Crítica | Rock in Rio 2013 – Nickelback

Logo de cara devo confessar minha completa ignorância sobre a banda canadense Nickelback e desde logo deixe-me dizer que me arrependo disso profundamente e que esse erro será imediatamente remediado, com a compra de todos os seus álbuns.

Chad Kroeger, o vocalista, é um personagem magnético. Não só ele tem uma voz rouca que arrasa nas notas mais altas e que consegue manter o fôlego durante toda a performance, como ele é um cara inerentemente simpático (pelo menos no palco) com presença firme e comandante de um show fantástico.

E, com esse líder e músicas muito mais para o rock mesmo (algumas até na fronteira com o rock pesado), não para o pop, o Nickelback destoou completamente na noite, especialmente pelo fato de ter vindo logo depois do Matchbox Twenty, banda bem mais pop, como ditava o dia. O Nickelback talvez estivesse confortável nos dias do Metallica e Iron Maiden, não só pela potência de sua bateria e baixo e voz, como, também, pelo primor técnico e presença de palco.

Começando com Animals e Something in Your Mouth, a banda logo cativou o público e apagou a apatia e cansaço de uma sexta-feira. Photograph, que veio em seguida, fez o mundo explodir, fazendo todo mundo pular com vontade e como se não houvesse o amanhã.

Já confiantes de seu taco em um palco e show dessa magnitude, Kroeger e companhia engataram Far Away, When We Stand Together, Savin’ Me, Too Bad e Someday intervaladas por comentários de genuína gratidão por parte de Chad Kroeger. O rapaz estava visivelmente emocionado com a recepção do público, com o conhecimento de todos (menos eu!) da banda e com todo o sing-a-long. Ele foi claro ao dizer que muitos já haviam falado para ele sobre a magia que é o Rock in Rio e ele foi humilde ao agradecer, agradecer e agradecer de novo. Ele – e todos os componentes – pareciam verdadeiramente surpresos e felizes com o que estavam vendo e ouvindo.

E eu posso dizer que eu também estava surpreso e feliz com o que estava vendo e ouvindo. Side of a bullet/Because of You, que veio junto com um canhão de camisetas (!!!), abriu a segunda parte do show para Gotta Be Somebody, Rockstar e Figured You Out. Novamente, Kroeger não parava de agradecer sempre que podia. Ficou repetitivo, mas ele foi tão genuíno e simpático que foi perfeitamente aceitável.

E aí, para fechar um show que já havia estourado a 1 hora regulamentar – e eu teria facilmente ficado para mais 1 hora – eles vieram com o mega-sucesso How You Remind Me, que fez o Rock in Rio estourar novamente.

E, feliz da vida e dizendo que ia terminar com heavy metal, Kroeger manda a ótima Burn It To the Ground, criando instantaneamente com essa performance perfeita mais um fã.

O Nickelback poderia ter facilmente feito o headline do dia de ontem no Rock in Rio, já que meu primeiro pensamento depois que o show acabou foi: agora o Bon Jovi vai ter que suar a camisa para chegar aos pés do Nickelback…

Dia do show: 20 de setembro de 2013

Duração: 1h10’

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.