Crítica | Battlestar Galactica: The Plan

The Plan é um longa metragem produzido após o fim da série Battlestar Galactica, uma das melhores séries da televisão já feitas, conforme meus comentários aqui e aqui. O objetivo seria explicar qual é o tal do “plano” dos Cylons que é mencionado a cada começo de episódio, com a frase “and they have a plan”. De fato, não tinha percebido que essa frase, na verdade, não fazia muito sentido pois o plano dos Cylons era destruir todos os humanos das 11 Colônias.

Eles não tinham como prever que um punhado de sobreviventes permaneceriam vivos – e contra-atacando – por tanto tempo. Assim, realmente fica a pergunta: que raio de “plano” era esse já que o que veio depois da destruição das Colônias não foi um plano, mas sim improviso?

Mas a resposta a essa pergunta era desnecessária. Não me entendam mal: eu abraço qualquer oportunidade de ver Battlestar Galactica novamente. No entanto, apesar de The Plan infinitamente melhor e mais útil do que a vergonha que foi o filme de encerramento de Prison Break, ele me soou como uma espécie de enganação.

Para começar, a roteirista Jane Espenson, teve que se desdobrar para criar um plano e encaixá-lo na série sem desmontar o que já havia sido criado. E ela até consegue ser bem sucedida em sua tentativa.

No entanto, o diretor – e Almirante Adama – Edward James Olmos, de maneira a efetivar o roteiro, teve que se valer de dezenas de trechos  de vários capítulos da série, acrescentando muito pouca coisa nova, na verdade. Assim, o que vemos é uma espécie de resumo de tudo o que aconteceu na série em pouco mais de 1 hora e meia. Vemos cenas que já tínhamos visto exatamente como elas foram ao ar e, então, somos apresentados à revelações discretas sobre o que estava por trás de cada uma delas.

Apesar de eu ter adorado a série, nunca fui viciado o suficiente para ver e rever os capítulos, pelo que essas explicações todas, para mim, eram completamente desnecessárias. Mas até que elas acabam funcionando e não prejudicam a série como um todo. Acabam até acrescentado já que o foco todo agora é no Brother Cavill (Dean Stockwell – excelente ator), um dos melhores personagens da série.

The Plan poderia ser comparado àquela função de “ângulo” que os aparelhos de DVD têm e que permitem, em alguns casos, vermos determinadas cenas sobre outro ponto-de-vista (dos Cylons). Típica função conceitualmente bacana mas que muito pouca gente usa e aprecia.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.