Crítica | Doctor Who Prom (2010)

estrelas 5

É impressionante como a tecnologia e as transformações típicas de Doctor Who podem ser observadas a cada grande evento em que temos a série exposta. Quem acompanhou o primeiro Prom do programa, em 2008, sabe que foi um evento maravilhoso, com esplêndido trabalho da equipe de produção do Royal Albert Hall para fazer tudo grandioso, exatamente como Doctor Who pede. Mas a volta do show ao famoso festival de concertos se revelou ainda melhor do que a sua primeira participação, dois anos antes. Apresentado por Karen Gillan (Amy Pond) e Arthur Darvill (Rory Williams), tendo Matt Smith (11º Doutor) como convidado especial, este segundo Prom de Doctor Who pode ser facilmente classificado de um evento épico.

O que já se fixou como tradição para os concertos da série no Royal Albert Hall foi a apresentação das composições mais recentes e a presença de aliens e personagens fixos das temporadas que essas composições compreendem. Nesta edição, tivemos o “Dalek servo” (aquele do episódio Victory of the Daleks, na 5ª Temporada) e a nova raça Dalek, com o seu Imperador em pessoa no palco. Os Silurians também apareceram, assim como os já conhecidos alienígenas da série: Cybermen e Judoon. Nesta edição não tivemos a presença dos Oods, mas em seu lugar, tivemos as vampiras do episódio The Vampires of Venice, também da 5ª Temporada, que na verdade são uma raça chamada Saturnyns.

Um dos momentos mais interessantes foi o da composição das regenerações, que contou com as 11 encarnações e 10 regeneração (até aquele momento), trazendo cenas de cada Doutor, o que levou aplausos efusivos da plateia:

Os adultos que estava na sala de concerto evidentemente se divertiram bastante, mas as crianças certamente são as melhores coisas de se ver no vídeo. A cada aparição de alien, a cada momento-chave exibido no vídeo, a cada situação criada durante o evento, vemos as carinhas de espanto, atenção, tensão, alegria e emoção das crianças e adolescentes em todo o recinto, algo realmente emocionante, e um indicativo de que Doctor Who é de fato uma série extremamente cativante.

Matt Smith apresentou-se aqui mais ou menos como David Tennant fizera no mini-episódio Música das Esferas no Prom de 2008. Mas sua participação foi mais “eu estou trabalhando”, sempre com aquela urgência meio abobada e engraçadíssima que o 11º Doutor tem. Mas a surpresa que viria foi a melhor parte. O ator saiu no meio da plateia e depois de explicar o perigo do dispositivo que segurava, pegou um garotinho da plateia, que o ajudou a salvar o mundo. Definitivamente esse garoto vai ter uma história para contar para seus filhos e netos, porque sua participação foi engraçada, bem conduzida por Matt Smith (que tem muito jeito com crianças) e efusivamente aplaudida por todo o Albert Hall.

A música de Murray Gold para esse Prom também superou a da edição passada. As peças I Am The Doctor, This is Gallifrey / Vale Decem e as estupendas Pandorica Suite / The Big Bang já valeriam o evento inteiro. Ben Foster, o mesmo maestro da edição anterior, guiou a BBC National Orchestra of Wales (a orquestra que oficialmente grava as composições para Doctor Who) e ainda contou com o London Philharmonic Choir, duas companhias artísticas de ponta e que realizaram um grande concerto. Definitivamente um dos momentos inesquecíveis da música de Doctor Who.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.