Crítica | O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

Essa história aspira ser um conto de fadas moderno, no qual o deslumbramento e a alegria são assegurados, e o sofrimento e os pesadelos são deixados de fora.

L. Frank Baum (abril, de 1900)

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Há quase 113 anos, o autor americano L. Frank Baum lançava O Mágico de Oz, uma das mais importantes obras literárias infantis da modernidade. Já em 1902, sua obra foi adaptada para o teatro e, em 1939, ela ganhou sua mais conhecida e amada adaptação para o audiovisual, no já clássico filme da MGM, com Judy Garland.

No entanto, a magnitude do que escreveu pode ser sentida bem antes de 1939, quando milhares de crianças, absolutamente hipnotizadas pela terra de Oz e pelos imortais personagens Dorothy, Totó, Espantalho, Homem de Lata, o Leão Covarde e as bruxas, escreveram para o autor pedindo mais, mais e mais. O resultado? Ora, nada menos do que 12 continuações publicadas até seu falecimento em 1919.

Apesar dos outros livros serem bem menos conhecidos, o universo criado por Baum é absolutamente cativante e genial em sua simplicidade. É uma pena que, hoje, muito pouca gente conheça Oz fora do filme da MGM.

A história todo mundo conhece e envolve a garotinha Dorothy e seu cachorrinho preto Totó aparecendo na mágica terra de Oz, depois que um ciclone leva sua casa até lá. Por sorte do destino, a casa cai em cima da Bruxa Má do Leste que mantinha escravizados os Munchkins, pequenos seres que habitam a região. Recebida como heroína pela Bruxa Boa do Norte, Dorothy sai em uma longa viagem pela Estrada de Tijolos Amarelos para chegar até a Cidade das Esmeraldas para pedir ao Mágico de Oz que a devolva ao Kansas e, no meio do caminho, faz amizade com o Espantalho, que deseja ganhar um cérebro, o Homem de Lata, que deseja um coração e com o Leão, que deseja coragem. Além disso, ela enfrenta diversos obstáculos, todos criados pela Bruxa Má do Oeste.

Baum não perde tempo em sua narrativa. Em meras três páginas ele economicamente descreve Dorothy, seu cão, sua Tia Em e seu Tio Henry vivendo em uma desolada e sem graça fazendo do Kansas. Vem o ciclone evoilà, a menina não está mais no Kansas. A capacidade do autor de comunicar imagens vívidas com pouquíssimas palavras não se encontra facilmente. Ele dá os detalhes que precisamos para perceber que a vida dos tios é dura e monocromática, enquanto que a de Dorothy é uma vida inocente, ainda de sonhos.

E o interessante é que Baum não usa uma linguagem infantilóide, boba. Ele escreve normalmente e o texto tem a capacidade de prender tanto os pequenos quanto os adultos que porventura não tiverem lido o livro quando crianças.

Já em Oz, a imaginação de Baum corre solta e, em capítulos curtos, objetivos e cheios de seres estranhos, mas absolutamente irresistíveis, ele vai revelando um enorme mundo que parece carregar uma história pregressa muito rica que, se não fosse uma heresia completa, diria que rivaliza o universo criado por Tolkien em seus fantásticos livros passados na Terra Média.

A rápida leitura que O Mágico de Oz proporciona é cheia de momentos que trazem sorrisos ao rosto de qualquer marmanjo, mesmo àqueles que já assistiram ao filme de 1939 diversas vezes. É que, por melhor que seja a adaptação da MGM, a história original tem elementos bem diferentes e um universo ainda mais expansivo.

Para começar, os famosos sapatos de rubi do filme são prateados no livro. Além disso, conhecemos a origem bastante sofrida do Homem de Lata, somos apresentados à Bruxa Boa do Sul e vemos a Cidade de Porcelana e o País dos Quadlings.

Frank L. Baum conseguiu, com louvor, criar uma inesquecível fábula moderna, exatamente como ele almejou desde o começo. Temos que tirar o chapéu para O Criador de Oz.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.