Crítica | Entourage – 2ª Temporada

A primeira temporada de Entourage, que comenteiaqui, nos apresenta a Vincent Chase (Adrian Grenier) ator em carreira ascendente, e sua entourage, composta por seu irmão e ator esquecido, Drama (Kevin Dillon em ótimo papel), seu melhor amigo Eric (Kevin Connolly) e Turtle (Jerry Ferrara) o “faz tudo”. O excelente Jeremy Piven também é importante personagem, o agente de talentos Ari Gold.

Vincent e seu grupo, no final da primeira temporada, vão para New York participar de uma filmagem de um filme cabeça de um diretor extremamente autoral. A segunda temporada começa uns meses depois, com a trupe voltando para Los Angeles depois da filmagem.

Segue, então, a insistência de Ari em Vincent fazer o papel principal na filmagem de Aquaman, dirigido por nada mais nada menos que James Cameron (que aparece fazendo o papel dele mesmo em vários episódios). O que se sucede, porém, vai da negativa de Vincent em aceitar o papel, a luta de Ari e Eric para que aceite e tudo o mais que efetivamente deve acontecer em bastidores de filmes dessa monta. Fofocas, casos antigos, brigas de agentes, gastos desenfreados, reuniões com os atores e muito mais.

O mais bacana dessa temporada – e os produtores e roteiristas caminharam um caminho difícil mas recompensador aqui, já explico o porquê – é que ela mostra as “Hollywoods” que existem além de Hollywood. São episódios sobre o festival Sundance em Park City, Utah, outros sobre a enorme convenção de quadrinhos Comic-com em San Siego e por aí vai.

Classifiquei de “caminho difícil” pois, com isso, os roteiristas e produtores correram o risco de tornar o programa muito de nicho, de difícil entendimento para quem é de fora desse meio Hollywoodiano. Por mais famosos que sejam Sundance e Comic-com, poucos efetivamente de fora ou desinteressados por cinema/quadrinhos conhecem o festival e a convenção e sua importância para a indústria. Mas acredito que os realizadores de Entourage conseguiram escapar desse possível “tiro no pé” e apresentaram as situações de forma inteligente e engraçada.

Entourage é uma série despretensiosa mas que revela efetivamente o que está pelos bastidores de uma das indústrias mais interessantes do mundo. Qualquer um que tenha interesse em cinema deveria assistir Entourage. Na verdade, mesmo aqueles que não necessariamente se empolgam com esse mundo terão em Entourage um bom divertimento.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.