo que o cinema já me mostrou. Experimentei diversas vidas, conheci lugares, vivi situações e reconheci rostos familiares, com os quais cresci e sigo aprendendo. O critério de seleção foi completamente referente à memória emocional ligada a eles.
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#1 — Nosso Amor de Ontem

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A frase de Robert Redford como Hubblee Gardner me deixou uma marca indelével: um país feito de sorvete. Ele era como o país em que vivia. Tudo vinha muito fácil para ele e não havia um momento em que ele não se questionava se era uma fraude. A relação amorosa também me intrigava e demorou bastante tempo, porque assisti pela primeira vez ainda criança, como duas pessoas que se amam não conseguem ficar juntas. A personagem de Barbra Streissand é genial e geniosa e tem uma integridade muito forte. Acho que muitas pessoas pensam neste filme como um daqueles bobinhos, mas para mim fala de muito do que é importante na vida: ideais, amor, sinceridade, escolhas. O legal também é procurar as cenas deletadas na internet, porque explica muito sobre o meu questionamento sobre terminarem juntos ou não. Eu já fiz um conto inspirado no que senti com este filme, já fiz um blog com um nome baseado neste filme e meu email juvenil foi batizado por conta deste filme. É bem bonito e eu choro com a música…
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#2 — Feliz Coincidência

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Começa a trilha e eu já entro no filme. A relação com o tempo. A reprise, o refeito, desfeito é muito estimulante neste filme. A maneira como ele foi montado, a fotografia, a dinâmica de diálogos surreais e ao mesmo tempo tão convincentes gera um turbilhão de pensamentos e sensações sempre que assisto mais uma vez. Me apaixonei por esse roteiro e todas as nuances e elucubrações. Me perco e me acho de novo e de novo. Além disso, adoro a Marisa Tomei. Ela inclusive está duplamente homenageada na minha lista. =)
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#3 — Só Você

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 Destino. Quem nunca se perguntou se isso existe ou se a verdade é que mudamos ele a todo momento, mas ele não deixa de ter aquele desfecho que parece ser inevitável. É… sempre me perguntei sobre isso e esse filme marcou minha infância cinéfila de sessão da tarde “água com açúcar”. De novo Marisa Tomei e dessa vez com Robert Downey Jr., muito bem acompanhada.
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#4 — Taxi Driver

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Jazz. A trilha de Bernard Herrmann é cheia de luzes coloridas e embaçadas, um amarelo em movimento e uma sensação de sujeira e confusão. Este é um filme em que tudo conspira para se entrelaçar e funcionar perfeitamente com o roteiro. A atuação de Robert De Niro ainda hoje é imbatível e atemporal. Um dos filmes que me ensinaram a enxergar o cinema em toda sua complexidade.
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#5 — Isto Não é um Filme

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Nunca vou me esquecer da sequência em que Jafar Panahi descreve o filme que foi proibido de fazer. Eu consegui enxergar a história da maneira mais clara e emocionante, tão intensa quanto sentiria se assistisse ao filme pelo jeito como ele se expressava. Ao ver a paixão pelo cinema nos olhos dele eu reconheci uma beleza triste que não conseguirá ser silenciada, mas que foi abafada pela censura. Ele se questiona dizendo que aquilo não é um filme, mas talvez seja um dos mais intensos que já vi. Porque é real. É a verdadeira emoção jogada na tela luminosa do cinema das nossas casas. Acendeu em mim muitos questionamentos e reflexões. Um pen-drive dentro de um bolo é um filme. É a certeza que tenho hoje.

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Karam

#1 — O Rei Leão

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Costumo dizer que O Rei Leão “marcou a minha infância”. Quem me conhece bem sabe da minha intensa admiração por este filme. Os amigos mais próximos chegam até a me enviar mensagens carinhosas – e especialmente cômicas – quando este clássico da Disney passa na Sessão da Tarde ou algo do tipo. A verdade é que, em termos técnicos, a Jornada do Herói poucas vezes foi tão bem representada no Cinema. A estória de Simba e seu Reino contém todos os elementos que fazem de uma narrativa clássica, perfeita. E os personagens, as cenas memoráveis e as músicas falam diretamente ao coração. A trilha incidental de Hans Zimmer ainda me quebra, mesmo depois de todos esses anos…
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#2 — Amadeus

