Lista | Preacher – 3ª Temporada: Os Episódios Ranqueados

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Nota da Temporada

Voltando às origens malucas e hilárias da 1ª Temporada, este terceiro ano de Preacher conseguiu a excelente exposição de mais um capítulo pela busca de Deus, colocando Tulip, Cass e Jesse em situações-limite, todos eles em confronto com inimigos das mais diversas ordens espirituais. Uma temporada simplesmente deliciosa; para mim, a melhor da série até o momento. Agora é a vez de mais uma lista de ranqueamento. Segue abaixo, a minha classificação. Não deixe de também comentar quais foram os seus favoritos e menos favoritos da temporada! A Paz, irmãos e irmãs!

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10º Lugar: Gonna Hurt

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A entrada de Jesse nas Tumbas, certamente para salvar a vida de Cass, é algo que não imaginei que viria agora. Vovó Marie ainda espera por mais pactos de sangue e almas para poder se curar, então Jesse ficará preso a ela por um tempo bem maior. Gosto muito dessa relação complexa, gosto dos personagens de Angelville e do que a propriedade representa nos mais variados lados do misticismo. Como já comentei nos outros episódios, a direção de arte usa perfeitamente a deixa macabra para criar bons ambientes, e continuo achando as tomadas internas as melhores de todas, sem bem que a fotografia noturna desse episódio, em específico, mesmo tendo sido breve, já fez um serviço digno de nota. Aos poucos vemos Jesse cedendo (ou sendo obrigado a ceder) aos caprichos de seu meio. Ele sabia e nós sabíamos que isto ia acontecer. Mas um contra-ataque está sendo engendrado. Resta saber se isso é plano de Deus também, ou ele tem outras coisas em mente para dar cabo de seu mega-novo-plano Cósmico.

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9º Lugar: Sonsabitches

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As ligações com a magia já começam a aparecer, mescladas a um tipo de “crime familiar macabro” que já mostra as caras. Jesse brinca um pouco com a aparência das coisas, às vezes se organizando, às vezes saindo completamente dos eixos, citando Ajuste Final (1990) e O Grande Lebowski (1998), e é verdade que muito do espírito dos Irmãos Coen aparece nesse episódio. Propositalmente ou não, é uma relação que gera bons frutos. O problema é que o roteiro e a montagem parecem não combinar direito onde começar e onde terminar alguma coisa. Além disso, a deixa misteriosa para o que acontece com Tulipa talvez já dê sinais de esgotamento. Ou os roteiristas indicam o que de fato ela trouxe consigo do Purgatório — será que ela possui Genesis, agora? –, ou encerram logo essa camada da série, porque a quebra já não me parece boa aqui, fico imaginando o peso disso como uma recorrência nos próximos episódios.

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8º Lugar: Hilter

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Separando os protagonistas e abrindo duas excelentes janelas — uma com Jesse diante do Grande Pai D’Aronique e outra com Theodore “TC” Charles falando para vovó Marie sobre um tal de “Gênesis” –, a série já dá alguns bons indícios de caminhos movimentados para a sua segunda metade. Mortes, lutas e avanço de interesses nos esperam no próximo episódio.

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7º Lugar: Angelville

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Michael Slovis volta a dirigir um episódio do programa, e seu trabalho habilidoso com filmagens em internas faz das cenas com vovó as mais interessantes, ao lado do excelente bloco no Purgatório. Não vou fazer a linha de crítico insuportavelmente exigente, mas devo dizer que direção de arte da série já fui muito mais ousada do que foi aqui. E trago esse assunto à tona não porque não gostei do desenho de produção neste capítulo. Da fotografia à forma como os sets nos foram apresentados, o episódio vai bem. Mas notem que as cenas no Purgatório. Apesar de conceitualmente muito boas — uma variação do Inferno, em termos de confinamento, mas com um tom de cinza mais claro, possibilidades de contato externo e um tipo diferente de “tormento” –, esse momento poderia se ligar de maneira bem mais fluída com o restante da trama, algo que a montagem parece não ter se importado muito em fazer, o que acabou tendo um peso negativo na exposição visual.

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6º Lugar: Les Enfants du Sang

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Apesar do subterfúgio textual funcionar ao término de tudo, a preparação para o assalto ao Banco do Bayou poderia ter um pouquinho mais de cuidado por parte do roteiro, e a trajetória de Madame Boyd (ou Sabina) deveria ter sido mostrada, nem que fosse em uma rápida montagem paralela. Ainda assim, Preacher segue impressionando e mostrando uma versão intrigante dos quadrinhos na televisão. Pelo ritmo como as coisas seguem, fica a pergunta: os eventos das HQs que têm a ver com “Massada” aparecerão nesta temporada? O Graal realmente colocará as asinhas de fora e expandirá aquilo que conhece? A gênese de Gênesis será mostrada?

