Crítica | The Wire – 3ª Temporada

Acabei agora de ver a terceira temporada de The Wire. Eu já disse que essa é a melhor série de TV que já assisti? Acho que sim mas não me canso de repetir: essa é a melhor série dramática da TV que já tive o prazer de assistir.
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E olha que, quando muita série já começa a cair na segunda temporada, The Wire só faz melhorar. A terceira temporada só confirma isso. Consegue ser, talvez, melhor que as outras duas.
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Com 12 episódios, essa temporada fecha o “arco das drogas” que se iniciou na primeira temporada, sofreu um interessante desvio na segunda, meio que para recarregar as baterias, e voltou com força total, para um digníssimo fim (ao menos é o que acho).
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Agora, Jimmy McNulty e seus colegas, já formando uma equipe mais “permanente”, tentam dissolver o cartel das drogas em Baltimore por meio de grampos em telefones celulares descartáveis. Nesse meio tempo, um chefe de polícia de médio escalão resolve fazer algo diferente para diminuir os danos colaterais do comércio de droga: remove os vendedores e compradores para regiões abandonadas da cidade, literalmente legalizando as drogas em 3 regiões. Isso tudo, claro, sem o alto escalão – incluindo o prefeito – saber de nada.
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Como se essa questão complicada não bastasse, a terceira temporada lembra um pouco The Godfather III, com o principal “drug lord” tentando, com todas as forças, legalizar seu negócio mas sendo tragado de volta para as brigas de gangue que tanto atraem a polícia. Em paralelo, vemos a intensificação do foco da série na politicagem na cidade, com senadores corruptos, vereadores almejando a prefeitura, pessoas comuns almejando o cargo de vereador, o prefeito tentando garantir um segundo mandato, os comissários de polícia tentando ficar no cargo até o fim a todo custo e todo mundo, no processo, querendo obter vantagens, sejam pecuniárias ou não.
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É sensacional como os produtores foram ainda mais ousados nessa temporada ao tratarem das questões de forma lenta, com todos os detalhes e meandros desse mundo sórdido aparecendo aos poucos, quase que em câmera lenta. Definitvamente não é uma série de ação. É um filme dramático com fortíssimos tons políticos, em forma de 12 episódios. Talvez os produtores tenham se sentido mais seguros, tendo passado por duas temporadas, provavelmente angariando espectadores fixos, e passaram a mirar nas interessantíssimas questões políticas que antes eram vistas sim mas sem essa atenção toda.
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A quarta temporada promete ser ainda mais política e talvez mais sensacional ainda.
RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.