Lista | Top 10 – Os Melhores Filmes Musicais Baseados em Musicais

Adoramos musicais! E a prova disso é que já temos três listas sobre o tema no site, uma sobre musicais esquisitos que nosso editor-chefe igualmente esquisito Luiz Santiago garimpou e outra sobre os melhores awesome mixes do cinema, que eu mesmo fiz. Temos até mesmo uma lista das melhores performances musicais no Bang Bang Bar da 3ª temporada de Twin Peaks (não disse que o Luiz Santiago era esquisito?)! Com a chegada de Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, voltamos ao tema com a seguinte proposta: os melhores musicais (filmes para cinema) baseados em peças musicais, considerando que o primeiro Mamma Mia! foi baseado em peça musical homônima montada pela primeira vez em 1999.

Desta vez, os responsáveis pela lista – e por todos os xingamentos daí provenientes – foram eu, Ritter “Edelweiss” Fan e Gabriel “Greased Lightnin'” Carvalho, com base nas seguintes regras:

(1) Só filmes lançados originalmente no cinema;
(2) Só filmes diretamente baseados em peças musicais (ou seja, a peça tem que ter existido antes do filme);
(3) Filmes baseados em musicais que, por sua vez, foram baseados em livros ou outras obras são também elegíveis.

Vale um parênteses: como a Era de Ouro dos Musicais de Hollywood trouxe diversas obras inesquecíveis, havia o risco de a lista inteira ficar restrita a esse período. Decidimos, então, distribuir melhor nosso Top 10 para abraçar filmes de outras décadas, atingindo algum equilíbrio.

10. A Pequena Loja dos Horrores (1986)

Quem não conhece detalhes da saga vegetal de Audrey vai estranhar a inclusão desse filme aqui, argumentando que ele é baseado na fita homônima (em inglês, pois, em português, é A Loja dos Horrores) de 1960. No entanto, a grande verdade é que a obra sessentista, dirigida por  ninguém menos do que Roger Corman, deu origem a um musical off-off-Broadway montado pela primeira vez em 1982 e é essa peça que efetivamente foi utilizada como base para o filme de Frank Oz, com Levi Stubbs e Rick Moranis encabeçando o elenco. Até mesmo a qualidade de “continuação” que a peça tem em relação ao filme original foi mantida na adaptação escrita por Howard Ashman, que também escreveu a peça. E o musical é um deleite não só pelas músicas, como pelo trabalho de voz de Stubbs e, claro, a sensacional Audrey II criada por Lyle Conway.

9. Minha Bela Dama (1964)

Audrey Hepburn recebendo “aula de aristrocracia” nessa adaptação musical de Pigmaleão é antológico. Um filme delicioso de se ver e ouvir.

8. O Rei e Eu (1956)

Yul Brynner foi o primeiro ator a viver o Rei Mongkut do Sião na peça original e o responsável por imortalizar o personagem também no filme clássico de 1956, uma produção luxuosíssima que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

7. Cabaret (1972)

O musical moderno por excelência, dirigido por Bob Fosse (que levou o Oscar de Melhor Diretor) e estrelando Liza Minnelli (que levou o Oscar de Melhor Atriz). Um dos musicais mais visualmente imitados, parodiados e reconhecíveis por aí, mesmo porque nunca o assistiu. Irresistível do começo ao fim.

6. Um Violinista no Telhado (1971)

Rússia pré-revolução, assentamento judeu, filhas que se rebelam contra casamentos arranjados em meio ao crescente preconceito religioso, com Chaim Topol como protagonista, adaptação musical de John Williams (que levou o Oscar pelo trabalho aqui) e direção de Norman Jewison? Não é preciso muito mais para esse filme constar de absolutamente todas as listas de melhores musicais, não é mesmo?

5. Grease: Nos Tempos da Brilhantina (1978)

Sem dúvida alguma, um clássico moderno que solidificou a mitologia “dançante” de John Travolta um ano depois de Os Embalos de Sábado à Noite e revelou Olivia Newton-John, que já gozava de uma carreira musical, para o cinema. De certa forma, Grease foi um dos últimos grandes exemplares de sua categoria cinematográfica por muitos anos, merecendo toda sua fama e aceitação pelo público.

4. Les Misérables (2012)

Inclusão possivelmente polêmica, pois tem muita gente que desgosta com força desse filme. Mas não só o musical original é absolutamente incrível, como essa produção de cunho realista é luxuosa e conta com um elenco de se tirar o chapéu, começando por Hugh Jackman e Anne Hathaway. Só por terem convencido Russell Crowe a cantar, o filme já merece ser conferido!

3. Amor, Sublime Amor (1961)

Romeu e Julieta como um musical passado em plena Nova York com Natalie Wood no elenco e Robert Wise na direção e que nos faz estalar os dedos desde os primeiros segundos da projeção e que concorreu em 11 categorias do Oscar, incluindo de Melhor Filme (que levou)? Não tem como colocar essa maravilha lá em cima de nossa lista.

2. The Rocky Horror Picture Show (1975)

O local exato em que a trasheira encontra a doideira e a extravagância e se transforma no filme cult para acabar com todos os filmes cults, basicamente o criador das “sessões de meia-noite” pelo mundo afora e que é religiosamente revisto – e cantado – pelos fãs todos os anos.

1. A Noviça Rebelde (1965)

Robert Wise de novo na lista, desta vez com um dos mais fenomenais musicais da Sétima Arte que concorreu a 10 categorias do Oscar, levando as de Melhor Filme, Diretor, Som, Edição de Som, Montagem e Música Adaptada. Um inesquecível trabalho de Julie Andrews, recém-saída de Mary Poppins, juntamente com Christopher Plummer. Uma joia rara.

Hors Concours

Grease 2: Os Tempos da Brilhantina Voltaram (1982)

Finalmente meu plano maquiavélico foi relevado! Depois que meu colega Gabriel Carvalho teve a audácia de desancar a obra-prima que é Grease 2 na crítica dele, revelando que ele não sabe nada nem de cinema e nem de música, usei a presente lista para desfazer essa heresia e colocar esse imbatível musical aqui na honraria máxima. Afinal, como não amar a beleza estonteante de Michelle Pfeiffer (Olivia Newton-John não lambe as botas de Pfeiffer…) e músicas como Reproduction, Who’s That Guy? e Rock-a-Hula Luau? “Ah, mas não é baseado em musical”, alguns dirão, e eu os ignorarei solene e desdenhosamente enquanto rebobino Grease 2 feliz da vida para assistir mais uma vez!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.