Plano Histórico #8 | Panorama do Cinema Japonês – 1931 – 1960

Em nossa última abordagem sobre o cinema japonês, traçamos os primeiros passos e o desenvolvimento da sétima arte na terra dos samurais, parando exatamente no momento da chegada do cinema sonoro.

Apesar da resistência inicial que oporia os benshis (narradores de filmes mudos) aos pró-filmes falados, o sonoro torna-se uma tendência cada vez mais comum e usada pelos diretores, a despeito de tentativas um pouco desajeitadas, com a de Yasujiro Ozu, em 1932, até ser incorporada em definitivo pela indústria do país. É importante lembrar que o processo de gravação e mixagem era extremamente complexo, mas a novidade já havia conquistado o público e não se podia mais voltar atrás.

É claro que desde o ano de 1927, havia algumas tentativas para o trabalho com o som no cinema japonês, todavia, o primeiro filme realmente falado só aparece em 1931, Madamu to nyobo, dirigido por Heinosuke Gosho. Na década de 1930, o cinema mudo ainda resistia, e assim permaneceria pelo menos até a Segunda Guerra Mundial. Após o conflito,  os filmes mudos foram definitivamente postos de lado.

No início da década de 1930, Mikio Naruse estreia na direção com o filme Oshikiri shinkonki, e no mesmo ano também realizaria Junjo. Mas apesar de Naruse e das novas tecnologias que chegavam ao cinema, os anos 30 representaram uma escassez de novos diretores, principalmente por motivos políticos.

O Japão vivia um momento delicado sob o reinado do Imperador Hirohito (que esteve no trono de 1926 a 1989) e a militarização do governo, principalmente após o assassinato do 1º Ministro Inukai Tsuyoshi, em maio de 1932. Seu sucessor, Saito Makoto, era militar, e o Japão só conheceria um outro Ministro completamente desligado dessa ala apenas em 1947! Impulsionado por essa militarização do poder, o país se tornou imperialista, conquistando a Manchúria em 1931 e entrando em guerra com a China em 1937, além, é claro, de atacar Pearl Harbor em 1941. A partir daí, o Japão entra em diversas campanhas militares, na Segunda Guerra Mundial, o que vai culminar com as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, lançadas pelos Estados Unidos. Abaixo, selecionei algum material de imprensa sobre o período.

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A partir de 1931, é perceptível no Japão uma forte influência dos melodramas estadunidenses. Apesar disso, os poucos diretores que iniciaram carreira nessa década procuraram trilhar caminhos próprios, o que foi gerando uma oposição nacional (estética e narrativa) ao cinema estrangeiro. Yasujiro Ozu abandona as comédias leves e define o que seria sua marca registrada e o que daria grande reconhecimento aos seus filmes futuros: a crônica familiar, o recorte para temas simples do dia-a-dia e as relações entre pais e filhos. A estética da câmera imóvel e posta no tatame, a presença de dias ensolarados e cenários caprichados, porém simples, também começam a aparecer. Em 1936, o diretor realiza Filho Único, seu primeiro filme falado e onde já se podia notar mais ostensivamente os elementos estéticos citados acima.

Em contraponto, Mikio Naruse surgia como o diretor das relações amorosas e ao invés de investir em filmes sobre o romântico nas relações familiares, abordava o desamor, a separação, a dúvida dos sentimentos. Também é importante lembrar que o diretor tinha forte apreço palas personagens femininas, foco central de grande parte de seus filmes. Como destaques de outros diretores que também investiram em temas familiares, podemos citar os filmes Tonari no Yae-chan (Our neighbor, Miss Yae, 1934), de Yasujiro Shimazu e Kaze no naka no kodomo (Children in the Wind, 1937), de Hiroshi Shimizu.

