Lista | Os Vilões Mais Inesquecíveis dos Games

O que seriam dos heróis sem suas contrapartes malignas? Certamente um bando de zés-ninguéns! Por isso, nós do Plano Crítico meditamos embaixo de cachoeiras, refletimos em clareiras de florestas para reunir nossos vilões preferidos do mundo dos games. Alguns nos deram muita, mas muita dor de cabeça, já outros simplesmente nos fizeram vibrar a cada aparição e outros nos fizeram rir sem parar!

Agora venham conosco em uma jornada no tempo-espaço para conhecer um pouco desses famosos vilões que marcaram época, selecionados por Handerson “Cranky” Ornelas, Anthonio “the cake is a lie” Delbon e Guilherme “Palazzo” Coral. Ahh! E não deixem de nos contar quais antagonistas mais marcaram suas experiências nos jogos!

Handerson “Cranky” Ornelas

Espantalho (Batman Arkham Asylum)

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Apesar do grande destaque e excelente papel do Coringa em Batman Arkham Asylum, o Espantalho é quem rouba a cena. Ele é uma das principais diferenças para os outros jogos da franquia e uma das razões para a predileção de alguns fãs por esse game. Suas cenas são as mais bem trabalhadas, assim como a caracterização do personagem, que arrepia em vários momentos do jogo.

Eggman, Robotnik (Sonic)

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Eggman, o qual me recuso chamar por esse nome e, sim, por Robotnik, é o maior vilão do Sonic. Enquanto a maioria dos games de plataforma apresentavam vilões menos presentes do que aparentavam, o Homem Ovo aparecia a todo momento para atrapalhar o ouriço azul. Quase toda fase, pra ser mais direto. A presença constante servia como meio de determinação para o jogador acabar com seus planos malígnos de dominar o mundo de Sonic e transformar todos os seres em robôs.

Cranky/Donkey Kong (Donkey Kong)

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Muito antes de ser um herói e ter sua própria franquia de sucesso, Donkey Kong era um vilão. Muito antes do copião Bowser sequestrar a princesa, ele já a havia sequestrado no arcade de 1981. Deu muito trabalho para o Mario, ou melhor, Jumpman.

Whitney e seu Miltank (Pokémon Gold/ Silver/ Cristal)

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Tecnicamente, a dupla é apenas um chefe de fase, sem planos vilanescos ou coisas parecidas. Mas a raiva que a líder de ginásio e seu Pokemon vaca passou para os jogadores de Silver e Gold (além de Pokemon Stadium) virou algo extremamente estressante. Parecia impossível passar daquela dupla, com Miltank usando um poderoso Rollout e um HP que parecia infinito. Virou um meme da internet com piadas como “Admita, essa dupla quase te fez desistir de Pokemon” e outras mais. Virou a maior vilã da franquia sem querer…

Juri (Super Street Fighter IV) 

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Juri representa uma das melhores personagens da franquia Street Fighter. Sua história, visual, estilo de luta (Taekwondo) e sua forma sensual de mostrar toda sua maldade faz dela uma vilã marcante.

Anthonio “the cake is a lie” Delbon

Cranky/ Donkey Kong (Donkey Kong)

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Antes de Bowser sequer sonhar em sequestrar princesas, antes de cogumelos e canos existirem, e antes mesmo de Jumpman ser chamado de Mario, havia Donkey Kong. Pela primeira vez, nesse jogo de 1981, foi possível controlar o encanador em busca da salvação de sua amada – e não era a Peach. O vilão da vez era Donkey Kong, que além de ser chamado de gorila burro por todos, teve de ser coadjuvante de Mario em seu próprio jogo! Não à toa envelheceu e se tornou ranzinza…apenas uma década depois, já barbudo e de bengala, foi lembrado como guru da série DK: Country. O reconhecimento de seu pioneirismo veio somente em Tropical Freeze, quando deixou o lado negro das bananas para se juntar ao time de heróis da Nintendo.

