Crítica | 30 Rock – 2ª Temporada

Existem outras séries de comédia na televisão (e Two and a Half Men vem logo à mente) mas a melhor mesmo e verdadeira herdeira de Seinfeld é 30 Rock. Não estou querendo dizer que 30 Rock é tão boa quanto Seinfeld. Não, de forma alguma. Seinfeld é a melhor série de comédia da televisão em todos os tempos e uma das dez melhores séries que já vi, independente do gênero.
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30 Rock, porém, é a série que mais reúne o espírito da série criada por Larry David e Jerry Seinfeld, mais até do que a própria série criada e protagonizada por Larry David (Curb Your Enthusiasm). São vários sketches de puro nonsense que divertem muito. Há personagens memoráveis em volta do personagem principal – Liz Lemon, uma produtora de um show de comédia de TV – vivida pela fantástica Tina Fey, a criadora de 30 Rock.
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O primeiro deles é Jack Donaghy, o diretor da NBC e chefe direto de Liz. Ele é vivido magistralmente – por incrível que pareça – por Alec Baldwin. O cara arrasa no papel do super-executivo acostumado com o melhor e que se mete no show e na vida de Liz Lemon quando quer. A química dos dois personagens em cena é perfeita.
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Outra personagem digno de nota é Tracy Jordan (vivido por Tracy Morgan), um hilário “afro-americano” que é empurrado por Donaghy no show produzido por Lemon. O cara é um daqueles superstars que só faz besteira e acha que está abafando. Anda com dois guarda costas enormes do tipo “faz tudo” e vive em bares de striptease. Finalmente, também digno de nota, é o efeminado e abobalhado Kenneth Parcell (o ótimo Jack McBrayer), uma espécie de porteiro da NBC que adora seu trabalho e venera os atores e roteiristas da televisão.
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Nessa segunda temporada, o mote é a candidatura de Jack Donaghy para a presidência da GE (empresa que controla a NBC). Ele é capaz de tudo pelo cargo mas se depara com um inimigo: outro executivo, um homossexual, que resolve se fingir de hétero e noivar a filha (mais velha, horrível e demente) de Don Geiss (o sempre excelente Rip Torn), o chefão. A competição entre os dois executivos pelo cargo é excelente e Liz Lemon, claro, fica no meio do fogo cruzado.
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A série se mantém forte e não perdeu nada da qualidade da primeira temporada. Tina Fey merece o sucesso que vem gozando com sua criação. Que venham as próximas temporadas!
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.