Crítica | Stargate: Atlantis – 5ª Temporada

Stargate sempre foi um de meus maiores guilty pleasures. Adorei o filme original, todas as 10 temporadas da primeira série, os dois filmes para a TV baseados na primeira temporada e, até agora, todas as quatro temporadas da série spin-off Stargate:Atlantis, cujos comentários fiz aqui. A quinta temporada, de 2008, foi a última mas, recentemente em 2009, o canal Sci-fi (agora ridiculamente rebatizado de Syfy) iniciou a produção e o lançamento de mais um spin-off, Stargate: Universe.

Por mais que eu tenha gostado da série, a quinta temporada de Atlantis definitivamente demonstra o cansaço da série e a necessidade de seu cancelamento. Depois da quarta temporada, não havia muito mais o que fazer para segurar 20 episódios de uma temporada nova. Aí os roteiristas passaram a fazer o que sempre fazem: escreveram uns 15 episódios soltos, sem relevância para a continuidade da série que só repetem o tema “soldados atravessam o Stargate e enfrentam as ameaças que encontram do outro lado”. Não vou dizer que foram todos ruins, ao contrário, são divertidos, mas achei distração e repetição demais.

Lá pelo final, fizeram um interessante episódio chamado Vegas que se passa em uma realidade alternativa em que John Sheppard é um detetive fracassado na cidade de Las Vegas que se depara com uma série de assassinatos muito estranhos. Esse episódio, todo filmado com se fosse CSI, dá um certo frescor para a série mas ele acaba vindo tarde demais, já que foi o penúltimo da temporada. Aliás, surpreendentemente, esse episódio que, em circunstâncias normais seria apenas mais um daqueles episódios soltos, é usado como plataforma de lançamento, por assim dizer, para o episódio final, Enemy at the Gate, em que os Wraith finalmente ameaçam a Terra diretamente. Talvez se eles tivessem feito esse episódio um pouco mais cedo na temporada e desenvolvido mais esse tema de invasão da Terra, os roteiristas tivessem conseguido justificar melhor a temporada. Infelizmente, não foi o que ocorreu.

No entanto, exatamente essa dupla de episódios demonstram o grau de desnecessidade que foi essa temporada. Os roteiristas simplesmente esgotaram suas ameaças e forçaram muito a barra para gerar esse perigo para o nosso planeta. Ficou bem ridículo, especialmente o último episódio que é muito apressado.

De resto, a temporada não traz surpresa alguma e encerra, mais do que tardiamente, uma boa série descerebrada. Agora é esperar Stargate: Universe ser lançada em Blu-Ray (os 10 primeiros episódios já saíram mas vou esperar a temporada completa).

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.