GLaDOS (Portal)

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Graças à ela eu desconfio de quem me oferece bolo. Com uma voz doce e macia, ela te guia para a morte em sutis experimentos viciantes. Te parabeniza, te dá uma caixa com coração e a arma mais fantástica da história dos games. Tudo para te queimar no ardente fogo da Aperture Science. E, no final, ainda canta uma melodia tão bonitinha (que vocês podem conferir logo abaixo junto com I Want you Gone, de Portal 2) que te faz ficar mal por tê-la destruído. GLaDOS é uma vilã que eu amava odiar e às vezes odiava amá-la. Vai entender…

Still Alive:

Want you Gone:

Psycho Mantis (Metal Gear Solid e Metal Gear Solid 4: Guns Of Patriots)

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Ele leu minha memória. Ele moveu meu controle com o poder da mente. E ainda tentou repetir anos depois. Psycho Mantis pode não ser o nemesis de Solid Snake, mas nenhum outro vilão na história dos games me deixou com mais cara de bobo feliz do que ele. Seu background sofrido também ajuda na caracterização de mais um excelente personagem de Hideo Kojima. O que o coloca nessa lista, porém, é a maneira única na qual a quarta parede foi quebrada, utilizando um primor de metalinguagem raríssimo em jogos de vídeo game.

Zeus (God Of War III)

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No coração da mãe Gaia sua vingança terminou. Antes, todavia, Zeus, o pior pai de todos os tempos, o traiu e o obrigou a destruir toda uma mitologia. Foram três jogos no total e anos de espera para o aguardado God Of War III, que fechou com chave de ouro toda a jornada do furioso Kratos, um general espartano que destruiu o deus dos deuses em um último duelo épico ao som da incrível Brothers Of Blood, de Cris Velasco.

Red (Pokemon Gold/Silver/Cristal)

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Você o controlou e o colocou lá, no topo daquela montanha, isolado de todos os treinadores menores. Mas uma nova aventura surgiu e, depois de 16 insígnias e duas elites dos 4, havia um último desafio: encarar Red, ou Ash, ou qualquer nome que você tenha dado ao personagem nas versões anteriores de Pokemon. Ele te olha e te diz: “… …”. A música começa a crescer, a última batalha se inicia e você revê velhas caras. Das árduas horas para chegar a desafiar o maior mestre até derrotar seu Pikachu nível 81, Red pode não ser essencialmente um vilão, mas é O último chefão, a ser lembrado e reverenciado até hoje, após inúmeros games da franquia terem passado.

Guilherme “Palazzo” Coral

Vaas Montenegro (Far Cry 3)

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Uma figura bem mais recente que a maioria nessa lista, Vaas chama a atenção desde os minutos iniciais de Far Cry 3. O psicopata da ilha é uma das figuras mais carismáticas já apresentadas dentro da franquia, ao ponto que torcemos por suas aparições, ao mesmo tempo que somos surpreendidos pela sua notável psicopatia e brutalidade.

Ornstein & Smough (Dark Souls)

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Se você já jogou Dark Souls, você já morreu para esses dois…várias vezes. Certamente a luta mais difícil do game, a dupla oferece um desafio louvável, que consegue nos divertir mesmo diante de tantas derrotas! E quando um é derrotado o outro ainda fica mais forte. Parabéns, From Software, você conseguiu!

Revolver Ocelot (Metal Gear Solid)

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Competindo constantemente com Solid Snake pelo cargo de rei da galhofa, Ocelot é um memorável vilão de Metal Gear. Sua maestria com o revólver o garantiu o título acima, apesar de que acredito que ele mais sabe girar a arma do que de fato atirar. Como não amar um personagem com frases tão marcantes quanto “I love to reload during a battle”?

Ridley (Metroid)

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Com mais vidas que Jason de sexta-feira 13, Ridley já fez inúmeras aparições em Metroid, seja como seu verdadeiro eu, uma forma mecanizada, ou um clone feito por parasita. Pode não irritar tanto quanto os malditos metroids, mas certamente já deu algumas dores de cabeça aos fãs da franquia!

Skull Kid (The Legend of Zelda: Majora’s Mask)

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O vilão mesmo é a Majora, mas quando o delinquente Skull Kid a veste o negócio fica realmente assustador! Responsável por transformar o Link em um Deku(!) o menino travesso quase destruiu Termina com uma lua gigante e nariguda, além de nos proporcionar com o Zelda mais sombrio já feito e que ganhará um remake para 3DS logo logo!

Drácula (Castlevania)

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What is a man? Se você sabe a resposta para essa pergunta, com certeza já se deparou com o vampiro em Symphony of the Night! Dracula já foi morto tantas vezes pelo mesmo chicote que só de ouvir um estalo já se arrepia todo (algo como o tic tac do capitão gancho). Quem seriam os Belmonts sem Dracula?

