Outro Plano #1 | 2001: Uma Odisseia no Espaço – Macacos de iPhone e Kubrick, Que Não Sabia de Nada

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Em 1968, o cara que filmou a óbvia farsa da chegada do homem à Lua dirigiu 2001: Uma Odisseia no Espaço, um filme que as pessoas só dizem que gostam para não parecerem idiotas na frente de intelectuais que apreciam “filmes preto e branco fora de foco“, como diz um antigo crítico do cinema de um certo site brasileiro muito querido e respeitado.

Pra começar, o filme diz “2001“, mas nada nele se passa em 2001. Qual o sentido disso? E ainda no título ele fala de uma Odisseia no Espaço, mas começa com o sol nascendo em Porto de Galinhas e depois mostra pedras e desertos, macacos, uma parte do cerrado de Mato Grosso com as antas almoçando e termina com os bichos ficando loucos quando veem do nada um iPhone -100.

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Macacos entrando em contato com o primeiro produto da Apple. Péssimo marketing.

Até aí, se vê claramente que esse tal de Estãlei não sabia o que estava fazendo. Então DO NADA, quando César está completamente pistola com a ossada das antas do Mato Grosso, o osso escapa da mão dele e DO NADA vira uma nave espacial. Aí eu te pergunto, pode isso? Tem um osso aí DO NADA passam-se milhões de anos e tudo bem? Vai Michael Bay fazer uma coisa dessas e nenhum crítico dirá que é uma coisa boa…

Começa então um monte de cena que indica uma viagem. Até esse momento o público já dormiu e acordou três vezes, dando de cara com um monte de cadeira vermelha para pessoas de bundas peculiares. Não tem diálogo nenhum então você fica pensando: o que está acontecendo? Pra quê o homem precisava de uma caneta naquela nave? E principalmente, por que colocaram um péssimo DJ pra tocar na rave espacial de Júpiter?

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Seu amooooor me pegooou, cê bateu tão forte com o teu amooor“…

Aí parece que começa outro filme. De novo: DO NADA. O ator começa a correr na nave (que parece uma roda gigante, dá até tontura assistir, coisa de muito mal gosto, mal feito mesmo), depois come, depois dorme, assiste novela e parece que depois resolve trabalhar. O engraçado é que a gente não tem ideia de como aquele problema técnico começou e por quê o personagem precisou sair da nave. A viagem parecia tranquila! Será que o pessoal da rave estragou a nave bêbados, jogando pedra? Ou será que a rave não tem nada a ver com essa parte do filme? Fica aí o questionamento.

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As pessoas, aos 10 anos.

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As pessoas, aos 20 anos.

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As pessoas, aos 30 anos.

A partir daí ninguém entende mais nada. Quem é esse HAL 9000? Por que ele tem mais poder que o próprio piloto sobre a nave? Se ele matasse o piloto, quem ele iria levar adiante? E para onde? Veja que nada faz sentido, porque um robô que nem existe (você só ouve a voz dele), não pode ficar num filme sem ninguém por perto, certo? Ainda bem que o piloto foi mais esperto. Só que com certeza o tal HAL jogou um vírus no homem, que começou a ter altas viagens de ácido e ver tudo em cor invertida. Essa parte do filme parece que jogaram no Google Imagens (se tinha iPhone pros macacos com certeza tinha Google, nem vem!) e pegaram um monte de fotos do Universo e fizeram uma montagem marota no Windows Media Player.

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Minha cara, toda vez que vou assistir a um filme que um crítico fala que é bom.

O filme termina com o último episódio de American Horror Story: Space, quando um cosplay de Perdido em Marte entra num quarto e lá está um cara jantando, outro na cama morrendo de fome (ele até aponta para o prato de nhoque mas o pirangueiro do cara de azul não dá nem um pouco de comida pro velho da cama). Então ele aponta pro iPhone, com certeza querendo ligar pra alguém para dizer que estava sendo maltratado, mas o aparelho é muito grande e ele não tem forças nem pra levantar da cama, quanto mais pegar um telefone daquele.

Daí você pisca e olho e DO NADA aparece uma bola brilhante com um bebê em gestação dentro, em cima da cama onde estava o velho morrendo de fome. O que isso quer dizer? Absolutamente nada. Ninguém fala nada nesse filme, o negócio não se passa em 2001 e tem várias mentiras como o fato de um bebê aparecer numa bola de luz vindo em direção à Terra. Todo mundo sabe que não é assim que as mulheres engravidam.

Resumindo, péssimo filme que não quer dizer nada com nada e ainda tem aquela música de baile de 15 anos que ninguém suporta e nem sabe dançar. Pior que não tem nem baile no filme. E dizem que isso simboliza alguma coisa, que é filosófico, que Kubrick quis falar isso e aquilo, que quis nos ensinar uma lição. Só se for a vontade de enfiar a cabeça num formigueiro e gritar. Simplesmente péssimo.

IRMÃOS S. . . . Nós somos parte de um projeto de clonagem em massa feito antes mesmo de a Terra existir. Já fomos expulsos de 16 planetas. Talvez agora a gente consiga se estabelecer até a Terra esquentar demais e tudo virar um grande deserto. Acima de tudo, somos conhecidos por nossa extrema sensibilidade e positividade. Somos os Irmãos S.