A PRIMEIRA IDADE DE OURO

Na segunda metade dos anos 1930, a despeito de todas as movimentações sociopolíticas que abalavam o Japão florescia a sua primeira idade de ouro. Além dos diretores já citados, Sadao Yamanaka é uma importante voz no período. Yamanaka dirigiu seu primeiro filme aos 23 anos e o seu último, Humanidade e Balões de Papel (1937), aos 28. Amigo de Yasujiro Ozu, o jovem cineasta dividia com o contemporâneo o apreço pelo minimalismo na composição estética dos quadros e o rigoroso ritmo interno dos filmes. A realidade exposta em suas obras acabou incomodando os militares, que o enviou para a Manchúria. O cineasta-soldado morreria um ano depois. Em 1955, Yasujiro Ozu comentou sobre Yamanaka em uma entrevista:

Tenho certeza de que se ele estivesse vivo hoje, estaria rodando um drama humano moderno, e não um filme histórico. Para mim, é fascinante imaginar o que os seus filmes teriam sido. Ele tinha um grande talento, e até sua morte, com menos de 30 anos de idade, nos deixou um legado enorme de filmes.

Uma outra tendência desse período é o apreço pelas adaptações literárias. Algumas companhias independentes acabam até criando uma sub-produção dos filmes sob sua tutela para adaptar romances e peças de teatro.

Pôster de “Crisântemos Tardios” (1939).

Tamizo Ishida chama a atenção com o seu longa ambientado em uma casa de gueixas, Flores Caídas (Hana chirinu, 1938), mas é Kenji Mizoguchi e seu roteirista favorito, Yoshikata Yoda, quem consegue um maior destaque pelo conjunto da obra nessa década. Elegia de Osaka (1936) e As Irmãs de Gion (1936) são filmes que já apresentam o humanismo, o compromisso moral e a denúncia da sociedade hierarquizada que marcaria toda a sua carreira. Em 1939 ele realiza Crisântemos Tardios, o primeiro filme da trilogia consagrada aos atores de teatro. Finalizam esse projeto os filmes A Mulher de Osaka (1940) e A Vida de um Ator(1941).

Com a Guerra Sino-japonesa iniciada em 1937, os filmes políticos e nacionalistas começaram a se tornar mais frequentes. Haviam obras para todos os gostos: as que exaltavam o poder militarista do Japão (em menor quantidade), as que abordavam o sofrimento físico e moral do povo e do Exército, as realistas e as mais dramáticas. Como marca geral do acontecimento, uma onda de realismo tomou conta de parte da produção japonesa, e é possível identificar obras de forte caráter documental nessa época, a exemplo de A Terra (1939), de Tomu Uchida.

Em 1º de outubro de 1939, o cinema japonês passou para o controle do governo, onde havia uma determinada cartilha sobre valores tradicionais e outras determinações que foram sugeridas aos cineastas para que as trabalhassem em seus filmes.

OS ANOS 1940

Durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente após a entrada oficial do Japão na guerra, em 1941, muitos filmes passaram a retratar a realidade bélica com mais intensidade do que haviam sido as manifestações fílmicas no início da Guerra Sino-japonesa. Akira Kurosawa faz a sua estreia com A Saga do Judô (1943) e Keisuke Kinoshita com Ikite iru Magoroku (1943).

O governo tinha cada vez mais controle sobre o lançamento dos filmes, e a censura passou a ser uma grande inimiga dos cineastas. Todavia, se formos analisar num plano geral, a produção cinematográfica nesse período foi, em geral, muito boa, com obras que convidavam o espectador a pensar um pouco sobre a realidade mostrada na tela. Filmes de Kurosawa como Juventude Sem Arrependimento (1946) e Um Domingo Maravilhoso (1947) são grandes exemplos disso.

Cena de “A Vingança dos 47 Ronin” (1941 – 1942), filme épico de Kenji Mizoguchi.

Após o lançamento das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, o Japão se viu invadido pelas Forças Armadas  americanas, que ocupariam o território nipônico pelo menos até 1952, o que além de uma mudança política e social local também contribuiria para uma grande mudança no cinema.

Substituindo a censura japonesa, os estadunidenses impuseram sua própria forma de censura à sétima arte. O objetivo era que se erradicasse quaisquer traços de volta aos valores tradicionais ou menos alusões comunistas nos filmes lançados.

