Crítica | Rock in Rio 2013 – Ghost B. C.

A banda sueca Ghost entrou no palco do Rock in Rio 2013 com toda sua teatralidade costumeira, para fazer um show correto, sem grandes invencionices e, em última análise, divertido para quem, como eu (Ritter), não a conhecia além da vestimenta clássica de Papa Emeritus II e seus Nameless Ghouls.

Uma missa negra para deixar carola de cabelo em pé, as músicas satânicas do grupo empolgaram no começo e eles conseguiram manter a curiosidade do público em geral até o fim, com um show enxuto de 1 hora exata. No palco, só eles mesmo, com um imponente baixo, uma boa guitarra e 11 músicas no set list, começando com Infestissuman, seguida de Per Aspera ad Inferi, Con Clavi Con Dio, Prime Mover, Secular Haze, Stand by Him, Genesis, Year Zero, Ritual e, no bis, Ghuleh/Zombie Queen e Monstrance Clock.

O bom do Ghost é que eles se esforçaram no português (aliás, uma marca também do Alice in Chains que veio em seguida) e engataram uma música atrás da outra, sem dar descanso para a plateia, uma escolha bem acertada que não deixou o público – que não conhecia muito a banda – esmorecer.

No final das contas, apesar de não ter sido uma grande surpresa na noite, a presença de palco do Ghost, com sua extrema teatralidade e um eficiente jogo de luzes (o melhor da noite, na verdade) compensou o desconhecimento das músicas e o resultado foi um show bacana, sem ser, porém, memorável.

Dia do show: 19 de setembro de 2013

Duração: 1h

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.