Crítica | Plantão Médico 1×23: Motherhood

Plantão Médico, para aqueles que não se lembram, foi uma série da Warner criada pelo autor literário Michael Crichton (que escreveu, dentre outros, Jurassic Park) e que durou 15 temporadas, indo ao ar entre 1995 e 2009. Seu tema, como o nome deixa claro, é o acompanhamento do dia-a-dia de médicos, enfermeiros e ajudantes de enfermagem da caótica emergência de um hospital fictício de Chicago chamado County General Hospital.

A série, além de ter sido muito premiada ao longo de sua existência, ainda foi responsável por catapultar a carreira de George Clooney e por revelar outros nomes como Anthony Edwards, Eriq La Salle, Julianne Margulies e Noah Wyle. Como toda série que dura muito tempo, houve muita substituição de atores e criação de diversas linhas narrativas para tentar sustentar sua longevidade. No entanto, no final das contas, o frescor inicial perdeu-se já pela 5ª ou 6ª temporada.

De toda maneira, logo na primeira temporada, Quentin Tarantino dirigiu seu primeiro episódio de série de TV, intitulado Motherhood (Maternidade). Como era comum acontecer em Plantão Médico, os episódios eram construídos a partir de um tema e, claro, maternidade foi o desse.

Para começar, o episódio se passa durante o dia das mães e foca, principalmente, no nascimento da sobrinha da Dra. Susan Lewis (Sherry Stringfield) e no falecimento da mãe do Dr. Peter Benton (La Salle). A complementaridade desses dois acontecimentos é mais do que evidente e, apesar de clichê, o roteiro de Lydia Woodward é tão dinâmico que acabamos aceitando naturalmente esse tipo de coincidência. Tudo acontece muito rapidamente, sem deixar tempo para o espectador descansar.

Do lado do drama do parto de Chloe (Kathleen Wilhoite), vemos Susan, a tia da recém-nascida tendo que lidar com sua imatura irmã e sua ainda mais imatura mãe (Valerie Perrine), que, apesar de ter prometido albergar a filha mais nova e a neta, resolver dar para trás e deixar tudo ao encargo de Susan.

Do lado do drama de Benton, ele se depara com uma situação que nunca teve que lidar: ele se encontra do outro lado das tristes mensagens que já teve que dar a diversos parentes de pacientes seus que faleceram, apesar de seus esforços. Ele começa a enxergar a relativa frieza com que a informação é passada, literalmente um texto padrão decorado pelos médicos e não consegue se reconciliar com isso.

No meio disso tudo, claro, há vários outros momentos que lidam, de uma maneira ou de outra, com o tema maternidade, que envolvem os demais atores principais da série à época como o Dr. Mark Greene (Edwards) e a enfermeira Carol Hattaway (Margulies). Apenas Carter (Wyle), em começo de carreira, é que se debate com um dilema não relacionado com mãe, mas que afetaria significativamente sua carreira: se fica na emergência ou se vai para o centro operatório com o Dr. Bento

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.