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A Música nunca foi tão bem tratada em um filme como a música de Wolfgang Amadeus Mozart é tratada aqui. A abordagem escrachada dada ao músico genial e o foco da narrativa que recai sobre o ponto de vista do seu grande rival, Salieri, são decisões corajosas que fizeram desta obra-prima um marco na História do Cinema. A montagem é delirante. O roteiro chega ao nível do quase impossível de tão bom. As atuações, incríveis. Amadeus é definitivamente assombroso.
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#3 — Beleza Americana

belezaamericana

Beleza Americana é uma completa e extraordinária aula de roteiro. Não preciso dizer mais nada.
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#4 — A Árvore da Vida

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Um filme etéreo, transcendental, espirituoso, ousado, sem igual – para se ver na sala de Cinema, e deixar-se levar pela experiência. Malick nos enfeitiça do primeiro plano ao último. Nos infiltramos na vida de uma pequena família e logo somos transportados/jogados em uma viagem pela História do Tudo, e testemunhamos enfim a pequeneza do ser em seus grandiosos pequenos momentos em relação à grandeza do Universo em sua infinitude-não-codificada-por-nossa-sensibilidade-sempre-tão-aquém-de-tudo. De encher (e abrir) os olhos – e a mente!
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#5 — Asas do Desejo

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Wenders filma o Amor (com todas as cores) e a Falta de Amor (na sofreguidão da fotografia monocromática); A Vida na Terra (com todos os toques) e a Vida no Céu (no pesar da falta de contato físico); A Poesia do Cotidiano (com todas as falhas) e A Poesia do Infinito (na inaptidão dos prazeres). O silêncio comunica.

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André de Oliveira

#1 — Tudo Acontece em Elizabethtown

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Sabe aqueles filmes que mudam a vida da gente? Pois é. Essa pérola escrita e dirigida por Cameron Crowe tem muito significado pra mim – e quanto mais o tempo passa, mais tem. Eu aprendi muito com essa história de luto, transformação, reparação e superação, e levo seus ensinamentos em meu dia a dia como se fosse um livro de autoajuda.
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#2 — Closer – Perto Demais

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Ame, odeie, venere, despreze. Você pode reagir a Closer de diversas formas, mas é impossível ficar indiferente a ele. Surpreendente, sexy, dramático, vulgar e, acima de tudo, intenso. Um filme que não esconde a crua verdade sobre os relacionamentos – muito menos a maquia.
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#3 — Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

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Millennium é um triunfo das adaptações cinematográficas. Não conseguiria pensar em alguém mais competente que David Fincher para adaptar um dos meus livros favoritos. A química de Daniel Craig e Rooney Mara explode na tela, dando vida a um dos casais mais complexos que já conheci – e um dos meus favoritos. Direção, atuações, trilha sonora, roteiro, fotografia… Assistir Millennium sendo fã do livro (ou não) é uma experiência única – praticamente irretocável.
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#4 — A Rede Social

socialnetwork

Quando a história aparentemente insossa sobre a criação de um site se torna um drama que te mantém vidrado do primeiro ao último minuto, é um grande mérito. Não me importa se o filme é fiel aos fatos verídicos ou não, se é exagerado ou não – o que importa é que tudo funciona na tela. E muito bem. De uma forma que eu jamais imaginei que funcionaria.

Jesse Eisenberg e Andrew Garfield estão impecáveis nessa história atualíssima – e ao mesmo tempo atemporal – sobre amizade, negócios, dinheiro e tudo que pode acontecer quando essas coisas se entrelaçam. Posso revisitar A Rede Social quantas vezes quiser, ficarei arrepiado em todas elas.
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#5 — Garota Exemplar

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A competência técnica e criativa de David Fincher é elevada à máxima potência nesse suspense chocante e de tirar o fôlego. Estiloso, surpreendente, de roteiro impecável, trilha sonora hipnótica e atuações surpreendentes, Garota Exemplar me deixou simplesmente obcecado na primeira vez que pus meus olhos nele. E não é apenas diversão da melhor qualidade – é um debate feroz sobre casamento, a ferocidade da mídia, confiança e, por que não, amor doentio?

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.