Lista | Top 10 – As Melhores Séries Animadas da DC

Em preparação para o lançamento de Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas, decidimos relembrar as melhores séries animadas da DC Comics, uma empresa conhecida por ter animações superiores as de sua não tão distinta concorrência. O foco aqui, porém, não são os filmes, mas as séries, que, potencialmente, atingiram muito mais pessoas que os filmes animados, sendo relembradas, odiadas e até cultuadas. Eu, Gabriel “Gleek” Carvalho, não tenho uma história aprofundada nas animações da DC, mas, em relação as séries, passei a ter um carinho muito grande por elas, embora algumas não tenham feito parte da minha infância. A minha narrativa, portanto, é de revisita a um mundo que nunca explorei verdadeiramente quando menor, mas tenho resquícios de memória e decidi, nos últimos anos, explorar com um olhar mais atual. O que será que achei? Para provar que eu não sou um hater da DC Comics, muito menos um “marvete”, como alguns usuários acharam após lerem a minha crítica negativa acerca de A Morte do Superman, posso adiantar que o resultado é bem positivo.

10. Super Choque
(Static Shock, 2000 – 2004)

Super Choque é um queridinho do público brasileiro, sendo, algumas vezes, tão popular quanto Liga da Justiça ou Os Jovens Titãs foram para nós, que acompanhávamos as exibições dessas animações da DC Comics nos anos 2000. Entender Super Choque é apostar no escuro, pois o estúdio de animação da Warner Bros. estava interessado, por alguma bendita razão, em produzir uma animação sobre um personagem desconhecido, dono de uma revista cancelada da finada Milestone Comics. A aposta deu certo, pois o desenho fez considerável sucesso e recebeu avaliações positivas da crítica, que valorizou a maneira como o seriado abordava questões tematicamente importantes, como o racismo e os confrontos entre gangues. Eu, particularmente, não acho que a qualidade da animação, em termos visuais, seja excepcional, muito pelo contrário, mas aprecio-a muito, especialmente o nome por trás dela: Dwayne McDuffie. O roteirista de quadrinhos e animações, infelizmente, já faleceu, embora tenha sido uma grande pessoa dentro do meio, contribuindo para inúmeras outras realizações, além de, é claro, as energéticas aventuras de Virgil Hawkins (Phil LaMarr). Super Choque entendia o universo que estava abordando e McDuffie era uma das principais razões disso, levando diversidade, como pode, às animações da DC Comics.

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9. Batman: Os Bravos e os Destemidos
(Batman: The Brave and the Bold, 2008-2011)

Quando temos, de um lado, Batman – A Série Animada para competir, fica difícil igualarmos o retrato do Homem Morcego e sua mitologia com o feito pelos mestres por trás daquela animação dos anos 90. Os Bravos e os Destemidos é, possivelmente, a que chegou mais perto – ainda estando longe -, justamente por não tentar emular o estilo do grande sucesso do século passado, mas por caminhar pelas suas próprias pernas, adotando um caráter lúdico interessante, quase como uma mistura do Batman do Adam West, com o Batman da Hanna-Barbera, o Batman dos anos 70 e, curiosamente, um pouco do Batman do Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller – o porte físico desse Bruce Wayne lembra bastante. Uma série tão espirituosa que, recentemente, sete anos após a conclusão da animação, um crossover deste Batman com a turma do Scooby-Doo foi lançado, reiterando o lado Hanna-Barbera dessa animação que, a cada episódio, unia o Cavaleiro das Trevas com algum aliado randômico, como o Homem Borracha e o Bat-Mirim, por exemplo. Como sou um amante do Batman malucão e sua mitologia malucona, com cara da Era de Prata, gosto da Era de Prata e cheirinho da Era de Prata, Os Bravos e os Destemidos não podia ficar de fora dessa lista. Na-na-na-na-na-na-na-na-na-na, Batman!