Alguns diretores veteranos como Mizoguchi e Ozu voltaram a filmar, e bons resultados foram obtidos em seus filmes desse período. Os diretores que estavam começando a carreira naquele momento também não faziam feio e davam um crítico e robusto ar de vitalidade ao cinema, tratando com muito naturalismo a vida no Japão pós-guerra. Kon Ichikawa foi um desses novos diretores. Eclético e estiloso, o diretor realizou o seu primeiro longa, Tôhô sen’ichi-ya em 1947.

Alguns diretores acabaram se acercando aos estúdios Toho, a menos conservadora das companhias japonesas do período.

A SEGUNDA IDADE DE OURO

Bom, entender, não entendi muito bem, mas me parece uma coisa refinada.

Masaichi Nagata

Após a saída dos americanos do território japonês e mesmo com o evento da Guerra da Coreia (1950 – 1953), onde o Japão serviu como base aérea para os americanos, o cinema nipônico voltou a apresentar um forte crescimento da produção e da qualidade em seus filmes.

O pontapé inicial foi o inesperado sucesso de Rashomon (1950), de Akira Kurosawa. O filme não havia recebido críticas positivas no país e provavelmente seria seria logo esquecido não fosse um representante de uma distribuidora italiana que se encantou com a obra e logo cuidou de inscrever o filme no Festival de Veneza, de onde sairia com o Leão de Ouro. A frase de destaque no início do parágrafo é do presidente da distribuidora do filme no Japão, que quando soube que Rashomon havia levado o grande prêmio em Veneza, proferiu: “Que maravilha! Mas o que é o grande prêmio?“.

A década de 1950 também trouxe os mais notáveis e últimos filmes de Mizoguchi, que viria a falecer em 1956. São eles A Vida de O’Haru (1952), Contos da Lua Vaga (1953), O Intendente Sanshô (1954) e Os Amantes Crucificados (1954).

Yasujiro Ozu apresentou uma década de obras cujo nível de qualidade e perfeição é da causar inveja a muitos diretores: As Irmãs Munekata (1950), Também Fomos Felizes (1951), O Sabor do Chá Verde Sobre o Arroz (1952), Era Um Vez em Tóquio (1953), Começo de Primavera (1956), Crepúsculo em Tóquio (1957), Flor de Equinócio (1958, o primeiro filme em cores do diretor) e Ervas Flutuantes e Bom Dia, de 1959.

Akira Kurosawa chegou à sua primeira fase de ouro, que depois de Rashomon, ainda nos traria O Idiota (1951), Viver (1952), Os Sete Samurais (1954), Trono Manchado de Sangue (1957) e A Fortaleza Escondida (1958).

“Os Sete Samurais” (1954), o filme mais caro realizado no Japão até aquele momento. Hoje, é considerado por muitos a obra-prima de Akira Kurosawa.

Teinosuke Kinugasa também chamou a atenção do Ocidente para o seu Portão do Inferno (1953), que se fez presente até na festa do Oscar, com um prêmio honorário e outro para melhor figurino em cores.

Keisuke Kinoshita nos presenteou com um filme poderoso sobre a quebra de relações entre pais e filhos, um retrato irônico sobre o Japão pós-guerra em Uma Tragédia Japonesa (1953). Do diretor, ainda é válido destacar os ótimos A Volta de Carmen (1951), Vinte e Quatro Olhos (1954) e A Balada de Narayama (1958).

Já o cineasta Kon Ichikawa apresentou em A Harpa da Birmânia (1956) um filme que punha em xeque a guerra e lamentava com amargura todas as perdas que ela causa.

Com essa explosão de grandes filmes e novas abordagens para todos os temas, as companhias aproveitaram para apostar em alguns sub-gêneros como determinados tipos de melodrama, comédias leves e os filmes de monstros, emprestando dos Estados Unidos o tino para esse tipo de produção. O estúdio Toho saiu na frente dessas produções, que ainda envolviam filmes de ficção e dramas com cientistas malucos. Pela primeira vez no Japão falava-se abertamente sobre os efeitos de uma bomba sobre uma cidade. Enfim, parecia que a memória de Hiroshima de Nagasaki já poderia ser visitada pelo cinema.