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5º Lugar: The Coffin

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A luta, o uso de armas e as mais diversas expressões de bizarrice por parte de estranhos indivíduos são o núcleo central de Preacher, marcados no atual capítulo, pela interação rápida e decisiva entre elas. Alguns pontos pareceram ceder à facilidade didática, mas de forma alguma se tornaram ruins ou atrapalharam o episódio. Apenas foram mais fracos em relação ao todo, visto em alta conta. Cenas como a prisão de Jesse no caixote — terminada com um “pouquinho” de Ex Machina + MacGyver — ou o desfecho da prisão de Tulip — terminada da mesma forma; na verdade, o único ponto ruim do capítulo, por não ter ao menos uma sólida ironia à guisa de explicação — possuem um pequeno peso na verossimilhança e nos faz revirar os olhos, mas nada disso interrompe o fluxo de maluquices adoráveis que o show segue mostrando. Em torno de Deus e sua busca, segue o turbilhão de perturbados e os mais diversos tipos de pecadores. Quem bom. É assim que é pra ser.

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4º Lugar: The Tom/Brady

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Embora eu não tenha gostado do cliffhanger do episódio — único ponto deslocado do roteiro de Mary Laws e Kevin Rose, a meu ver — todo o restante do texto criou uma tensão que é utilizada como matéria bruta para a preparação dos destinos e também para a mudança de pensamento dos personagens. Aliás, desde que começou a flertar com aquilo que sempre teve de melhor, a temporada vem trazendo bons momentos nessa seara das mudanças em meio à loucura, fazendo com que aventuras individuais ganhem destaque e saiam de um ponto confortável para outro desconhecido (uma verdade para Cassidy, Jesse e Tulip) ao mesmo tempo que o enredo torna essa saída em algo divertido, cheio de sangue, pancadaria e intrigas com desfechos cada vez melhores. Todo o bom potencial da série tem sido aproveitado dentro da loucura ligada ao cristianismo, ao paganismo e às muitas formas de trabalhar religiosidades e conspirações ligadas a ela. Um prato cheio para todos os gostos.

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3º Lugar: The Tombs

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Sem medo de chutar convenções e tratando de maneira simples, mas bem escrita e guiada, todos os blocos então abertos na série, The Tombs acrescenta um outro núcleo, que provavelmente recolocará Hitler e Eugene na série, e aqui, um sinal de atenção e esperança se ergue. Como se trata de uma caçada — agora sem armas! — do Santo dos Assassinos, as coisas com certeza devem funcionar melhor aqui para o pedaço do enredo com o nazista-mor e o Cara-de-Cu. Se essa mescla de camadas de roteiro funcionar tão bom como neste quarto episódio, será mais uma possibilidade de diversão envolvendo simbolismos cristãos, personalidades problemáticas, misticismos e podres poderes. Isso sim é Preacher!

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2º Lugar: Schwanzkopf

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Fica com Cassidy e Eccarius o bloco mais fraco do episódio, mas isso não significa ruim. Apenas mais fraco, se comparado aos outros. Eu gostei imensamente das conversas que eles tiveram, com Joseph Gilgun novamente mostrando o que sabe fazer em cena e já muito bem acompanhado por um contraste cínico na persona de Eccarius, personagem de Adam Croasdell. O bom de tudo isso é que a jornada termina para todos os envolvidos já no episódio final da temporada e os encontros, possivelmente, irão se estruturar para o próximo ano do show. Que grande mudança Preacher teve nesta temporada! Ou melhor, que baita retorno às boas origens! Oremos, irmãos, para que o final faça jus a esta nova bênção que recebemos, amém? Amém.

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1º Lugar: The Light Above

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Todos os núcleos de personagens da temporada tiveram a sua finalização ou ponta ajustada a contento aqui — como mistério ou andamento — para uma retomada na temporada seguinte (se houver). Tivemos o prazer de acompanhar o fechamento de cada arco com tudo aquilo que Preacher prometeu desde o começo. Desta feita, juntam-se neonazistas (um deles com um boné MAGA); Anjo da Morte com os olhos arrancados (lembrem-se: Deus fugiu. E desde a temporada passada os roteiros deixam claro que as regras não são mais as mesmas); Santo dos Assassinos com sentimento paterno por Eugene; Satã “reinfernado”; Hitler tornando-se o novo Príncipe das Trevas (eu dei um grito de alegria quando vi que fizeram isso); morte de TC e Jody; enfrentamento final de Jesse com vovó Marie; fim de Eccarius… Que episódio! Sob competente direção de Sam Catlin, o episódio terminou no tom e momento certos, deixando-nos contritos, de mãos dadas e olhos erguidos para os Céus, pedindo ao Pai que traga mais uma jornada de Preacher em um ano. Bem-aventurados os cínicos de coração, porque eles se divertirão em abundância com esta série.

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LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.