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8. Lanterna Verde: A Série Animada
(Green Lantern: The Animated Series, 2012 – 2013)

Para entendermos o cancelamento de Lanterna Verde: A Série Animada, precisamos entender como funciona o mercado de animações. As vendas de brinquedos são – ou eram -, basicamente, o que moviam a produção de uma série animada ou não, se ela iria ter uma segunda temporada ou não. Quando vemos o contexto da produção dessa animação, compreendemos rapidamente o porquê da Warner Bros. Animation ter cancelado o seriado. O filme do Lanterna Verde, estrelado por Ryan Reynolds, afinal, tinha acabado de ser um fracasso de crítica e público, meses antes da estreia da série, que tinha Bruce Timm comandando, mente por trás da animação do Batman dos anos 90 e a da Liga da Justiça, no início dos anos 2000. Mas, se as crianças não estavam interessadas em uma produção multimilionária, o desenho dificilmente conquistaria elas, apesar dele ser esperado, entre inúmeras razões, devido ao fato de ser a primeira série animada da DC Comics a ser orquestrada através de computação gráfica. Apesar da excelente primeira temporada, com traços belíssimos, Lanterna Verde: A Série Animada nunca teve a oportunidade de alcançar o mesmo status que as correspondentes séries do Batman e do Superman, mas é, sem grandes dificuldades, a melhor produção audiovisual envolvendo o personagem.

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7. Batman do Futuro
(Batman Beyond, 1999 – 2001)

A Arlequina pode até ter sido a criação mais famosa de Bruce Timm e Paul Dini, mas o Batman do Futuro, apesar de ser uma ideia tão batida, não fica muito atrás da antagonista do Morcegão, em termos de qualidade do texto relacionado ao personagem – embora o epílogo de Liga da Justiça: Sem Limites não trabalhe muito a favor de Terry McGinnis, o Homem Morcego de 2039, vigilante da Neo-Gotham. Batman – A Série Animada era madura, mas Batman do Futuro era uma série verdadeiramente sombria, a começar pela ideia por trás dela. Bruce Wayne está velho, incapaz de continuar suas atividades como vigilante. Os seus amigos, parceiros e até mesmo inimigos mortais morreram, se aposentaram ou sumiram com a vida. Existe uma tragédia mundana bem forte na ideia por trás de tudo isso, na qual o grande problema não é uma tragédia, que tirou o desejo do Cruzado Encapuzado em continuar a luta contra o crime, mas apenas a sua velhice, a verdadeira e grande antagonista da vida. Por isso, visuais estilosos, narrativa eficiente e teor mais sério, Batman do Futuro merece o sétimo lugar da lista.

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6. Os Jovens Titãs
(Teen Titans, 2003 – 2006)

A minha série favorita de super-herói da época em que eu era menor do que ainda sou, que me fez passar horas a fio assistindo maratonas, Os Jovens Titãs marcou uma geração que, possivelmente, ficou furiosa com o anúncio e consecutivas renovações de Os Jovens Titãs em Ação!. Uma série é uma série e outra série é outra série e, particularmente, Os Jovens Titãs em Ação! é uma série muito boa, apesar de não ser melhor que a original. Antes de tudo, existem muitas características interessantes nessa criação de Glen Murakami, a começar pela inspiração nas animações japonesas, informação já presente na abertura da série. Os Jovens Titãs, inicialmente destinado a crianças, foi evoluindo com o seu público, assumindo tramas mais densas, jornadas mais dramáticas, mas nunca perdendo o seu bom humor. Outra questão relevante é o trabalho da animação com os personagens, situando-os em um único quartel general e, por meio de dinâmicas interessantes, estudando as relações entre cada um deles e , consequentemente, moldando suas personalidades, cada uma bem marcante. Robin, Estelar, Ciborgue, Mutano e Ravena são os Os Jovens Titãs e ponto.

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5. Justiça Jovem
(Young Justice, 2010 – )

Os brinquedos, anteriormente mencionados, são a desgraça para um criador de séries animadas. Como uma série como essa, maravilhosa assim, trabalhando os personagens adolescentes da DC Comics com competente maturidade, carregando consigo até mesmo uma carga dramática e emocional acentuada, pode ter sido cancelada após duas temporadas, sem ter sido planejada para duas temporadas como algumas listadas nessa lista foram? Os brinquedos. O pior é que, de acordo com uma declaração dada em um programa do Kevin Smith, Paul Dini sugeriu que, em razão do seriado atingir um público feminino muito grande, os estúdios estavam pressionando os realizadores a tornarem-o mais voltado ao público masculino, visto que, para os executivos, garotas não compram brinquedos. Seja a razão essa ou não, a razão ainda está relacionada aos malditos brinquedos. A grande notícia dos últimos tempos, porém, revelou a renovação, após anos cancelada, da série para uma terceira temporada, a ser lançada em 2019. Estamos diante, portanto, da única série desta lista ainda na ativa – pelo menos, das que se confirmaram.

