Plano Histórico #11 | Cinema e Meio Ambiente

Quando se trata de rotular ou adequar um determinado número de filmes a uma temática, é preciso ter muito cuidado com generalizações, incorreções históricas e anacronismos. Não é difícil encontrarmos hoje um número considerável de comparações sobre o meio ambiente e as artes ou a relação desse item com outras áreas da produção cultural em nosso século.

Nessa edição da coluna Plano Histórico, o leitor encontrará alguns paralelos imediatos da produção cinematográfica em relação ao meio ambiente, e passará em breve revista a alguns exemplares da história do cinema. É importante ressaltar que não pretendemos esgotar ou apresentar uma visão declaradamente ampla do assunto. Pela escassez de bibliografia voltada para o cinema ambientalista e pela novidade da pesquisa sobre o tema, nossas observações aqui se fundamentam em leituras de artigos científicos e longa experiência cinéfila. Caso o leitor tenha sugestões teóricas ou exemplos mais contundentes, ficaríamos felizes em saber qual a opinião a respeito. Deixe seus comentários ao final do texto. Uma boa leitura a todos.

Breve panorama histórico

É fato que só nos últimos 20 anos a preocupação com o meio ambiente tem alcançado um nível mundialmente relevante e se tornado pauta de todo tipo de mídia, do tabloide mais bestializante a mais renomada publicação científica. Contudo, um olhar aguçado para a história nos estacionaria no momento em que o contato entre os povos e a destruição de culturas e modelos de vida começou a se tornar um problema ultracontinental, ou seja, no século XVI. A ampliação do consumo a partir de então, especialmente depois da explosão industrial que viria da Europa dentro de dois séculos, intensificou os danos locais à natureza e já no início do século XX, há registros de grande preocupação ambiental que vai desde a erosão de terrenos até o desaparecimento de espécies de animais e vegetais.

Por mais que estivesse clara a relação mortal entre o homem e a natureza, foi apenas na Conferência de Estocolmo em 1972, que uma iniciativa internacional conseguiu reunir os interessados na melhoria das questões ambientais (embora o primeiro sinal tivesse aparecido via desenvolvimento nuclear, uma década antes). De lá para cá, a preocupação ganhou corpo e espaço, até que no final do século XX representou um alerta e um pedido global de ajuda ao planeta. Há hoje uma grande quantidade de programas e discursos sobre o desenvolvimento de novas e alternativas fontes de energia, reciclagem, conferências e tratados internacionais, além da politização em torno do tema, não só com o surgimento dos partidos verdes, mas como um novo entendimento dos efeitos do capitalismo, que tanto impulsionou a proliferação desenfreada de indústrias, como tornou o consumo irresponsável uma febre global da qual não só a nossa espécie saiu perdendo.

O cinema e a matéria

Não inteiramente, é claro, mas existe um número muito grande de filmes, antes dos “ambientalistas”, que trabalhavam a natureza como uma dádiva, relacionando-a com o homem e expondo sua importância para a vida. A matéria natural se fez presente em obras do mundo inteiro desde o nascimento do cinema, e constitui-se até hoje um ingrediente de uma parcela da cinematografia nórdica, balcânica, oriental e africana. Fora isso, temos a matéria natural presente em diversos filmes sul-americanos, especialmente nos filmes mais intimistas dos países andinos. Nessas obras, os elementos e a natureza aparecem como parte do homem, interagindo e relacionando-se com ele, apresentando-se como integrante da vida humana ou como um monumento necessário (e às vezes esquecido) à sua volta. O leitor poderá comprovar essa visão em diversas intensidades, modelos, contextos, gêneros e culturas através das seguintes obras: Chuva (Joris Ivens, 1929), Tudo Flui (Bert Haanstra, 1951), Sonhos (Akira Kurosawa, 1990), Mãe e Filho (Aleksandr Sokúrov, 1997), Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera (Kim Ki-duk, 2003) e Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (Apichatpong Weerasethakul 2010). No caso do Brasil, podemos citar a maior parte dos filmes de Humberto Mauro, especialmente os da série “Brasilianas”, que filmam a natureza em torno do homem ou integrada com ele.

