Crítica | X-Men – Volume 1

A série dos X-Men que eu cheguei a assistir na televisão foi a que estreou em 1992, acabando em 1997, depois de 5 temporadas. A primeira temporada, contendo 13 episódios, foi, de certa forma, um divisor de águas em termos de desenhos animados.

E explico a razão: pela primeira vez, ou, pelo menos, é a primeira vez que consigo me lembrar, os desenhos passaram a ter continuidade, ou seja, não eram estórias estanques que acabavam e começavam no mesmo episódio. É bem verdade que alguns desenhos da década de 80 também se utilizaram dessa expediente mas não faziam isso por mais do que dois episódios seguidos.

X-Men mostrou que era possível manter o interesse sobre uma mesma estória por três episódios, com direito a menção a situações que aconteceram logo no início da temporada lá pelo seu final, algo que, depois dessa série, tornou-se mais comum.

A série, como todos devem saber, conta a estória de vários mutantes que formam o super-grupo X-Men, sob o comando do Professor X, um dos maiores telepatas do mundo. O grupo é formado por Cíclope, com o poder de lançar rajadas óticas, Jean Grey, outra telepata, Fera, um cientista que tem poderes animais, Tempestade, que controla o tempo, Vampira que absorve o poder dos outros, Gambit, que energiza qualquer objeto que toca e Wolverine, o baixinho que tem garras de metal nas mãos. Juntos, eles logo no começo da série resgatam Jubileu, que cria “fogos de artifício” e logo se junta ao grupo. Durante toda a série, o tema recorrente é o preconceito contra as mutantes e as medidas governamentais para se deter essa “ameça”. Obviamente, os heróis também enfrentam o poderoso senhor do magnetismo, Magneto, o mais clássico inimigo do grupo.

O bacana dessa série é que os roteiristas seguiram de maneira muito próxima algumas estórias clássicas em quadrinhos do grupo. Por exemplo, conseguiram a grandiosa saga Days of Future Past, uma das melhores dos mutantes, em apenas dois episódios, simplificando-a bastante mas sem perder o espírito. Da mesma maneira, não esqueceram do triângulo amoroso formado por Jean Grey, Cíclope e Wolverine, elemento recorrente dos quadrinhos e dessa série animada.

A animação, para os níveis de hoje, é bastante “tosca” mas muito fiel à representação dos heróis nos quadrinhos da época. Todas as armas atiram laser, assim como no desenho G.I. Joe da década de 80 e não fazem mal nenhum a ninguém. Mas dá para entender o objetivo: é um desenho que tinha que atingir o maior espectro demográfico possível e colocar tiros e sangue não iria dar muito certo.

X-Men é uma série que conseguiu se sustentar razoavelmente, apesar de sua idade e merece ser vista pelos apreciadores do grupo mutante no mínimo por sua fidelidade aos quadrinhos.

RITTER FAN. . . . Aprendi a fazer cara feia com Marion Cobretti, a dar cano nas pessoas com John Matrix e me apaixonei por Stephanie Zinone, ainda que Emmeline Lestrange e Lisa tenham sido fortes concorrentes. Comecei a lutar inspirado em Daniel-San e a pilotar aviões de cabeça para baixo com Maverick. Vim pelado do futuro para matar Sarah Connor, alimento Gizmo religiosamente antes da meia-noite e volta e meia tenho que ir ao Bairro Proibido para livrá-lo de demônios. Sou ex-tira, ex-blade-runner, ex-assassino, mas, às vezes, volto às minhas antigas atividades, mando um "yippe ki-yay m@th&rf%ck&r" e pego a Ferrari do pai do Cameron ou o V8 Interceptor do louco do Max para dar uma volta por Ridgemont High com Jessica Rabbit.