Bowser e sua prole nefasta (Mario)

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O macacão pode ter sido o primeiro arqui-inimigo do nosso encanador preferido, mas Bowser certamente é o que mais deu dor de cabeça. Criando 150 castelinhos e escondendo a princesa em um deles, o vilão nos obrigou a percorrer fases após fases somente para ouvir “our princess is in another castle”. Não vale nada!

Illusive Man (Mass Effect 2 & 3)

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Os Reapers são a maior ameaça em Mass Effect, obviamente, mas quem rouba a atenção é nosso querido Illusive Man, dublado por ninguém menos que Martin Sheen. Fumante compulsivo, essa figura misteriosa tem uma das bases mais “patrão” da história dos games, com uma panorâmica gigante para uma estrela! Vale lembrar que sem ele, Sheppard continuaria como um patê humano, morto na superfície de um planeta qualquer.

Officer Tenpenny (GTA: San Andreas)

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Dublado pelo lendário Samuel L. Jackson, Tenpenny é a definição de policial corrupto. Um dos responsáveis por toda a miséria pela qual CJ e sua família devem passar, o policial nos tira do sério a cada aparição, trazendo, é claro, várias risadas consigo!

Vergil (Devil May Cry 3)

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Virgílio para os íntimos, faz sua primeira aparição como Nelo Angelo no Devil May Cry original, mas ele somente brilha em Devil May Cry 3. A dramática briga entre os irmãos só é superada pelas épicas lutas dentro do game, que oferecem inesquecíveis momentos de ação. Vergil éo irmão classudo de Dante, que herdou a espada yamato de seu pai, pode não ter um senso de humor tão grande quanto o do irmão rebelde, mas com certeza tem estilo!

Albert Wesker (Resident Evil)

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O maior $&@#! da paróquia, Wesker é um dos responsáveis pelo alastramento de um tal de T-Virus, que transformou uma cidade inteira em zumbis. Mas convenhamos, não tinha como confiar em um cara de cabelo escovado para trás e óculos escuros, não é?

Ganondorf (The Legend of Zelda)

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O arqui-inimigo de Link é certamente um dos vilões mais superutilizados da história dos games, perdendo apenas para Bowser. Ganondorf (ou Ganon) aparece em praticamente todos os games de Zelda e nunca deixa a desejar no caráter vilania. Aqui devo destacar sua aparição em Wind Waker, que dá um interessante drama para o personagem. Nada, porém, bate o Ganon de Ocarina of Time e sua longa capa vermelha!

 

Sephiroth (Final Fantasy VII)

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Mesmo quem nunca jogou qualquer Final Fantasy provavelmente já ouviu o nome desse daqui. O lendário vilão de FFVII iniciou sua “carreira” como um verdadeiro herói, SOLDIER First Class, mas que foi levado à loucura pela descoberta de suas origens.

Curiosamente somente encontramos Sephiroth uma vez durante o jogo inteiro, ao passo que suas outras aparições são, de fato, espectros criados por Jenova. A aparição única e final do antagonista, contudo, é gloriosa, acompanhada das primeiras vozes a aparecerem na franquia, cantando “Estuans interius ira vehementi, Sephiroth!”.

Kefka Palazzo (Final Fantasy VI)

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Em Final Fantasy VI nos deparamos com uma constante busca pelo propósito de cada um, qual o motivo de estarmos aqui? Kefka Palazzo é a perfeita antítese disso, sua busca por poder tem como única meta a destruição, sua personalidade niilista (tornada clara principalmente no encerramento do game) é a maior prova disso. O palhaço pode não ter uma história tão romântica quanto de Sephiroth, mas é igualmente cativante – a figura do palhaços trágica é velha, mas percebam o quão interessante Kefka é em sua composição: ele busca o caos e a morte, o que poderia facilmente associá-lo à tristeza, que entra em conflito com sua aparência, mas ao contrário disso ele é sadicamente feliz, um verdadeiro psicopata e certamente o mais marcante vilão da franquia. Não é à toa que ele ganhou uma das musicas mais inesquecíveis de FF, que perfeitamente reflete sua personalidade, Dancing Mad, cuja versão de Distant Worlds vocês podem (e devem) ouvir abaixo

 

GUILHERME CORAL. . . .Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.