Em alguns casos, a intenção dramática fala mais alto, e a natureza está mais presente como símbolo ou objeto de uma narrativa lírico-poética do que qualquer outra coisa. Penso que o exemplo mais contundente nesse ponto é o duo natural do diretor soviético Andrei Tarkovski, O Espelho (1975) e Stalker (1978). Nos dois filmes, o uso da natureza é visivelmente simbólico, mas tão poderoso e dotado de tamanha importância, que se faz perceber até para o espectador mais distraído. Em intensidade diferente, observamos que os outros filmes de Tarkovski mantém um uso constante e simbólico da natureza plenamente relacionada ao homem, seja como raiz ou como elemento, vide os filmes Nostalgia (1983) e O Sacrifício (1986). Na mesma linha, Andrei Zviagintsev realizou O Retorno (2003), uma história de pais e filhos com a natureza como plano de fundo. E ainda podemos citar nesse âmbito familiar de elementos naturais postos no plano de fundo e como determinantes simbólicos da trama, o dinamarquês Labrador (2011), o paraguaio Hamaca Paraguaya (2006) e os brasileiros Abril Despedaçado (2001) e O Grão (2007).

O cinema ambientalista

Penso que o filme engajado na questão ambientalista mais conhecido do grande público é Uma Verdade Inconveniente (Davis Guggenheim, 2006), aquele que tem Al Gore como estrela principal. No mesmo ano foi lançado um outro filme, que acredito ser bem mais relevante para a causa ambiental do que o documentário de intenções políticas deGuggenheim: Crude Impact (James Jandak Wood), que examina não só a dominação humana no planeta e a interligação com a matéria natural, mas os impactos do uso do petróleo e a investigação de alternativas para a crise ambiental. Para finalizar essa abertura, citaremos uma produção da BBC, uma das séries mais incríveis sobre o tema, não necessariamente sobre a destruição do meio ambiente mas um verdadeiro louvor e descoberta do paraíso que é o nosso planeta e as riquezas inimagináveis que ele possui. Também de 2006, a série Planeta Terra teve 11 episódios, narrados por Richard Attenborough e Sigourney Weaver, e cada episódio foca um ambiente da Terra: Polos, Montanhas, Água Doce, Cavernas, Desertos, Regiões Polares, Planícies, Selvas, Mares Rasos, Florestas Sazonais e Profundezas Oceânicas.

Alguns filmes tiveram um papel hoje visto como ambientalista, mas que não intencionavam isso quando lançados, como é o caso de Lições da Escuridão (Werner Herzog, 1992), uma quase ficção científica com imagens da Guerra do Golfo, mostrando a destruição causada pelos poços de petróleo e o velho embate entre homem e natureza. O documentário A Corporação (Mark Achbar e Jeniffer Abbott, 2003) também segue pela trilha do ambientalismo, mesmo que sua intenção primeira não seja essa. A mesma coisa se dá com  A Crude Awakening: The Oil Crash (Diversos, 2006), um filme que aborda a “guerra petrolífera” sob um ângulo humano e ambiental.

Na margem do aquecimento global e outras destruições humanas e polêmicas, podemos citar Everything’s Cool (Daniel B. Gold e Judith Helfand, 2007), documentário que reúne ativistas, políticos e cientistas numa interessante abordagem sobre o aquecimento global (vale também ver o outro lado, A Grande Farsa do Aquecimento Global, dirigido por Martin Durkin em 2007). Sobre os efeitos que uma mudança climática poderia causar ao planeta, podemos citar 2050. Quando é Agora? (Ruth Chao e Javier Silva, 2006), documentário galego sobre as consequências de uma mudança de grande porte para a nossa civilização e sobre como é possível reverter essa situação agora. A comédia documental How to Boil a Frog (Jon Cooksey, 2009) trabalha praticamente o mesmo tema, mas sob outro ângulo.

