Crítica | Boston Legal – 4ª Temporada

Boston Legal, para quem não conhece, é uma divertidíssima série sobre advogados, estrelando James Spader (no papel de Alan Shore), William “Captain Kirk” Shatner (no papel memorável de Denny Crane) e Candice Bergen (no papel de Shirley Schmidt). O mote da série é a relação entre os advogados e com os casos absurdos perante os tribunais. Trata-se de uma comédia com alguns tons de drama.
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A série vinha se mantendo sólida, cada vez mais se aprofundando na forte amizade entre Denny Crane e Alan Shore mas sempre deixando espaço para interessantes assuntos judicais, ainda que sempre incomuns. No entanto, a quarta temporada exagerou no lado comédia da série, ao apresentar uma série de casos completamente malucos, como uma cidade que quer se separar dos Estados Unidos por não concordar com a política do governo Bush, outra cidade que quer ter o direito de construir sua própria bomba atômica e outros. Isso fora os episódios que tratam de ações judiciais em que são parte os próprios advogados do escritório Crane Poole & Schmidt, como as duas prisões de Denny Crane por se envolver em prostituição, a neta de Shirley que quer evitar sua expulsão da escola etc.
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A série foi construída ao redor de casos excêntricos mas a quantidade desse tipo de assunto foi sempre comedida e temperada por assuntos sérios, importantes para o dia-a-dia. Ao partirem para a comédia pura, os produtores demoliram um dos alicerces dessa excelente série. Não me levem a mal: o programa continua muito legal só que ele foi muito alterado. Há, ainda, episódios brilhantes como a defesa de Alan Shore, em um caso de pena capital, perante o Supreme Court mas esses episódios, que eram a regra, tornaram-se a exceção. Nem mesmo a entrada de John Larroquete no papel de um sócio sênior chamado Carl Sack, que veio para arrumar o escritório de Boston, ajuda muito nessa temporada fraca.
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Parece que os produtores notaram esse problema e a série foi encerrada na quinta temporada que ainda assistirei com prazer, ainda que não o mesmo prazer das três primeiras.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.