Crítica | Glee – 5X02: Tina in the Sky With Diamonds

Venhamos e convenhamos: Tina in the Sky with Diamonds já vinha prometendo bem mais do que o episódio de abertura desta temporada, afinal, todos já estamos acostumados a  acompanhar a melação do casal Klaine, mas Tina tendo destaque e (pasmem!) cantando duas músicas num único episódio não é algo que vemos todo dia. Ou melhor, em todo episódio. Também tínhamos a promessa da aparição da cantora Demi Lovato, que causou um alvoroço no meio gleek ao ser anunciada como o novo interesse romântico de Santana. Na questão da homenagem, o episódio apenas insere as canções da lendária banda The Beatles e se concentra no desenvolvimento das storylines. Isto é, se houvesse tido, de fato, algum desenvolvimento.

Conhecem o ditado: “A pressa é inimiga da perfeição”? Pois então, o episódio deixa claras as suas intenções de avançar os fatos na maior velocidade possível, entregando os acontecimentos apenas de bandeja e esquecendo de que ali estão personagens que necessitam de um trabalho mais adequado em cima de seus conflitos, e não meros fantoches que estão a serviço de um roteiro tão esdruxulo.

Ao menos a protagonista do episódio, cujo nome se faz presente no título do mesmo, cumpre o que promete e rouba a cena de todo o cast, já que esta foi a única parte do roteiro que recebeu um tratamento, digamos, mais adequado. Que Tina é a eterna ignorada do Glee Club, disso todos sabemos. E sempre achei curioso a maneira como tal condição da personagem era retratada na série: tão trágica quanto cômica. Afinal, como não rir e ao mesmo sentir pena quando Tina começa a divar ao som de Revolution, mas logo em seguida é interrompida pelo (maldito seja!) sino da escola? Não sei quanto a vocês, mas minhas lágrimas descerram pelo rosto quando trollaram Tina no baile, mas o retorno triunfal da asiática, ao som de Hey Jude, foi algo revigorante e lindo de se ver, ainda mais com Hell Kitty assumindo de vez seu lado altruísta e se despindo (quase que literalmente) para ajudar a amiga.

De resto, o que tivemos foi algo muito mal balanceado e que pode ser resumindo numa palavra já utilizada: pressa. Sam se apaixonado pela enfermeira Penny (interpretada por Phoebe Strole), Santana iniciado seu romance com Dani… Mas tudo feito na correria. Onde está a lapidação do romance? Onde está o desenvolvimento da química entre os casais? Parece que na cabeça de titia Murphy, uma música já é suficiente para nos fazer apaixonar pelos casais, mas a coisa não é bem por aí. Here Comes the Sun consegui me arrancar um belo sorriso do rosto e eu ri da cretinice de Something, mas mais uma vez, faltou aquela enxugada no roteiro para nos permitir, de fato, sentir a verossimilhança dos romances.

Ao menos o episódio se encerrou de maneira com Rachel finalmente conseguindo seu tão aguardado papel de Fanny Brice seguido pela icônica Let It Be. Mas no fim das contas, o que temos é apenas mais um episódio com boa parte de seu potencial desperdiçado.

PS1: impressão minha ou Naya Rivera ainda não percebeu que está com anorexia?

PS2: mais uma vilã sem causa no McKinley High, repetição é especialidade de titia Ryan…

PS3: alguém precisa dizer ao Sam para cortar aquela juba, como bem disse Sue Sylvester, a boca dele já distraio o suficiente.

PS4: cruzando os dedos pra que a série continue tratando o casal Jarley como tem tratado até agora – sem nenhuma importância.

PS5: quem também se mijou de rir com aquele comercial picareta de Santana, bate aqui o/

RAFAEL OLIVEIRA. . . .Cinéfilo ainda em construção, mas que já enxerga na Sétima Arte algo além de apenas imagens e som. Amante de Kubrick e Hitchcock e viciado em música indie, cético e teimoso, mas sempre aberto para novas experiências e estranhas amizades.