Crítica | Rock in Rio 2013 – Iron Maiden

O Iron Maiden trouxe para o Rock in Rio sua turnê recente Maiden England que, de recente, não tem nada. No lugar de vender discos, o grupo tem se esmerado em fazer apresentações antológicas, trazendo seus grandes sucessos. Foi assim em Somewhere Back in Time Tour e eles repetem a dose com um revival turbinado da turnê 7th Tour of a 7th Tour, de 1988, baseada, obviamente, no disco 7th Son of a 7th Son.

Digo turbinada pois o setlist original foi “atualizado” para incluir músicas mais “recentes” como Fear of the Dark e Afraid to Shoot Strangers, ambas de Fear of the Dark, o fatídico álbum de 1992 que foi marcado como o último de Bruce Dickinson antes de sua volta triunfal ao grupo.

Assim, apesar do setlist, em si, não ter sido nenhuma surpresa para os fãs, que já sabiam pelo que esperar, ao menos o que vimos foi uma enérgica apresentação de clássicos acompanhadas sílaba a sílaba, durante todas as músicas por todo o público. É assim que se escolhe setlist, meu caro Jon Bon Jovi!

E, nesse passo, Bruce (deve ser mal de nome essa energia toda no palco, não?) e sua tropa começaram os trabalhos com Moochild que abriu caminho para CAN I PLAY WITH MADNESS assim mesmo, com letras maiúsculas, tamanha foi a explosão na Cidade do Rock com todo mundo gritando a letra.

Um breve vídeo da série clássica The Prisoner, abriu para a música homônima, do clássico álbum The Number of the Beast e poucas vezes cantada em shows recentes. 2 Minutes to Midnight e Afraid to Shoot Strangers (que Bruce ligou com os acontecimentos atuais no mundo) vieram em seguida, quase non-stop.

E, como sempre, Bruce trocou de roupa, vestiu uma farda vermelha do exército britânico, empunhou uma enorme bandeira de seu país e mandou, claro, The Trooper, correndo para cima e para baixo no palco como se não houvesse amanhã. E claro, pediu para scream for me, Brazil diversas vezes, sua marca registrada.

The Number of the Beast veio em seguida e a épica Phantom of the Opera culminou a primeira metade do show, que foi marcado pela troca incessante de pano de fundo com diversas versões de Eddie.

Run to the Hills foi a seguinte e, depois, Wasted Years e a pouco ouvida em show Seventh Son of a Seventh Son, com direito a um enorme Eddie Alado com olhos vermelhos no palco. Pouco ouvida, mas integralmente cantada por todos os presentes, sem que uma nota fosse errada. Nessa hora, alguns pingos começaram a cair, mas a chuva, com medo da ira do Iron Maiden, não se atreveu a continuar.

The Clairvoyant, Fear of the Dark e Iron Maiden encerraram o show. Até o bis…

Bis esse completamente esperado, claro. Churchill veio do além, fez seu discurso que levanta qualquer espírito e Aces High entrou em seguida. Bruce emendou com The Evil That Men Do e acabou, sem pausas, com a sacolejante (estranho isso para uma música de heavy metal, não?). Running Free. A galera foi ao delírio e repetiu os gritos de “Maiden, Maiden!”.

Usando pirotecnias na medida certa, vários Eddies (um andando no palco), outro grande com asas por trás e diversos banners diferentes, além de uma performance costumeiramente energética de Bruce e sua turma, o Iron Maiden fez mais um show irretocável no Rock in Rio, encerrando o festival com chave de ouro.

Dia do show: 22 de setembro de 2013

Duração: 2h

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.