Crítica | Todd McFarlane’s Spawn: The Animated Collection

A maior criação de Todd McFarlane, famoso desenhista e escritor de quadrinhos e dono de um traço marcante, talvez seja Spawn. O personagem é um ser demoníaco, trazido da morte pelo demônio Malebolgia para servir como seu peão. Ele se chamava Al Simmons em outra vida e era agente da CIA mas foi traído e queimado vivo.

Nunca li os quadrinhos de verdade, só umas estórias aqui e ali mas sempre achei o personagem bem bacana, ao menos visualmente. Assim, interessei-me na série animada de 1997 pela HBO, produtora que, geralmente, é responsável por boas séries de TV. Foram três temporadas até a série de Spawn ser cancelada sem uma resolução satisfatória.

Na verdade, posso dizer, de cadeira, que, apesar do belo traço do desenho, foi uma tortura aguentar os 18 episódios de 30 minutos cada um. Quando conseguimos ver Spawn, não conseguimos discernir direito o que ele está fazendo. Quando entendemos o que ele está fazendo, ou não é importante ou não é empolgante o suficiente.

Os episódios se arrastam como se estivessem em um limbo lodoso e modorrento. Passei dos dois primeiros episódios até com alguma empolgação, vendo Spawn se bater com seu inimigo número um, um palhaço maníaco também criado por Malebolgia, chamado Violator. Mas essa pancadaria, que só dura alguns segundos, logo começa a se repetir, e a se repetir, e a se repetir, com o agravante de Spawn ser um reclamão de marca maior, que passa o tempo todo em um beco gemendo no lugar de tomar uma atitude para resolver sua vida (ou morte, sei lá).

O personagem tinha potencial e a estória também. No entanto, uma execução completamente desleixada e preguiçosa conseguiu certamente criar a pior série de TV da HBO de longe além de ser um grande desserviço à cria máxima de McFarlane. Para se ter uma ideia, o fraco filme também de 1997, que adaptou o personagem para a telona é muito melhor que sua contra-partida animada.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.