Crítica | Lost – 5ª Temporada

estrelas 3,5

Eu definitivamente não sou um fã inveterado de Lost. Gostei muito da primeira temporada mas já via, ali, o começo de uma trama que não seria resolvida satisfatoriamente. Vi a segunda temporada e ela, apesar de também ter sido bacana, confirmou minha suspeita. Como sou insistente, vi a terceira temporada e comecei a perder a paciência com a quantidade de mistérios sem qualquer chance de resolução aceitável. Lá pelo meio da quarta temporada, joguei a toalha e só a acabei pois um amigo meu disse que o final valia a pena. De fato, o final da quarta temporada é ótimo, diria até sensacional, mas que não valeu o sofrimento de passar pela lerdeza que foi aquela temporada.

E, com isso, demorei séculos para ver a quinta temporada. Tinha mais uma razão, na verdade: com o final da série na sexta temporada, queria deixar mais para próximo do fim para começar a ver a penúltima temporada.

O que posso dizer? Nessa temporada os produtores resolveram, de verdade, começar a desvendar os mistérios da ilha e da aparente ligação entre os personagens perdidos por lá. Sem estragar muito a surpresa, aqueles que, na quarta temporada, saíram da ilha, voltam para lá e essa temporada é uma mistura deflashbacks com flashforwards mas com um twist bacana: nem sempre os flashes são uma visão do passado ou do futuro. Muitas vezes estamos no passado ou no futuro. Com isso, os produtores conseguiram acertar meu calcanhar de aquiles pois é difícil eu não gostar de algo com viagens no tempo, por mais idiota que possa ser.

E Lost não é idiota, longe disso. Há temas interessantes em toda série mas que acabam perdidos não na falta de roteiro mas na quantidade de coisas novas e surpreendentes que os roteiristas vão largando na nossa frente. É uma típica série que precisa ser assistida com um caderno ao lado para se anotar as pistas. E isso é meu maior problema com o conceito de Lost, por mais bem feita que seja a série: ela é extremamente complicada e, nesse ponto, sem qualquer esperança de uma resolução lógica.

Apesar dos produtores e roteiristas terem deixado os espectadores na dúvida sobre as propriedades estranhas da ilha por quatro temporadas, na quinta eles escancaram as portas e partem para o gênero ficção científica completamente. Pelo menos, agora, há um norte, um caminho a ser seguido, ainda que, sob a desculpa de ficção científica, não haja mais nenhum possibilidade de uma explicação decente para o que acontece. Teremos, apenas, que aceitar aquilo que nós é jogado no colo ainda que, obviamente, o pessoal que venera essa série venha me dizer que tudo se encaixa perfeitamente.

No entanto, no final das contas, surpreendi-me com a  quinta temporada, pois ela conseguiu realmente me prender no sofá e me deixar intrigado. Só não gostei dos dois últimos episódios em que dois novos personagens são introduzidos (ok, um deles não é novo mas não havia aparecido em carne e osso ainda) pois, nesse momento, pisaram no freio e fizeram os personagens arrastarem o pé.

Mas foi o suficiente para me deixar curioso pela última temporada.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.