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4. Liga da Justiça & Liga da Justiça Sem Limites
(Justice League & Justice League Unlimited, 2001 – 2006)

Como assim duas séries em uma única posição? A questão, tentando-me se justificar, é que elas são, em essência, as mesmas, embora estejam longe de serem as mesmas. Uma sucede a outra, apresentando diferenças pontuais que as diferenciam, mas não de uma maneira grande o suficiente para as ranquearmos separadamente. Acabaria por ser repetitivo, dando, se acopladas, espaço para mais um nome na lista. A começar pela explicação dessa confusão toda, após as duas temporadas de Liga da Justiça, a série original que continuava com o universo de animações da DC Comics, desenvolvida pelas mesmas mentes por trás de Superman: A Série Animada e Batman: A Série Animada, o Cartoon Network ordenou uma nova série, sucedendo a que acabava de ser encerrada, após 52 episódios terem sido produzidos. O grande ponto de virada de uma realização para a outra é que, deixando de lado os pequenos arcos da antecessora, Sem Limites decidiu incorporar dezenas de mais personagens para a equipe, com os originais tornando-se presenças “menores”, dando espaço, portanto, para aparições de desconhecidas figuras – visto que, nesse tempo, alguns personagens da DC estavam retidos para outras mídias. O resultado é, se inferior à série original, ainda muito bem sucedido.

Já na outra, não muito tempo antes disso tudo, Batman e Superman, após suas respectivas séries, agora estavam reunidos com a Mulher-Maravilha, o Caçador de Marte, Lanterna Verde, Flash e a Mulher Gavião, sendo os protagonistas de Liga da Justiça. Das grandes diferenças entre os quadrinhos clássicos, a animação, com ótimas narrativas, popularizou John Stewart como o Lanterna Verde, assim como, em menor escala, Wally West como o Flash. O curioso é que, apesar disso, as diferentes mídias envolvendo esses personagens pouco se importaram com isso, dando margem, algum tempo depois, para o – fraquíssimo – filme solo do policial interplanetário e a nova série televisiva do velocista escarlate – Hal Jordan e Barry Allen, respectivamente. Porém, em recepção de público, a história é completamente diferente. Liga da Justiça é a explicação da grande bilheteria do filme homônimo, lançado em 2017, aqui no Brasil, caracterizando-se, facilmente, como a realização de maior sucesso de público da televisão brasileira, dentre as séries de animação baseadas nos super-heróis da DC. Eu assistia essa série demasiadamente, apenas não mais que Os Jovens Titãs. Juntando as duas produções, temos mais de noventa episódios de bons personagens, ação divertida e entretenimento de ponta.

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3. Superman: A Série Animada dos Estúdios Fleischer e Famous
(1941 – 1943)

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Eu estava todo pimpão pesquisando sobre essa série na internet, depois de ter sido absorvido por completo quando assisti aos curtas no início do ano, quando me deparei com a crítica do Sr. Ritter Fan, que, definitivamente, já exercia o ofício da crítica cinematográfica nessa época. Uma coisa eu garanto, fiquei com ainda mais certeza dessa terceira colocação, deixando para lá nomes mais famosos e relembrando, na verdade, um dos grandes pioneiros e o mais relevante dessa aurora de produções animadas inspirados em super-heróis. Eu, que escrevi sobre algumas obras da Era de Ouro da Disney, sei como o esmero daquelas realizações são comparáveis e até superiores as de algumas do dias de hoje. Esse Superman não foge da regra e é irretocável. A primeira transposição do Homem de Aço para o audiovisual, ainda por cima, não poderia ser melhor. Tudo de Bruce Timm que você viu e verá nessa lista, por exemplo, bebe da fonte imensurável dessa série animada que, para ser justo, não é bem uma série animada, mas uma coletânea de 17 cartuns, sendo que “metade” deles são produzidos pela Fleischer e “metade” pela Famous. Como o hors concours já é de outra animação muito especial, mas que dificilmente se encaixaria nesse meio, sobre as melhores, decidi por aceitá-la e, consequentemente, nomeá-la uma das melhores séries animadas da DC Comics.

