Crítica | Rock in Rio 2013 – Avenged Sevenfold

O Avenged Sevenfold teve a ingrata tarefa de ser o show anterior ao Iron Maiden, dono de uma legião de fervorosos seguidores que não se fez de rogada e pediu “Maiden! Maiden!” com o vocalista do grupo, M. Shadows, já no palco. Isso irritaria qualquer um, mas Shadows levou na boa, brincou com a situação e, no final das contas, entregou um show eficiente, mas pirotécnico demais para o meu gosto.

Uma coisa é você já ser uma banda que classicamente usa de “efeitos especiais” para montar o show, outra é você tentar ser uma espécie de cópia mal feita do Kiss. Mas calma, fãs do Avenged Sevenfold, eu jamais desancaria um grupo de rock unicamente por causa da pirotecnica. Esse é apenas um detalhe.

O fato é que M. Shadows não só driblou a sana por ver Iron Maiden de maneira muito política como conseguiu manter o grau de interesse pela banda durante todo o show, especialmente depois que mostrou ao que veio logo na abertura, com Shepherd of Fire, seguida de Critical Acclaim, uma mistura de coisa recente com coisa não tão recente assim. Funcionou muito bem.

Beast and the Harlot, a terceira música, é que sacramentou a loucura, com o público novamente – assim como no Slayer – se abrindo em diversas rodas punk para desespero da galera mais anciã (como eu) a volta. Hail to the King, potente e sonora, veio em seguida, junto com Buried Alive e Fiction, essa última homenageando The Rev, o baterista da banda falecido em 2009 (incrível: duas bandas seguidas com membros falecidos e homenagens – foi o dia dos metaleiros chorarem!).

Logo depois da melancolia de Fiction, veio Nightmare, que levantou o público mais uma vez e, sem que M. Shadows perdesse o jeito, vieram This Means War e Afterlife. Requiem segurou engrenou a marcha lenta e mostrou que a banda não ia parar tão cedo, pois a uma hora regulamentar de show já estava acabando. Dito e feito, os encerramentos Bat Country e Unholy Confessions fizeram do show do Avenged Sevenfold (só eu não gosto do nome da banda, por ser difícil de falar?) um dos maiores shows “não headliners” do festival, com 1h25′ de duração.

O comando do palco por parte de M. Shadows, sua boa interação com o público e principalmente sua capacidade de dar uma volta na ansiedade do público esperando pelo Iron Maiden, fazem qualquer um respeitar o trabalho dele. As músicas, ainda que menos excitantes do que veio antes e do que viria depois, mantiveram um alto grau de interesse dos espectadores e os grandes hits efetivamente enlouqueceram a galera.

Foi uma grande noite para o Metal.

Dia do show: 22 de setembro de 2013

Duração: 1h25’

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.