Crítica | Desperate Housewives – 4ª Temporada

Desperate Housewives não é um seriado de mulherzinha como muitos pensam. Série de mulherzinha era Sex and the City.
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Desperate é uma comédia das boas, com fortes críticas ao American Way of Life. A série conta as desventuras de 4 mulheres moradoras de um subúrbido típico norte-americano, com belas casas, tudo aparentemente calmo, mas escondendo os piores segredos por trás das portas. As 4 mulheres têm suas próprias características, ao ponto do cartunesco: Susan é a mãe estabanada e irresponsável de uma adolescente responsável; Lynette é a mãe perfeita de 4 filhos, que larga o emprego para cuidar deles; Bree é a dona-de-casa inigualavelmente perfeita, com excelentes dotes culinários, bom gosto, cuidado com a família e com a casa e Gabrielle é a dona-de-casa fogosa, que casou por dinheiro e não pode ver homem que já vai atrás.
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Esses estereótipos são todos muito bem cuidados para não ficarem totalmente ridículos mas passam o recado direitinho. A primeira temporada gira em torno do suicídio de Mary Alice, a quinta dona de casa desesperada, que acaba não agüentando as pressões daquela vidinha. Tudo é narrado pela própria Mary Alice, do além, o que torna a série ainda mais interessante. Não parecia que a série sobreviveria à primeira temporada pois não havia estória para contar. Foi aí que os criadores, com o sucesso da primeira leva, arrumaram novos vizinhos misteriosos na segunda temporada, o que levou a estória para uma lado que forçou muito a barra narrativa. A terceira temporada, porém, trouxe de volta o mistério da primeira, sem precisar, necessariamente, introduzir novos personagens. O caminho parecia ter sido achado.
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Agora, na quarta temporada, as mulheres de Wisteria Lane têm uma nova vizinha mas que não soa muito forçado como na segunda temporada pois os roteiristas conseguiram costurar muito bem um pano de fundo que mostra que essa nova vizinha é, na verdade, uma antiga moradora da rua, que acaba de voltar. O mistério é interessante e bem feito, as reviravoltas são inteligentes e a greve dos roteiristas de Hollywood, que fez com que várias séries fossem reduzidas, teve um efeito benéfico à essa quarta temporada. Só com 17 episódios, os roteiristas tiveram que encerrar o assunto com mais eficiência, tornando cada episódio relevante para a série. E, num twist bem bacana, uma nova situação é criada, que nos leva imediatamente para a quinta temporada, ainda sendo transmitida nos Estados Unidos. Vamos aguardar pois outra boa temporada pode vir por aí.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.