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2. Superman: A Série Animada
(Superman: The Animated Series, 1996 – 2000)

Superman: A Série Animada é a sucessora da aclamada animação Batman: A Série Animada. A re-incursão do Homem de Aço no mundo das animações, no final dos anos 90, foi uma das minhas mais recentes explorações nesse universo de animações seriadas, em razão de não ter tido muito contato com ela em minha infância, assim como a do Batman, mas, por outro lado, ter tido a vergonha na cara de procurar por ambas no mundo digital e dar o meu coração em troca. Uma das coisas que Superman: A Série Animada não faz, mas que a antecessora, com estética bastante parecida, conseguiu fazer majestosamente, é tornar a galeria de vilões do personagem tão relevante quanto o próprio ícone retratado, o símbolo do vigilantismo ali e, aqui, o símbolo da esperança. Mesmo assim, o trabalho com a mitologia do super-herói, o maior de todos, é espetacular, sendo um dos grandes definidores de quem o Homem do Amanhã é, correndo atrás do que Richard Donner e Christopher Reeve alcançaram em 1978, com Superman – O Filme – acessem a crítica do mestre Ritter Fan e tenham uma noção do que eu acho sobre essa obra de arte.

Como um dos exemplos do brilhantismo que é a comparação entre uma série e outra, peguem, por exemplo, Metrópolis e percebam como, visualmente, a criação cenográfica é tão impressionante e próxima ao trabalho construído sobre o personagem que Gotham City era e ainda é para o Batman. O único pecado da série, provavelmente, é a questão do tema do Superman, que não aparece na abertura dos episódios – algo que a do Homem Morcego, por outro lado, possuía, embalando uma abertura maravilhosa. Ademais, os encontros de ambos os personagens aqui são crossovers magníficos, mil vezes melhores que qualquer um que a CW tenha imaginado para os heróis de suas séries. Os poderes do protagonista, porém, são bastante diminuídos, mostrando uma mistura entre o personagem da Era de Prata, extremamente poderoso, com o mais moderno, que, não muito tempo antes, havia sido morto na clássica – mas, não necessariamente boa – A Morte do Superman. Enquanto não posso mais tecer comentários sobre o quanto eu amo o Homem de Aço, vou definir Superman: A Série Animada como uma das grandes responsáveis por isso.

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1. Batman: A Série Animada
(Batman: The Animated Series, 1992 – 1995)

Como se alguém realmente ficasse surpreso com essa colocação. A terceira aparição do Cruzado Encapuzado em nossa lista é uma unanimidade não apenas das séries de animação da DC, como das séries de animação relacionadas aos famigerados super-heróis e, possivelmente, das séries de animação em geral. Quer saber qual seria a primeira colocação de uma lista sobre as melhores séries envolvendo super-heróis? Eu garanto que seria Batman: A Série Animada. Quer saber como o Cavaleiro das Trevas se tornou uma das figuras mais populares nos anos 90, do modo como hoje somos familiarizados e não da maneira galhofa como Joel Schumacher levava o personagem para as telonas após as produções comandadas por Tim Burton? Corra para assistir essa série. Ele é a vingança. Ele é a noite. Ele é o Batman. Christopher Nolan pode ter tornado toda a história do personagem um conto bastante realista, quase como uma narrativa policial, mas Bruce Timm e Eric Radomski – posteriormente, também Paul Dini – moldaram, uma década antes, o personagem dentro daquela ótica madura que aprendemos a amar.

