Crítica | Rock in Rio 2013 – Alice in Chains

Como escrever isso sem enfurecer os fãs?

Bom, vou tentar.

Gosto de Alice in Chains, mas nunca havia visto uma apresentação ao vivo. Quando soube que eles haviam sido escalados para o Rock in Rio, fiquei reticente unicamente por acreditar que a música e estilo deles simplesmente não combinam com palcos e eventos gigantescos.

Dito e feito. O estilo “pesado-melódico” do grupo só funcionou nos grandes hits. Com um palco com telões mostrando imagens aleatórias interessantes, o grupo começou logo com Them Bones, certamente para já mostrar a que vieram. Mas a música veio, o público se empolgou, ela continuou e o público ficou apático.

A sequência seguinte foi o que matou o show. DuVall bem que tentou engajar a plateia, mas com Dam That River, Hollow, Check my Brain e Again não deu. Tudo muito lento, completamente destoante de uma “noite do metal”. Man in the Box, que veio em seguida, deu uma levantada nos espíritos, mas não por muito tempo. O show acabou com apatia, mesmo com os membros da banda falando português para todo lado. Seguiram-se Nutshell. Rain When I Die, We Die Young, Stone, Down in a Hole, Would e Rooster, essa última finalmente fazendo ondas na plateia.

A sequencia equivocada do set list e o estilo menos, digamos, potente do Alice in Chains me leva a concluir que eles estariam menos deslocados no Palco Sunset ou mesmo em um lugar menor, mais intimista. Meu receio de que Alice in Chains não combina com mega-eventos acabou se tornando uma realidade. Acho que não consegui não enfurecer os fãs…

Dia do show: 19 de setembro de 2013

Duração: 1h

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.