Crítica | My Name is Earl – 3ª Temporada

My Name is Earl é uma série divertidíssima. Conta a estória de Earl Hickey, um capiraço típico americano, de cidade pequena, que vive a vida de pequenos golpes, nutre um egoísmo absurdo que só é quebrado pelo amor que sente por seu irmão Randy, um gordo com apenas um ponto de QI acima do retardamento total. Com se isso não bastasse, Earl é casado com uma mulher “vagaba” que o trai com o dono de um bar.
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Mas a estória não é essa. Earl, no primeiro episódio da primeira temporada, ganha 100 mil dólares em uma raspadinha mas perde o bilhete quando é atropelado. Odiando-se pela desgraça que é sua vida, Earl, ao assistir a um programa de auto-ajuda, decide que tudo que ocorreu de ruim para ele foi por causa do Karma. Ele deduz que, como só faz coisas ruins para os outros, Karma o pune com coisas ruins. Earl cria, então, uma lista (bem grande, por sinal) contendo todos os atos ruins que ele fez com outras pessoas para que ele possa fazer coisas boas à elas. Essa é a premissa da estória e é com isso que a primeira temporada lida. São capítulos extremamente originais e engraçados de chorar, todos eles sobre Earl tentando fazer o bem para pessoas que maltratou.
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A segunda temporada, quando achamos que só teríamos mais do mesmo, dá uma guinada e mostra Earl tentando resolver a vida da ex-mulher, que foi acusada de furtar um caminhão e de seqüestrar (sim, ainda com trema pois não estamos em 1º de janeiro) uma pessoa que estava dentro do caminhão. Muitos dos episódios giram em torno disso mas há outros não relacionados, uns se passando na América Latina e por aí vai. A série continuou forte.
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Na terceira temporada, os criadores da série não se deixaram desanimar e criaram toda uma nova estrutura, com Earl preso em um prisão, não podendo, assim, lidar com a lista. Novamente, ótimas sacadas dos roteiristas e a série não perde o rebolado.
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É, talvez, a série mais politicamente incorreta da televisão e, por isso mesmo, talvez uma das melhores comédias de hoje. Vamos ver o que a quarta temporada tem para nós.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.