Crítica | Star Wars: The Clone Wars – 1ª Temporada

George Lucas, depois de destruir minhas lembranças de infância com os Episódios I, II e III, partiu para a animação. Escolheu, mais uma vez, as Guerras Clônicas como seu alvo e lançou um filme no cinema para atrair atenção para sua série. O filme, porém, como vocês podem ver de minha crítica, é fraquíssimo.

Mesmo assim, claro, a série foi lançada e aquela animação fraca dos personagens continua. É difícil aceitar os personagens humanos. Anakin, Obi-Wan e Padmé ficaram bem ridículos. Já os personagens não humanos e aqueles usando armaduras (como os clones) funcionam até bem direitinho. Depois de uns 5 ou 6 episódios dá para começar a se acostumar com o caminho escolhido pela produção.

Com 22 episódios curtos, a primeira temporada é suficientemente dinâmica para prender a atenção de espectadores mais jovens e menos exigentes. Como série adulta, ela falha em vários momentos mas creio que essa faixa etária não tenha sido o alvo da produção. De toda forma, um dos pontos que mais me incomodou foi o fato de que os episódios são completamente soltos, não necessariamente colocados em ordem cronológica. Assim, o longa metragem que antecede a série consegue ser, por exemplo, a parte dois de um episódio lá pela parte final da temporada. Muito estranho e completamente desnecessário. Custava seguir uma mínima ordem?

Bom, sobre a estória não há muita coisa a falar. Temos Obi-Wan, Padmé, Anakin e sua padawan Ahsoka Tano de um lado, lutando pela República e, do outro, o Conde Dooku e o General Grievous lutando pelos separatistas ajudados secretamente pelo Senador Palpatine. Há a introdução de vários personagens, alguns interessantes, muitos desinteressantes. Muita pancadaria Jedi, muito tiros laser e irritantes momentos de desafio à física como gravidade no espaço e idiotices como o exército droid inimigo comunicar-se verbalmente e não por alguma forma de transmissão de dados.

Ocasionalmente vemos episódios realmente bons, como, por exemplo, Rookies, em que soldados clones recém chegados se deparam com uma enorme enrascada; Trespass, em que Obi-Wan e Anakin têm que lidar diplomaticamente com monstros em um planeta gelado e a trilogia de episódios envolvendo a libertação do planeta Ryloth. No entanto, os episódios realmente bons são infelizmente poucos e esparsos, não o suficiente para prender a atenção.

A primeira temporada é bem melhor que o longa metragem mas, ainda sim, está longe de ser algo memorável.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.