No ramos da alimentação e cuidado com o solo e outros recursos do planeta, podemos citar em primeiro lugar um dos melhores documentários sobre o tema já realizados, Home – Nosso Planeta, Nossa Casa (Yann Arthus-Bertrand, 2009). O filme traça a passagem do homem no planeta desde o início da civilização até a corrida para aumento de lucros e desprezo pela natureza em que vivemos. É acima de tudo um documentário muito emocionante. Já sobre o uso da terra e sua degradação temos dois maravilhosos exemplos, cada um com um foco específico, perceptível no título: Dirt! The Movie (Diversos, 2009) e O Veneno Está na Mesa(Silvio Tendler, 2011). Sobre o lixo, podemos citar Para Toda a Eternidade (Michael Madsen, 2010), um incrível documentário sobre o lixo atômico. E ainda é válido e necessário revisitarmos a Trilogia Qatsi, de Geoffrey Regio, uma espécie de “abertura de caminhos” para o tema em questão.

Caso o leitor se interesse por um panorama histórico do cinema brasileiro a respeito da questão ambiental em moldes amplos, indicamos os seguintes filmes: Ilha das Flores (Jorge Furtado, 1989), Brasília, Contradições de uma Cidade Nova (Joaquim Pedro de Andrade, 1967), Ecologia (Leon Hirszman, 1973), Iracema, uma Transa Amazônica (Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1974), Mato Eles? (Sérgio Bianchi, 1983), Tietê, um Rio que Morre na Grande Cidade (Francisco Ramalho Jr. e Reinaldo Volpato, 1976).

Para que não nos estendamos demais na construção de conceitos, o que ampliaria a possibilidade de deixarmos de fora muitas outras coisas, faremos uma lista de filmes sobre o tema ambientalista (fora os que já foram citados durante o texto). Esperamos que o leitor tenha apreciado a nossa exposição básica do “cinema ambiental”e que ajude, conforme suas inclinações políticas e morais, o planeta a sobreviver à nossa geração. Uma boa sessão e uma ótima reflexão a todos.

A lista contém filmes que abordam a questão nos seguintes aspectos: ativismo, populações, espaços geográficos, consumismo, energia e água. Os documentários e os temas foram conferidos na Mostra Eco Falante de Cinema Ambiental, que aconteceu em São Paulo em meados de março. Os créditos das sinopses são do site da Mostra.

ATIVISMO

Biùtiful Cauntri (Itália, 2008) Direção: Esmeralda Calabria, Andrea D’ambrosio Sinopse: Pastores que veem suas ovelhas morrerem contaminadas com dioxina. Um professor ambientalista que luta contra crimes ambientais. Agricultores que cultivam terras poluídas por depósitos de lixo existentes nas cercanias. Histórias, relatos e testemunhos do massacre de uma terra. Estamos na Itália, na região da Campania, onde existem 1200 depósitos de lixo tóxico não autorizados. Por trás disso, usando caminhões e escavadoras em vez de pistolas, está uma Camorra de colarinho branco, que se desviou para atividades empresariais e cooptou instituições. Denúncia feita por um juiz, que revela os mecanismos de uma atividade violenta que está causando mais mortes, aos poucos, do que qualquer outro fenômeno criminal.

Blood in the Mobile (Dinamarca, 2010) Direção: Frank Piasecki Poulsen Sinopse: Amamos nossos celulares e a possibilidade de escolher diferentes modelos nunca foi tão grande. Mas sua produção tem um lado sombrio e sangrento. Ao comprar os chamados “minerais de sangue” necessários para sua confecção, as fábricas de aparelhos celulares estão indiretamente financiando a guerra civil da República Democrática do Congo – que segundo organizações de direitos humanos tem sido o conflito mais sangrento desde a 2ª Guerra Mundial. A indústria mineradora ilegal é controlada por grupos armados. A guerra continuará enquanto estes grupos conseguirem financiar sua vida militar com a venda destes minerais que acabam em nossos celulares.

