Crítica | Entourage – 1ª Temporada

Sempre fui fascinado por Hollywood. Muitos filmes tratam desse “mito” (Sunset Boulevard vem imediatamente à cabeça) mas não havia visto ainda uma série de TV sobre o assunto até me deparar com Entourage.
.
A série, composta de pequenos episódios de 30 minutoos, é uma comédia dramática sobre um jovem ator em ascensão em Hollywood e sua trupe de amigos que vivem em sua aba (como o inteligente tagline da série diz “His fame is their fortune”). Vincent Chase (vivido por Adrian Grenier) é o tal ator, que emprega em sua “entourage” seu irmão mais velho e ator de algum sucesso no passado mas hoje completamente fracassado e esquecido Johnny “Drama” Chase (Kevin Dillon fazendo ele mesmo basicamente), Turtle, o faz tudo, vivido por Jerry Ferrara e, finalmente, Eric Murphy, seu empresário não-oficial e único cara do grupo todo com um mínimo de QI (o papel é do ótimo Kevin Connolly).
.
A série começa no lançamento do que parece ser o primeiro longa-metragem de estúdio de Vincent Chase. Ele vive em uma mansão alugada, com piscina interna e em um constante estado de torpor pelo sucesso. Apesar de ser ator, ele não lê roteiros e não se preocupa com o dinheiro que ele acha que nasce em árvores e se reproduz como coelhos. Para se ter uma idéia, Turtle sugere que ele compre um Rolls-Royce Phantom zerado e ele simplesmente entra na loja e manda ver, para desespero de Eric (e do contador do grupo). Johnny Drama vive do seu passado e, à sombra de seu irmão, colhe todas as migalhas que ele joga. São muitas mulheres, festas de famosos, muita maconha e muita doideira. Exatamente o que deve ser Hollywood, quando vista por dentro.
.
Ah, não posso esquecer do agente de Vincent Chase, Ari Gold (vivido pelo excelente Jeremy Piven) que mostra com clareza solar a podridão desse mundo de representação de artistas, com muita falta de ética e um desprezo total pela moral e bons costumes.
.
Mas o grande destaque mesmo fica com Hollywood e seus estúdios e sistema. Eles são as grandes estrelas dessa série que tem como objetivo deixar às claras aquilo que todo mundo apenas ouviu falar mas que ninguém tinha coragem de contar de verdade. Nada como a ficção para se falar da realidade!
.
Mark Wahlberg é o produtor dessa série e deve ter sido o responsável por muita inside information para recheá-la de momentos interessantes como quando Turtle diz que a mera festa de despedida do próprio Wahlberg para começar uma filmagem custou 500 mil dólares. Apesar de breve – só tem 8 episódios – a série é repleta de convidados especiais vivendo eles mesmos: Mark Wahlberg, claro, Jessica Alba, Scarlett Johanssen e Gary Busey são apenas alguns dos nomes. Val Kilmer faz uma hilária ponta como “Sherpa” mas eu vou deixar vocês descobrirem o ator por si sós.
.
A série tem um enorme potencial e só arranha a ponta do iceberg na primeira temporada pois ela trata apenas do que acontece depois do primeiro sucesso de Chase, sua procura (ou melhor, a procura de Eric) pelo próximo papel e a definição de seu futuro imediato. Tem muita coisa de Hollywood para ser mostrada ainda. A série está, atualmente, na quinta temporada e eu já vou correr atrás da segunda para ver o que acontece com Chase e seu grupo.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.