O maior representante dessa leva de filmes é, sem dúvida, Godzilla (1954), filme de Ishiro Honda, diretor que faria uma considerável quantidade de filmes de monstros no Japão. Esse filão de obras popularizou ainda mais o cinema japonês, para o bem ou para o mal (nesse caso), uma vez que alguns filmes de monstros realizado no período são absolutamente bizarros.

Para que o leitor possa ter uma melhor ideia dessas produções, farei uma breve abordagem das mais icônicas obras do período entre 1950 (década em que essas obras surgiram no Japão) e 1960 (ano-limite do panorama deste artigo).

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Monstros Japoneses

Bem vindos ao mundo dos “filmes monstruosos” realizados no Japão entre 1954 e 1960! Lembramos que algumas dessas obras foram uma produção japonesa e uma co-produção estadunidense, daí os nomes em inglês em alguns títulos. No caso das obras que já tiveram lançamento no Brasil, seja nos cinemas, seja no mercado home video, optei por deixar o título em português.

Divirta-se ou fuja!

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Animais-Monstros

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1954 – Godzilla

Direção: Ishiro Honda

Um gigantesco réptil mutante surge em virtude de testes nucleares. A monstruosa criatura cria um rastro de destruição no seu caminho até Tóquio, que corre o risco de ser totalmente destruída se o monstro não for detido.

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1956 – Rodan

Direção: Ishiro Honda, Terry O. Morse

Antes de enfrentar GodzillaRodan estrelou seu próprio filme! Rodan é um enorme pterossauro que aparece em uma mina e aterroriza todos os habitantes dos arredores.

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Homens-Monstro ou Estranhos

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1955 – Half Human: The Story of the Abominable Snowman (Jujin Yukiotoko)

Direção: Ishiro Honda e Kenneth G. Crane

O filme é contado em flashbacks emolduradas por cenas de um repórter questionando uma expedição, depois de ter retornado de sua provação angustiante nas montanhas. Cinco jovens amigos, estudantes universitários, foram ao alpes japoneses durante o Ano Novo para um período de férias. Eles jamais esperavam as estranhezas e o homem-monstro que iriam encontrar na região.

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1958 – O Monstro da Bomba H

Direção: Ishiro Honda

A polícia está desorientada com o sumiço do corpo do ladrão Misaki, ficando no chão apenas suas roupas. Tentando investigar a quadrilha, o detetive Tominaga encontra um amigo cientista que alerta sobre a existência de uma mutação produzida pelos efeitos da Bomba-H, cujos testes eram efetuados na costa do Pacífico. Baseado nos testemunhos de uma tripulação, de que uma criatura gosmenta vinda de um navio à deriva, atacava e dissolvia as vítimas, o cientista Masada procura ajuda de Chikako, a bela amante de Misaki. Logo a imprensa passa a chamar a criatura de H-Man e o pânico toma conta de Tóquio. O Filme recebeu o título de O Monstro da Bomba H no Brasil e é também conhecido como The Beauty and the Liquidman.

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1960 – O Homem-Vapor

Direção: Ishiro Honda

O filme conta a história de Mizuno (Yoshio Tsuchiya), um bibliotecário em um sanatório (implicitamente para o câncer), a quem foi dada a habilidade de se tornar vapor após um cientista ter feito uma experiência com ele. Mizuno usa esse poder para se envolver em atividades criminosas, roubando os bancos para financiar a carreira de sua namorada, uma bela dançarina. (Kaoru Yachigusa). Kenji Okamoto (Tatsuya Mihashi) é o inspetor de polícia atrás deles.