Batman: A Série Animada é, provavelmente, a responsável pela imagem de seu personagem título não ter sido destruída com Batman Eternamente e Batman & Robin. A realidade é que uma das grandes inspirações para a criação de todo esse universo, completamente destoante do colorido de Schumacher, foram os filmes do Tim Burton – Batman: O Retorno foi lançado no mesmo ano que a série. A estética é impar, dando margem a todo uma criação visual para as séries animadas da DC Comics, o melhor de todos os universos expandidos já desenvolvidos pela empresa, mais que especial, que, como tudo que é bom há de durar pouco, encontraria o seu fim com o desenho da Liga da Justiça, mencionada previamente nessa lista. Enquanto o visual impressiona, o trabalho de voz complementa essa grandiosidade e, hoje, já é nostálgico. A dupla Kevin Conroy e Mark Hammil deu tão certo que, quando tiveram que fazer um videogame sobre o personagem, a obra Batman: Arkham Asylum, a Rocksteady convidou os dois para retornarem para os seus papeis.

Quando abracei a série em tempos não tão distantes, a paixão surgiu de imediato com o primeiríssimo episódio, no qual o Morcego Humano combatia o Homem Morcego. A grande carta na manga é que, independente do antagonista, esta animação conseguia fazê-lo funcionar, adequando-o para a sua proposta, humanizando-os para o público. Este é o caso, por exemplo, do Sr. Frio, que ganhou em sua história a representação de sua esposa, Nora Fries, hoje uma característica consolidada do personagem, tornando-o não um maníaco por coisas geladas, mas uma personalidade trágica. A própria Arlequina foi desenvolvida para essa série, mostrando o quão relevante ela é. O primeiro exemplar deste universo maravilhoso é uma mistura deliciosa das produções de Tim Burton com os quadrinhos clássicos do personagem dos anos 70, além de, em termos de traços, uma pitada do Superman dos anos 40, da Fleischer Studios. Batman – A Série Animada, por isso e muito mais, é considerada, por diversas revistas e veículos proeminentes – inclusive, agora, o Plano Crítico também -,  uma das melhores séries animadas de todos os tempos.

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Hors Concours

Superamigos
(Super Friends, 1973 – 1986)

Nada foi tão produtivo quanto destrutivo para o mundo das animações do que a Hanna-Barbera. Para quem não sabe, Scooby-Doo é a minha série animada favorita, mas, no caso, estou falando da, provavelmente, mais famosa de centenas de animações que os estúdios produziram em larga escala, das mais avulsas às mais derivadas possíveis. Mesmo assim, poucas coisas no mundo dos desenhos animados são mais influentes do que as produções da Hanna-Barbera, relevantes até hoje para a cultura popular. O Frango Robô, por exemplo, não cansa de parodiar o clássico Superamigos em várias das suas esquetes. Existem tantas coisas maravilhosas nessa animação que é impossível enxergá-la de uma maneira mais cínica. Apenas o título já é digno de aplausos, visto que, no original, ele foi alterado mais de cinco vezes, até chegar ao último e mais genérico de todos, The Super Powers Team: Galactic Guardians. O que diabos isso significa, no final das contas?

Enquanto isso, na Sala da Justiça, o Aquaman era transformado na piada ambulante que, apenas recentemente, a DC Comics decidiu que estava na hora de terminar. Como esquecer, além disso, do jato invisível da Mulher Maravilha? Minha mãe certamente não esqueceu, comentando esporadicamente sobre esses grandes personagens que abriram as portas para uma geração inteira admirar os super-heróis. Duas gerações, pelo menos, pois Superamigos estendeu-se por 13 anos. Dito tudo isso e muito mais, nasce a última dúvida. A questão mais crucial do universo. Wendy, Martin e o Supercão ou os Supergêmeos? Quais são os melhores sidekicks adolescentes?

GABRIEL CARVALHO . . . Sem saber se essa é a vida real ou é uma fantasia, desafiei as leis da gravidade, movido por uma pequena loucura chamada amor. Os anos de carinho e lealdade nada foram além de fingimento. Já paguei as minhas contas e entre guerras de mundos e invasões de Marte, decidi que quero tudo. Agora está um lindo dia e eu tive um sonho. Um sonho de uma doce ilusão. Nunca soube o que era bom ou o que era ruim, mas eu conhecia a vida já antes de sair da enfermaria. É estranho, mas é verdade. Eu me libertei das mentiras e tenho de aproveitar qualquer coisa que esse mundo possa me dar. Apesar de ter estado sobre pressão em momentos de grande desgraça, o resto da minha vida tem sido um show. E o show deve continuar.