Primeiro Plano | Valente
A crônica a seguir não deve ser vista como a crítica de Valente pelo Plano Crítico. Como o lançamento, no Brasil, apenas ocorrerá no dia 20 de julho, o que segue são minhas primeiras e breves impressões sobre o filme, com base na premiere européia ocorrida no TaorminaFilmFest, que tive a oportunidade de cobrir.
Valente é o 13º desenho longa-metragem da Pixar e, depois de Carros 2, era muito esperado. A percepção geral é que, em seu filme anterior, a empresa deixou seu lado comercial falar mais alto, o que a levou a produzir algo para vender brinquedos somente.
Apesar do apuro visual costumeiro, Carros 2 foi, realmente, um esforço, digamos, menos digno desse estúdio que conseguiu associar seu nome a obras de altíssima qualidade como a trilogia Toy Story, Os Incríveis, Ratatouille, Wall-E e meu predileto: Up – Altas Aventuras. Assim, a expectativa por Valente era enorme.
E o filme tem um apuro visual impressionante, sendo, talvez, o mais bonito uso de computação gráfica que já tive oportunidade de ver. Os cabelos da princesa Merida, abundantes, vermelhos e encaracolados, são de beleza ímpar, deixando literalmente no chinelo as texturas de Enrolados, por exemplo.
Mas o sério problema que a Pixar tem é ter alcançado um posto muito alto no Olimpo das animações. Todos esperam obras-primas da empresa, filmes acima de qualquer suspeita, que não tenham falhas. Ninguém espera “padrão Disney” apesar de a Pixar ter sido comprada pela empresa do camundongo orelhudo.
E nós, os espectadores, temos toda razão em esperar algo soberbo. É só olhar o currículo da Pixar para chegar a essa conclusão. Assim, a empresa que fez a mágica de animar brinquedos inanimados e dar mais vida a eles do que muitos atores de carne e osso têm, tem sempre a obrigação de se superar, de estar pelo menos um degrau acima na escala evolucionária.
Valente está nesse patamar mais alto no quesito animação, mas, no quesito roteiro, deixa muito a desejar. Parece a Disney disfarçada de Pixar. Mas não se enganem! Mesmo assim, Valente impressionará muito marmanjo e certamente fixará mais uma princesa na coleção de memoráveis princesas da matriz.
Lá no fundo, porém, Valente é tímido e, em última análise, um filme menor da Pixar.
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Primeiro Plano: Valente
A crônica a seguir não deve ser vista como a crítica de Valente pelo Plano Crítico. Como o lançamento, no Brasil, apenas ocorrerá no dia 20 de julho, o que segue são minhas primeiras e breves impressões sobre o filme, com base na premiere européia ocorrida no TaorminaFilmFest, que tive a oportunidade de cobrir.
Valente é o 13º desenho longa-metragem da Pixar e, depois de Carros 2, era muito esperado. A percepção geral é que, em seu filme anterior, a empresa deixou seu lado comercial falar mais alto, o que a levou a produzir algo para vender brinquedos somente.
Apesar do apuro visual costumeiro, Carros 2 foi, realmente, um esforço, digamos, menos digno desse estúdio que conseguiu associar seu nome a obras de altíssima qualidade como a trilogia Toy Story, Os Incríveis, Ratatouille, Wall-E e meu predileto: Up – Altas Aventuras. Assim, a expectativa por Valente era enorme.
E o filme tem um apuro visual impressionante, sendo, talvez, o mais bonito uso de computação gráfica que já tive oportunidade de ver. Os cabelos da princesa Merida, abundantes, vermelhos e encaracolados, são de beleza ímpar, deixando literalmente no chinelo as texturas de Enrolados, por exemplo.
Mas o sério problema que a Pixar tem é ter alcançado um posto muito alto no Olimpo das animações. Todos esperam obras-primas da empresa, filmes acima de qualquer suspeita, que não tenham falhas. Ninguém espera “padrão Disney” apesar de a Pixar ter sido comprada pela empresa do camundongo orelhudo.
E nós, os espectadores, temos toda razão em esperar algo soberbo. É só olhar o currículo da Pixar para chegar a essa conclusão. Assim, a empresa que fez a mágica de animar brinquedos inanimados e dar mais vida a eles do que muitos atores de carne e osso têm, tem sempre a obrigação de se superar, de estar pelo menos um degrau acima na escala evolucionária.
Valente está nesse patamar mais alto no quesito animação, mas, no quesito roteiro, deixa muito a desejar. Parece a Disney disfarçada de Pixar. Mas não se enganem! Mesmo assim, Valente impressionará muito marmanjo e certamente fixará mais uma princesa na coleção de memoráveis princesas da matriz.
Lá no fundo, porém, Valente é tímido e, em última análise, um filme menor da Pixar.
[highlight color="eg. yellow, black"]ATUALIZAÇÃO: Confira aqui a crítica de Valente.[/highlight]
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Faz isso não, mas tava tão ansiosa.
Cartolona, ajuste suas expectativas mas não deixe de ver o filme! Volte sempre!
Muito bom esse novo projeto sem spoilers e curtinho, só com impressões. Quero voltar aqui para ver a crítica. Eu AMO a Pixar. E meu filme preferido é Wall-E.
Gustavo, que bom que você gostou da nova coluna. Mais para perto do lançamento, a crítica completa será publicada. A Pixar é mesmo sensacional. Wall-E é meu segundo favorito, só perdendo para Up.
Nossa, concordo plenamente com você, é incrivel o efeito gráfico que Valente está nos trazendo a tela do cinema e, brevemente a tela da televisão. Eu também adoro Wa–le, e por si só, pra mim, é o melhor filme da Pixar(Claro qeu os outros são ótimos, mas me aprofundei de mais na estoria de Wall-e), estou esperando até hoje uma continuação, pois acredito que o filme não acabou no primeiro,eu acho que seria ótimo monstrar o que aconteçe na Terra depois…..Até Breve