Crítica | Rock in Rio 2013 – Metallica

Falem o que quiserem do Metallica, mas James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo tocam CADA música como se fosse a última do show. Sempre completamente dedicados, cheios de energia e com suor pingando como cachoeiras. Os caras comandam o palco como poucas bandas hoje sabem fazer.

Abrindo com o já clássico Ecstasy of Gold de Morricone e cenas de Três Homens em Conflito de Leone, Hetfileld e companhia já começaram na terceira marcha, abrindo o show com Hit the Lights que, sem perder um segundo, abriu caminho para Master of Puppets, seu maior sucesso (merecidamente), para total delírio da galera. É assim que se começa um show.

Holier than Thou veio em seguida, arrancando mais urros, assim como Harvester of Sorrow, que Hetfield dedicou a nós brasileiros (e faz o maior sentido). Sem dar intervalos maiores do que 10 segundos, a gangue continuou com The Day that Never Comes, The Memory Remains, Wherever I May Roam e Sanitarium.

Diminuindo um pouco o ritmo, mas sabendo escolher bem suas músicas, a banda vai para Sad but True e …And Justice for All antes de uma das mais (literalmente) explosivas aberturas para One que já vi em shows deles. Pirotecnia para tudo quanto é lado, com direito a muitos fogos, sons de metralhadora e fogo.

E aí, quando todo mundo já achava que não tinha como melhorar, vem For Whom the Bell Tolls, Blackened, Nothing Else Matters e um apoteótico (quase) encerramento com Enter Sandman.

O bis – completamente esperado – veio com Creeping Death (que abriu o show de 2011 no Rock in Rio), acompanhados dos já clássicos fechamentos de show do Metallica: Battery e Seek & Destroy.

No meio disso tudo, solos de guitarra, baixo e bateria, além de um Hetfield especialmente feliz e brincalhão, comandando a galera com simples gestos e fazendo firula para começar o bis. Tudo na maior diversão, ao ponto de, findos as 2h10′ de show, todos eles fazerem questão de agradecer ao microfone a oportunidade e ficarem no palco por outros 10 minutos jogando baquetas e palhetas e posando para fotos.

Os únicos três aspectos semi-negativos do show foram (1) o atraso de 30 minutos para começar, mas, convenhamos, é um atraso bem pequeno; (2) que ele soou muito parecido com o de 2011 e (2) para o meu gosto, não acho que o telão atrás do palco deveria projetar o que está acontecendo no palco pois distrai. Mas sou um cara chato e reclamão, portanto nem vou contar isso como negativos de verdade.

Dia: 19 de setembro de 2013

Duração: 2h

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.