Lista | 10 Vilões Inesquecíveis de Doctor Who

Vilões são sempre as personagens mais legais! Eles são estranhos, apanham pra caramba, são exterminados, sofrem, desaparecem do mapa por um tempo mas sempre voltam para a vida do mocinho da vez. No nosso caso, o mocinho é um Time Lord de mais de mais de mil anos de idade chamado “Please!” (hehehe)… Bem, piadas internas à parte, ele mesmo se chama de “Doutor” e é um alienígena de um planeta bem distante do nosso chamado Gallifrey.

Acontece que esse alienígena, já há mais de um milênio viajando em sua TARDIS, conseguiu chamar a atenção de outros seres do Universo e uma longa história de batalhas e guerras foi sendo escrita ao longo do tempo entre ele e seus inimigos. Só para que se tenha noção da amplitude dos caminhos do Doutor, a aventura mais antiga de sua timeline que se possa datar em tempos terráqueos (sim, porque existem muitas aventuras dele em tempos impossíveis de se determinar) aconteceu em 13,3 bilhões a.C e mais à frente, no futuro, aconteceu (ou acontecerá?) no ano de 100 nonilhões ou seja, é tempo que não acaba mais!

O Plano Crítico, em sua longa jornada de cumplicidade com o Doutor (não vamos falar que temos um Time Lord na equipe, não vamos…) resolveu fazer uma lista com 10 vilões inesquecíveis da série, com escolhas e comentários meus, Luiz Supreme Dalek (os 5 primeiros) e do meu partner Ritter Cyber-Leader (os 5 finais).

Allons-y!

.

Daleks

Criados por Terry Nation e tendo feito sua primeira aparição em Doctor Who no arco The Daleks, em 1963, esses saleiros gigantes e guerreiros são descendentes de um povo chamado Kaled (perceba o anagrama) e são naturais do Planeta Skaro. Levaria muito tempo para falar de todas as características e história desses cyborgs, portanto, se você quiser saber sobre a origem deles, assista ao arco Genesis of the Daleks, uma aventura do 4º Doutor em companhia de Sarah Jane Smith e que mostra o verdadeiro início dessa raça, uma criação de Davros. E não se esqueça de assistir também ao já citado The Daleks, porque esse arco mostra um ponto muito importante na linha do tempo desses saleirões. O que nos resta citar é que eles são os maiores inimigos do Doutor (talvez empatados com o Mestre), e com certeza o vilão mais lembrado e mais icônico da série, com seu lema inesquecível: EXTERMINATE!

.

The Master

Até hoje, vimos 8 faces do Mestre em Doctor Who (se contarmos a sua versão criança). O Mestre apareceu pela primeira vez numa aventura do 3º Doutor chamada Terror of the Autons, e assim como o nosso querido gallifreyan, também é um Time Lord. Já aconteceram diversos embates do Doutor com o Mestre, mas depois dos eventos da Time War (durante e após a encarnação do 8º Doutor e War Doctor), o Doutor tem se mostrado bastante diferente em relação ao seu nêmesis, como pudemos nos últimos enfrentamentos entre os dois. Mas em retrospecto, é claro que sempre houve essa relação de amor-e-ódio de um para com o outro, até porque há um grande respeito entre eles, algo que só pode ser melhor explicado se voltarmos para a juventude de ambos, na Academia de Gallifrey (porém, isso é assunto para outra ocasião).

.

Vashta Nerada

Eles apareceram pela primeira vez para o 10º Doutor e Donna em um episódio chamado Silence in the Library, um capítulo importante para a série por diversos motivos. Para mim, é um dos vilões mais interessantes criados por Steven Moffat, porque representam aquilo que toda criança e muitos adultos têm: medo do escuro. Os Vashta Nerada são vermes carnívoros e microscópicos que só agem nas sombras, e conseguem simplesmente devorar um corpo humano inteiro em questão de segundos, deixando apenas os ossos. Muita gente associa a imagem dos Vashta Nerada com um esqueleto vestindo uma roupa de astronauta. Na verdade, os Vashta Nerada não são assim. Não sabemos ao certo como eles se parecem, mas podemos perceber sua presença através das sombras refletidas no chão. A tal imagem do “esqueleto-astronauta” é referente ao que acontece com o grupo liderado pela arqueóloga River Song no já referido episódio Silence in the Library. Se você não viu, tome vergonha, e veja.

.

Silents

Mais uma peça curiosa da galeria de vilões moffatianos, os Silents (não confundir com “The Silence” ou “The Silence and Academy of the Question” ou ainda “The Sentinels of History”, a ordem religiosa de três nomes composta pelos Silents) foram inspirados no quadro O Grito, de Edvard Munch, e nos trazem outro aspecto muito intrigante do nosso cotidiano: a perda da memória, especialmente a memória histórica. Os Silents são altos e se vestem como executivos, de terno e gravata. Eles aparecem pela primeira vez na série em The Impossible Astronaut, uma aventura do 11º Doutor. A função primordial desses vilões está em seu controle psíquico, uma vez que eles conseguem influenciar as ações de qualquer um que os vê (e que vai esquecer disso segundo depois). Além disso, eles conseguem manipular certos tipos de energia, como uma espécie de parasita.

