Crítica | Dexter – 4ª Temporada

Dexter é uma excelente série de televisão que trata da vida de umserial killer “bonzinho” que só mata pessoas que merecem morrer, como assassinos que são absolvidos por tecnicalidades processuais. Na ótima primeira temporada, vimos Dexter enfrentar outro assassino em série. Na eletrizante segunda temporada, vimos Dexter tentar se livrar de uma investigação sobre ele mesmo. Na terceira temporada, a mais fraca até agora mas mesmo assim acima da média, Dexter encontra alguém com quem pode se identificar.

Agora, na quarta temporada, Dexter é um homem de família completo, com mulher, dois enteados e um filho recém-nascido, além da casinha naquelas ruas pasteurizadas bem americanas. Ou seja, é Dexter integralmente dentro da malha da sociedade padrão. Mas mesmo assim, seu Dark Passenger, continua vivo e ele precisa matar. Aviso que os comentários a seguir contém SPOILERS leves das temporadas anteriores.

Talvez como uma evolução natural do erro de Dexter que desencadeou toda a terceira temporada, a quarta temporada abre com uma besteira enorme de nosso assassino em série favorito. Descabelado, com olheiras e extremamente cansado pela vida caseira atribulada que passou a levar, com um bebê chorando a noite inteira, Dexter não aguenta e acaba dormindo no volante (literalmente).

Mas a série não usa esse erro como um início pois isso seria apenas cópia da temporada anterior. Dessa vez, Dexter passa a investigar um outro potencial assassino serial, vivido pelo excelente John Lithgow. Frank Lundy (Keith Carradine) também volta nessa temporada como um agente do FBI aposentado, para terminar de investigar um caso que nunca conseguiu solucionar.

O mero fato de termos Lithgow e Carradine em uma série já é razão mais do que suficiente para assisti-la. Some-se a isso a já consagrada atuação de Michael C. Hall como Dexter e a originalidade dos roteiros e voilà, temos televisão de primeira linha, imperdível.

Mas a quarta temporada não é, infelizmente, tão boa quanto as duas primeiras, ainda que consiga efetivamente estar acima da terceira. O grande problema dessa temporada é que tudo acontece muito rapidamente nos seis primeiros episódios e os cinco seguintes deixam a impressão que os roteiristas quiseram nos enrolar. Dexter reluta muito em enfrentar seu antagonista (estou sendo críptico propositalmente pois não quero estragar surpresas para ninguém), sob a desculpa que ele precisa aprender muito com esse potencial mentor. Acontece que isso força mudanças muito radicais de personalidade no personagem principal, que sempre seguiu rigidamente o “Código de Harry”. Aliás, Harry (James Remar) tem uma participação enorme nessa temporada (em pensamento, claro), quase que servindo de muleta para Dexter.

No entanto, temos o episódio final da temporada que é incrivelmente bem feito e muito angustiante. Não é necessariamente pela surpresa que para muitos não será uma surpresa mas sim pela forma como foi executado.

A quinta temporada promete!

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.