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front (EUA, UK, 2011) Direção: Marshall Curry, Sam Cullman Sinopse: Em dezembro de 2005, Daniel McGowan é preso por agentes federais em uma varredura nacional em busca de ambientalistas radicais envolvidos com o Earth Liberation Front – grupo que o FBI chamou de “ameaça número um de terrorismo doméstico dos EUA”. O filme explora o período tumultuado entre 1995 e 2001, quando ambientalistas estavam em confronto com madeireiras e a palavra “terrorismo” ainda não tinha o peso provocado pelo 11 de setembro. Parte uma fábula de uma nova era, parte um thriller de polícia e ladrão, o filme entrelaça a vida de Daniel em prisão domiciliar, esperando sua pena de prisão perpétua, com uma dramática retrospectiva dos eventos que levaram ao seu envolvimento com o grupo. No decorrer do filme são levantadas sérias questões sobre ambientalismo, ativismo e a maneira pela qual definimos terrorismo.

The Warriors of Qiugang (EUA, 2010) Direção: Ruby Yang Sinopse: Em 2004, uma antiga fábrica de pesticidas e corantes próxima à vila de Qiugang, na China central, foi privatizada. Ao reiniciar sua produção, uma água negra escorreu das plantas e inundou os campos da pequena vila: peixes e plantações morreram, e os moradores ficaram alarmados pelo grande número de pessoas atingidas pelo câncer entre eles. Por cinco anos essa população lutou para transformar seu meio ambiente e, ao fazê-lo, percebeu que também estava se transformando.

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POVOS E LUGARES

All for the Good of the World and Nosovice (República Tcheca, 2010) Direção: Vít KlusákSinopse: Retrato de uma vila tcheca onde, segundo os próprios moradores, um OVNI em forma de uma quilométrica fábrica brilhante pousou: a coreana Hyundai. A vila, que era famosa por seu chucrute e sua cerveja Radegast, de repente se transforma em uma zona industrial: o maior investimento em terras verdes da história tcheca. Os cineastas retornam dois anos após a dramática compra de terras, quando a fábrica havia iniciado a produção de carros populares. Divertido e assustador, este filme, absurdo e politicamente engajado, é sobre um campo que produz carros.

Tchernobyl: une histoire naturelle? (França, 2010) Direção: Luc RiolonSinopse: Em 26 de abril de 1986 o reator nº 4 na usina Lenin, em Chernobyl, saiu de controle, causando o que todos nós sabemos: uma contaminação radioativa, criando uma zona de exclusão de 30 km de raio em torno da estação de energia. Nesta zona proibida, a fauna e flora foram deixadas à própria sorte. O que aconteceu com essa vida selvagem livre da pressão humana, mas imersa no “inferno” radioativo de Chernobyl? Para os cientistas, a zona proibida de Chernobyl tornou-se um laboratório ao ar livre tragicamente imprevisível, mas um grande laboratório. É uma estranha terra sem humanos, onde geoquímicos, zoólogos e radioecologistas estão fazendo descobertas desconcertantes.

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CONSUMO

Bag It (EUA, 2010) Direção: Suzan Beraza Sinopse: Tente viver um dia sem plástico. O plástico está em todos os lugares e invade nossas vidas de maneiras inimagináveis e assustadoras. Neste descontraído e ao mesmo tempo tocante documentário, seguimos um homem comum, Jeb Berrier, embarcando em uma turnê global para desmascarar as complexidades do nosso mundo plastificado. O que começa como um filme sobre sacolas plásticas se torna uma investigação sobre os efeitos do plástico em nossos rios, oceanos e até em nossos corpos. Vemos como nosso mundo “louco por plástico” nos capturou, e o que podemos fazer em relação a isso. Hoje. Agora.

The Light Bulb Conspiracy (Espanha, França, 2009) Direção: Cosima Dannoritzer Sinopse: Uma lâmpada que dura para sempre realmente existe? Como um chip pode “matar” um produto? Por que milhões de computadores são enviados pelo mundo para depois acabarem sendo jogados no lixo em vez de consertados? A obsolescência programada é um mecanismo que provoca o encurtamento da vida de um produto para garantir uma demanda contínua, está no âmago da sociedade de consumo e ameaça inundar o planeta com uma crescente onda de desperdício. O filme investiga se a economia moderna conseguiria se sustentar sem a obsolescência programada e como uma nova geração de empresários está tentando fazer a própria obsolescência ser obsoleta, para salvar a economia – e o planeta.