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Criaturas, aliens e afins

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1956 – Uchûjin Tôkyô ni arawaru

Direção: Koji Shima

Misteriosos corpos luminosos surgem nos céus de Tóquio, sendo avistados e estudados por cientistas. São alienígenas do planeta Pairan com uma tecnologia superior que querem alertar a humanidade sobre os perigos fatais de um planeta desgovernado de outra galáxia que está em rota de colisão com a Terra. Com dificuldade de comunicação, eles decidem assumir a forma humana, através de uma sósia de uma cantora e dançarina famosa, Hikari Aozora, entrando em contato com um grupo de cientistas. A intenção dos extraterrestres é ajudar, sugerindo um ataque com armas nucleares no planeta para tentar destruí-lo ou desviar sua rota, mas o plano falha, restando uma última tentativa através de um potente explosivo cuja fórmula foi criada e produzida com o auxílio dos seres do espaço.

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1957 – Chikyû Bôeigun (The Mysterians)

Direção: Ishiro Honda

Um povoado perto do Monte Fuji é atacado por uma estranha criatura chamada Moguera, que emite raios de calor intenso, provocando incêndios, terremotos e destruição. O exército e os cientistas vão ao local combater a criatura e após destruí-la, percebem que estão sendo invadidos por uma raça alienígena vinda do planeta Mysteroid, que foi arrasada pela guerra nuclear e que agora desejam viver na Terra. Eles convidam os cientistas para uma reunião de paz e propõem que o Japão lhes ceda um espaço de 3km ao redor de sua instalação perto do Monte Fuji, e exigem algumas mulheres da Terra para procriarem sua espécie em extinção.

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1958 – Daikaijû Baran

Direção: Ishiro Honda

Quando uma espécie rara de borboleta é encontrada em um vale misterioso no Japão, entomologistas vão investigar e tentar encontrar mais mais informações. No entanto, quando chegam lá, encontram um lago desconhecido. Após uma série de desastres, um outro grupo vai ao local investigar causas de mortes e uma lenda antiga. Quando eles chegam à aldeia onde os homens foram vistos pela última vez, ouvem novamente sobre a lenda a respeito de um monstro gigante. Eles logo descobrem que não é uma lenda e o monstro chamado Varan está vivo. Logo, Varan deixa o vale onde ele viveu há milhões de anos e está indo para Tóquio.

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O FIM DA DÉCADA DE 1950

Percebe-se no final da década de 50, um tímido passo para o trato dos japoneses com os estrangeiros, os soldados negros, etc. É claro que esse tema é melhor trabalhado pela cinematografia nipônica nos anos 1980/1990, mas um primeiro suspiro é dado em Kiku e Isamu (1959), de Tadashi Imai.

Nas companhias independentes, filmes de tendência neorrealista e até mesmo com um pé no modelo soviético apareceram. O foco na juventude que algumas obras irão trabalhar trouxe alguma novidade para o cinema, principalmente porque tratava-se de uma abordagem política e social rara nessa faixa etária no país. Entre 1952 e 1953, o Japão já havia recebido uma leva de novos documentaristas, o que certamente também ajudou a produção de filmes com tendência para mostrar o real, para investigar e questionar os rumos políticos que a nação tomava.

O final da década de 1950 foi marcado pelo fim da segunda idade de ouro (por volta de 1958), pelo aumento do número de filmes japoneses nas salas de cinema e também pelo número de espectadores. A década seguinte viria nascer uma geração que quebraria com as regras estéticas e temáticas existentes no Japão. Novas ondas de novos cineastas ganharam voz. Nagisa Oshima, que dirigiu o seu primeiro longa, Uma Cidade de Amor e de Esperança, em 1959, seria um dos grandes destaques da década, começando ele mesmo com três filmes: Juventude DesenfreadaO Túmulo do Sol e  Nihon no yoru to kiri (1960).

O Japão estava prestes a passar por uma revolução em seu cinema…

Até o próximo artigo!

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LUIZ SANTIAGO. . . .Depois de recusar o ingresso em Hogwarts, fui abduzido pelo Universo Ultimate. Lá, tive ajuda do pessoal do Greendale Community College para desenvolver técnicas avançadas de um monte de coisas. No mesmo período, conheci o Dr. Manhattan e vi, no futuro, Ozymandias ser difamado com a publicação do diário de Rorschach. Hoje costumo andar disfarçado de professor, mas na verdade sou um agente de Torchwood, esperando a TARDIS chegar na minha sala de operações a qualquer momento.