Lista | Top 10 – Os Melhores Filmes de Super-Heróis Não Baseados em Quadrinhos

Os Incríveis é a perene comprovação de que filmes bons de super-heróis não dependem dos quadrinhos. Mas a amada animação de Brad Bird é apenas uma dentre várias obras de destaque do gênero que não foram baseadas em personagens de HQs. Com o lançamento da continuação do desenho na semana anterior ao lançamento da continuação de Homem-Formiga, decidi listar os 10 melhores filmes de super-heróis que não vieram dos quadrinhos, colocando-os em ordem decrescente.

Como toda lista, ela é pessoal e, neste caso aqui, leva em consideração a memória afetiva. Muita coisa ficou de fora (o corte era em 10, afinal de contas) e certamente muita gente discordará até mesmo da classificação de alguns filmes, mas isso faz parte! Leiam, relembrem de algumas pérolas e digam o que acharam lá nos comentários!

Vamos lá?

10. Condorman, o Homem-Pássaro
(Condorman, 1981)

Essa lista tem uma “rima”. E quem for até o final perceberá de cara qual é. Afinal, poder-se-ia dizer que eu a criei única e exclusivamente para poder colocar Condorman em algum lugar (ou será que não foi Condorman?). Impossível um fã de quadrinhos não se sentir tragado para dentro dessa história que coloca um autor de HQs criando uma fantasia do próprio personagem que inventara e, ato contínuo, metendo-se nas maiores enrascadas no melhor estilo Inspetor Clouseau. E a produção é da Disney, dando sinal, já em 1981, de seus planos de dominação mundial do gênero no Cinema…

9. Super
(Idem, 2010)

Coincidentemente lançado no mesmo ano de Kick-Ass – Quebrando Tudo, Super é o segundo mergulho de James Gunn no mundo dos super-heróis, depois de escrever o roteiro de Os Especiais, em 2000, e bem antes de alcançar o mega-estrelato com Guardiões da Galáxia, em 2014. Partindo da mesma premissa que seu concorrente mais famoso, Super aborda o vigilantismo por pessoas comuns uniformizadas, carregando nas cores do humor negro com um resultado fascinante.

8. Poder Sem Limites
(Chronicle, 2012)

Em muitos aspectos, Poder Sem Limites traz uma abordagem que lembra a de Corpo Fechado, com uma pegada mais realista sobre como um humano normal reagiria ao descobrir poderes extraordinários. E a estrutura de found footage, mais do que um artifício bobo, é bem costurada na trama do longa inaugural de Josh Trank, antes de ele destruir sua carreira com aquela tranqueira (com trocadilho) chamada Quarteto Fantástico.

7. Sky High – Super Escola de Heróis
(Sky High, 2005)

Bobinho, mas muito simpático e contando com ninguém menos do que Kurt ‘Snake Plissken‘ Russell como o patriarca de uma família de super-heróis em um mundo em que os super-heróis são tão comuns quanto o mosquito da dengue, Sky High alia cores berrantes, frases de efeito, lições de moral, efeitos especiais, dúzias de super-heróis e muito divertimento em um pacote compacto e descompromissado. E eu já disse que tem Kurt Russell?

6. Tempo de Crescer
(Paper Man, 2009)

Não há dúvidas que Ryan Reynolds entrou na carreira de ator com o objetivo único de ser um super-herói. Depois de encarnar Hanibal King em Blade Trinity e de fazer a voz de Ty Cheese em Zeroman, ele não sossegou até encarnar aquela versão tenebrosa de Deadpool no horrível X-Men Origens: Wolverine no mesmo ano em que ele faria o Capitão Excelente em Tempo de Crescer, tudo em preparação para outro lixo radioativo (verdinho até…) e, finalmente, para encontrar-se como o Deadpool que vale. Mas olha, seu Capitão Excelente, super-herói imaginário do protagonista Richard Dunn vivido por Jeff Daniels, vale ser laureado assim como seu Mercenário Tagarela.

5. O Vingador Tóxico
(The Toxic Avenger, 1984)

Um clássico trash produzido pela lendária Troma Entertainment que transforma um faxineiro que sofre bullying em um super-herói deformado. Trata-se de um fenômeno cult que ganhou três continuações, versões em quadrinhos, versões musicais, spin-off em forma de série de TV de animação e o direito de (des)figurar para sempre no imaginário popular.

4. Darkman: Vingança Sem Rosto
(Darkman, 1990)

Bem antes de ser o vilão Ra’s al Ghul em Batman Begins, Liam Neeson foi o super-herói atormentado (e também deformado, ainda que menos do que o Vingador Tóxico) Darkman, uma mistura de O Sombra, com a Múmia e o Incrível Hulk. Um pequeno clássico que abriu muito bem os anos 90 e precedeu em vários anos a renascença super-heroística iniciada por Blade – O Caçador de Vampiros, em 1998.

3. Os Incríveis
(The Incredibles, 2004)

Existem quatro filmes live-action do Quarteto Fantástico, mas só Brad Bird e a Pixar conseguiram trazer uma versão da Primeira Família da Marvel de forma gloriosa para as telonas. Os Incríveis é verdadeiramente incrível, só para não perder o trocadilho batido e para lá de sem graça.

2. RoboCop: O Policial do Futuro
(RoboCop, 1987)

Muita gente nem considera RoboCop como um filme de “super-herói”, mas ele tem toda a pinta de algo saído dos quadrinhos. Sátira social e política, personagem trágico com super-poderes, uma cidade em frangalhos, vilão sensacional e, claro, muita pancadaria. Uma obra-prima de violência extrema de Paul Verhoeven.

1. Corpo Fechado
(Unbreakable, 2000)

O primeiro lugar, creio, era óbvio. M. Night Shyamalan, em seu primeiro filme após o mega-sucesso O Sexto Sentido e muito antes da febre dos super-heróis no Cinema alastrar-se, entregou-nos o mais realista dos filmes do gênero, com o protagonista David Dunn descobrindo aos poucos seus poderes depois de um terrível acidente de trem. E, claro, com Nick Fury antes de perder o olho!

Hors Concours

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
(Birdman or (the Unexpected Virtue of Ignorance), 2014)

Vou contar um segredo: eu fiz essa lista só para poder colocar o maravilhoso Condor… Birdman nela. Pronto. Podem me xingar agora. Mas sério, Birdman pode até não ser exatamente um filme de super-herói – e por isso está aqui em Hors Concours – mas ele cutuca profundamente o gênero (e os blockbusters em geral) ao ponto de deixar cineastas e fãs enfurecidos com ele. E o melhor é a meta-metalinguagem por terem escalado o Batman como Birdman que, depois, faria o Abutre.

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Concordam com a lista? Discordam? Muito pelo contrário? Mandem a lista de vocês para cá e vamos conversar!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.