Artigo: Por que a Lionsgate deveria investir em uma cinessérie de O Poder e a Lei?
Agora que a Lionsgate encheu o bolso com dinheiro de “Jogos Vorazes”, bem que podiam fazer uma franquia adulta com Michael Haller, o protagonista de “O Poder e a Lei” (The Lincoln Lawyer, 2011).
Contando com um bom protagonista, cuja persona de Mathew McCounaghey se adequa facilmente, o filme conseguiu em seu primeiro final de semana algo em torno de 14 milhões de dólares, nos EUA. Fechou as portas com quase 60 milhões de dólares, 17 semanas depois, mostrando que o público adulto (a produção recebeu a classificação indicativa “R”, proibindo exibição para menores de 17 anos) gostou do resultado, gerando uma campanha boca-a-boca positiva.
Internacionalmente, o filme não fez tanto, encerrando o caixa com apenas 17 milhões, com o Reino Unido e a Austrália como suas maiores bilheterias (3.4 e 5.1 milhões, respectivamente). A um custo de 40 milhões, o filme nem de longe cobriu seus gastos em marketing e distribuição, mas a força é poderosa neste aqui. Quem sabe, com uma campanha mais direta, e um bom boca-a-boca, uma continuação não seria viável?
Além disso, a crítica parece também ter aprovado. O Rotten Tomatoes, maior site de críticas de cinema da internet com participantes como Roger Ebert, Pablo Villaça e Peter Travers, aprovou a produção com um “Certified Fresh” de 84% (http://www.rottentomatoes.com/m/lincoln_lawyer/).
Pessoalmente, gostei muito. Não trás nada de inovador em sua estrutura de thriller , mas é uma boa história, conduzida com firmeza pelo seu protagonista, apoiado por um ótimo elenco coadjuvante. Um “summer flick”, para pessoas com mais neurônios e menos hormônios. Vamos esperar para ver se a Lionsgate vai conservar seu público mais adulto, ao invés de se entregar a franquias que obedeçam os quatro quadrantes.
OBS: não assisti “Jogos Vorazes”, portanto não tenho opinião alguma sobre suas qualidades. Por isso, analisei apenas sua bilheteria.

