.

Davros

Davros é natural do Planeta Skaro, e é um Kaled. Ele era um cientista de alto escalão, que na guerra de seu povo contra os Thals, entrou em paranoia por poder e não aceitou o destino que os Kaleds estavam tomando na batalha, criando então um projeto de guerreiro infalível chamado Dalek. O vilão aparece pela primeira vez no arco Genesis of the Daleks e voltou algumas vezes à série, sempre associado à sua criação. Dos vilões do Doutor, é um dos mais assustadores na minha opinião, ao lado de Satã, a Besta citada logo aqui abaixo.

.

The Beast

Não, não é “a besta” como sinônimo de “o idiota”. É A Besta, o Diabo, Satã, Abaddon, Lúcifer, The King of Despair, The Deathless Prince, The Bringer of Night. Tá pensando o quê? Que o Doutor só enfrenta robôs psicóticos, gente maluco e extraterrestres bipolares? Pense novamente. A coisa é séria de verdade. A Besta apareceu pela primeira vez em The Impossible Planet, o oitavo episódio da 2ª Temporada da Série Nova, que faz dobradinha com The Satan Pit, o nono episódio. O 10º Doutor o enfrenta junto com  Rose em uma dupla de episódios cheia de ação e com um final extremamente cerebral. O diabo nunca voltou para assombrar o Doutor. Até agora pelo menos… Mas ele é inesquecível.

.

Weeping Angels

Os “Anjos que Choram” (em tradução livre) são os mais fantásticos inimigos do Doutor. Foram criados pelo atual showrunner da série, Steven Moffat, quando ele apenas escrevia roteiros para as temporadas sob a batuta de Russell T. Davies. A primeira aparição deles foi no episódio Blink da 3ª Temporada da Série Nova, que muitos consideram (eu inclusive) como o melhor já feito em todos os 50 anos de Doctor Who.  Tratam-se de seres extraterrestres em forma de estátua que são quantum locked quando alguém olha para eles. Eles são chorões, pois eles parecem estar chorando quando colocam as mãos no rosto para poderem andar sem o risco de se depararem com o olhar de outro anjo. Ou seja, são estátuas quando alguém os observa, mas são monstros perigosos quando ninguém está olhando. Material fácil para filme de terror, não? E o mais bacana é que, ao pegar uma vítima, os anjos não a mata. Eles se alimentam da energia temporal que é gerada quando, ao tocar em uma vítima, eles a mandam para o passado. Pena que o próprio Moffat corrompe o espírito de sua criação em episódios posteriores. Seja como for, ninguém – mesmo que não goste de Doctor Who (tem alguém que não gosta?) – consegue ficar incólume depois de ver Blink.

.

Silurians

Todo mundo sabe que, antes dos humanos, quem mandava na Terra eram os dinossauros. O que ninguém sabe é que os manda-chuvas mesmo era os Silurianos, uma raça reptiliana criada por Malcolm Hulke, em 1970, para o episódio Doctor Who and the Silurians, com o 3º Doutor. Prevendo o fim da era em que viviam, eles se esconderam no centro da Terra e hibernaram. Inicialmente retratados como seres de três olhos, eles sofreram uma extensa plástica para reparecerem em 2010, já na Série Nova. Hoje, um membro da raça é Madame Vastra. Ela não só é lésbica, como é casada com Jenny, uma humana e ambas vivem na Londres vitoriana como detetives particulares e ajudam o Doutor. Nada mal, hein?

.

Cybermen

É impossível listar aqui as mais diversas versões desses ciborgues desde sua primeira aparição em 1966, no episódio The Tenth Planet. Juntamente com os Daleks, esses seres que assimilam os seres humanos, aproveitando-se de partes de nossos corpos, talvez sejam as mais constantes pragas na vida do Doutor. Não são terrivelmente complicados de se derrotar, mas são impossíveis de se exterminar completamente. Sempre tem um pedacinho de um que sobrevive e acaba se replicando em um exércitos de milhares. E isso quando são usados como armas por humanos que querem dominar o mundo ou quando não lançam Cybermats ou tentam controlar o Doutor com um implante de Cyber Planner. É um inferno total.

.

Sontarans

Mais uma ração alienígena que sofreu modificações radicais de design (mas não tanto quanto os Silurians) desde sua primeira aparição em 1973. Guerreiros clones que literalmente só pensam em guerra, os Sontarans são extremamente beligerantes e com elevando senso de honra. Mas, eles têm um ponto fraco:  uma probic vent na parte de trás do pescoço por onde eles se alimentam. Funciona, também, como um incentivo para sempre encarar a guerra de frente, pois virar de costas e fugir exporia essa fraqueza. Inteligente até, mas qualquer pescotapa acaba com os caras… Um Sontaran chamado Strax é, hoje, o faz tudo de Madame Vastra e Jenny, na Londres Vitoriana.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.