Crítica | Mad Men – 3ª Temporada

estrelas 5,0

Em homenagem ao terceiro ano consecutivo de vitória de Mad Men como melhor série dramática no Emmy, nada melhor do que falar da terceira temporada dessa que está se tornando uma das melhores séries já feitas. Don Draper (Jon Hamm), Betsy Draper (January Jones), Peggy Olson (Elisabeth Moss) e Roger Sterling (John Slattery) estão de volta, junto com todo o resto do elenco para mais uma brilhante temporada.

Logo de início, vemos Don Draper e Salvatore Romano (Bryan Bett) em viagem a trabalho e uma importante revelação é feita, confirmando o que nós, espectadores, já sabíamos sobre um dos dois (é spoiler, portanto, nada vou falar). A cena é muito bem construída e, mais para frente na temporada, tem um efeito devastador em momento decisivo.

Em linhas gerais, vemos a vida caseira de Don Draper começar realmente a ir para o ralo ao mesmo tempo em que, mais para o final da temporada, vemos a própria agência Sterling Cooper começar a desmoronar. A primeira metade da temporada funciona com foco nas pessoas e seus relacionamentos ou, na verdade, falta de relacionamento. O passado de Don volta a atormentá-lo mas, dessa vez, parece que não tem volta. Roger Sterling, por outro lado, é só sorrisos, com uma vida totalmente nova, mesmo nessa altura da vida. Parece ser o único personagem de toda a série que consegue efetivamente ser ele mesmo, sem maiores disfarces.

A segunda metade da temporada é só negócios, sendo que o capítulo 6 (“Guy Walks Into An Advertising Agency”) marca essa reviravolta assim como me marcou como um dos mais memoráveis capítulos de toda a série, envolvendo um incidente com um cortador de grama em plena Sterling Cooper. Fiquem tranquilos pois a cena faz todo o sentido. É um episódio inacreditavelmente brilhante. E olha que é difícil um episódio se destacar tanto em relação aos outros já que todos têm roteiro, fotografia e atuações impecáveis.

Mas o sexto episódio é um mero prelúdio para os sete seguintes. Você pensa que, depois de uma meia temporada tão brilhante, não há como os roteiristas manterem a qualidade mas eles conseguem e, eu diria, facilmente, sem demonstrar muito esforço, costurando eventos que vinham sendo construídos desde a primeira temporada.

Outro episódio de nota é “The Gypsy and the Hobo”, o 11º, que coloca Don frente a frente com Betsy e, quando eu achava que não dava para ficar melhor, os roteiristas fecham a série com Shut the Door, Have a Seat, episódio que muda completamente o jogo que havia sido estabelecido até aqui e que, certamente, terá profundo impacto na quarta temporada. Acho que nunca vi um final de temporada melhor.

O que posso dizer? Vejam essa série de qualquer maneira. Assim como os cabelos dos personagens, não tem absolutamente nada fora de lugar nesse drama.

Mad Men – 3ª Temporada (Estados Unidos, 2009)
Criador: 
Matthew Weiner
Direção: vários
Roteiro: vários
Elenco: Jon Hamm, Elisabeth Moss, Vincent Kartheiser, January Jones, Christina Hendricks, Aaron Staton, Rich Sommer, John Slattery, Kiernan Shipka, Robert Morse, Michael Gladis, Alison Brie, Christopher Stanley, Jessica Paré, Peyton List
Duração: 611 min. (13 episódios)

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.