Food, Inc. (EUA , 2008) Direção: Robert Kenner Sinopse: O quanto nós realmente sabemos sobre a comida que compramos nos supermercados e servimos para nossas famílias? Robert Kenner nos leva em uma visita pelo interior da indústria alimentícia dos Estados Unidos, expondo todos os arriscados processos industriais que são escondidos do consumidor norte-americano com o consentimento do governo. O documentário revela verdades chocantes sobre a comida norte-americana e como ela é processada, os custos à saúde e como esta onda de mudanças está se espalhando pela indústria alimentícia global.

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ENERGIA

À Margem do Xingu – Vozes Não Consideradas (Brasil, Espanha, 2011) Direção: Damià Puig Sinopse: Em viagem pelo rio Xingu encontramos inúmeras pessoas, moradores de toda uma vida, que serão atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores e habitantes da região de Altamira na Amazônia, assim como os de especialistas da área, compõem parte deste complexo quebra-cabeça. São reflexões sobre o passado obscuro deste polêmico projeto e que elucidam o futuro incerto da região e destas pessoas às margens do Xingu.

Gasland (EUA, 2010) Direção: Josh Fox Sinopse: Está acontecendo em todo o território dos EUA – donos de terras rurais acordam com uma oferta lucrativa de alguma companhia de energia para arrendar suas terras. A razão? A companhia espera explorar um reservatório chamado “Arábia Saudita do Gás”. A Halliburton desenvolveu um método de extrair gás do solo – um processo de perfuração hidráulico chamado “fracking” – e de repente os EUA se encontram prestes a se tornar uma superpotência em energia.

Up the Yangtze (Canadá, 2007) Direção: Yung ChangSinopse: Um cruzeiro luxuoso sobe o rio Yangtze, navegando nas míticas águas conhecidas na China simplesmente como “O Rio”. O Yangtze está prestes a ser transformado pela maior usina hidrelétrica da história. A barragem das Três Gargantas – símbolo contestado do milagre econômico chinês – fornece o cenário épico para este premiado filme sobre uma família sendo realocada por causa de uma mudança radical no meio ambiente e na economia. Um documentário sobre o drama da vida na China moderna. Filme produzido pela National Film Board do Canadá.

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ÁGUA

Life for Sale (Grécia, 2010) Direção: Yorgos Avgeropoulos Sinopse: Você pode imaginar um mercado de água? Como seria a vida no planeta se todos os recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, a água dos rios, lagos e geleiras, pertencesse ao setor privado? O filme examina o maior mercado de água do mundo: no Chile. Onde a água do país não pertence ao Estado mas sim à iniciativa privada, e onde uma empresa pode ser dona de um rio inteiro e possuir uma quantidade de água do tamanho da Bélgica.

The Well: Water Voices from Ethiopia (Itália, 2011) Direção: Paolo Barberi, Riccardo Russo Sinopse: Todos os anos, quando a estação da seca chega em Oromia (Sul da Etiópia), os pastores Borana, depois de dias de caminhada, se reúnem com seus animais em torno de um dos tradicionais poços “cantantes”. O filme segue este povo durante um período inteiro de seca, revelando o sistema tradicional de gestão da água que permite distribuir o pouco que há disponível de acordo com as necessidades e direito de todos, sem nenhuma troca dinheiro.

Sertão Progresso (Brasil, 2010) Direção: Cristian Cancino Sinopse: Transposição de águas do Rio São Francisco e os interesses econômicos e políticos que, desde a época do Império, definem a utilização da terra e da água no Sertão nordestino. Documentário gravado em dez estados brasileiros sobre a obra mais ambiciosa do governo Lula, que promete levar água de beber a 12 milhões de habitantes do semiárido.

LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.